Notas iniciais
Olá meus amores, mais um capítulo o/ Vamos descobrir mais um pouco? :3 Bem, vamos ao capítulo e nos vemos lá embaixo...

POV Misto (Klaus e Jesse)

Flashback – 2000 anos atrás

Eu estava em um lugar desconhecido e via uma cópia perfeita minha em frente a mim. As únicas diferenças eram que ela trajava vestes antigas, assim como o penteado e a cabana rústica ao qual se encontrava. Estava sentada sobre a cama pensativa até que um homem irrompeu a porta. A aparência dele era a mesma da breve visão que tive e vestia trajes tão antigos quanto os dela.

Quando ela o viu, ergueu-se em um salto.

— Callie, tenho novidades! — Falou sorrindo amplamente e a minha ‘eu’ se aproximou, pousando ambas as mãos em cada lado do tronco dele com o cenho franzido em curiosidade.

— Qual?

O sorriso dele pareceu tornar-se maior do que já estava, se é que era possível.

— Encontrei uma forma de ficarmos juntos pela eternidade e, desta maneira, vivermos nosso amor sem nos preocuparmos com nada a não ser um com o outro. — Contou alegre.

Callie mordiscou o lábio inferior, claramente nervosa.

— Silas... — Ela começou, mas o loiro pousou o indicador em seus lábios.

— Está tudo bem, apenas confie em mim, ok? — Parecendo pensar por um momento, ela assentiu, mesmo que a relutância estivesse presente em seu olhar e Silas a beijou suavemente nos lábios.

O tempo passou, supus, pois de um momento para o outro estava olhando Callie, que era exatamente igual a mim, sentada em uma cabana diferente da que se encontrava anteriormente, porém... Ela parecia diferente, preocupada.

— Silas, agora que somos... Imortais, — Ela parecia não ter digerido ainda a palavra. — como iremos sobrever as perdas e a nunca envelhecermos? Teremos de nos mudar constantemente? — Questionou em tom suave, mas mesmo assim ele transbordava medo.

Silas encarou, dando um pequeno sorriso.

— Não se preocupe meu amor. — Ele se aproximou dela, depositando um beijo em seus lábios. — Iremos passar por isso juntos ok?

Callie sorriu delicadamente e acenou com a cabeça.

— Vou pegar algumas frutas e roupas. Não demoro. — Falou Silas, logo saindo da pequena cabana.

Encontrando-se distraída por um momento, ela não viu uma mulher aparecer e era completamente diferente da minha ‘eu’. Cabelos negros longos e ondulados, pele amorenada, olhos do mesmo tom dos fios e aparentava estar furiosa.

— Sua vadia! — Ela exclamou e fez com que Callie caísse no chão. — Você o roubou de mim!

A minha ‘eu’ começou a sacudir a cabeça.

— Qetsiyah, não... — Falou, mas não conseguiu fazê-lo por estar mais preocupada em manter-se de pé.

— O que foi? Vai implorar? — Ela a fez cair novamente. — Pois eu irei lhe matar antes de tal ato. — Dito isso, a mulher chamada Qetsiyah arrancou seu coração, fazendo com que eu sentisse o buraco em mim.

~//~

Quando menos esperava, acordei no quarto de hotel em que estava com Klaus. Minha respiração encontrava-se ofegante e meu corpo pegajoso de suor.

— Jesse! Até que enfim acordou! — Exclamei preocupado.

O abracei logo após me situar, sem falar absolutamente nada.

Ela aparentava estar assustada, há minutos atrás se mexia com frequência adormecida, suava e transparecia medo.

— Está tudo bem, foi só um pesadelo. — Murmurei, tentando acalmá-la a abraçando.

— Eu não sei o que está acontecendo. — Confessei, tentando soar calma.

Acariciei suas costas.

— Você está tremendo... Por favor, me diz o que está acontecendo. — Pedi com gentileza.

Respirei fundo antes de falar.

— Sonhei com um homem e uma garota muito parecida comigo, porém não era eu. — Expliquei.

Franzi o cenho.

— Como uma lembrança ou apenas semelhança?

— O nome dela era Callie e o dele, Silas. Ela era exatamente como eu, só que não era eu ali, era ela. — Murmurei contra seu peito.

Estranhei as palavras dela.

— Silas?

Assenti.

— Sim, era como ela o chamava. — Afirmei a ele.

Como aquilo era possível se ela nunca havia ouvido sobre ele? Afinal, poucas pessoas já ouviram falar.

— Tinha alguma Qetsiyah lá? — Questionei.

