Tomione: Forbidden Memories

36 Pressentimento Correto.


Um cinzal é uma cobra fina, cinza claro de olhos rutilantes e classificação XXX, segundo o livro Animais Fantásticos & Onde Habitam. A pergunta era: Por que eles estavam usando um cinzal ingurgitado numa pantomima de natal?

Em seu tamanho normal, um cinzal não deve ter mais de meio metro, mas como fora ingurgitado, aquela coisa devia estar com uns oito metros. Aquilo não era nem um pouco seguro!

Hermione pensava tentando descobrir o porquê. Ao olhar para os outros da platéia, descobriu que eles estavam impressionados, ou até mesmo com nojo do cinzal, mas não medo. Por quê?

– Wow! Aquilo está cheio de Tretak's– Apontou o loiro ao seu lado.

Foi só dar uma olhada para Ethan que Hermione entendeu. É claro! Como pude ser tão burra? Se perguntava a garota. Ethan Scamander, um provável parente de Newt Scamander, o homem que daqui a alguns anos lançaria o primeiro volume de Animais Fantásticos & Onde Habitam, onde estão as primeiras informações sobre o cinzal. Ninguém tinha noção de que aquela coisa podia acabar com o salão em pouco tempo.

Enquanto Hermione pensava, no palco, a pantomima continuava. Os quatro se levantaram do chão e os personagens de Madeleine e Walburga brigavam com a personagem de Annabel.

– Por que o trouxe junto? – Perguntava Walburga.

– Apenas um pode se banhar na fonte da sorte no topo do morro e já será bem difícil decidir qual de nós será, sem adicionar mais um! — Brigava Madeleine.

– Peço que me desculpe, bela dama. – Interviu John – Sei que sou desprovido de magia, portanto sou inútil e pretendo sair deste jardim – Falou ele encarando apenas Madeleine.Aquilo estava errado. Era para ele dizer aquilo para Annabel. Madeleine e Walburga trocaram olhares confusos, mas Annabel já estava encarando John com raiva.Uma coisa sobre a ruiva, é que ela é extremamente ciúmenta e mesmo que ela e John tenham terminado, isso não significava que ela tivesse parado de gostar dele. John voltou seus olhos verdes para a ruiva e deu um meio sorriso. Ele estava provocando.

– Medroso – Censurou Annabel com o suor escorrendo pela testa – Desembainhe sua espada, Cavaleiro, e nos ajude a atingir a nossa meta.

O grupo concordou entre si e voltaram-se para olhar o jardim, parecendo finalmente notar o cinzal gigante, e isso realmente dava uma sensação falso, visto que seria impossível não notar aquela cobra antes.

Hermione não tinha certeza se devia levantar e avisar Dumbledore. Quer, quais eram as chances? Ela não estava fazendo aula de Trato das Criaturas Mágicas e não conhecia direito o professor Kettleburn, mas ele não seria louco o suficiente para colocar uma criatura que ele não sabia como controlar num palco, não é mesmo?

– Aidan – Chamou Hermione cutucando o garoto – Como é o professor Kettleburn?

– O que? Por que você...

– Só diga – Interrompeu.

– Bom, ele é alto e tem cabelos brancos...–

– Não, a personalidade!

– Ah, todo mundo duvida um pouco da sanidade dele, mas ele é legal e...

– Ei! Quietos aí! — Pediu um fantasma que flutuava a poucos cadeiras deles.

O cinzal que estava na parte direita do palco, todo enrolado sobre si mesmo, fez um som de sibilar e palavras soaram, como se estivessem vindo dele:

– Paguem-me a prova de suas dores.

O grupo se entreolhou, falsamente confusos, e John sacou sua espada e foi para cima do cinzal, que, com apenas um movimento coma cauda, bateu na espada fazendo-a se quebrar em pedaços.

O garoto recuou, dessa vez verdadeiramente assustado. Apesar de estar com a armadura e não ter encostado a mão naquela criatura, ele sentiu como se tivesse acabado de queimar os dedos.

As garotas retiraram suas varinhas das vestes, prontas para se defender. Madeleine, que jurava ter visto um brilho avermelhado quando a criatura se moveu, aproximou-se.

Ela lançou um feitiço mudo – Estupefaça – direito na cabeça daquela criatura, já esperando que não tivesse efeito. E foi exatamente o que aconteceu, só que ao invés de fica parado, apenas barrando a passagem deles, a criatura sibilou e fez um movimento com a cauda, batendo com muita força nas pernas de Madeleine que caiu, berrando de dor, porque, mesmo com as vestes por cima, o toque daquela coisa estava queimando como se suas pernas estivessem em chamas.

Ethan levantou-se de supetão.

– Madeleine!

O moreno tinha certeza de que aquilo não estava no roteiro, ele tinha ajudado-a a ensaiar, afinal. As pessoas e fantasmas em volta estavam surpresos, indecisos se aquilo fora realmente um acidente ou se era parte da pantomima.

Aidan queria correr até lá e ajuda-la, mas Ethan segurava-o.

– Me solta!

– Senta aí! Eles vão improvisar e dar um jeito nisso, Madeleine não ia querer que a pantomina que ela tanto ensaiou fosse um fiasco.

– Ethan tem razão. Senta, todo mundo está te encarando. – Falou Hermione, tentando parecer indiferente.

Alguns professores tentavam acalmar a algazarra de alguns fantasmas e alunos. Hermione teve um vislumbre de Tom, ele estava com um semblante sério, como se pressentisse desastre.

