Todo Seu
1 Parte 1
Notas iniciais
Não tiro os olhos de você.
Mesmo agora, rodeado de amigos e conhecidos, tentando conversar sobre o ano que vem, sobre a nova temporada de baseball ou os shows que meus amigos estão marcando ou até mesmo sobre as propostas de filmes para 2015, meus olhos sempre são atraídos para você.
Você também está rodeada de pessoas, conversando casualmente sobre alguma coisa que você ama ou odeia ou o que espera do ano que está por vir, porém seu olhar constantemente cruza o meu.
E você sorri todas as vezes que isso acontece.
O ar parece escapar dos meus pulmões e eu sei que não é por causa do cigarro.
Nós nos conhecemos a pouco menos de um ano, mas parece que foi uma vida inteira. Não sei se isso era possível e talvez eu estivesse sendo muito poético, porém é como me sinto. E sei que você sente o mesmo.
Não sei ao certo quanto tempo é necessário para que alguém se apaixone ou ame outra pessoa. Creio que depende de cada pessoa em particular. Algumas pessoas podem querer requisitos para se entregar a outra ou simplesmente um olhar pode mudar tudo. É nisso que eu acredito, pois tenho certeza que quando te vi não vi mais ninguém. Como agora mesmo.
Tentando me concentrar na conversa do grupo, acabo me distraindo novamente quando vejo você se afastar e ir até a parede de vidro do outro lado da sala. Você fica ali, segurando a taça de champanhe e olhando para imensidão do mar através da janela. Parece tão concentrada em algum pensamento que é fascinante de se observar. É o que eu faço.
– Não é, Johnny? – relutante, me viro para Tim que me olha com expectativa.
– Desculpe, amigos. Vou ali dar um oi para a minha garota. – dou uns tapinhas amigáveis nas costas de alguns amigos e vou até você.
Passo minhas mãos entorno da sua cintura e a abraço por trás, bem apertado como você (e eu) gosta. Depois de um pequeno sobre salto você relaxa em meus braços, joga a cabeça para trás virando o rosto para me olhar.
Por um instante esqueço que estamos na casa de uma amiga e eu só quero te beijar. Não qualquer beijo, mas aquele tipo de beijo que faz a pessoa esquecer o próprio nome. Quase obsceno mesmo.
Abaixo meu rosto e o escondo em seu pescoço. Dou alguns beijos em seu ombro, esfrego minha barba suavemente e fico absolutamente encantado quando vejo sua pele se arrepiar. Eu adoro os efeitos que provoco em você. Como às vezes em que pego você olhando boba para mim, quando me ouve cantar e a emoção fica nítida em seu rosto, mas o rubor de sua pele quando digo que te amo é o meu favorito.
Subo lentamente por seu pescoço e planto um último beijo atrás de sua orelha. Seu perfume a muito me embriaga mais que a bebida e é mais saudável também.
– No quê você estava pensando tão concentrada agora pouco? – murmuro junto a sua orelha. Assisto com fascínio sua pele arrepiando novamente.
– Hum, só em como eu estou feliz. – sua voz é tranquila e com um tom de satisfação.
– E tenho algum crédito nessa felicidade? – pergunto para provoca-la.
– Podemos dizer que você tem exatamente 99% de crédito. – você ri.
– Ótima porcentagem, meu amor. – aperto você mais um pouco enquanto você ri de um jeito bobo-apaixonado.
Virando-se lentamente, você me olha com intensidade. Sempre nos olhamos com essa intensidade. É como se algo dentro de mim estivesse sempre se renovando quando você me olha dessa maneira. Isso tudo é tão novo e desconhecido para mim e ao mesmo tempo é muito bem vindo, é agradável, é perfeito.
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