Toda Sua
58 Capítulo 58- Party – Part One.
Notas iniciais
POV Misto. (Klaus e Jesse.)
Uma semana passou até o Halloween e como Rebekah iria dar uma festa a fantasia, passei um tempo da semana passada procurando uma fantasia e encontrei uma de anjo. Rebekah nos fez prometer que ninguém saberia da fantasia do outro, então era segredo, ninguém sabia de ninguém. Pelo menos a semana foi tranquila, sem Marcel ou Silas. Klaus estava se arrumando no quarto e eu no banheiro, para não nos vermos antes de estarmos prontos, como Rebekah pediu. Ri. Era engraçado até. Coloquei minha fantasia, arrumei as asinhas, coloquei o salto e fiz a maquiagem. Arrumei meus cabelos em ondas para parecer um “cabelo de anjo”. Me olhei no espelho e sai do banheiro.
Quando ela saiu do banheiro, estava sentado na cama e fiquei de boca aberta.- Anjo?
Sorri.- Foi a que eu mais me identifiquei. Está bom?
— Não poderia estar mais certa.- Disse.
— E você....- Olhei para ele.- Diabo?
— Não poderia ter escolhido uma melhor. Acertamos nas que nos refletem.- Disse.
— Bem, eu não acho que seja um diabo, mas você está lindo.- Sorri e lhe dei um beijo.
— E acho que vou levar esse anjinho para o outro lado.- Disse.
Sorri.- Você vai?
— Com certeza, mas esse anjo já não está mais anjo assim... Sabe ser bem diabinha quando quer.- Disse rindo.
— Eu sou muito inocente, ok?- Falei, rindo.
— Eu que sei o quão pode ser.- Disse.
Sorri.- Então iremos manter isso em segredo.
— Claro que vamos. Seus segredos são apenas meus, meu anjinho.- Disse.
Sorri.- Bem, vamos?
— Sim, mas antes tenho uma coisa.- Tirei uma caixinha do bolso.
Olhei a caixinha e depois para ele.- O que é?
— Bem, você sabe que não sou de cumprir certas regras e muito menos tradições.- Disse.
— Sim, eu sei.- Disse.
— Então pode concordar que não teríamos uma cerimônia normal de um casal.- Disse.
— Sim.- Disse.
— Mas isso não impede que você seja minha mulher de forma mais concreta.- Disse.
— Claro que não. Mesmo que já me considere isso.- Sorri.
— Então não vai se importar de usar isso.- Disse abrindo a caixinha e era uma aliança de ouro, não muito grossa, algo que ficaria bem nela.
Olhei para a aliança e a toquei suavemente.- Ela é linda.
Tirei e peguei a mão dela.- Posso?
Sorri.- Claro.
Coloquei nela e beijei a mão.- Considere-se Jesse Elizabeth Mikaelson.
— Elizabeth?- Questionei, tentando disfarçar.
— Achou que não sabia seu nome do meio?- Perguntei.
Ri.- Ok. Ele é horrível. Por isso não o uso.
— Não diga isso. Foram duas rainhas excelentes.- Disse.
— Mas eu não gosto muito dele. Soa muito... formal.- Sorri.- E isso é coisa do meu pai e seus nomes esquisitos.
— Ok, não te chamo mais, senhora Mikaelson.- Disse.
Sorri.- Assim fica melhor.- Dei um beijo nele.
— Espero que não se importe de eu não usar.- Disse.
— Tudo bem meu amor, mas eu adorei ela, obrigada.- Disse.
— Agora eu que digo; te conheço mas que pensa. Eu não sou de anéis e também poderia ser um risco para você, mas não quer dizer que não tenha a minha.- Disse.
— Mas eu estava falando sério. Na verdade, nunca achei que usaria uma.- Sorri.
— Mesmo assim.- Abri um pouco a camisa e puxei um cordão que tinha pendurado a minha.- E também quero você minha de todas as maneiras. Quando for de maior assinará os papeis.
