Together

31 The falling of the masks


Notas iniciais
Acredito que o título fala por si mesmo. Não é um grande capítulo, cheio de revelações e tals, porém, é necessário para que a história se desenvolva.

Sherlock teve que se segurar para não atacar Luke naquele exato momento. Ele sabia que três contra um, sendo que todos estavam armados e tinham objetivos bem claros, poderia terminar em um banho de sangue. Ele poderia sair vivo, mas Jen sairia?

Holmes deu meia volta, correndo pela ruela suja onde o Clube La Luna ficava e indo em direção a rua mais movimentada da região, em busca de um táxi. Não viu o trio deixar o Clube, mas sabia que estariam levando Jen.

Já dentro do táxi, indo em direção a Scotland Yard, Sherlock não conseguia parar de pensar em Jennifer. O que fariam a ela ou qual seria a barganha. Luke desejava a morte de Holmes, o sofrimento dele, não o de Mars. Haveria uma barganha no final dessa confusão. Só que ele sabia muito bem, ele o trairia, tentando matar ambos. Luke era como Jim e os únicos que conseguiriam impedi-los seriam Jen e Sher. Era fácil fazer as contas e saber que, se não bem jogado, seria game over para o casal.

Ele desceu do táxi indo em direção a porta da Yard. Havia mandado uma mensagem de texto a todos que deveriam comparecer ali: Irene, Mycroft e John. Dessa vez, ele ia precisar de toda a ajuda possível. Muita vingança e problemas maus resolvidos no meio fazem a classe criminosa perder o controle e ficar imprevisível.

Ele já havia citado uma vez que se sentia feliz por não fazer parte dela.

Lestrade ainda tentava compreender o que o trio estava fazendo ali. É claro, eles sabiam e diziam faltar uma pessoa, contudo, a única pessoa que lhe vinham em mente era Jennifer e ela não era de se atrasar.

- John... O que acha que aconteceu? — Irene perguntou, evasiva.

- Eles estavam juntos essa manhã. Acredito que, conhecendo eles dois, qualquer coisa pode ter acontecido.

- Eles dois quem? Vocês parecem estar falando em códigos. Vocês estão na minha sala, devem-me algumas explicações! — Lestrade estava começando a ficar preocupado. A maneira que estavam falando... Parecia que a terra ia se abrir no meio. E ainda tinha o fato de Mycroft estar ali. Ele nunca iria aparecer se não fosse por uma boa razão.

- E você as terá, Lestrade. Agora mesmo. — A voz do velho conhecido percorreu a sala, fazendo-o o detetive inspetor da Yard ficar branco.

- HOLMES! Como... Mas eu vi você... E então você... — foi quando ele pareceu compreender o que todos já haviam percebido — Onde está Jennifer? — Claro, essa era a pergunta que todos que estavam ali presentes desejavam fazer.

- Digamos que... Eu preciso da ajuda de vocês. Luke está com ela. Lionel e Davis estão com Luke. Não acredito que ela tenham muito tempo de vida ainda, mas ou posso estar enganado.

- Luke? — Disse Greg — Berrigan? O que há de tão ruim com o garoto Sherlock? Está com ciúmes? — Perguntou Lestrade, soltando uma risada. Que não foi acompanhada pelo resto das pessoas que estavam ali.

- Ele é o filho adotivo de Moriarty, Greg. — Disse John. — Ao que tudo indica, Davis, Lionel e Luke formaram uma aliança com o único propósito de acabar com Jennifer.

- E agora eles podem fazê-lo. — Disse Sher. — Aliás, há um corpo no clube La Luna. De um assassino de aluguel nojento. Luke é o culpado. — Lestrade não disse nada e pegou o telefone, discando para algum ramal do mesmo prédio:

- Acabo de receber uma denúncia... anônima. — Disse olhando o moreno — Há suspeitas de um corpo dentro do Clube La Luna... Sim, pertence a Antonin Klaus. Sim eu sei que é um caso federal... VÃO FAZER LOGO O MALDITO TRABALHO DE VOCÊS!

- Ok, acho melhor você me explicar direitinho o que está acontecendo Holmes, antes que eu lhe prenda por fingir sua morte, e isso só pra começar. — Holmes encarou o detetive inspetor nos olhos e disse:

- Depois que Jennifer estiver sã e salva, eu terei o prazer da acompanhá-lo para um café e contar toda a maldita história. Contudo, no momento, precisamos pensar em como salvá-la. — No exato momento em que Holmes disse isso, o telefone na mesa de Lestrade soou e a voz de Sally apareceu.

- Greg, há um homem na linha desejando falar com Sherlock Holmes. Já disse que o homem está morto, porém, ele insiste em falar com a aberração.

- Passe a ligação. — Lestrade disse, suspeitando e colocando no alto faltante. A voz que saiu do aparelho depois que o sinal soou, avisando que a ligação havia sido transferida, era maníaca e suava. Era de Luke.

- Sabia que iria até a Yard conversar com seu velho amigo Greg. Tão previsível Mr. Holmes. Tão previsível como meu pai me ensinou. Será que também é tão estúpido quanto a jovem Jennifer Mars, que se diz tão inteligente, porém... É apenas uma menina mimada. Veremos. — Disse ele, ainda achando graça da situação.

- Espero que esteja ciente, jovem Luke, que a última vez que seu pai fez essa brincadeira, ele saiu perdendo. E ele era melhor que você. Será que você é capaz de me derrotar nesse jogo?

- Jogo? Quem disse que é um jogo? É simples, sem complicações ou maluquices. Eu vou lhe dar dois endereços. Um, onde o senhor deve me encontrar e morrer. — Disse rudemente, — e outro, que, no mesmo instante que eu puxar o gatilho, estará pegando fogo. E sim, é o lugar onde Jennifer estará presa. Junto de Davis e Lionel, apenas para deixar claro. A proposta é o seguinte: sei que está conversa está sendo ouvida pelo brilhante detetive inspetor Lestrade, o grande médio John Watson, a dominatrix Irene Adler e o misterioso Mycroft Holmes. Você irá sozinho ao primeiro endereço e seus amigos podem dirigirem-se ao segundo. Claro, é um tempo calculado e eu sei que é impossível ir e voltar a mansão a tempo de salvá-lo, Holmes. Está disposto a morrer por sua garota? — Todos olharam o moreno, que esboçou um sorriso.

- Isso não é uma ida direto à morte, isso é um duelo. — Luke riu. — E eu estou aceitando. Como a própria Jennifer disse: que o duelo começa pela mão da donzela.

- Receberá os endereços em seu celular daqui a poucos minutos... Boa sorte. — Ele soltou uma risada que, se fosse possível ver seu rosto, só poderia ser de escárnio, e desligou. O celular de Holmes soou, afirmando que a mensagem já havia chegado. Os endereços eram em direções opostas de Londres, um deles, o da casa, em uma área rural.

Que os jogos comecem.