Afastei-me um pouco dele apenas para assentir.

— Sim. Acordei quando ela matou Callie. — E, involuntariamente, pousei a mão sobre meu coração.

Fiquei sério de imediato.

— Como você está sonhando com isso?! — Questionei de modo abrupto.

— Eu não sei! — Exclamei, sacudindo a cabeça. — E hoje, quando retornava ao hotel... Parece que o vi.

Neguei com a cabeça.

— Isso é impossível! — Segundo a história, ele estava preso em uma ilha que ninguém sabia como chegar e eu tinha uma das peças para encontrar.

— Ele tem cabelos dourados, rosto angelical e doce. Seus olhos são verdes. — Murmurei a ele, lembrando-me do homem com clareza.

— Silas está preso em uma ilha desconhecida há 2000 anos, não tem como você ter visto ele. — Afirmei com veemência.

— Eu apenas sei que ele é assim e que pareci tê-lo visto. — Falei para acalmá-lo. — Ele e Callie eram tão felizes, se tornaram imortais para viver seu amor. — Suspirei baixo. — Até que a outra a matou.

— Sim, essa é a história. — Disse a ela, dando de ombros.

Balancei a cabeça.

— Isso é triste... Mas apenas queria saber o por que dela ser exatamente como eu. Rosto, corpo, cabelo... — Deixei minha voz se esvair.

Comprimi as sobrancelhas pensativo.

— Me pergunto como pode saber disso.

Suspirei.

— Não tenho ideia.

Comecei a conjecturar.

— Quem poderia... — Tornei a ficar sério. — Mystic Falls.

Franzi o cenho.

— Mystic Falls?

Assenti.

— Sim, os idiotas que podem ter acordado ele muito provavelmente se encontra lá, mas como se estou com a espada? — Questionei, mais a mim mesmo que a ela.

O encarei confusa.

— Não estou entendendo...

Pousei meu olhar sobre o de Jesse.

— Segundo o que dizem, junto na tumba dele estaria a única cura para o vampirismo e o povo conhecido de MF seriam bem capazes de ter ido atrás e, no processo, terem despertado ele. — Expliquei calmamente.

Acenei com a cabeça, confirmando que havia compreendido.

— E o quão ruim isso pode ser?

— Ele teve alguns dias como vampiro, o feitiço de Qetsiyah era forte, mas tanto tempo preso... Não se sabe ao certo. — Murmurei, acariciando sua mão distraidamente.

Suspirei.

— Um imortal de 2000 anos, faminto e eu sonhando com ele? Isso é ótimo. — Deixei que uma dose de sarcasmo tocasse seu tom.

— Demais, não poderia ser melhor. — Comentei, nada agradado com aquela situação.

Mirei o colar sobre a cômoda, então ergui-me da cama e o peguei, deixando o pingente contra minha palma.

— Ele usava um igual. — Murmurei.

— Então vamos jogá-lo fora. — Falei, pronto para consumir com aquele negócio.

Neguei com a cabeça.

— Não, isso pode nos ajudar mais adiante. Quem sabe ele o queira de volta. — Dei de ombros.

Ergui a sobrancelha.

— E quer ir entregar a ele?

Fitei-o por um momento.

— Você está com ciúmes? Do Silas?

Trinquei meus dentes.

— Não, estou irritado por você ser idêntica a mulher dele, o que faz com que, se ele tiver despertado, vir atrás de você e não me agrada um doido achando que a minha mulher é a dele.

Sorrindo de canto, larguei o colar onde estava antes e voltei a ele.

— Eu sou sua, como você mesmo disse. Somente sua. — Peguei seu rosto entre minhas mãos, lhe dando um selinho em seguida.

— E, para piorar, ainda tem sonhos com ele. — Minha voz não estava das melhores. — Não quero nem pensar até onde esses sonhos vão.

Franzi o cenho.

— Você acha que irei sonhar com ele e Callie transando? — Fiz uma careta de nojo. — Espero que isso não aconteça, ainda mais por eu ser idêntica a ela.

— Imagine eu pensando isso. — Fechei a cara.

— Não quero ficar de telespectadora nessa situação. — Murmurei séria.

Sacudi a cabeça.

— Mas não é telespectadora, e sim parte ativa... Não. Nenhum outro vai chegar perto de você. — Falei, puxando-a para mim e colocando-a novamente sobre a cama.

— Claro que não. — Acariciei seu rosto suavemente e lhe dei um beijo suave.

Prolonguei o beijo enquanto a colocava debaixo de mim, era a única maneira de tirar isso da minha cabeça.