— Na realidade eu já posso.- Fui até a mesinha que tinha ali e peguei uns papeis.- Falei com meu pai semana passada e eu e ele conversamos e arrumamos novos papeis da emancipação.- Entreguei a ele.- Como você estava enrolado com o negocio do Marcel, resolvi esperar para mostrar em um momento mais calmo.
Olhei tudo.- Isso é ótimo!
Sorri.- Sim. Ele conversou comigo e fez um questionário sobre tudo e sobre nós e no fim concordou.
— Sobre nós?- Questionei.
— Sim. Perguntas de pais, nada demais. O tipico: Ele tem vícios? Ele já te traiu? Acredite, podia ser pior.- Ri.
— Nossa, ainda bem que ele não perguntou se já te “bati”, seria meio complicado explicar.- Disse.
— Bem, se ele perguntasse isso, eu diria não. Até porque não é bem agressão física, até porque eu deixo.- Disse.
— O que me lembra que depois da festa vamos sair.- Disse.
— Vamos?- Questionei.
— Vamos ao nosso hotel, daquele fim de semana.- Disse.
— Ah sim, entendi suas intenções.- Sorri.- Mas, terá que esperar mais umas horas, temos que ir a uma festa. Vamos?
— O que eu não faço pela minha esposa?- Questionei, guardando o cordão.
Sorri.- Gostei desse titulo, isso me faz me sentir mais velha.
— Anjos não envelhecem amor.- Disse e saímos do quarto.
Sorri e chegamos no hall. A casa já estava cheia.- Nossa, sua irmã adora dar uma festa.
— Você não faz ideia.- Ri e fomos procura-la.
— Ei gente.- Rebekah sorri.
— A festa ficou linda Rebekah, parabéns.- Sorri.
— Sim, assim como você bela Afrodite. Combina perfeitamente com você.- Disse.
— Obrigada. Vindo do rei do pecado, é um grande elogio.- Ela sorriu.
— Esse rei está maravilhado com a beleza de ambas. Um anjo e a deusa do amor; quem pode pedir mais?- Questionei.
Ela sorriu.- Mas não é só você que veio de rei não. Temos Kol, que está como Tarzan, o que ficou mega... interessante. E o nosso nobre Elijah.
— Acho que todos estão inspirados em si; Elijah com sua nobreza e Kol com sua...selvageria. Acha que podemos manda-lo de volta para seu habitat natural?- Questionei.
— Não se engane, as garotas gostam do que veem na "sunga" dele.- Ela disse rindo.
— Querida Vênus, não se pode levar a sério alguém que se pendura em cipó e a amiga é uma macaca.- Disse.
— Todo mundo ama o Tarzan, não é Jesse?- Ela questionou.
— Isso é verdade. Eu era doida pela Tarzan.- Disse.
— Viu?- Rebekah questionou, rindo.
— Como é? Acho que alguém vai para o inferno hoje.- Disse.
— O desenho animado meu amor.- Disse rindo.- Mas secretamente sempre tive um invejinha da Jane.
— Principalmente nos filmes. Só tem atores gostosos.- Ela suspirou.
— Não é? Eu também acho isso.- Disse.
— Vocês são muito engraçadinhas. Lembre-se que posso te dar penitência, mocinha.- Disse.
— Mas são só atores. Não vou me agarrar neles.- Disse rindo.
— Agora o que foi dito já foi.- Disse.
Ri.- Ok. Vou esperar meu castigo, mas isso faz com que eu tenha outros pequenos deslizes.
— Agora eu gostei. Irei adorar dançar até o chão com você Jesse.- Ela sorri.- E vamos fazer isso.
— É? Depois não reclame.- Disse rindo e pegando um Whisky.
— Nossa Nik, você é mau.- Ela disse rindo.
— Eu? Nem um pouquinho. Eu sou um anjo, ou melhor, era.- Disse.
Peguei um dos coquetéis que tinha ali e tomei um pouco.- Faz um tempo que não vou a uma festa a fantasia. A primeira que fui foi com 14 anos e foi onde dei meu primeiro beijo.
— Ownn, que fofo.- Ela sorriu.
— Isso tá ficando mais interessante.- Disse.
— Porque?- Perguntei.
— Nada.- Disse.
— Sei.- Ri e bebi do coquetel.
