Toda Sua
32 Capítulo 32- Destroying Barriers.
Notas iniciais
POV Misto. (Klaus e Jesse)
Apenas tinha de tomar cuidado para não exagerar e machucá-la, afinal, ela é minha, não uma das vadias que pegava para jogar.
Não sei como era possível, mas o tapa, de certa maneira, era prazeroso e meu corpo se arrepiava toda vez que sua mão entrava em contato com minha pele.
— Você foi desobediente e malvada Jesse. — Acariciei a região avermelhada abaixo de uma das nádegas e lhe dou outro.
— Eu fui? — Questionei, arfando de leve e deixei que um sorriso repleto de malícia tomou conta de meus lábios.
— Ah, foi. — Mantinha o padrão de acariciar e bater. O prazer que este simples ato me dava era como se tudo que ela sentia se conectasse ao que eu realizava.
— Então, como fui uma menina má, preciso me redimir. — Sorri e, mesmo que seus toques fossem em forma de tapas, os toques dele me causavam prazer, algo que poderia ser estranho, mas que para mim não era.
Aquilo era extremamente satisfatório para mim, era quente, sensual e forte... Como o que sentia por ela. A cada carícia, seguida de um tapa, tinha como intenção despertar vários novos sentidos nela e a aceitação dela, apesar de estar levemente avermelhada, era um deleite.
Pensei até onde iria.
— Baby, quando dias fiquei fora? — A acariciei, sua bunda estava com um tom entre o rosa e o vermelho e estava realmente excitante dessa forma.
— Um pouco mais de três semanas, eu acho.
— Então serão 21. Estamos em 17, continue em voz alta agora. — Se fosse humano, minha mão já estaria dolorida.
— Ok. — Murmurei antes de vir o próximo tapa.
Ela fez da maneira como havia pedido e a cada número sensualmente dito, entre um gemido misto de prazer e dor, estava me levando à loucura, mas aguentaria até o momento certo.
— Chegamos ao 21. — Falei, mordendo de leve meu lábio inferior e minha respiração estava um pouco acelerada.
Depois do último, acariciei bastante a região ao qual havia batido.
— Como está?
Olhei por sobre o ombro e sorri de leve.
— Estou bem.
— Estou muito orgulhoso de você. Sente como seu corpo reagiu a isso?
Meneei a cabeça.
— Mais ou menos... Apenas sei que foi prazeroso como da última vez.
Sorri de canto.
— Isso me deixa muito contente, sei que poderemos ir muito longe.
— Vou adorar aprender com você. — Disse a ele com um sorriso.
Afastei um pouco suas pernas e empurrei a calcinha para o lado, tocando seu sexo, em seguida deixando meus dedos brincarem em sua entrada.
— Jesse, você está tão molhada que é uma tentação.
Dessa vez, mordi meu lábio inferior com força.
— Isso é o resultado do desejo e do prazer que apenas você me faz sentir.
A penetrei com dois dedos e sua reação confirmou suas palavras.
— Mesmo assim me testa.
— Eu? — Perguntei em tom inocente e solto um gemido involuntário.
— Não foi uma visão agradável vê-la entre eles, isso é um teste Jesse. — Murmurei contra sua pele da região do quadril. — E cada vez que o faço, sinto que ninguém deveria tocá-la, que deve ser somente minha.
— Eu sou somente sua. — Disse em um tom suave enquanto minha pele arrepiava com o roçar de sua barba pela mesma. — Eles não me tocaram intimamente.
Aumentei o ritmo de meus dedos, atiçando-a cada vez mais.
— Mas isso me deixa louco, você sabe. Principalmente Kol.
Soltei outro gemido e minha respiração se entrecortou.
— Kol não fez... Nada demais.
— Mas ele quer e você abre brecha para que ele ache que poderá fazer o que deseja. — Falei baixo e em minha voz continha um toque de repreensão.
— E você sabe o que ele deseja? — Questionei, tendo um pouco de trabalho para manter minha atenção na conversa.
— Você exatamente como eu tenho. — E podia falar aquilo com certeza, tinha visto como ele a olhava em certos momentos.
— Ele nunca irá me tocar ou me ter como você tem. — Tentei colocar toda minha certeza no meu tom de voz. — Gosto de Kol, porém nunca o deixei passar da linha da calcinha, como dizem.
Rosnei baixo contra sua pele.