No palco, John, Walburga e Annabel corriam na direção de Madeleine e a puxavam para longe do cinzal, que se contorcia e sibilava, mas não atacava-os.(P) John puxou Madeleine, que tinha lágrimas de dor escorrendo pelo rosto, para se sentar e apoiou-a em seu peito. Ele olhou para as pernas de Madeleine e viu que as vestes estavam chamuscadas e colando na pele da garota. Cheiro de fumaça se espalhava pelo local.

– A varinha! Rápido! — Disse ele.

Walburga obedeceu e murmurava feitiços de cura. Annabel ficou parada, sem fazer nada, observando com ódio John pegar as mãos de Madeleine e dizendo que ia ficar tudo bem. Sua preocupação com ela parecia ser muito real.

– Ajude aqui! — Resmungou Walburga para Annabel.

– Não.

– Não? – John voltou-se para Annabel viu os olhos dela e compreendeu – Por favor, compreenda!

John entendeu que seu plano estava dando mais certo do que pensava, afinal na história original ele fazia par com Amata, que era Annabel, mas resolvera fazer ciúme nela transferindo seu amor para Asha, que era Madeleine. Ele só não esperava que este acidente tivesse acontecido e que Annabel estivesse apontando uma varinha para ele.

– Saía de perto dele! – Falou Annabel para Madeleine que graças aos feitiços de Walburga já estava com um pouco menos de dor.

– Annabel! Pare com isso! Eu só estou tentando ajudar! – Falava John.

Annabel nem sequer piscou. Sua atenção estava toda em Madeleine que ainda chorava.

– Qual é o seu problema? Não vê que ela está machucada? – Interferia Walburga.

– Cale a boca, Black, isso não tem nada a ver com você. – Respondeu.

– Hey! Ninguém manda Walburga Black calar a boca! Muito menos alguém como você, Willow! – Berrou ela levantando e apontando a varinha para Annabel.

Hermione desistiu de simplesmente esperar que aquele cinzal estive sob controle. Reparou que ele estava se debatendo e que tinha muita fumaça saindo detrás dele. Os ovos do cinzal! Iam fazer aquele palco pegar fogo! A garota subiu em sua cadeira e se voltou para a o público agitado. Alguns estavam assustados, alguns estavam rindo com a perspectiva de alguma fofoca para contar para os outros e uns fantasmas gritavam. O professor Beery corria paro o palco parar tentar fazer Walburga e Annabel para de duelar.

– Corram! – Berrou Hermione – A criatura vai explodir! Corram! Andem! Saiam daqui!

O tumulto aumentou consideravelmente, fantasmas atravessando alunos que levantavam de suas cadeiras.

– O que está dizendo? – Gritou o diretor Dippet para Hermione – Como é que sabe que vai explodir.

– Dumbledore! – Gritou Hermione.

Dumbledore entendeu e já estava mandando os alunos sairem do salão. Hermione saltou da cadeira já pegando a varinha e indo em direção ao palco. Talvez se conseguisse fazer os ovos congelarem...

– Onde você vai? Os Tretak's estão irritados! – Gritava Ethan para ser ouvindo por entre os berros dos alunos, fantasmas e professores.

– Os ovos que a criatura pôs! Vão incendiar tudo! Tenho que congela-los antes que a criatura exploda!

– Explodir? — Gritava Aidan – Então vai acertar Madeleine! Eu vou com você!

– Não! Ethan, leve ele! – Mandou Hermione sendo prontamente obedecida.

OoOoOoOoO

Tom não estava entendo nada daquela confusão. Ele, já que estava no fundo, subira em sua cadeira tentando o ver o que é que estava acontecendo. Black e Willow duelavam ferozmente no palco e acabaram acertando o professor Beery, Madley estava carregando Clearwater para fora do palco, a roupa da garota chamuscada na parte da pernas. Ouvira quando Hermione gritava que aquela criatura iria explodir, mas não entendia. Por que aquela coisa simplesmente explodiria? E o que era aquele brilho vermelho atrás da cobra? Era... Fogo? Sim, era fogo! Tom conseguia ver fumaça saindo de lá. Vislumbrou Scamander prendendo os braços de Bell para trás e o puxando para longe do palco e viu Hermione correndo até a criatura com a varinha em mãos.

Ela era louca? Ela mesmo disse que era perigoso! Tom pulou da cadeira e tirou a varinha das vestes e correu atrás dela.

– Tom volte aqui! É perigoso! – Dizia o professor Slughorn.

Mas não deu ouvidos a ele, tinha que ir atrás de Hermione. Mas era tarde de mais. A criatura explodiu com uma onda de faísca e poeira e fumaça.

A última coisa que viu antes de cair no chão foi um pedaço do soalho do palco voar e bater violentamente contra a cabeça de Hermione.

Notas finais
Olá pessoal, está aí mais uma capítulo. Foi rápido até, apesar de eu não achar que alguns leitores merecem. Estou decepcionada, pois só tivemos 5 comentários no capítulo anterior, e segundo o contado do Nyah! Teve mais de 100 acessos no último capítulo! E só 5 comentários! 5! POXA O DEDO DE VOCÊS VAI CAIR SE DEIXAR UM SIMPLES "GOSTEI" NA HISTÓRIA? E eu gostaria de agradecer a quem comenta e peço desculpas se estou sendo grossa, essa mensagem é só pra quem é leitor fantasma. E é só.