— Uau, acho que to indo para o céu.- Kol disse chegando por trás dela.
Sorri e me virei para ele.- Olá rei da selva.
— Oi anjinho. Se perdeu foi?- Ele questionou.
— Não, você que tá indo para o reino errado.- Disse.
— Cruzes, acabei de ver o demônio.- Ele disse.
Ri.- Na verdade o “anjinho” aqui está no meio de três reinos completamente diferentes.
— Mas só pertence a um, agora cada vez mais.- Sorri para ela.
— Eca, ouve ele não. Ele nos leva para o lado errado.- Kol disse.
— Vocês dois sem brigas. Se não eu mesmo levo o "anjinho" daqui e vocês vão ficar vendo navios. Porque sabem como sou... má.- Ela sorri.
— Uau. Se fosse vocês parava.- Ri.
— Quem está brigando? Estou só estou questionando o que ele quer com a minha esposa.- Disse.
— O que?- Ele questionou.
— Esposa?- Ela perguntou.
Peguei a mão dela, mostrando.- Ou seja, sai de perto Kol.
— Então é uma das nossas agora.- Ele disse, mantendo-se normal.
Sorri.- Sim.
— O que está acontecendo aqui? Jesse, seu amigo Dean e sua amiga London chegaram.- Elijah disse.
— Você sabia que esses dois casaram?- Kol perguntou.
— Não, ele não sabia. Isso foi agora e não lhe diz os detalhes.- Disse.
— Bem, a unica coisa que sei é que um padre não faria a união desse casal.- Elijah riu.
— Absolutamente. Imagina Klaus em uma igreja?- Ela riu.
— Mais difícil imaginar um compromisso sério.- Kol disse.
— Sim, igreja não é o meu forte. Apesar de admirar as suas belezas.- Disse.
— Bem, sua esposa tem cara de quem frequentava. Sabe, um belo anjinho.- Ela sorriu.
— Mas é bom ter fé. Não importa em quem.- Elijah disse.
— Isso é chato.- Kol disse.
— Claro, isso não é conversa para você.- Disse.
— Ok, gente, tadinho do Kol.- Acariciei o rosto do Kol.- Na verdade eu ia todos os domingos com minha mãe. Minha mãe tinha muita fé, apesar dela acreditar em vampiros.
— Ela era mesmo uma ótima pessoa.- Disse.
POV Jesse.
Sorri.- Sim, ela era, mas é melhor não falarmos disso. Quem quer dançar?
— Eu com certeza. Vamos.- Kol disse, me pegando pela mão.
Acompanhei ele até a pista.
— Você está mesmo linda.- Ele disse.
Sorri.- Obrigada.
— É para valer essa história de casar?- Ele perguntou.
— Sim. Porém você sabe que já era sério.- Disse.
— Mas isso é meio diferente.- Ele disse.
— Porque?- Perguntei.
— Bem, uma coisa é um namoro outra é um casamento. Sou brincalhão e pode não parecer, mas sei o valor das coisas.- Ele disse.
— Eu nunca achei o contrário.- Sorri.- Mas nunca foi um "namoro".
— Tecnicamente sim, não tinha aquela coisa do tão sério a esse ponto. Agora tem.- Ele disse.
— Eu não vejo assim. Para mim um "casamento" as vezes é menos sério que um namoro. Eu sempre amei o Klaus e você sabe disso, mas meu amor por ele não era menor por ser um namoro ou é maior por agora ser um casamento. Isso não tem nada a ver. E sempre vi como algo sério, talvez ele não até agora, mas eu sempre vi.- Disse.
— Ok. Mas veja pelo lado que somos de uma época que esse era um laço inquebravél, não como hoje que se desfaz com facilidade.- Ele disse.
Sorri.- Tudo bem.
— Melhor aproveitar nossa dança.- Ele disse.
— Sim.- Recostei minha cabeça no ombro dele.
A musica era lenta e dançávamos no ritmo dela. Me sentia bem com Kol e Elijah. Gostava de passar meu tempo com eles.
— Kol, minha vez.- Elijah disse.
— Tá, claro.- Ele beijou a minha mão e saiu.