— Assim você me faz querer puni-la novamente apenas por me fazer imaginá-lo tão perto de estar dentro de você!
— Ele nunca esteve, pois se tivesse, não conseguiria impedir um Original. — Falei para reconfortá-lo. — Ele não é assim Klaus, Kol não irá simplesmente tentar me forçar a algo.
— Seria a morte dele, ou a de qualquer um que ao menos pense em fazer isso. — Meu tom era quase mortal.
— Ele não vai fazer isso, nem ao menos tentou nada em três semanas. Acho que, como nascemos em eras diferentes e fomos criados diferentes, nossa percepção de passar do ponto é um ponto é um pouco diferente.
Suspirei.
— Pode ser. — Retirei meus dedos de seu interior.
Franzi o cenho, olhando por sobre o ombro.
— O que foi?
— Nada, apenas iremos mudar. — Falei a ela antes de puxá-la e ajeitá-la em meu colo, capturando seus lábios em seguida.
Me embriaguei com o sabor de seus lábios enquanto levava ambas as mãos aos seus cabelos, acariciando-os suavemente.
Retirei seu sutiã sem parar de beijá-la, tocando todo seu corpo.
O beijo tornava-se cada vez mais intenso conforme deixávamos nos levar, deveria ser algo relacionado à saudade. Como não queria exceder os limites de seu corpo, apenas fazia carinho em seus cabelos e nuca.
Mesmo sendo deveras complicado, não existiria hora melhor para isso. Peguei uma de suas mãos e coloquei-a mais abaixo de onde se encontrava. O beijo me distraia naquele momento.
Acariciava seu peito suavemente, onde ele havia colocado minha mão.
Ainda não era confortável, mas sim suportável. Estava tentando vencer a barreira que dizia que não estava correto e o meu maior incentivo que utilizava naquele instante era que ela era minha, meu amor. Nascida apenas para minha felicidade e que ela, aos poucos, destruía tudo isso que havia de ruim em mim.
Mantinha os toques suaves, pois não queria assustá-lo ou deixá-lo receoso, então não exagerava nos carinhos.
Me afastei dela e, depois de respirar fundo, tirei minha camisa e voltei a puxá-la para mim.
Encostei minha testa na sua.
— Não precisamos fazer isso. — Murmurei. — Se não quiser ser tocado, não precisa se forçar a isso.
Sacudi rapidamente a cabeça.
— Está tudo bem, não é tão ruim. — Disse a ela em tom baixo, colocando a mão dela onde estivera antes.
— Mas você não está confortável com um passo como esse ainda. — Acusei séria. — Eu sinto isso!
— Se não iniciar de alguma forma, nunca será. — Retorqui, olhando em seus olhos.
Suspirei baixo, afastando um pouco meu rosto.
— Eu sei, apenas não gosto de te ver lutando contra isso. — Admiti.
Deixei que minha cabeça descansasse em seu pescoço.
— Continue. — Pedi.
Após beijar seus cabelos, desci os carinhos para o seu abdômen com cuidado, tocando-o delicadamente.
Inalava seu perfume e isso era um ótimo calmante para a revolução que estava ocorrendo dentro de mim entre a parte que tinha criado cada muro e a que desejava aquele carinho.
Tendo o maior cuidado do mundo, levei minha mão para suas costas na parte de baixo, pois sabia que era a parte que ele mais tinha medo. Pensei em todo o amor que tinha por ele e comecei a acariciá-lo naquela região com as pontas dos dedos.
Enrijeci de modo automático quando ela mudou o lugar de seu toque. Se tinha um local físico para as minhas barreiras, era nas costas, onde tinha sentido cada dor física e, se deixasse, ainda poderia sentir cada uma delas.
— Shh... Eu te amo. — Sussurrei em seu ouvido. — Mais do que tudo.
A apertei mais contra mim, estava ofegante e podia sentir meu eu antigo querendo sair daquela dor que sentia... Das várias dores.
Minha outra mão acariciava os cabelos de Klaus.
— Imagine que cada toque meu é um ‘eu te amo’. — Murmurei novamente para tornar aquilo mais fácil.
Acenei com a cabeça levemente, mesmo sendo complicado pensar assim e não me lembrar de como foi cada uma ou de cada coisa dita e ouvida. Mesmo querendo apenas ver e ouvir Jesse, podia ouvir também aquela voz que sempre tinha reprovação presente em seu tom. Niklaus.
