Tomione: Forbidden Memories
13 Isso é inacreditável!
Uma semana havia se passado desde o ocorrido na torre de Astronomia. Hermione lembrava-se do que acontecera perfeitamente bem.
Depois que jogara o feitiço da desilusão sobre si mesma, Hermione vira Apollyon correr (ou quase isso já que era manco) até a entrada da torre e abrir a porta com sua varinha (diferente de Filch, Apollyon não era um aborto) e entrar, para logo em seguida sair arrastando um Lestrange cansado – que parecia a ponto de desmaiar – e uma Elizabeth confusa. Hermione saíra atrás deles, descendo as escadas, para logo em seguida sair correndo até sua casa comunal. Ela não sabia o que houve com Tom, mas era provável que ele tivesse seguido Apollyon, pois a sala dele era perto das masmorras.
No dia seguinte a isso Elizabeth e Lestrange amanheceram amarados, com correntes, pelos pés no teto. (Ou seja, de cabeça pra baixo) Felizmente para eles, Dumbledore conseguiu fazer Apollyon não os chicotear, mas eles tiveram que aguentar pirraça por dois dias seguidos, sem comida e nem água. Ou melhor, dizendo, Elizabeth teve que aguentar pirraça, pois Lestrange era daquelas pessoas que passavam mal ao ficarem de cabeça para baixo e com o nível de cansaço dele era provável que dormisse os dois dias inteiros de cabeça para baixo. Sem falar é claro nos pontos que eles perderam para suas casas e nas zoações dos alunos, a maior parte Grifinória.
Exceto Lestrange, ninguém ficou sabendo da briga de Tom e Hermione, já que a mente de Elizabeth fora apagada. Desde aquele dia eles se evitavam o que era fácil já que só tinham aulas juntos duas vezes por semana e quase nunca se encontravam nos corredores, e quando se encontravam o corredor estava cheio de gente então eles nunca se topavam.
(...)
Tom estava confuso. Nunca ninguém resistia a suas torturas e nunca zombavam dele. Isso o deixava furioso. Ele não tinha a minha ideia de como iria fazê-la falar, pois seu plano inicial era tentar ganhar a confiança dela, ele sabia que seria difícil, um desafio, mas ele gostava de desafios. Mas isso era inútil, ele sabia. Ele não podia tortura-la até suas defesas ficarem fracas de mais para usar Oclumência, pois havia risco dela ficar louca ou perder parte de sua inteligência, o que seria notado na hora já que ela era uma aluna exemplar. E mesmo que tentasse fazer isso, ainda havia uma dúvida: Era só ela que sabia de seu passado? O que mais ela sabia? O que fazer afinal?
Tom neste momento estava caminhando pelos corredores, era manhã de sábado, e quando ele virou o corredor deu de cara com dois alunos se agarrando em plena manhã. Era Charlus Potter da Grifinória e Dórea Black da Sonserina (avós do Harry). Foi então que ele teve uma ideia para com Hermione. E se ele tentasse uma abordagem... diferente?
(...)
Madeleine Clearwater era uma garota de pele bronzeada e lindos olhos verde-limão, tinha cabelos lisos castanho claro. Era considerada atraente pela maioria dos garotos. Ela, neste instante, estava caminhando pelos corredores de Hogwarts, que estavam praticamente vazios por ser manhã de sábado. Usava seu lindo vestido bege e um salto da mesma cor. (Anos 40) Era um vestido dado por seu pai, um homem que ela já não via fazia muito tempo já que ele era auror e estava sempre ocupado indo atrás de vestígios de Gellert Grindelwald e seus seguidores.
Ela estava indo para Hogsmead já que naquela época os alunos tinham permissão para ir lá todo sábado, e ela gostava de ir cedo para aproveitar ao máximo. Andando pelos corredores ela notou pirraça jogando uma estranha gosma verde em todos os alunos que conseguisse encontrar, e procurando fugir, Madeleine correu com pirraça rindo em seu encalço, mas foi quando seu querido salto quebrou num estalo.