O retribuí, envolvendo meus braços em torno de seu pescoço.

Subi a camisola que ela estava utilizando, pronto para retirá-la. Ela era minha e afirmaria a cada segundo isso.

Entrelacei minhas pernas na cintura dele enquanto beijava-o.

Espalhei beijos por seu pescoço e tirei a camisola. Ela estava sem absolutamente nada por baixo, o que facilitava naquele momento.

Me arrepiava facilmente com seus beijos, principalmente com sua barba roçando junto de seus lábios.

Agora sim estava normal. Tirei minha cueca e a posicionei melhor, não deixando de acariciá-la.

Mantinha ambas as pernas em sua cintura e não conseguia manter meus lábios longe dos dele, então o puxei para um beijo novamente.

A penetrei forte, tinha deixado a docilidade de lado e, tudo o que queria, era ela sendo minha cada vez mais.

Gemi contra seus lábios, mas não deixei de beijá-lo. Entrelacei meus dedos em seus cabelos.

Ela parecia sentir o mesmo que eu e provava isso em seu beijo. Realizava movimentos rápidos, mas sempre intercalando com os mais lentos.

— Minha Jesse... — Murmurava entre o beijo.

— Somente sua. — Sussurrei a ele e o beijei suavemente.

Sorrindo, investi cada vez mais meu corpo contra o dela. Esse Silas não a teria, mas precisaria descobrir o que seria exatamente. Minha garota, que virava mulher, a coisa mais importante que tinha.

Como podia amá-la tanto?

Suspirava pesadamente e soltava gemidos involuntários entre as pausas dos beijos, mas parecia que nossas bocas tinham imãs e não era fácil separá-las.

Devido a tantos contratempos, havia acumulado tanto desejo que estava perto de explodir junto com ela. Era sempre extasiante estar com ela.

Acho que, depois de ter pensado um pouco sobre tudo isso, estava mais leve e sem pensamentos que me atrapalhassem, apenas aquela maravilhosa sensação se espalhando por meu corpo. Agora, só queria poder decifrar esse negócio do sonho.

Chegamos juntos a um perfeito orgasmo e, após me recuperar, a encarei.

— Eu te amo. — Murmurei, encostando minha testa na dela.

Sorri de canto.

— Eu também te amo. — E lhe dei um selinho.

Sorri, logo beijando-a.

— Acho que somos viciados em beijar.

Ergui a sobrancelha.

— Só em beijar? — Questionei rindo.

Me fingi de inocente.

— Por quê? Está pensando em outras coisas?

— Na verdade, sim. — Soltei uma breve risada, logo acariciando o rosto dele. — Sabe, acho que meio que entendi o por que desse sonho, eu acho.

Deitei ao seu lado e encarei-a.

— Diga.

Firmei-me no cotovelo.

— Elijah me contou sobre as cópias nessas três semanas, mas acho impossível que seja isso. — Murmurei. — Será que não sou um tipo de reencarnação de Callie?

Considerei aquilo por alguns segundos.

— Reencarnação? Mesmo não gostando, pode ser.

— Talvez por isso eu seja meio... Velha. — Soltei uma risada baixa.

Franzi o cenho.

— Você não é velha.

Comecei a mexer na ponta do lençol.

— Eu digo no jeito de ser. — Expliquei. — Tímida, insegura, muito doce e inocente. Callie me pareceu ser assim. — Dei de ombros.

— E você quer dizer que é como ela. — Murmurei, tentando compreender seu ponto de vista, mesmo sendo meio... Complicado.

Suspirei.

— Sim, acho que sim.

Ergui a sobrancelha.

— Em tudo?

Pensei por um momento.

— Acho que, a única diferença é que tenho os toques, por assim dizer, desse século.

— Pelo menos isso. — Dei um sorriso rápido.

Ri brevemente.

— Caso encontremos com Silas, ele não vai me agarrar Klaus.

— Não mesmo, por que não vai mais andar sozinha. — E toquei a ponta do nariz dela com o indicador.

— Vai andar comigo toda hora? — Questionei. — Parece uma boa ideia. — Sorri de canto.

— Quando eu não puder, Elijah ou Rebekah o farão. — Falei com parcial seriedade.

Franzi o cenho.

— E Kol?

Neguei com a cabeça rapidamente.

— Não vou mandá-lo sozinho com você.

Soltei outra risada.

— Ok.

Suspirei com discrição.

— Se não bastasse Marcel...

Mordi brevemente meu lábio inferior.