Sorri e entrelacei meus braços no pescoço de Elijah.- Gosta de dançar?
— As vezes.- Ele disse.
— As vezes?- Perguntei.
— Sim, mas não esses ritmos de agora. Acho que fiquei preso ao passado.- Ele disse.
Ri.- Você é fofo assim. Amo o seu jeito.
— Eu também pequena. Ainda mais que esse anjinho é capaz de milagres.- Ele disse.
— Eu não posso fazer milagres, mas gostaria.- Disse.
— Como não? Acabei de presenciar um.- Ele disse indicando a minha mão.
Sorri.- Mas eu não o fiz, ele o fez.
— Me refiro ao que faz ele fazer, ou melhor, querer fazer. Se não fosse por você ele continuaria o mesmo de sempre, afundado em seus demônios sem deixar ninguém se aproximar.- Ele disse.
— Eu sei e fico feliz por ter feito isso, mas queria que isso acontecesse com todos vocês, que ele deixasse vocês se aproximarem dele.- Disse.
— Eu acredito que com o tempo isso vai acontecer. A maneira que ele se mostrou quando você não estava aqui, me fez ver o Niklaus que não via a mais de mil anos, o que significa que ele está lá apenas tomando coragem para sair.- Ele disse.
Sorri.- Eu realmente espero isso.
— Somos dois agora, vamos vence-lo, cunhada.- Ele sorriu.
Ri.- Vamos sim, cunhado.
— Seus amigos estão ali e com uma expressão não boa, acho melhor ir vê-los.- Ele disse.
— Ok, vou ir lá.- Dei um beijo no rosto dele.- Até mais.- Fui até eles.- Tudo bem?
— Agora sim. Vem, me leva pra aproveitar a festa que esse chato só sabe reclamar.- London disse.
— Você que não para de falar irritantemente.- Dean disse.
Revirei meus olhos e suspirei.- O que foi dessa vez?
— Nada. Só tava falando como você deu sorte com o seu namorado e com a família dele e ele começou a disparar ai.- Ela disse.
— Desculpa se não acho uma familia de vampiros boa escolha.- Ele disse.
— London, se o Dean gosta ou não, eu respeito isso. Todo mundo tem sua opinião e seu jeito, e ninguém nasceu pra agradar ninguém. Mas com certeza eles são incríveis.- Disse.
— Ok, mas ensina essa sua educação a esse cavalo.- Ela disse.
Suspirei.- Ok, sem brigas vocês dois. E vocês estão lindos.- Sorri olhando para eles.
— Obrigada amor. E você completamente linda e com... um brilho cada vez maior.- Ela disse.
— Dizem que o amor faz isso, não é?- Questionei sorrindo.
— Sim e está cada mais intenso isso, dá para ver.- Ela disse.
— Você está vendo demais. Ela está linda como sempre foi.- Ele disse.
Passei cada um dos meus braços no de cada um.- Ok, eu entendi.- Ri.- Agora nós vamos dançar. Como nos velhos tempos, lembra? Nós três, sem briga nada a ver de vocês dois.
— Isso ai garota!- Ela disse.
Sorri.- Você fala como se eu fosse uma santa.
— Santa não, anjinho.- Ela disse rindo e dançando.
— Bem, esse anjinho sempre gostou de dançar. Só que não com garotos tarados, como o Oliver.- Ri e começando a dançar junto com ela.
— Só com os educados, não é?- Ele se juntou a ela.
— Sim. Por isso prefiro dançar com os conhecidos do que com os desconhecidos. Vocês, por exemplo, são "íntimos".- Disse.
— Com certeza.- Ele estava colado nela.
Sorri.- Eu amo essa musica. Acho que se estivesse sozinha, faria um show.
— Essa casa também não é sua? Se acaba.- Ela disse.
— Ser é, porém tem muita gente olhando. Acho que vou começar a limpar essa casa, assim meus fãs terão os shows de volta. Sabe, as almofadas ficaram tristes quando parei.- Ri.
— Com certeza e os nossos shows quando durmiamos juntas?- Ela questionou, rindo.
