Tomione: Forbidden Memories
35 Mal Pressentimento.
Notas iniciais
John Madley era um garoto de estatura mediana, cabelos lisos cor de areia e olhos verdes. Era um típico lufano, justo e sincero, exceto talvez quando se tratava de Annabel Willow.
Annabel era uma sonserina baixinha e raivosa, de longos cabelos ruivos encaracolados. John e Annabel pretendiam se casar após terminarem Hogwarts. Isso, é claró, foi antes dele ter visto e Rosier se beijando.
A ruiva jurava que tinha sido forçado. E John queria acreditar, mas era difícil, principalmente quando o cara que ela estava beijando era Rosier. John se sentia magoado e com ciúmes.
E era aí, quando viu Madeleine, que teve a ideia. Ele sempre foi justo e por isso achava que Annabel devia receber um pouco do própria remédia para sentir o que ele sentiu, o beijo sendo forçado ou não.
OoOoOoOoO
Tom reprimiu a vontade de suspirar pela milésima vez naquele dia. Era ótimo estar em Hogwarts, principalmente no natal, mas ele não conseguia parar de pensar em Hermione Granger. Aquela maldita sangue-ruim não saía de sua cabeça, era como se estivesse enfeitiçado.
O moreno se deitou em sua camano quarto de monitor chefe. Só o usava quando queria ficar sozinho, o que era frequente, mas nas férias prefiria ficar no dormitório nas masmorras.
Tom recordava claramente das vezes em que beijava Hermione. A primeira, neste mesmo quarto, forçadamente. A segunda, na neve, lá fora, nas margens do lago negro.
Na primeira vez, ele interpretara o desejo que sentira como efeito colateral de Hermione ter bebido a poção. Ele estava sob controle, mas pensava que só a desejava por tê-la beijado e que, talvez houvessem alguns resquícios da poção nos lábios dela.
Mas na segunda vez, não havia nenhuma poção e, mesmo estando sobre a neve, isso não o impedira de arder de desejo. Ele se perguntou o porquê de tal coisa, mas logo afastou tais pensamentos. A explicação era óbvia: Ele era adolescente e seus hormônios estavam reagindo. E já fazia algum tempo desde que havia estado com alguma garota.
Tom nem mesmo pensou ser algo sobre aquela maldita palavra começada por "A". Ele não acreditava que tal coisa existisse. Fora criado num orfanato trouxa, sendo constantemente agredido e perturbado pelas outras crianças, desenvolvendo assim raiva e crueldade, apesar de já ter gosto para isso.
Sempre achara que seu pai fosse um grande bruxo, pois sua mãe havia morrido quando ele nascera. Afinal, nenhum ser que tivesse magia podia morrer de forma tão tola.
Ressintia-se pelo pai nunca o ter procurado, mas achava que ele devia ter seus motivos.
Só descobrira a verdade pouco tempo atrás. Seu pai era só um maldito trouxa que achava que ele era uma aberração assim como sua mãe um dia fora.
Odiou-o com todo o seu ser. E matou-o junto com os seus avôs.
E por essas razões, Tom Riddle nunca acreditou ou compreendeu o amor. Como poderia?
OoOoOoOoO
Hermione entrou no salão principal acompanhada de Aidan e Ethan. Faltava cerca de meia hora para a pantomima começar, mas eles chegaram cedo para ficar nos lugares da frente, assim como Madeleine pedira. Ethan carregava uma câmera com ele para tirar fotos no final da apresentação.
O salão estava absurdamente quente comparado ao resto do castelo, então os três tiveram que tirar os casacos para não começarem a suar. O lugar estava todo arrumado com várias árvores enfeitadas, assim como viscos pendurados nas portas de toda Hogwats e Hermione teve o cuidado de não passar embaixo de nenhum mas diferente do habitual o teto estava diferente, mostrando um céu alaranjado e arroxeado, como se estivessem num pôr do sol e não havia nenhum sinal de velas.
Alguns professores estavam no fundo do salão, pertro do palco, que ocupava todo o fundo, de modo que era impossível ir até a parte de trás sem passar pelo cenário.
Cadeiras estavam postas no meio do salão e uma das longas mesas estava na parte direita, para o jantar depois da pantomina.
Os três amigos foram a primeira fileira de assentos conversando entre si, esperando os outros alunos e professores chegarem. Nem três minutos se passaram e Tom Riddle entrou no salão, junto com Malfoy, Avery e Lestrange. Os sonserinos sentaram na última fileira sob o olhar dos três corvinos e Tom, notando, deu um meio sorriso malicioso.
Hermione cerrou os olhos e murmurou um "prepotente" para ele, e vendo o sorriso aumentar, a garota teve certeza de que ele entendeu.
OoOoOoOoO
Madeleine estava nervosa. Faltava alguns minutos para a pantomima de natal começar e ela, assim como os outros, já estavam devidamente vestidos em trajes medievais, John com uma armadura. Todos pareciam um pouco nervosos, até Walburga Black, uma garota alta, de cabelos negros e de personalidade muito suspeita, na opinião de Madeleine.Era certo que a pantomima era só para pouco mais de vinte alunos, uns poucos professores, mas também haviam os fantasmas que não iam atuar de figurantes na pantomima e alguns quadros que pediram para também.