Depositei um beijo suave em seu pescoço e minha mão continuou em suas costas enquanto a outra desceu, acariciando seu abdômen.
Podia ver o olhar recriminador de ambos, como se eu fosse um erro, o que na verdade era o que tinha sido de fato. Um erro cometido.
Ele já estava se encolhendo, o que era um avanço. Um grande avanço. Como se ele quisesse esse carinho agora, como se precisasse dele. Continuei depositando beijos em seu pescoço, assim como os carinhos.
Por que? Era o que sempre quis saber. Não era fácil, mas sim doloroso ver seu irmão, ao seu lado, na mesma situação que você receber abraços e beijos e você sempre nada. Sempre sozinho desejando ter pelo menos um pouco do que os outros tinham.
Rocei meus lábios em seu pescoço de leve. Pelo que percebi, ele não deveria ter sentido muitos carinhos durante sua eternidade.
Cada vez que ela passava por uma das cicatrizes, era como se doessem novamente, mas não pelo físico, e sim o motivo de todos agirem daquela maneira. Era tão ruim assim?
Você só faz merda e nunca aprenda nada! É um fraco, medroso, inútil!
Foi o que ouvi quando não matei um pobre filhote que estava tão assustado por fora, refletindo o que eu vivia todos os dias.
Deixei meu corpo ainda mais perto do seu, fazendo-o sentir meu coração levemente acelerado e quente.
— Eu te amo. — Disse em seu ouvido mais uma vez.
Aprendi com minha mãe que dizer ‘eu te amo’ é o melhor remédio, assim como receber carinho, ainda mais quando você é necessitado dele.
Ouvir aquilo tornava todos aqueles conflitos mais suportáveis e ajudava a fechar não só as feridas que ainda estavam abertas, mas sim o coração, que doía e sangrava desde sempre.
Afastei meu rosto para que pudesse encará-lo.
— Você está indo muito bem. — Sorri de modo tranquilizador. — Nem se recolhe mais ao meu toque. — E acariciei seu peito para confirmar minhas palavras
— Por que você está me curando. — Minha voz estava baixa, mas tinha certeza de que ela podia ouvir.
O beijei suavemente nos lábios.
— Você só receberá carinho de agora em diante, todos os dias. — Acariciei seu rosto com as pontas de meus dedos.
Passei meu olhar por cada detalhe de seu rosto.
— Jesse... Por que não chegou antes, meu amor? — Questionei, encostando minha cabeça na sua. — Tudo que precisava e preciso é de você.
— Talvez você não estivesse pronto antes, mas está agora. — Sorri de canto. — Experimentar sensações novas, como essa. — Fiz minha mão descer por suas costas, agora ele não se encolhia mais.
— Por que teve de demorar tanto? — Ela fazia com que deixasse vir à tona a pessoa que sempre deixei no mais fundo de minha alma, aquele garoto sozinho, carente e confuso sobre o que era e por que ninguém o amava.
— Agora estou com você, meu amor. Estarei sempre com você, sempre. — Murmurei, encarando o fundo de seus olhos. — Terá tudo que nunca teve e mais um pouco. — Sorri para ele.
Deixei meu rosto contra seus cabelos, inalando o cheiro dos mesmos.
— Quero ficar assim para sempre.
Como agora ele estava mais à vontade com meus toques, o abracei.
— E ficaremos. — Garanti a ele.
Suspirei baixo.
— Fazer isso não dói mais.
As palavras dele me deram um enorme alívio dentro de meu peito.
— Não sabe o quanto fico feliz em ouvir isso. — Acariciei seus cabelos. — Você foi incrível.
— Obrigado, mas foi... É... Difícil.
— Um dia será mais fácil ainda, você verá. — Falei a ele com um sorriso.
Reprimi outro suspiro e apenas apertei-a um pouquinho mais em meu abraço.
— Espero que sim.
Afastei-me um pouco apenas para beijá-lo levemente.
— Verá que sim.
Coloquei uma mecha de seu cabelo atrás da orelha.
— Só espero que tudo não volte.
— Se voltar, estarei aqui para tirar novamente, novamente e mais quantas vezes for necessário. — Falei a ele, logo sorrindo.
Sorri de leve.
— Você é minha perfeição, minha mulher incrível que conseguiu encontrar algo de bom em mim.
