Toda Sua
54 Capítulo 54- Help From Heaven?
Notas iniciais
POV Jesse.
— Jesse.- Kol disse.
— Sim?- Me virei para ele.
— Posso falar rapidinho com você?- Ele perguntou.
— Claro.- Disse.
Ele fechou a porta.- Eu queria pedir desculpas.
— Pelo que?- Perguntei.
— Por ter te agarrado daquele jeito, podia ter acabado te machucando.- Ele disse.
— Está tudo bem Kol. Vamos esquecer aquilo, ok?- Perguntei.
— Não me perdoaria se tivesse machucado você.- Ele disse.
— Você não me machucou.- Fui até e acariciei seu rosto.- Está tudo bem. De verdade.
— Que bom. Mas o que falei é verdade.- Ele disse.
— Sobre o que?- Perguntei.
— Sobre estar apaixonado por você. Eu sei o que você vai falar, mas não posso ficar com isso guardado.- Ele disse.
Suspirei.- Eu te amo você, Kol, mas já disse como. Me sinto mal por não poder corresponde-lo, mas espero que esse amor que sinta por você que é enorme, sério, possa pelo menos fazer alguma coisa.
— Só quero que saiba que sempre vou estar aqui. Para qualquer coisa. E se aquele idota do meu irmão magoar você, pode deixar que cuido dele.- Ele disse.
Sorri.- Eu sei que você sempre vai estar aqui.- Abracei ele.- Só queria que pudesse viver com vocês, mais Rebekah e London assim, todo mundo junto. Todas as pessoas que eu amo.
— A gente pode amor, é só eles concordarem.- Ele disse.
Sorri.- Espero um dia poder.- Suspirei.- Vamos? Dean está detonado tadinho.- Peguei as coisas para a massagem.
— Ok, sou depois dele.- Ele disse.
— Tudo bem. Vamos.- Saímos do quarto e descemos.
POV Misto. (Jesse e Klaus.)
Tinha pegado o computador para fazer algumas pesquisar e ouvi o que Kol tinha dito a ela. Ele não tinha a minima noção mesmo, mas se ele acha que vou brigar com ela por causa dele... Melhor eu me concentrar no Silas.
— Até que fim, onde vai querer?- Dean perguntou.
— No sofá. Tire a camisa e se deite.- Disse.
No sofá? De frente para mim? Ela está me provocando? Vai ter volta.
— Onde você quer primeiro?- Perguntei.
— Aqui.- Ele indicou a parte baixa das costas.
— Ok.- Coloquei um pouco de óleo ali e comecei a massagem.
Olhava sobre a tela aquela cena que provocava os piores pensamentos em mim. Ficar aqui vai me enlouquecer.
— Você está tenso Dean. Precisa relaxar.- Intensifiquei a massagem, pressionando os músculos dele.
Tenso estou eu. Jesse quem mandou inventar isso? Assim você me faz quebrar qualquer coisa que tenha prometido a você.
— Acho que eu te acertei de jeito né?- Ri.- Sou boa de chute.
— Sim, mas isso mostra que é boa.- Ele disse.
Sorri.- Sim. Mas ainda tenho que melhorar.
Tentava respirar devagar para conter o ódio, mas nem isso adiantava. Eu odeio os dois; Dean e Kol, que sei que vai ser pior.
Fiz a massagem por mais um tempo e quando os músculos dele não estavam mais com nós, parei.- Pronto. Está novinho em folha.
— Nossa, você é mágica sério.- Ele disse dando um beijo no rosto dela.
Ri.- Obrigada.
— Oba! É minha vez?- Kol questionou.
— Sim. Tire a camisa e se deite. Vai querer onde?- Perguntei.
— Nas costas.- Ele disse se deitando.
Derramei o óleo nas costas dele e comecei a massagear. Mesmo sendo vampiro, por incrível que pareça, tinha tensão.
— Você é muito boa.- Ele disse.
Sorri.- Obrigada.- Subi para os ombros dele e massageava ali.
Aquilo estava sendo demais. A expressão de prazer dele foi o suficiente para me fazer estourar. Chega! Minha mulher não vai ficar esfregando ninguém. Coloquei o computador de lado e fui até eles, tirando-a dele, a colocando no colo.- Se quiser massagem vai numa massagista e não na minha mulher!- E subi com ela.
