Tomione: Forbidden Memories
42 Não vou te machucar.
Notas iniciais
Tom Riddle nunca foi uma boa pessoa. Desde até quando conseguia se lembrar, sempre tivera dor e raiva das outras pessoas. Sempre tivera pensamentos distorcidos sobre elas, uma visão em preto e branco, sempre quis que elas sentissem dor.
Nunca recebeu carinho na vida, então, sempre que alguém tentava se aproximar ele os repelia, pois os julgava mentirosos. Para ele, as pessoas só ligavam para si mesma e só se aproximavam para ter algo em troca. Ele mesmo fazia isso, por que as outras pessoas não podiam fazer isso também? A diferença é que ele era bem mais inteligente do que o resto das pessoas.
E agora Hermione estava ali com ele, oferecendo tal demostração de afeto. Oferecendo o que tinha. Si própria.
Tom não sabia como reagir a isso. Sentia uma coisa estranha em seu peito como nunca sentiu antes. Era... Calor. Uma espécie de euforia, adrenalina, era estranho. Não havia outra forma de descrever.
"O que é isso?", pensou ele. "Acho que estou passando mal".
Porém, o moreno descobriu que gostava da sensação. Hermione, interpretando o silêncio como uma negativa, afastou–se e já ia levantar quando Tom a puxou pelo braço para perto dele.
– Tem certeza disso? – Perguntou seriamente.
Hermione piscou atordoada e assentiu abaixando a cabeça.
– Diga para mim. Em voz alta. O que você quer? Diga e eu farei o que quizer.
Hesitando, Hermione engoliu todo o resto do orgulho que ainda tinha e encarou aqueles olhos verdes, quase castanhos e sérios.
– Eu... Quero você.
Tom desfez sua pose de sério. Hermione não sabia dizer como ele parecia se sentir naquele momento. Com a mão esquerda o garoto colocou uma mecha do cabelo dela atrás da orelha.
– Eu não sou bom com isso de ser... Carinhoso – Disse a palavra num tom estranho, como se ela fosse uma espécie de insulto –, mas eu vou tentar. Eu não vou te machucar – Prometeu.
As palavras pareciam estranhas, tanto para Hermione quanto para Tom. Era uma coisa nova na vida de ambos.
Tom colocou suas mãos no pescoço dela e a beijar. Hermione sentiu a pulsação de seu coração aumentar. Devagar, ele desceu suas mãos até a cintura dela e a garota colocou suas próprias mãos no peito dele.
Tom puxou–a para mais perto, colando seus corpos. Suas bocas tinham um ritmo lento, absorvendo o máximo da sensação de estarem juntos.
Ele desceu sua mão esquerda para a coxa dela lentamente, subindo a barra da saia. Sentia que sua pele formigava com pequenos choques cada vez que encostava nela. Hermione subiu suas mãos para o pescoço dele, diminuindo o curto espaço entre eles.
Num movimento rápido, Tom a puxou pela cintura e pela coxa e no instante seguinte ela já estava deitada com ele por cima. Se separaram, com Tom colocando seu peso em seu joelhos. Subiu ainda mais a mão, ele chegou na virilha dela, mas Hermione automaticamente juntou as pernas, hesitante e corada.
Tom mordeu o lábio olhando para os olhos semi abertos de Hermione. Ela tinha se soltado dele quando a deitou, seus braços apoiados no colchão. "Vai ter que ser diferente".
O moreno pegou as mãos de Hermione e as colocou em seu peito para que ela o sentisse, para que ela fizesse. Fez ela descer as mãos cada vez mais até chegar na barra de sua camisa, sem nunca tirar os olhos dela.
– Me toque – Pediu.
Hermione mordeu o interior da bochecha e começou a mover as mãos por si própria e Tom a soltou. Adentrou as mãos por debaixo da camisa dele sentindo a pele, os músculos do abdômem e o peito. Puxou a camisa e a tirou com a ajuda dele.
Não pode conter um suspiro. Tom não era muito definido pois não praticava nenhum esporte, mas também não era muito magro, tinha um porte médio, do jeito que costumava pensar nos rapazes antes de tudo acontecer.
O moreno também tirou o casaco o casaco e a blusa de Hermione, dando visão para o sutiã preto que ela estava usando. Era uma coisa simples, uma versão dos anos quarenta dele.
Tom voltou a beijá–la para tentar fazer ela ficar mais tranquila e deslizou as mãos da cintura para as costas dela, abrindo o fecho do sutiã com alguma facilidade já que já havia feito isso muitas vezes antes.
