Toda Sua
33 Capítulo 33- Stroll Through Canal Street.
Notas iniciais
POV Misto. (Klaus e Jesse)
Desci rapidamente, havia deixado o carro estacionado em frente ao hotel. Não achei que poderia ter sido dessa maneira, nem nos meus dias mais otimistas pensei que fosse assim... Tão bom. Peguei a bolsa dela, aproveitando para passar em uma farmácia e comprei alguns comprimidos para ela, assim como um creme.
Imaginar que ela chegaria aos níveis mais altos de dominação me deixava louco, porém teria de ir aos poucos, exatamente como já estava fazendo, para que ela não se assustasse e se sentisse confortável.
Comprei algumas besteiras para ela, assim não precisaríamos chamar o serviço de quarto toda hora e retornei ao hotel.
Enquanto ele estava fora, tomei um banho, coloquei minha lingerie e, quando Klaus chegou, estava secando meus cabelos com um secador que havia encontrado no banheiro do quarto.
Coloquei as coisas que havia comprado para ela na cozinha e sua bolsa sobre a cama antes de parar na porta do banheiro, admirando-a.
— Nossa, você é rápida. — Comentei, escorando-me na soleira da mesma.
Ri por um momento. desligando o secador e colocando-o sobre a bancada.
— Não é como se fizesse três anos que não tomo banho. — Falei rindo enquanto passava as mãos para me assegurar de que eles estavam mais ou menos secos.
— É que você soa muito. — Dei de ombros e peguei o frasco de comprimidos do bolso dos jeans. — Tome. — Disse, lhe entregando os comprimidos.
Franzi o cenho quando os peguei em minha mão.
— Para que os comprimidos? — Questionei.
— Para dor. Acredite, melhor tomar. — Falei em tom sério.
— Ok. — Dei um sorriso rápido e passei por ele, indo até a pequena cozinha.
Peguei uma garrafa d’água da geladeira e um copo de vidro em um dos armários, logo servindo-me de um pouco de água, a qual bebi com o comprimido.
— Agora venha. — A peguei pela mão, levando-a de volta ao quarto.
— O que vai fazer? — Questionei curiosa.
A deitei na cama e tirei-lhe a calcinha, logo pegando o creme.
— Cremes a base de arnica são bons para aliviar quando se tem uma situação assim. — Murmurei enquanto passava suavemente na bunda dela, que ainda estava bem vermelha.
— Arnica? O que exatamente é isso? — Perguntei.
— Uma planta.
Comprimi levemente as sobrancelhas, sentindo as mãos dele espalhando aquele creme pela região que ainda não estava dolorida.
— Que nome estranho. — Comentei.
— Não conhecia? — Questionei.
Neguei com a cabeça.
— Não. Nunca fui muito de pesquisar plantas. — Dei de ombros.
— Mas é comum, você que não via. — Depois de terminar, deixei que minha mão acariciasse a coxa dela. — Está dolorida?
O olhei por sobre o ombro.
— Não muito, agora com o creme está melhorando.
Sacudi brevemente a cabeça.
— Nossa... Você é mesmo resistente. — Murmurei. — Com bem menos, já ouvi muito mais reclamações.
— Bom, o que importa é para onde isso levou. — Dei de ombros, sorrindo em seguida.
Sorri de canto.
— Verdade. — Subi minha mão, acariciando suas costas. — Não acha nada disso estranho?
Meneei a cabeça.
— Estranhar, eu estranho. Sou nova nisso, afinal de contas. — Falei, o olhando em seguida. — Mas vou me acostumando.
— Sabe que não é necessário se não quiser. — Falei a ela, já perdendo a conta de quantas vezes o havia dito desde que ficamos juntos.
Ergui a sobrancelha.
— E quem disse que não quero? — Questionei. — Já falei que quero experimentar coisas novas com você em tudo.
Mirei seus olhos.
— Apenas me prometa uma coisa.
Virei meu corpo completamente para ele.
— O que?
— Que se algo não lhe agradar, ou que não desejar fazer, você irá me falar. — Disse a ela em tom sério. — Isso vale até para os nossos queridos tapas.
Assenti com um sorriso.
— Pode deixar.
— Ótimo. — Fiquei mais tranquilo, logo sorrindo com um leve toque de malícia. — E o que a senhorita quer fazer agora?
Fingi pensar por um momento.
— Não sei... O que se pode fazer em um hotel?
— Coisas demais, mas mesmo gostando muito de escolher, dessa vez vou deixar isso com você. — Sorri.
Fiz uma careta.
— