Toda Sua
59 Capítulo 59- Party – Part Two.
Notas iniciais
POV Misto. (Klaus e Jesse.)
Fomos até onde Marcel e Thierry estavam.- Marcel, estava parecendo que tinha desistido.
— Claro que não. É que não gosto de chegar cedo.- Marcel sorriu e deu de ombros.
— Sim, as festas só ficam boas do meio em diante mesmo.- Thierry disse.
— Olá Jesse.- Marcel pegou a mão dela e beijou.- Está maravilhosa, anjinho.- Ele sorriu.
Sorri.- Obrigada. Você também...- Olhei para ele.- Poderoso Chefão?
— Sim. Adoro clássicos.- Ele disse.
— Deve ser.- Na verdade certamente ele queria resplancer o seu comando da cidade.- De tantos só vieram vocês?
— Sim, não se pode deixar eles frouxos demais.- Thierry disse.
— Sim. Thierry é o mais próximo e o que mais confio. Os outros são meio inconsequentes e não teria como impedir todos dos seus "lancinhos".- Marcel disse.
— E não seria bem vindos improvisos.- Disse.
— Ninguém quer confusão. Anjinho, me concede uma dança?- Thierry perguntou.
— Claro.- Olhei para Klaus e ele não expressou muito com o olhar. Somente estava nítido que ele não gostou muito, mas ambos sabíamos que era melhor levar Marcel e seus "amigos" na lábia.
POV Klaus.
Odiei ela ir dançar com ele, mas não queria confusão agora. Tomava um whisky.- Tudo certo como os novatos?
— Sim. Estão indo bem com o sangue e tudo mais.- Ele bebia da tequila.
— Esse Thierry parece muito fiel a você.- Disse.
— E ele é. Somos grandes amigos. Nós conhecemos a uns 70 anos.- Ele disse.
— Imagino. E pessoas de confiança são raras.- Disse.
— Com certeza. Por isso as mantenho por perto.- Ele disse.
— Mas confia tudo a somente ele? Sabe os risco de ter tudo no mesmo lugar.- Disse.
— E quem disse que ele sabe algo?- Ele olhou para mim.- Ele é meu amigo, não meu sócio.
— E você tem algum?- Perguntei.
— Sócios? Alguns. Estão espalhados por ai.- Ele disse.
— Claro, se não as coisas não funcionam.- Disse.
— Com certeza. Preciso ter olhos em toda cidade.- Ele sorriu e terminou de beber da tequila.
— Sei perfeitamente como é.- Disse.
— E você? Está gostando mesmo da Jesse, não é? No tempo que passamos juntos, não te vi assim nunca.- Ele disse.
— Fazer o que? A desejo desde o momento que vi e não deixaria uma mulher que quero assim longe.- Disse.
— E pelo jeito não é o único. Já que Kol e o amiguinho dela também.- Ele disse.
— Sim, mas eles não podem fazer nada além de pensar e sonhar. Ela é minha e de mais ninguém.- Disse.
— Sempre convicto.- Ele sorriu.- Isso que sempre admirei em você.
— Se não formos por nós, quem vai ser?- Questionei.
— Com certeza. Ela é absolutamente maravilhosa, você tem sorte.- Ele disse.
— Eu sei. Se era para ficar com alguém, não podia ter escolhido melhor.- Disse.
— Com certeza. Escolha perfeita.- Ele disse.
— E você?- Questionei.
— O que tem?- Ele perguntou.
— Com alguém sem ser sexo de uma noite?- Perguntei.
Ele riu.- Claro que não. Nem pretendo.
— Não te julgo, é um excelente jeito de viver.- Disse.
— Com certeza é.- Ele disse.
Ri.- Deixou de tremer mediante a uma mulher?
— A muito tempo.- Ele sorriu.- Não existe nada mais perfeito que o belo corpo de uma mulher. Com certeza foi feito para admirar e se tirar todo o proveito.
— Isso é completamente verdade. Principalmente quando a tem em total controle.- Disse.
