Tomione: Forbidden Memories

34 Acontecimentos do Natal.


Era véspera de natal. Abraxas Malfoy estava em seu dormitório, fingindo dormir. Ele conseguia ouvir Tom se arrumando para descer e tomar café. Eles eram os únicos ainda no dormitório e o loiro aguardava Tom sair.

Esperou cerca de dez minutos até ouvir passos saindo do dormitório, mas ainda assim esperou mais um tempo até ter certeza. Levantou-se rapidamente jogando os cobertores para longe. O chão gelado das masmorras irritando seus pés descalços. Abraxas pegou sua varinha embaixo do travesseiro – quando se é um sonserino, sempre é bom ter a varinha por perto – e aproximou-se da cômoda de Tom e abriu a gaveta com cuidado.

Viu os presentes que Tom ia enviar: Somente dois. Um para Abraxas – como sempre faziam todo natal – e um para Granger. Ele sabia o que era porque vira Tom comprar com os poucos galeões que possuía. Afinal, ele ainda viera de um orfanato e não tinha tanto dinheiro assim.

Abraxas apontou a varinha para o pacote e murmurou um feitiço para abrir o pequeno pacote sem rasgar. Logo em seguida murmurou outro: Um feitiço rastreador. Embrulhou o presente novamente, tomando cuidado para parecer que ninguém havia mexido.

Sorriu satisfeito. Logo teria seu acerto de contas.

OoOoOoOoO

No dia seguinte, Tom levantou-se de sua cama já colocando um agasalho. Estava muito frio, e a neve não dava tregua. Apesar de Tom só ter entregada dois presentes este ano, ele recebeu vários, como acontecia sempre desde seu quarto ano. Ouviu um bocejo. Abraxas também estava acordando, junto com os outros garotos do dormitório, Avery e Lestrange.

Abraxas revirou sua pilha de presentes e resmungou:

– Walburga não me mandou nada.

Do outro lado do quarto, James Avery riu.

– É, mas ela me mandou.

Abraxas bufou impaciente.

– Dane-se, ela ainda vai ser minha.

– Vai sonhando, Malfoy — Gargalhou Lestrange.

– Cale a boca, Lestrange – Falou com um olhar mortal.

Tom revirou os olhos e mexeu nos seus presentes. Ele também recebera um presente de Walburga, mas não estava interessado. Achou o de quem ele estava esperando e se permitiu um pequeno sorriso. Esperava que talvez não recebesse nada dela.

Sabia o que era o presente que ganhar de Hermione antes mesmo de abrir. O formato dizia tudo: Ele ganhara um livro. Tom rasgou o papel de presente preto e ficou surpreso, para depois começar começar a gargalhar. Realmente aquilo era a cara de Hermione.

– O que foi, Tom? – Perguntou Abraxas se aproximando, curioso para saber o motivo de tal gargalhada do amigo.

O mesmo se dava a Avery e Lestrange, mas estes tinham o bom senso de ficar longe. Tom virou o livro para que Abraxas pudesse ver o título: Guia Para Ex-Presidiários de Azkaban: Como Abandonar as Artes das Trevas.

– Ahn?

E Tom riu mais ainda da careta esquisita de Abraxas, deixando o loiro mais confuso ainda.

OoOoOoOoOoO

– Hermione! Hermione, acorda! – Pedia Madeleine cutucando Hermione.

A garota resmungou algo e virou-se para o lado oposto ao de Madeleine, puxando o cobertor para cobrir sua cabeça. Madeleine bufou.

– Vamos, Hermione, acorda! É natal, – puxou as cobertas para longe de Hermione — e já quase meio dia! Anda!

Hermione piscou lentamente, bocejando. Ela sentiu a cabeça latejar e se esforçou para sentar.

– Meio dia? – Perguntou totalmente grogue.

– Sim. Nossa, Hermione, você está totalmente destruída garota. – Apontou Madeleine.

Era verdade. Hermione sempre tivera sono pesado, mas ultimamente estava ficando pior. Ela ia dormir cedo e acordava tarde, num sono tão pesado que era surpreendente que não babasse enquanto dormia. E quando acordava, sua cabeça latejava até ela ter tomado um bom café.

Hermione já não tinha mais a mesma energia de sempre durante o dia e ela desconfiava do porquê. Só esperava que não ficasse pior.

– Vamos, não fique aí com essa cara, é natal, abra seus presentes.

Hermione olhou para a pequena pilha de presentes ao lado de sua cama e pegou o primeiro que viu. Madeleine sentou em sua própria cama enquanto observava Hermione.

Ela abriu o pequeno pacote verde e retirou uma correntinha para, com um pingente em forma de estrela com um pedra azul safira por dentro.

Madeleine assobiou em apreciação.

– De quem você ganhou esse? – Perguntou a morena de olhos verdes.

Hermione olhou a pequena etiqueta que estava junto com o pacote e leu:

Para: Hermione J. Granger

De: Tom M. Riddle.

– É do Tom – Anunciou Hermione.

– Hum... – sorriu maliciosa – Que fofo! – E sorriu mais ainda – Parece que as coisa estão ficando sérias. Um beijo, um colar...

– Olha só quem fala – interrompeu Hermione sorrindo tão maliciosamente quanto Madeleine e apontando para o colar em forma de coração que a outra usava – Você também ganhou um!

Madeleine automaticamente colocou a mão no colar em seu pescoço.