As alças escorregaram dos ombros de Hermione e a garota se encolheu com vergonha. Lembranças inundavam sua mente.
– Olha só os peitos da boneca – Riu Vincent apertando seu seio direito com força, machucando.
Hermione balançou a cabeça. Ela não estava com Vincent. Tom jogou o sutiã em algum lugar do quarto e olhou o corpo dela. Seios médios, barriga branca e lisinha, cintura fina. E também havia as cicatrizes no lado direito do corpo dela, como se ela tivesse feito vários cortes, um cada vez mais fundo do que o outro.
– Eu sei que... – Começou Hermione notando o olhar dele – Não sou... Atraente... E...
– Fique quieta – Falou ele subindo o olhar para ela.
E ela ficou, pois o olhar em Tom não era de repulsa ou pena. Era de adimiração e luxúria, suas pupilas dilatadas.
Ele trilhou as cicatrizes com os dedos da mão esquerda lentamente, fazendo Hermione se arrepiar. Com a direita, começou a massagear o seio esquerdo dela e Hermione esperou, porém ela não veio. Sentia uma pulsação em sua intimidade e um gemido escapou de seus lábios quando sentiu Tom beijar o seu pescoço e descer lentamente, abocanhando o outro seio, sugando.
Hermione puxou Tom para cima para que o beijasse e passou as unhas no peito dele, descendo até o cós da calça, fazendo o moreno se arrepiar. Sem ao menos ela percerber, Tom já havia tirado a saia dela e jogado em algum lugar.
Colados do jeito que estavam, as roupas eram as únicas coisas que separavam suas intimidades. Hermione corou ao sentir o volume nas calças dele.
– Tire – Falou Tom, sentido–a hesitar em puxar a calça para baixo.
Respirando fundo, dizia para si mesma: "Vamos lá, você consegue". Apesar de seus dedos tremerem, fez o que lhe foi pedido, arrancando a cueca branca junto, sentindo os ossos da pelves da cintura do rapaz.
Mesmo não entendendo muito disso, Hermione podia dizer que Tom era alguém bem dotado.
Tom deu um sorriso malicioso ao ver o rosto de Hermione, ele não podia resistir. Porém não fez nenhum comentário sarcástico, podia fazer isso depois.
Ele colocou as mãos na cintura de Hermione, mas ela ainda estava juntando as pernas. A garota fechou os olhos, sabia o que ele ia dizer.
– Abras as pernas, boneca – Sentiu sua perna sendo puxada com violência, suas roupas sendo rasgadas por Vincent.
– Fique calma – Disse Tom numa voz rouca e até dócil – Eu não vou te machucar.
Hermione abriu os olhos e o encarou. Olhos escurecidos, lábios vermelhos, cabelo desalinhado e levemente molhado de suor. Ele tinha razão. Ela estava com Tom, não com Vincent. Mas isso não fazia sua dor melhorar, apenas o receio ir embora. Pois ele ainda é o futuro assassino dos pais de Harry. Harry, seu amigo, seu irmão.
Deixou ele afastar suas coxas. O moreno retirou sua calcinha e puxou os cobertos da cama em volta deles, para que ficassem mais confortáveis. Só suas cabeças e ombros ficavam de fora.
– Pronta? – Perguntou ele ansioso.
– Sim – Respondeu rouco passando os braços em volta dele e beijando–o com força.
Tom penetrou–a e gemeram juntos. Começou as estocadas devagar, os gemidos abafados por beijos. Lágrimas escaparam dos olhos de Hermione. Não por estar doendo fisicamente. Mas por ele ser quem era e por gostar dele mesmo assim. Por precisar da morte de uma amiga para superar seu medo. Por alívio de parte dessa sensação estar indo embora.
Tom aumentou o ritmo das estocadas e Hermione arranhou as costas dele com força. Suas respirações eram fortes e ambos estavam suados. Sentindo o prazer aumentar, Hermione sentiu o clímax, abafando o gemido com um beijo, seguida logo por Tom, sendo preenchida por seu sêmen.
Respiraram fundo, cansados. Tom saiu de dentro de Hermione e deitaram–se lado a lado.
– Você está bem? – Perguntou Tom.
– Sim, estou – Respondeu Hermione passando as mãos pelo rosto.
– Eu disse que não ia te machucar – Sorriu ele prepotente.
Hermione bufou, mas deu um leve sorriso de canto.
– Ah, cala a boca, Tom.
Ele riu.
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