— Com certeza. Sempre é bom ter o controle.- Ele disse.
— Sempre.- De reflexo olhei para Jesse e não gostei do que vi.- Assim como é bom ter do seus amigos.
Ele olhou para onde ele olhava.- Ele não está fazendo nada de mais. Somente estão dançando.
POV Jesse.
Começamos a dançar e ele colocou a mão na minha cintura.- Se tivesse te visto antes teria sido bom te conhecer melhor.
Sorri.- Bem, eu nunca fui muito no Quarter French, então não conhecia vocês.
— Isso me faz querer sair de lá mais vezes.- Ele disse.
Ri.- Me parece que você e Marcel são bem próximos. Acho que ele não deixaria você correndo perigo.
— Sim, somos, mas também não precisa exagerar.- Ele disse.
— Bem, eu tenho dois amigos que são vulneráveis, assim como eu. E mesmo não podendo, faço o possível para mante-los bem e a salvo. Imagino que com todos seja assim.- Disse.
— Sei como é. Marcel salvou minha vida e me deu uma nova. Devo tudo a ele.- Ele disse.
Sorri. Dançávamos no ritmo da dança e as vezes olhava para Klaus, mas ele estava distraído conversando animadamente com Marcel.
Senti a mão dele nas minhas costas, subindo e descendo.
— Eles parecem estar voltando.- Ele disse.
— É uma das coisas que gostaria que acontecesse.- Sorri. A mão dele me deixava meio desconfortável, mas não ia dar uma de louca que não sabe nem dançar formalmente.
— Você não poderia ter escolhido fantasia melhor.- Ele disse.
— Porque?- Questionei.
— Acho que todos dizem isso, mas parece mesmo um anjo.- Ele disse.
Sorri.- Obrigada. Mesmo eu achando que não seja para tanto.
— Um lindo anjo que caiu no meio de vários demônios bebedores de sangue.- Ele disse rindo.
— Nenhum de vocês são demônios. Eu não acho isso.- Disse.
Ele chegou mais perto do meu ouvido.
— Isso porque só ve a face boazinha deles.- Ele comentou.
O olhei.- Mesmo vendo a face ruim. Não julgo ninguém um demônio. Nem você, nem Marcel.
— Só confirma nossa teoria que é um anjo entre nós.- Ele disse.
Sorri.- Vai saber, não é?
— Você dança muito bem.- Ele disse e podia senti-lo se aproximando mais de mim.
Tentava me afastar dele com cuidado para ele não perceber. O pior era a fantasia dele, era só uma capa e um cueca e ele estava muito colocado em mim, se é que me entende. Discretamente tentava me soltar, mas ele estava cada vez mais colado, se é que isso é possível, e se esfregava em mim no ritmo da musica.
POV Misto. (Klaus e Jesse.)
— Thierry, me dê licença.- Disse o puxando e soltando.
— Toda. Até mais Jesse.- Ele disse.
— Até.- Ele saiu e suspirei aliviada.
Abracei ela.- A sorte dele é que não quero problema com Marcel.
— Ainda bem que você tem olhos de águia.- Sorri.
— Claro. Sempre tenho quando você não está como está agora.- Disse.
— Sério, eu jurava que não tinha como ele ficar mais colado.- Fiz cara de nojo.
— Nem eu, mas vou deixar isso para depois.- Dançávamos, mas meu telefone vibrou. Era do meu informante dentro dos muros de Marcel e ele dizia que algo aconteceria hoje, e era importante. E que devia ser um feitiço já que as bruxas que ele usava estavam reunidas. Olhei Marcel e ele estava tranquilamente aqui na festa. Precisava ligar.- Amor, já volto.
— Ok, tudo bem.- Sorri.
— Se algum engraçadinho chegar perto, corra, ou melhor, voe.- Disse.
Ri.- Ok. Pode deixar.
Fui ao ouvido dela.- Fique perto de Elijah.- E sai.