– É diferente – falou séria – Ganhei do Aidan e ele é só meu amigo. – Não acho que ele pense igual a você – Falou Hermione tranquilamente.

Já estava na hora de dar um empurrãozinho nesses dois.

– O que você quer dizer com isso? – Perguntou confusa.

– O que você ouviu.

Ficaram um momento constrangedor em silencio. Madeleine pareceu entender o que Hermione estava insinuando, mas não queria acreditar.

– Você não pode estar querendo dizer que...

– Com licença, – interrompeu Hermione levantando-se – mas eu vou tomar um banho agora, abro o resto dos presentes depois.

E saiu, deixando uma Madeleine perplexa e confusa no dormitório, sozinha.

OoOoOoOoOo

Hermione e Madeleine desceram as escadas rapidamente, para encontrar os garotos no salão principal. Não disseram mais nada sobre a conversa no dormitório. Madeleine tentando esquecer o que Hermione insinuara, pois hoje era o dia da peça. Ou melhor, da pantomima, já que o que iam fazer era um teatro gestual que faz o menor uso possível de palavras e o maior de gestos através de mímica.

A pantomima seria antes do jantar, e o professor de Herbologia, Herbert Beery pedira para que todos se servissem muito bem no almoço, pois o salão seria fechado para os preparativos do cenário.

Madeleine ensaiara com muito com seus colegas que iam atuar com ela, mas nenhum deles sabia que tipo de criatura o professor Silvano Kettleburn ia usar para ser o verme gigante da história. Ele dizia que queria que fosse surpresa, assim eles poderiam ficar surpresos, assim fazendo parecer mais convincente. Mas Madeleine ainda estava preocupada e nervosa.

Chegaram ao salão principal, que só havia uma mesa devido a pouca quantidade de alunos que ficaram ali para o natal. Hermione sentou ao lado de Ethan e Madeleine do lado de Aidan, de frente para Hermione e Ethan.

– Feliz Natal! – Disse Ethan para Madeleine.

Ela corou diante daqueles olhos cinzentos e sonhados, e disse:

– Feliz Natal.

Ela gostava muito de Ethan, e apesar dele ter desejado um feliz natal para todos do mesmo jeito, ela se bem do mesmo jeito.- Gostou do presente que te enviei, Aidan? — Perguntou Hermione de uma maneira indiferente apesar de estar sorrindo por dentro.

Aidan, que bebia um copo de suco de abobora, engasgou e tossiu. Madeleine bateu levemente nas costas dele com a mão.

– Você está bem? – Perguntou com um pontada de preocupação.

Hermione trocou um olhar com Ethan.

– Sim, estou – Disse Aidan desviando o rosto para longe de Madeleine, pois suas bochechas estavam coradas.

Ele voltou seus olhos azuis para Hermione.

– Sim, Hermione, gostei do presente.

Aidan estava sério e Hermione notou a decisão naqueles olhos profundos.

Ela assentiu levemente, aprovando. Ela sempre soube que ele não iria usar aquilo.

Além dos óculos para jogar Quadribol que Hermione tinha dado a Aidan, ela também tinha lhe dado a pequena poção que forma comprar na Farmácia enquanto ele comprava o colar para Madeleine. Era um pequeno frasquinho com uma poção roxa, e junto com ele, Hermione lhe enviara um bilhete dizendo: Beba e terá coragem para dizer a Madeleine o que você tanto deseja. H.G.

Aidan ficara perplexo. Será que ela queria dizer o que ele achava que era? E se sim, era tão óbvio assim? O moreno ficara pensando nisso a manhã toda e primeiro pensara que Hermione estava claramente dizendo que ele era covarde e que precisava de uma poção para dizer o que sentira. Então ele decidira que não iria usar aquilo e dizer por conta própria. Ele sabia que Hermione só estava tentando ajudar, – e lhe dar um toque, por que ele estava sendo óbvio demais – mas iria fazer isso sozinho.

OoOoOoOoOoO

A tarde se passou lentamente, principalmente para Madeleine, que mal conseguira comer no almoço, de tanta ansciedade. O professor Beery pedira que eles, os que iam apresentar a pantomima, chegarem uma hora e meia mais cedo, então, lá estava ela, entrando no salão. O palco estava gigante e Madeleine ficou uns bons cinco minutos observando tudo até ir até lá.

Madeleine conseguia ouvir o barulho de vozes antes mesmo de colocar o pé nos "bastidores" improvisados.

– Como pode ter beijado o Avery? O AVERY! – Gritava o lufano John Madley. – Achei que me amava!

– Eu já disse, ELE ME BEIJOU! A FORÇA! – Retorquia a sonserina Annabel Willow.

– Chega! Não acredito nisso, a menos que tenha como provar. Não vou ficar fazendo o papel de traído de Hogwarts!

– Está terminando comigo?

– Sim!

Um silencio pairou sobre o local enquanto o "casal" se encarava raivosamente. Madeleine se fez aparecer.

– Com licença? O professor está por aqui?

Eles lhe encararam com surpresa. Depois Annabel a fuzilou com o olhar e John sorriu como se tivesse tido um ideia brilhante. Ideia essa que Madeleine tinha certeza de que não ia ser nada boa para ela.

Notas finais
Hey, hey! :3 Espero que tenham gostado do capítulo! Não se esqueçam de deixar review. CC