E tudo isso a fazia ficar nervosa. Era uma sorte ter Dumbledore e o Barão Sangrento para controlar Pirraça, pois era certo que ele iria fazer alguma coisa para atrapalhar a pantomima.
John, Annabel, Walburga e Madeleine estavam impedidos de ver o cenário do palco, apesar de óbviamente terem uma noção básica dele e dos efeitos especiais. Nesse momento estavam atrás do palco, pois além do fundo normal de céu e floresta que se moviam magicamente, estava uma cortina de velido negra, exatamente igual a que impedia o público de ver o cenário nesse momento.
No momento certo, os quatro entrariam por uma escada lateral acoplada ao palco e as cortinas subiríam.
Madeleine respirou fundo, irritada pelo tamanho calor que estava fazendo. O professor Silvano Kettleburn havia dito que a criatura que ele usaria para fazer o verme gigante necessitava de muito fogo mágico para viver. Também havia dito que a criatura era uma descoberta totalmente nova, o que a deixou preocupada. E se aquela coisa se voltasse contra eles? Mas quando disse isso ao professor, ele riu e disse que tudo estava sob controle. Madeleine não tinha tanta certeza, principalmente porque a sanidade de Kettleburn era um tanto duvidosa.
OoOoOoOoO
O professor Beery fez sinal para os quatro se prepararem e subiu no palco e atravessou a cortina da frente e começou a falar toda aquela baboseira sobre o quanto estava orgulhoso por estrear a primeira pantomima de natal de de Hogwarts e sobre como ele também estava orgulhoso de ter escolhido um elenco tão maravilhoso da para estrear. Agradeceu aos professores que ajudaram, agradeceu a presença dos alunos, fantasmas e quadros que resolveram vir assistir.
Hermione sinceramente não ligava para tudo isso e Aidan estava quase pedindo para um fantasma atravessa-lo, tamanho era o calor. E pensar que estava nevando lá fora. O que estava causando tanto calor? Se perguntava Hermione. Ela tinha um mal pressentimento em relação a tudo isso. Já Ethan dizia que todo o calor era devido aos tais Tretak's que estavam felizes felizes demais com esse natal e essa pantomima. Hermione nem mesmo pensou em dizer que duvidava da existencia de tais seres, depois de tanto tempo na Corvinal, ela aprendeu um pouco da lógica de Ethan lógica essa que sempre achara distorcida e viu o ponto de vista dele. Não era tão estranho depois que você se acostuma. O loiro sonhador costumava ver as coisas pelo contrario e acreditava no irreal. Mas quem eram ela para duvidar disso afinal? Seu vida já era um tanto irreal mesmo.
... E então, sem mais delongas, A Fonte da Sorte!
O público aplaudiu enquanto o professor Beery descia do palco praticamente correndo e se sentou junto com os outros professores, que resolveram se sentar no fundo para controlar conversas paralelas de fantasmas.
A cortina subiu e Hermione avistou o cenário. Era, aparentemente o alto de morro, visto a inclinação. Na parte direita do palco havia um muro alto e um portão de ferro que não dava chance para ver o que havia lá dentro. Na parte esquerda estavam John, Madeleine, Walburga e Annabel em seus trajes de Cavaleiro Azarado, Asha, Altheda e Amata, respectivamente. Havia também uam multidão de fantasmas, mais até do que os que estavam assistindo.
A multidão berrava enfurecida, o que chegava até a ser cómico, pois não tinha nenhum fantasma na história real e o berro enfurecido não parecia nem um pouquinho como um berro enfurecido.
Madeleine parece que vai vomitar Notou Ethan.
Era verdade. Ou Madeleine estava interpretando muito bem, pois sua personagem era doente, ou ia vomitar. John estava tão suado que parecia de ia deslizar de sua armadura e sair correndo nú, mas pelo menos ele mantinha a postura. As garotas estavam um pouco suadas, mas nem um pouco como John.
O quarteto se movia em direção ao portão, desviando dos fantasmas, quando uma luz de sol falso surgiu do teto do palco. Uma parte do portão se abriu e plantas rastejantes surgiram de lá dentro e se enrolaram em Madeleine, que era o primeira mais perto.
Wow! — Exclamou Madeleine.
Ela se agarrou no pulso de Walburga quando foi puxada pela planta, e Walburga se agarrou nas vestes de Annabel que segurou em John. Os quatro, gritando, foram puxados para dentro do portão, ao mesmo tempo em que o lugar todo se movia.
O cenário deslizou da direita para a esquerda, levando toda a multidão de fantasmas embora e parando quando mostrava a parte detrás do portão. Os quatro estavam no chão e as plantas estavam se soltando e os deixando ir.
O que havia dentro do portão era um lindo jardim cheio de arbustos, mas não era só isso. Havia também o motivo de todo aquele calor.
Um cinzal. Um imenso cinzal ingurgitado.
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