— Klaus, o que foi isso?- Perguntei ainda em choque.
— Isso se chama você querendo me matar de raiva.- Como escutei ele subindo, me coloquei na porta.
— Klaus, que palhaçada é essa?- Ele perguntou batendo na porta.
Meu braço estava envolta do pescoço dele e puxei minha saia para baixo— Klaus, não precisava de tanto. Era só uma massagem.
— Klaus, seu idiota, abre essa porta!- Kol exclamou.
— Vai ficar plantado e rouco ai.- Olhei para ela.- Só massagem, só roupa, só brincadeira, só olhares devoradores... Você não deixa eu mata-los, ok, então a partir desse segundo é assim que vai ficar; no meu colo o máximo possível.
Suspirei e sorri.- Ok, eu vou ficar no seu colo o tempo todo, mas não precisa ficar assim tão irritado.
— Seu filho da puta!- Ele esmurrou a porta.
— Pode xingar, eu não ligo. E essa foi a ultima vez que você se aproveitou assim. Pode esquecer qualquer coisa a mais ou então vai pagar por cada uma que me fez.- Disse.
— Vai para o inferno e ainda vou ter a sua mulher por vontade dela! Porque ela não vai te aguentar a prendendo assim e quando ela se encher dessa sua frescura não vai ser só massagem ou belas visões como a da de manhã!- Ele disse e saiu.
Engoli em seco. Como doía vê-los brigando, mas sabia que não podia fazer nada. E ver que Kol me amava a ponta de dizer isso com tanta convicção doía ainda mais.
— Melhor se lavar, está suja de óleo.- Disse a colocando no chão.
— Tudo bem.- Entrei no banheiro e lavei as mãos.
Me joguei na cama. Ser controlado é estressante.- Quanto ainda vamos ficar?
Suspirei.- Podemos ir. Estou vendo que não vai adiantar ficar muito tempo aqui mesmo.
— Não. Se quer ficar, ficamos. Olha o lado positivo; não arranquei nenhuma cabeça. Não na realidade, mas isso que conta.- Disse.
Voltei para o quarto.- Não. Não tenho nada para fazer aqui mesmo. Caso eles queiram ficar, ficam. Mas podemos ir amanha ou hoje.
— Já pensou no que vai dizer na escola?- Perguntei.
— Não, mas eu me resolvo com o diretor sobre isso.- Disse.
— Se quiser ajudo.- Disse.
— Não precisa. O diretor é flexível.- Tirei a sapatilha.
— Flexível como?- Questionei.
— Flexível do tipo legal, gente boa e divertido. Ele tem 60 anos Klaus e é pai e avô já.- Disse.
— Não custa conferir.- Disse.
Ri.- Tudo bem.-Tirei a saia e comecei a procurar para ver se tinha alguma calça ali.
— Acho que vou abolir saias do mundo. Elas são um tormento, principalmente essas curtas.- Disse.
— Não é para tanto. Sério, as pessoas olham porque que querem. E eu não as uso para ser olhada. Tanto que não gosto de usar para sair, só para ficar em casa.- Disse.
— Podemos inverter; você usa para sair, mas não em casa. Facilita o meu lado.- Disse.
— Não vou mais usa-las então. Assim ninguém mais sofre.- Achei uma sacola com algumas roupas.
— Que horror!- Disse enfiando minha cara num dos travesseiros.
— O que foi?- Perguntei.
— EU!- Disse.
— Você?- Questionei.
— Me transformei em um desses maníacos controladores da mulher até das roupas dela. Isso é horroroso.- Disse.
— Está tudo bem Klaus. Não posso fazer muito também. Eu entendo o que você sente, só não entendo o que eu faço para você achar que tem algo a mais.- Disse.
— Não é você, sei que não faria isso. É a situação entende? É a expressão, as intenções e o que dizem é que me deixa doido. Você ficou irritada com um telefonema ou mensagem da Caroline, imagine eu fazendo massagem nela e ela com a cara mais excitada do mundo.- Disse.
— Eu sei.- Suspirei.- Não sabia que era tanto assim, mas não vou mais fazer isso.
— Tanto? Você não viu 10% da minha raiva.- Disse.
Sorri suavemente.- Ok, prometo que não farei mais isso. Assim ninguém surta.
— Essa é a parte pior de sentir isso.- Disse.
— Como assim?- Questionei.