Ri.- É verdade. Uma vez até torci o pé.
— Eu lembro dos gritos de vocês.- Ele disse.
— Pois é. Era hilária nossas noite do pijama.- Disse.
— Vou pedir ao seu namorado um dia para você dormir lá. Sabe, te dar folga.- Ela disse.
Ri.- London, não precisa ficar falando essas “coisas” em publico. E vamos marcar sim. Estou com saudades de passar a madrugada comendo doce.
— Isso é nojento London.- Ele disse.
— Para você. Para mim é super natural ajudar e aconselhar a minha amiga.- Ela disse.
— O que eu falei? Sem faíscas. Se não o incêndio começa, ok?- Puxei os dois para mais perto de mim.- Vamos somente dançar.
— Tá bom.- Ela disse.
Ele foi pegar na mão dela quando viu o anel.- Jesse, o que é isso?
— Uma aliança.- Disse.
— Mas nessa mão... O que você não me contou sua danada?- Ela perguntou.
— É que nós "oficializamos".- Disse.
— Sério? Amiga, parabéns.- Ela disse a abaraçando.
— Obrigada.- Retribui o abraço.
— Entendi o branco agora.- Ela disse.
Ri.- Juro que não foi intencional e não poderia mais usar branco.
— Opa, verdade.- Ela disse.
— Isso é sério Jesse?- Ele questionou.
— Sobre o anel? Sim. E era sério antes também.- Disse.
— Como disse, é melhor me calar.- Ele disse.
— Ok, só não me tratem como se eu tivesse 40, ok?- Ri.
— Isso não vale. Nem pude fazer uma despedida de solteira para você.- Ela disse.
Ri.- Não daria certo, acredite.
— Daria sim, e muito.- Ela disse.
— Não, não daria. Porque os strippers sairiam mortos.- Disse.
— Você esqueceu que ele é o diabo? Literalmente falando. Se quer matar o próprio irmão por ela imagina a estranhos.- Ele disse.
— Dean, não fala assim dele, por favor. Se não se gostam, ok, mas eu amo vocês todos, e não queria ouvir esses comentários. Nem vindo de você e nem vindo dele.- Disse.
— Como se eu estivesse mentindo.- Ele disse.
— Ai, deixa de ser chato e fica feliz por ela estar feliz. Isso que importa.- Ela disse.
— Ok, vamos deixar esses assuntos para lá. Não quero clima pesado.- Disse.
— Vamos comemorar!- Ela chegou junto do meu ouvido.- Você tá casada com o cara mais gostoso da cidade.
Ri.- Isso é verdade, mas mesmo assim, essa festa é da Rebekah e ela teria um chilique caso visse alguém com expressão triste.
— Então vamos nos divertir.- Ela disse.
— Vamos. Estou com saudades de quando ficávamos nós três.- Disse me juntando a eles.- Então, vamos aproveitar.- Dei um beijo na bochecha de cada um.
POV Misto. (Klaus e Jesse)
Mesmo não gostando muito de onde aquela dança estava indo, era bom vê-la se divertindo assim; tão leve e sorridente. E o melhor que além de ter feito um desejo meu tornando-a minha esposa, tinha acertado para manter Kol afastado. Sorri com isso.
Dançamos por mais um tempo e quando me deu sede, fui tomar água. Era muita sede pra matar no álcool, então peguei um copo de água e tomei. Depois me sentei para descansar um pouco e tomava um dos coquetéis que tinha ali.
— Se divertindo love?- Cheguei junto dela.
Sorri.- Claro. A festá está ótima. Sempre adorei Halloween.
— Realmente é um dia cativante.- Disse.
Coloquei o coquetel de lado.- Sim. É um dos meus feriados favoritos, depois do Natal.
— Esse já nunca tive apego, mas quem sabe não me faz mudar de ideia sobre ele?- Perguntei.
Sorri.- Bem, você terá que me ajudar a montar a arvore.
— Rebekah que vai adorar isso.- Disse.
Ri.- Acho que todo mundo gosta de Natal, só não sabe ainda.- Sorri e lhe dei um selinho.- É o melhor feriado; frio, neve e família.
— Se você diz.- Disse.
Sorri e acariciei o rosto dele. Peguei meu coquetel e tomei mais um pouco.
— Gostou mesmo desse.- Disse.
— Sim, eu amo coquetel. É docinho e só não desenvolvi diabetes até agora por puro milagre.- Ri.
— Vê se não fica bêbada, hein?- Disse rindo.
— Se eu ficar bêbada, você terá um problema.- Disse.
— Eu acho que não.- Disse.
— Porque não?- Questionei.
— Pode chamar de instinto.- Disse.
— Pois meu instinto diz que é bem provável eu começar a fazer meus "shows" e eles seriam para maiores.- Ri.
— Claro que eu só deixaria isso acontecer num local fechado e somente comigo.- Disse.
— Eu sou um desastre nessas coisas.- Disse rindo.- Sempre acabava caindo e torcendo o pé.
— Não deixaria se machucar, mas isso não vai ser hoje.- Disse.
— Claro que não. No dia que eu fizer isso em publico eu estarei louca.- Ri.
— Não, digo deixar você beber e fazer o que quiser.- Disse.
— Ah sim. Bem, acho que eu não combinaria com uma Cirrose, mas no dia que eu fizer um stripper com certeza será só para você e estarei sóbria.- Disse.
— Isso você que decide.- Estava colado nela.- Mas hoje mocinha vou descontar muita coisa.
Sorri.- Você vai?- Disse acariciando a nuca dele.- Tipo o que?
— Ah baby, vai ser algo com nível a mais do que o daquele dia.- Disse.
— Bem, eu confio em você. Então irei somente esperar.- Disse sorrindo e o beijando.
— A espera, meu anjo, faz parte do jogo.- Disse.
— Você é ótimo em jogos.- Disse sorrindo.- O que será que essa cabecinha pensa o dia inteiro? Gostaria de saber.
— Seriam coisas demais para a sua.- Disse.
— Mas adoraria saber mesmo assim.- Sorri e terminei de beber o coquetel que já estava no fim.
— Prefiro assim, saber que sente o que eu sinto já é o suficiente.- Disse.
Sorri.- Tudo bem.
Estava com tanta vontade dela que a beijei.
Retribui o beijo e acariciava sua nuca. Estava sentada em um dos bancos que tinha ali no bar. Acho que era o único jeito de não ser tão pequena ao lado dele ou de qualquer um.
Acariciava sua cintura, descendo a mão para as coxas dela e deixava o beijo ir.
Envolvi meus braços em torno do pescoço dele e entrelacei meus dedos em seu cabelo.
— Melhor irmos para outro lugar. Não quero que vejam o seu show.- Disse.
Sorri.- Nem eu quero que vejam. Eu sou um anjo, lembra?
— Com certeza não vamos abalar a sua reputação.- Ajudei ela a descer do banco.
Desci.- Ok, agora eu me senti pequena de novo.
— Tadinha.- Dei um beijo nos cabelos dela.- Sei como te deixar alta de novo.
— E como?- Perguntei.
— Venha comigo.- Saímos da festa que era restrita a sala e fomos até a biblioteca. Quando chegamos lá, fui até a porta e tranquei.
— Eu devia perguntar o que você quer na biblioteca?- Sorri.- Ou devo deduzir que veio pegar um livro?
— Talvez.- Tirei as coisas de cima de uma das mesas.
— Talvez? Agora eu fiquei curiosa.- Disse.
Peguei ela e a sentei na mesa.- Depois vemos qual.- Disse beijando seu pescoço.
Me arrepiei instantaneamente, como sempre, com seus beijos. Minha mão estava pousada em seu peito e fazia leves carinhos ali.
Puxei a perna dela, a deixando mais colada em mim e alisando ela.- Acho que esse anjo adora um pecado.
— Pois é, é esse lindo diabo que está me levando para o caminho errado, porque até agora pouco eu era uma inocente anjinha.- Mordi o lóbulo da orelha dele.
— Querida, o caminho errado é sempre o mais gostoso.- Disse.
Sorri.- Estou começando a acreditar que sim.
A beijei e minha mão foi por baixo do vestido dela, a tocando enquanto nos beijávamos.
Sorri entre o beijo quando a mão dele chegou na minha calcinha.- Você é um diabinho mesmo.
— Um pouquinho. Concordo com quem diz que a luxuria é o melhor dos pecados.- Disse.
— E eu também concordo.- Comecei a abrir os dois primeiros botões da fantasia dele.
— Isso é o melhor.- Puxei a calcinha dela de lado, ficando melhor para toca-la.
Gemi e me mexi, podendo sentir os dedos dele ainda mais dentro de mim. Como podia ama-lo e deseja-lo tanto? Resposta difícil, porém nem a resposta mais elaborada conseguiria descrever o que sinto por ele.
— Quer mais que isso?- Perguntei.
— Querer eu quero, mas acho que em uma festa não seria apropriado. Vai que um dos seus irmãos entrem aqui?- Questionei.
— A porta está trancada. O que você quer?- Questionei.
— O que eu quero? Bem, primeiro eu quero sua boca na minha. O resto podemos deixar para mais tarde.- Disse.
— Por que esperar para ter seu desejo? Se quer, não tem hora ou lugar que não seja própria.- Disse.
— Não é isso. Só que acho melhor esperar.- Disse.
— Por que?- Perguntei.
— Porque é uma festa e a casa está cheia. Não seria muito apropriado, fora que as paredes tem ouvidos, literalmente.- Disse.
— Sinto informar que eu quero e tenho o quero.- Disse, começando a abrir minha calça.
— Você tem?- Perguntei em um tom desafiador. Adorava ver o olhar de macho alfa que ele transmitia nesses casos.
Abaixei minha cueca, tirando o meu pau e rasgando a calcinha dela. A segurei e entrei forte nela.- Tenho.
Gemi, suspirando contra os lábios dele e o beijando.
Não podíamos demorar, então impuz um ritmo rápido e forte.
Gemia entre o beijo e mexia meu quadril contra ele.
Isso ficaria interessante de outro modo. Num movimento rápido, a mudei de posição. A coloquei de costas para mim e se apoiando na mesa. Voltei a entrar nela e continuei a estocar nela fundo e forte. Segurava no ombro dela e a cintura dela contra mim. Normalmente já era prazeroso fode-la, mas em momentos como esse ficava com um sabor diferente. Não resisti em lhe dar uma palmada na bunda.— Ainda quer que eu pare?
— Absolutamente não.- Disse mexendo meu quadril contra ele e podendo senti-lo ainda mais duro dentro de mim.
— Ótimo.- Voltei a meter nela e já podia sentir que o orgasmo estava perto.
— Klaus...- Gemi quando senti o orgasmo chegando e continuava a me mover junto dele.
— Jesse!- Exclamei enquanto jorrava meu gozo dentro dela.- Essa cena deve ter sido bem peculiar; anjo e demônio.
Me recuperava do orgasmo, então minha respiração ainda estava ofegante.- É verdade. E terei que ficar o resto da festa sem calcinha, você rasgou a minha.
— Com um vestido desse tamanho? Nem pensar!- Me arrumei.
Arrumei meu vestido.- Ele não é tão curto assim.
— Se fosse longo seria interessante, mas assim não. Espere aqui.- Sai rapidamente e fui ao quarto por trás, sem passar pela festa; peguei uma calcinha e voltei.
— Você é rápido.- Sorri e peguei a calcinha, colocando. Ali tinha um espelho e fui ajeitar o cabelo.
— Não deixaria você sair assim.- Disse rindo e a olhando.- Você sempre fica mais linda depois.
Me virei para ele e sorri.- Obrigada. Deve ser algum efeito hibrido em mim.- Mordi meu lábio.- Então, estou inteira ainda? Sem nada borrado ou coisa parecida?
— Não, está intocada.- Disse.
— Ótimo. Bom, vamos? Rebekah deve estar surtando.- Disse.
— E não queremos isso.- Peguei na mão dela e saímos.
Quando saíamos da biblioteca, vimos Marcel e seu amigo chegando. Deus, espero que não tenha uma confusão nessa festa.
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