— Tem mais bondade dentro de você do que pode imaginar Klaus, apenas a esconde. — Passei meus dedos por seus cabelos. — No entanto, amo seu lado mau. — Abri um de meus melhores sorrisos. — Na verdade, amo todos os seus lados. — Soltei uma risada.
— Sei que gosta do lado mau, senão, não gostaria do que faço com você. — Observei, descendo uma de minhas mãos até sua coxa e a acariciei suavemente.
— Digamos que sou uma mulher flexível. — Toquei seu lábio inferior com o indicador e sorri, aproximando meu rosto do seu. — Fora que o mero toque seu me arrepia.
— Acho que teremos de começar de novo. — Comentei, pousando um beijo em seu pescoço.
Minha pele se arrepiou de modo instantâneo, fazendo-me levar ambas as mãos aos braços dele, acariciando-os. Adorava seus braços, ainda mais quando me envolviam com força.
— Querida, falta uma coisa. — Murmurei ao me recordar.
Franzi o cenho quando ele se afastou para que pudesse me olhar nos olhos.
— O que?
— Quero saborear você.
— Você quer dizer me morder?
Assenti.
— Sim, pois sempre temos um contratempo.
— Sinta-se à vontade. — Inclinei minha cabeça para o lado, expondo meu pescoço para Klaus. — Ele é todo seu.
Neguei com a cabeça.
— Tudo ao seu momento. — A deitei de volta na cabeça, logo ajeitando-me sobre seu corpo e a beijei.
Deixei-me ser levada por ele, envolvendo meus braços entorno de seu pescoço.
Me sentia diferente, mas um diferente de forma boa... Mais leve, e tudo o que sentia por ela mais intenso. Nosso beijo já estava profundo e delicioso.
Entrelacei minhas pernas em sua cintura. Nosso beijo era intenso, doce, cheio de saudade e amor, tinha sentido falta de seus lábios.
Agora que havia voltado ao normal, podia continuar de onde estávamos e já me sentia pronto para ela.
Enquanto o beijava, descia minha mão por sua nuca e parei em suas costas.
Dando o meu jeito, retirei os sapatos, as calças e a cueca sem me separar dela um só momento. Pegando em sua coxa, a penetrei, mas não forte dessa vez, e sim lento. Parecia ainda mais prazeroso do que me lembrava.
Gemi contra seus lábios. A sensação dele dentro de mim apenas melhorava mais e mais.
Me movimentei de forma suave, era até estranho por não estar acostumado, porém tão bom quanto. Ela merecia o meu melhor.
Tudo que sentia naquele momento era maravilhoso, ou melhor, tudo com ele era maravilhoso. Todo meu corpo respondia a ele de maneira instantânea.
Investi contra ela um pouco mais rápido e aquela ótima queimação já iniciava, algo que sempre tinha com ela. Não conseguia ficar longe de sua boca por muito tempo, então sempre retornava para ela.
Nos beijamos novamente, que havia se tornado feroz e meu pé subia e descia por sua perna.
Acariciava sua perna enquanto descia meus beijos ao seu pescoço, indo em direção aos seios.
Tais beijos me faziam gemer sem que tivesse controle sobre eles, como também acelerava minha respiração, que estava entrecortada.
Beijava e mordiscava seu seio enquanto apertava o outro, sentindo-a ainda mais molhada ao meu redor e intensificava minhas estocadas, indo cada vez mais fundo.
Mordi forte meu lábio inferior, sentindo tal prazer aumentar aos poucos. A cada dia, noite ou até mesmo em meras horas me sentia cada vez mais dele, como se de fato tivesse nascido para isso: ser dele.
Sentia que ambos estávamos a um nível alto de prazer, o que me dizia que era um ótimo momento para mordê-la. Subindo meus lábios, beijei seu pescoço e o virei um pouco, mordendo-a em seguida.
Como havia me acostumado com Kol me mordendo, não sentia mais dor, porém com Klaus continha prazer, tornando aquilo melhor que poderia ter imaginado.
Uma onda de prazer me atingiu quando comecei a beber. Nunca havia provado algo tão delicioso antes. Jesse, até assim você é a mais incrível que já tive.
Minha respiração mantinha-se ofegante pelo prazer. Era muito sentir suas presas, levando-me a um ponto diferente e maravilhoso.
Bebi mais um pouco e parei, não queria exagerar com ela.