Balancei a cabeça sorrindo e comecei a procurar Elijah. A casa era grande e estava lotada, então acho que ficava mais difícil ainda de acha-lo. Depois de procura-lo quase por toda casa, suspirei derrotada. Resolvi ir ao banheiro para retocar a maquiagem e ligaria para Elijah de lá.
POV Misto. (Jesse e Marcel.)
Percebi Klaus sair e não tinha originais a vista, então sai e quando ela entrou no banheiro fui atrás. Era minha chance.
Escutei a porta bater atrás de mim e tomei um susto quando vi que era Marcel.- Marcel? O que faz aqui?
— Calma Jesse.- Quando cheguei pude perceber que ela não usava verbena, o que deixava mais fácil.- Você não vai gritar, chorar e nem nada. Não vou machucar você e nem vai ficar com medo.
Concordei com um aceno.
Tranquei a porta e peguei o vidrinho que precisaria junto com uma seringa, assim não deixaria marcas.- Isso não vai doer, fique tranquila.
Olhei para ele e para a seringa. Não sentia medo.- Ok.
Tirei o sangue que precisava e nem ficou marca. Ótimo. Hoje Klaus, você tem seu fim.- Obrigado Jesse. Não se lembre que me viu e nem nada disso. Veio simplesmente ao banheiro.
POV Jesse.
Pisquei meus olhos e estava meio desnorteada. Balancei minha cabeça. Suspirei e peguei meu celular para ligar para Elijah. Ele estava no jardim, então fui para lá.
— Hey. Estava me procurando? O que foi?- Ele perguntou.
— Klaus teve que dar um saída e disse para ficar com você.- Disse.
— Ele e sua mania de sua segurança.- Ele disse.
Ri.- É verdade.- Me sentei em uma das pernas dele.- Porém você terá que cuidar de um anjinho.- Sorri.
— Esse humilde rei se sente honrado.- Ele disse.
Ri. Encostei minha cabeça no peito de Elijah. Me sentia bem e segura ali com ele. Como se nada pudesse me fazer mal. Me sinto assim com todos, mas Elijah me passava uma coisa de... pai.
— O que foi meu anjinho?- Ele perguntou.
— Eu me sinto segura com você.- Sorri.- Como se você fosse meu pai. Não digo isso desmerecendo meu pai, mas sabe quando você ama duas mulheres como se fossem suas mães e do mesmo jeito? Pois é, me sinto assim com você.
Ele sorriu.- Me sinto lisonjeado. Acredite que o sentimento é mutuo. É como a filha que nunca tive.
Sorri.- Então estamos quites... pai.- Disse sorrindo e me encolhendo mais em seu peito. Era bom ficar ali. Me sentia bem e em casa.
Ri.- Assim me sinto mais orgulhoso por ter uma menina tão linda e com um coração de ouro como o seu.
Sorri.- Bom, tenho amor suficiente para dois pais. E eu me sinto honrada por ter dois pais maravilhosos e tão perfeitos. E não adianta dizer que não é perfeito. Porque para mim é.
— Vindo de você eu aceito.- Ele disse.
Ri.- Ótimo.
— O que Klaus foi fazer?- Ele perguntou.
— Não sei. Ele recebeu uma mensagem e disse que precisava sair.- Disse.
— Niklaus não é Nikalus se não estiver planejando alguma coisa.- Ele disse.
Sorri.- Bom, você o conhece melhor do que ninguém. Não duvida do que seja?
— Sim, imagino e também o que tenha feito.- Ele disse.
— E o que você acha que é?- Perguntei.
— Seus demônios que não o deixam quieto.- Ele disse.
— Você acha que ele está com paranoia de perseguição?- Questionei.
— Com certeza.- Ele falou.
Suspirei.- Teremos que esperar para ver.
— Sim, mas se acostume. Isso é ele no seu normal ou que se acostumou a ser.- Ele disse.
— Acredite, já estou acostumada.- Disse.
— Isso é bom. Quanto antes melhor.- Ele disse.
Ri.- Verdade.