— Você ter que mudar para apaziguar a situação.- Disse.
— Você não precisa mudar Klaus. Não quero que mude. Só pedi para você não matar ninguém porque são pessoas que eu amo.- Disse.
— Acredite; isso é o que me segura. Ficar repetindo isso milhares de vezes faz parte do rito de controle.- Disse.
— Não pensei que te causava tanta dor de cabeça. Desculpe, não era e nem nunca foi a intenção fazer isso.- Disse.
— Eu sei amor. Eu que sou o complicado aqui porque você é a pessoa mais amável desse mundo e tenho que me controlar e acostumar.- Disse.
— Acho que você teria menos dor de cabeça com a London.- Sorri.- Ela é menos "amável" do que eu. Na verdade acho que todo mundo é menos que eu.
— Acho que não daria. No primeiro surto ela me chutaria. Ninguém é como você para me aguentar.- Disse.
— Eu não aguento você; eu amo você.- Disse.
— Digamos que suportar está no pacote dos seus dons.- Disse.
Ri.- Ok. Mas como disse, isso é amor.
— Acabei de me sentir muito amado para ser assim e você ainda estar aqui.- Disse.
— E você duvidava disso?- Perguntei sorrindo e continuando a mexer nas roupas da sacola. Vendo se achava alguma roupa mais "comprida".
— Não, mas sabe como sou complicado.- Disse.
Sorri.- Vou me lembrar de dizer isso sempre então.- Peguei um calça de moletom e joguei na cama, mas continuei procurando.
— Tá difícil ai?- Questionei.
— Sim. É que as roupas são antigas e tem cada coisa aqui que eu nem me lembrava.- Disse.
— Bem, se tá difícil coloca essa aqui e vamos para casa. Acaba o problema.- Disse.
— Já sei.- Coloquei a saia de novo.- Já venho.- Fui até o quarto que minha mãe e meu pai dormiam quando víamos aqui. Agora ele era inabitado, desde que ela morreu. Suspirei e entrei. Fui até o armário e procurei uma calça jeans que achei facilmente. Era do tamanho que uso agora, então tirei a saia e a coloquei. Voltei para o quarto.
— Roupas aparecendo milagrosamente?- Questionei.
— Era da minha mãe.- Sorri suavemente.- Estou pronta. Podemos ir quando quiser.
— Sério? Vai um obrigado gigantesco do seu genrinho ai para o céu sogrinha.-Disse rindo.
Ri e atirei a saia que usava nele.- Não é para tanto.
— Quer dizer que vamos para casa?- Perguntei.
— Sim. Quando quiser ir vamos.- Disse.
— Acho que agora eu fiquei calmo e doido para chegar.- Disse rindo e me levantando.
Ri.- Meu Deus, você é o homem mais tarado que eu já conheci na minha pequena estadia aqui na terra.
— Queria o que? Que eu resolvesse com outra?- Questionei.
— Claro que não. Se fizesse isso você seria um híbrido morto, mesmo sendo imortal.- Disse.
— Acho que seria morto. Porque ai você ia me deixar, ai eu ia morrer de qualquer jeito. Então é melhor ficar na vontade mesmo e esperando você.- Disse.
— Ah meu Deus.- Envolvi meus braços no pescoço dele.- Prometo que não vamos mais ficar longe. Porém não gostei de saber que cogitou essa possibilidade.
— Qual possibilidade?- Questionei.
— De transar com outra.- Disse.
— Amor, acredita nisso? Se não conseguia me alimentar ou dormir, acha mesmo que pensei em outra?- Questionei.
Sorri.- Claro que não. Eu só estava brincando, mas você tem que se alimentar. Se desde que eu sumi você não se alimenta direito e nesses dois dias também, você deve estar faminto.
— Digamos que umas dez bolsas vão compensar meu apetite.- Disse.
O olhei.- Klaus, depois sou eu que não como direito né? Você precisa se alimentar bem. Se não eu mesma irei fazer uma dieta para você.
— Isso vai ser muito bom, mas vamos senão vai ficar tarde para irmos hoje.- Disse.
— Ok, vamos.- Descemos e nos despedimos de todos. Expliquei para meu pai e ele entendeu, por incrível que pareça. Ele disse que voltariam amanha e pedi para Kol e Elijah ficarem para cuidar deles. Depois das "despedidas", saímos.
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