— Acho que Marcel não quer nada demais comigo. — Falei para tranquilizá-lo. — Só devo ser uma presa fácil, como os outros humanos. Mostre o pescoço e seja mordido. — Ri por um momento.

— Sim, mas ainda tem essa coisa misteriosa que ele planeja. — Assinalei.

— Não se preocupe. Ficarei bem, estarei com você. — Sorri suavemente.

Olhei no fundo de seus olhos.

— Está certa disso?

— De que?

— De que é onde quer ficar?

Assenti com fervor.

— Claro que sim! — Exclamei. — Seu nome não apareceu em meu corpo por acaso. Eu te amo, como nunca irei amar alguém. — Sorri de canto. — Já disse e repito: eu sou sua. Coração e corpo. — Acariciei seu rosto com as pontas dos dedos.

— Alma também? — Questionei sorrindo.

— Alma, sangue... Sou completamente sua. — Sorri mais amplamente.

Cada vez que ela confirmava aquilo, sentia-me mais relaxado.

— É... Acho que estou com o pacote completo e isso me satisfaz.

Sorri, aproximando-me dele.

— Sim, completamente sua e de mais ninguém.

Coloquei uma mecha de seu cabelo atrás de sua orelha.

— Acho que posso viver com isso, senhorita Campbell. — Falei em tom divertido.

Ri de suas palavras.

— Ok, senhor Mikaelson.

Ouvi-la me chamar de senhor foi bom... Quando chegarmos lá, será perfeito.

— Então, agora que já a tranquilizei, volte a dormir.

— Tudo bem. — O beijei. — Boa noite.

Dessa vez, ela teve um sono tranquilo enquanto eu já pensava em como resolver essa situação. Tinha de saber se haviam feito algo. Jesse não ia gostar, mas... Era necessário.

Mandei uma mensagem para Caroline perguntando como estavam as coisas e ela respondeu, mesmo sendo tarde. Aproveitei e fui direto ao assunto que me interessava, mesmo que tenha demorado a confirmação: sim, eles o haviam acordado.

Agradeci por aquilo e não mandei mais nada, apenas largando o celular sobre a mesinha de cabeceira, logo suspirando baixo. Ótimo, agora tenho mais uma coisa com que me preocupar.

O dia seguinte passou normalmente. O domingo foi ótimo e, depois daquele sonho, não houve outro, graças a Deus. Após tomar um banho, coloquei essa roupa: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=90623709&.locale=pt-br. Fiz uma maquiagem leve e arrumei meu cabelo, acabando por deixá-los soltos. Estávamos nos arrumando para ir.

— Estou pronta! — Falei ao me virar para a porta do quarto, onde ele se encontrava escorado.

Olhei cada centímetro dela.

— Nossa... Você está tão linda.

Sorri de canto enquanto ele se aproximava.

— Obrigada.

— Acho que podemos ir daqui a pouco... — Murmurei ao me postar atrás dela, abraçando-a e logo começando a beijar o pescoço dela.

— Você é tão... Você! — Comentei rindo.

— Claro, conhece alguém melhor? — Questionei, fingindo soar sério.

Fingi pensar por algum tempo.

— Não. — Abri um enorme sorriso para ele.

— Então aproveite. — Falei, virando-a para mim e a beijando.

O retribuí por um momento, mas logo o parei.

— Nós estamos saindo, é melhor continuarmos em casa. Não é tão fácil se vestir. — Observei divertida.

Ergui a sobrancelha.

— Quem precisa tirar tudo? — Disse ao encostá-la na parede e a pegar pelas coxas, fazendo-a cercar minha cintura com suas pernas.

Soltei uma gostosa risada.

— Nossa, você não nega ser um híbrido... E isso te torna incrivelmente sexy.

— Eu sou sexy. — Em uma manobra rápida, retirei a calcinha dela.

Sorri de canto.

— Isso é verdade. — O puxei para um beijo. — E seus lábios também. — Murmurei,passando a ponta de minha língua por seu lábio inferior.

Aquilo foi inesperado, mas muito excitante. Ela parecia bem melhor e sem qualquer vestígio de algum problema, algo que me deixava feliz. Depois que nos rearrumamos, saímos do hotel e fomos lentamente para casa.

Este fim de semana foi, sem sombra de dúvidas, o melhor da minha vida.

Notas finais
Então, gostaram? Espero que sim :3 Palpites sobre o flashback? Esse povo de Mystic Falls é uma coisa HAHA' :3 Bem, nos vemos nos comentários e até o próximo! ;)