— Na verdade fez isso mais rápido que poderia imaginar. Até a Rebekah se rendeu a você.
Sorri.- Acredito que a Rebekah não está muito "feliz" comigo aqui. Acho que trouxe muitos problemas para vocês.
— Não diga isso. Ela te adora, caso contrário iria te infernizar.- Ele disse.
— Você sabe muito sobre a vida, mas não conhece as garotas.- Sorri.
— Querida, são mil anos com essa menina, acho que eu a conheço um pouco.- Ele disse.
— Ok, se você diz., quem sou eu para dizer ao contrário, não é mesmo?- Sorri.
— Tanto sei que ela já deve estar acabando com a festa. Sabe, mania de não deixar a festa cair.- Ele disse.
Ri.- Você é ótimo em conhecer as pessoas.
— Sim.- Escutamos a musica diminuir.- Não disse?
— Uau, você é vidente.- Ri.
— Um pouquinho.- Ele falou, logo rindo.
POV Misto. (Klaus e Marcel.)
Sai dali e fui para o quarto, ligando para Paul. Ele disse que tinham colocando mais vampiros de "segurança" e que tinha proteção principalmente para as bruxas e uma tal de Agnes. Isso era muito estranho. Mandei ele continuar de olho e desliguei. Ele estava planejando algo grande e mesmo assim estava aqui, então devia ser uma das bruxas; um feitiço. Se passei tempo suficiente com elas sabia que a lua ideial era a cheia, mas estávamos na nova.
Depois de pegar o sangue, esperei a festa terminar para ir. Não queria dar na vista. Me despedi de todos e sai. Cheguei em casa e fui logo procurar Agnes que já estava preparada. Ela me disse que o feitiço iria indicar se tivesse dado certo, porque o sangue dela iria secar na vasilha. Sentei e ela começou a fazer o feitiço.
Tinha esfriado a cabeça, mas achava melhor ficarmos aqui hoje. Ia descer para falar com a Jesse quando me senti estranho, mas não quando era algo com ela e sim comigo, no meu corpo. Ele começou a arder e senti uma pontada no coração.
Ela continuou murmurando o feitiço e via claramente o sangue na vasilha borbulhar. Sorri.
Mas o que é isso? Sentia as mãos doerem e começarem a perder cor, e também perdi o senso das pernas, o que me fez cair perto da cama. Por dentro era como se tirassem a força vital de mim.
Agnes me explicou que o sangue de Jesse podia secar Klaus e o deixa-lo assim por toda a eternidade. Nem mesmo ele sabia que ela era a unica que poderia fazer isso á ele. Que o sangue dela, usado do jeito certo, é a ruína dele. E tudo isso por ela pertencer á ele. Ah Klaus, você nem sabe como o dedo da bruxa nessa história de uma mulher pertencer á você, te fez ficar tão vulnerável. O sangue começava a secar aos poucos e minha ansiedade aumentava. Ele estava tendo o que merecia. Finalmente.
Isso não acabava e conforme sentia menos sangue no meu corpo sentia mais dor, já que estava seco e não conseguia mexer. Muito menos abrir os olhos, coisa que fiz umas duas vezes. A unica coisa que tinha era a audição e percepção de quando Jesse chamou Elijah, e todos vieram. Todos discutiam o que era e que tinha acontecido e o que fazer enquanto meu amor, chorando, me tinha no seu colo, pedindo para eu aguentar. Isso era o que mais doia. Seja o que fosse tinha acabado. Não movia nada de mim, nem abrir mais os olhos consegui e só sentia as presenças ao meu redor. A dor era horrível, podia sentir todas as minhas veias secas, precisando urgentemente de sangue e ainda se juntava ao desespero palpável da Jesse. Se sair dessa, quem o fez vai pagar muito caro.
Me levantei quando percebi o sangue secar.- Perfeito. Agora preparem os feitiços de proteções. E depois podem ir dormir e descansar.- Disse sorrindo. Todos saíram e cuidava enquanto faziam os feitiços. Adeus, Klaus.
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