Escorregando, Madeleine trombou em alguém que vinha virando o corredor. A pessoa conseguiu dar um passo para o lado, entrando numa porta que tinha lá antes de cair e a porta bater com um estrondo atrás deles.
- Ai! – exclamou a pessoa.
Um pouco zonza Madeleine sentiu o cheiro do pescoço do garoto e ficou inebriada. Soube imediatamente quem era: Ethan Scamander. Afinal, aquele cheiro que ele exalava era inconfundível para ela, que sempre tivera uma queda por ele, então demorou um pouco para se recuperar e sair de cima dele. Ouviu-se então um click e uma risada bem alta de pirraça.
Madeleine tentou abrir a porta, mas ela estava trancada.
- PIRRAÇA! ABRE ESSA PORTA AGORA! – berrou ela.
- NÃO! – riu ele, indo embora.
- PIRRAÇA! – bateu na porta.
Ninguém respondeu. Madeleine suspirou e se virou para Ethan, ele estava com um olhar confuso e vestia uma camisa branca de manga longa, com botões e uma calça cinza realçando seus cabelos loiros e os olhos cinza tempestuosos e sonhadores. Ele baixou a cabeça e Madeleine percebeu o que ele olhava: A varinha dele estava no chão, partida ao meio.
- Oh! Ethan me desculpe! Eu não tive a intenção, é que Pirraça estava...
- Não se preocupe – cortou Ethan no seu típico tom entediado – Hoje é dia de passeio então eu posso pedir ao diretor para ir ao beco diagonal comprar uma nova.
- Então eu irei pagar. Eu que quebrei então eu pago – falou Madeleine o encarando com seus olhos verdes cheios de culpa.
- Não se preocupe com isso. – falou Ethan analisando o local onde estavam.
Era uma espécie de armário de vassouras e a pouca iluminação tinham vinha de um quadradinho pequeno que mal podia se chamar de janela. Madeleine sentou-se direito, encostando-se a porta. A realidade caiu como um baque. Ela sentado trancada dentro de um armário de vassouras escuro com um garoto por quem ela tinha uma queda. Ou melhor, um tombo.
- Pirraça trancou a porta e corredor está deserto porque além de ser sábado de manhã, pirraça esta jogando uma gosma verde em todo mundo. – falou Madeleine.
Com seu típico olhar entediado, Ethan sentou-se ao lado de Madeleine disse:
- Abre a porta com sua varinha – falou ele, avoado.
- Eu nunca levo minha varinha quando eu vou para Hogsmead e além do mais eu estou de vestido, aonde eu poderia guardar a varinha?
Com um suspiro Ethan sentou-se ao lado de Madeleine.
- E agora? – perguntou Madeleine.
- Agora a gente fica aqui até os Gipuzzles nos comerem – falou entediado.
- Os o que? – falou Madeleine.
- Gipuzzles. São parecidos com baratas...
- BARATAS? – interrompeu Madeleine, ela tinha pânico de baratas. – Ahhhhhhhhhhhh!!!!!!!!!!
Baratas, na opinião de Madeleine, eram seres nojentos que moravam em lugares imundos e tinham uma aparência horripilante e, segundo Madeleine, queriam dominar o mundo. (?)
- Calma – Falou Ethan indiferente – É brincadeira. E eu disse que Gipuzzles são parecidos com baratas e não que são baratas.
Madeleine bufou.
-Tanto faz! Quer saber? Eu vou gritar até alguém aparecer. – Madeleine abriu a boca para gritar a plenos pulmões, mas Ethan colocou a mão dele por cima da bola dela entreaberta.
O contato da palma macia da mão de Ethan em seus lábios foi... Diferente, uma sensação boa e Madeleine corou até a raiz dos cabelos.
Madeleine afastou a mão dele e perguntou:
- O que foi?