— Você tem o sangue mais delicioso que já bebi. — Murmurei rouco próximo ao seu ouvido. — Agora só irei beber de você.
Levando ambas as mãos aos seus cabelos, passei minhas unhas por seu couro cabeludo enquanto trazia seu rosto para mim.
— Sim... Apenas você.
Sentia o orgasmo iminente, tornando minhas investidas cada vez mais rápidas.
— Jesse... — Peguei uma de suas mãos, entrelaçando-a com a minha antes de colocá-las contra o colchão.
Apertei a mão dele e o beijei. Senti meu corpo se estilhaçar em mil pedaços e até mesmo isso se tornava melhor.
Foi uma das melhores liberações que tivemos por que, agora, era completa e... Perfeita.
Quebrei o beijo suavemente e o encarei.
— Eu te amo.
— Eu também te amo. — Sorri de canto, era muito bom ouvir e dizer isso.
Passando meus dedos por seu rosto e lhe dei um selinho.
— Estava com saudades de você. — Murmurei, meneando a cabeça de leve. — Quer dizer, ainda estou. Foras as três semanas mais intermináveis da minha vida!
Deitei ao lado dela.
— Concordo, era torturante dormir sem você.
Me virei para ele, olhando-o nos olhos.
— Verdade. — Sorri de leve. — Pelo menos eu tinha seu lindo desenho, que tinha seu perfume e traços.
— Confesso que sua calcinha ajudou. — Falei divertido e sacudi a cabeça. — Minha linda atrevida... Acho que não viajo mais tão cedo.
Ajeitei-me contra o travesseiro.
— Da próxima vez, vou com você. — Disse a ele decidida. — Foi angustiante, sério!
Levei minha mão ao seu rosto, acariciando-o.
— Eu sei love, mas prefiro você em casa.
Franzi o cenho.
— Por quê?
— Lobisomens podem ser violentos em vários momentos. — Murmurei sério.
— São violentos com vampiros, eles não tem nada contra humanos. — Sorri.
— Apenas quando os veem como comida. — Deixei bem claro. — Com você em casa, fico mais tranquilo.
Soltei uma risada breve.
— Porém também sou comida para os vampiros. — Lembrei-o divertida.
Pousei minha mão em sua cintura.
— Então você vai viver grudada em mim.
Mordi meu lábio inferior, sorrindo em seguida.
— Isso não me incomodaria nem um pouco, mas não se preocupe, seus irmãos são controlados. — Garanti.
— Isso eu sei. — E toquei a ponta de seu nariz, fazendo-a sorrir.
Comecei a passar minha mão por seu peito distraidamente.
— Amanhã irei falar com meu pai. — Avisei pensativa.
Franzi o cenho desgostoso.
— Amanhã? Não pode ser depois?
O encarei.
— Por quê?
— Por que amanhã eu estava planejando de ficarmos aqui, só nós dois... O dia todo... E a noite também... — Falei como alguém que não queria nada enquanto acariciava suavemente toda a extensão de seu braço.
Fingi pensar por um momento.
— Adorei a ideia.
— Imaginei que fosse. — Beijei sua testa.
— Claro que sim, afinal, ficaria 24 horas ao seu lado se fosse possível. Apenas tirando as horas de escola, claro. — Ri por um momento.
— Sim, mas estou pensando aqui... Hoje é sexta, não é? Podemos ficar aqui até domingo à noite. — Sugeri.
— Nossa, isso tudo é saudade? — Questionei sorrindo.
— Na verdade um pouco mais, e quero você só para mim.
Ergui a sobrancelha, passando minha mão suavemente por seu queixo.
— Mas já sou sua.
— Em casa tem um monte de gente. — Disse a ela. — Nesse fim de semana não, será apenas nós.
— Ok, entendi. — Ri brevemente. — E por mim é perfeito! Será somente nós dois.
— Exato. — Lhe dei um beijo rápido e me levantei, pegando a calça do chão para me vestir.
— Aonde você vai? — Questionei curiosa enquanto admirava-o.
— No carro. Fiz nossa bolsa caso desse tudo certo. — Dei de ombros, fechando a calça e colocando a camisa.
— Você é prevenido. — Observei rindo.
— Adoro planos. — Pisquei para ela. — Já volto.
— Ok. — E observei-o sair do apartamento, me deixando só.
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