- Shhiiiiii... Acho que estou ouvindo algo. – falou ele encostando a orelha na porta, sua expressão completamente indiferente.
(...)
Hermione caminhava em direção à saída do castelo, seu destino era o lago, ela carregava um livro e desviava o máximo possível da gosma que pirraça havia espalhado. Como olhava o chão, Hermione não notou a presença de Tom Riddle a pelo menos estar a uns três mesmo dele, que se encontrava parado no fim do corredor.
- Olá Srta. Granger – saudou Tom com uma voz e um sorriso presunçoso.
Hermione encarou-o desconfiada. O que ele estaria armando?
- Olá Sr. Riddle. É um prazer vê-lo tão cedo. – disse ela ácida, mas entrando no jogo dele.
- Igualmente. Sabe Srta. Granger, devido aos últimos... Acontecimentos da semana anterior cheguei a conclusão de que a Srta. Sabe demais sobre mim. Estou curioso...
- Não irei lhe dizer nada. – Interrompeu Hermione, abandonando as falsas formalidades. – Não seja hipócrita Riddle. Você sabe muito bem que eu não vou lhe dizer nada. Sei que você tem seus meios de tentar arrancar a verdade de mim, mas eu sei que você está com uma dúvida: Seria só eu que sei do seu passado?
Bingo. Ela acertara em cheio. Ela sabia de suas dúvidas e isso o irritava mais ainda, a inteligência notável dela a fazia uma grande adversária nesse jogo.
O sorriso sumiu do rosto dele. Hermione sorriu debochadamente.
- Eu não tenho medo de você Tom. – falou ela frisando o nome dele.
Mesmo falando o nome dele naquele tom debochado, o som do nome dele saindo da boca dela era como música para seus ouvidos. Por um milésimo de segundo ele gostou do próprio nome. Ele sorriu de canto sensualmente e se aproximou dela ficando a apenas um passo de distancia.
- Pois bem Srta. Granger. Mas saiba, quem não me teme... – e se aproximou dela mais ainda, que por um milésimo de segundo ela pensou que ele a beijaria, mas desviou e roçou a boca em sua orelha esquerda e sussurrou roucamente – Me deseja...
Hermione enrijeceu e suas mãos tremeram levemente, movimento que não passou despercebido por Tom, que alargou o sorriso e simplesmente se virou e foi embora tão rápido quanto apareceu.
O cheiro dele – mesmo que Hermione não admita – a inebriava. Hermione sabia que provocar Tom Riddle do jeito que ela fizera nas vezes anteriores em que se encontraram não era boa coisa. Mas ela não conseguia evitar. Provoca-lo era tentador para ela, pois pelo menos ele expressava alguma reação que não era frieza e nem a máscara de aluno perfeito que ele sempre vestia.
Mas ela não queria que as coisas fossem para aquele lado. Era perigoso para sua sanidade física e mental. E ela não precisava ser destruída por dentro e por fora mais do que já estava.
(...)
Madeleine e Ethan estavam com os ouvidos colados na porta, atentos a qualquer coisa. Estavam ouvindo um som estranho... Parecia uma respiração ofegante. Um baque foi ouvido, parecia que alguém caíra encostado na porta ou fora jogado algo.
Um gemido baixinho fora ouvido. Madeleine corou. Não, não podia ser o que ela pensava que era. Alguém estava se agarrando lá fora?
Um gemido mais alto.
“Mais e se o Riddle aparecer de novo?” Exclamou uma voz feminina, ofegante.
Madeleine reconheceu imediatamente a voz da pessoa e sussurrou baixinho para Ethan:
- É Dórea Black, minha companheira de monitoria.
Os olhos cinza de Ethan estavam num misto de vergonha e indiferença.
“Dane-se o Riddle” Replicou uma voz masculina ofegante, que só podia ser Charlus Potter, afinal ele era namorado de Dórea. Um gemido mais alto foi ouvido.
“Hum... Ah! Charlus! Não podemos fazer isso aqui!” gemeu Dórea.
“Hum, delicia” gemeu ele.
Madeleine estava mais vermelha que um tomate. A maçaneta da porta se mexeu, mas a porta não abriu, e eles obviamente não se incomodaram em usar a varinha.
“Vamos procurar outro lugar”
Ainda corada, Madeleine levantou rapidamente, pronta para chama-los para abrir a porta para eles saírem dali, mas como a sorte de Madeleine era horrível, ela ficou paralisada ao ouvir o som do seu lindo vestido se rasgando.
— Merda! – exclamou ela. – Merda, merda, merda.
Ethan riu. Ou melhor, gargalhou. Apesar de irritada, Madeleine admirou-o por um segundo, pois raramente Ethan gargalhava assim. Mas logo em seguida, examinou seu vestido e viu: Tinha rasgado da cintura para baixo, ou seja, quando ela saísse daquele armário ela andaria por ai de bumbum de fora.
Choramingou alto.
- Isso é inacreditável! E agora? Eu não quero ter que sair daqui de bunda de fora! – reclamou ela, extremamente corada.
Ethan, sorrindo largamente, resolveu ajudar à amiga, levantou-se e começou a desabotoar sua blusa branca.
- O... O que está fazendo? – Gaguejou ela, corando ainda mais ao vê-lo desabotoar a blusa.
Ethan não respondeu, tirou a camisa e entregou para ela.
- Vista. – mandou.
- Mas você vai ficar sem blusa.
- Não tem problema – falou ele, totalmente indiferente.
Ethan virou-se de costas para que ela possa retirar o vestido e colocar a camisa. Madeleine admirou as costas de Ethan por um instante. Ele não era sarado nem nada do tipo, era considerado até magro de mais pelas garotas, mas ela não via assim. Para ela Ethan era perfeito com aquele cabelo loiro e seus olhos cinza avoados e sonhadores.
Madeleine colocou a camisa, mas não adiantava muito, visto que a camisa dele mais chegava até o meio de suas coxas.
- Já pode se virar.
Ethan se virou e apenas a olhou indiferente e encostou-se à parede. Por um instante Madeleine ficou decepcionada. Qualquer outro garoto a analisaria dos pés a cabeça, mas com Ethan era diferente, ele nem ligava para como ela estava vestida. Suspirou. Ela não era atraente para ele?
- Quero sair daqui. – falou Madeleine, chateada olhando o vestido que seu pai lhe dera. E completou irritada: – Vou arrombar essa porta.
- Já sei como vamos sair daqui! – exclamou Ethan de repente.
Ele virou-se para porta e chutou com toda a força que tinha. A tranca velha não aguentou e se partiu, fazendo a porta se abrir num estrondo.
- Pronto – falou ele indiferente, saindo.
Por um momento Madeleine ficou muda e surpresa, para logo em seguida ter um ataque de raiva. Ela literalmente pulou em cima de Ethan com tudo, tentando machuca-lo.
- SEU – IDIOTA – POR QUE-DIABOS NÃO FEZ ISSO ANTES? MEU VESTIDO! MEU LINDO VESTIDO ESTÁ RASGADO POR SUA CULPA!
Ethan ainda indiferente, respondeu tentando segura-la:
- Eu esqueci que podia fazer isso.
- ESQUECEU? COMO ASSIM ESQUECEU?
Ela continuou tentando bater nele com as mãos e quando ela tentou pular, ele a prensou na parede e para buscar firmeza ela colocou suas pernas em volta dele e segurou os ombros dele, apertando as unhas para deixar machucados. Eles nem notarem que a posição que eles se encontravam era constrangedora e nem que se alguém os visse de fora interpretariam a situação de forma errada.
- Fique. Calma. Madeleine. – Falou ele pausadamente.
Ela parou ao ouvi-lo falar assim e vê-lo encara-la com aqueles olhos cinza tempestuosos. Verde no cinza. Cinza no verde.
- MAS O QUE É QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI?
Continua...
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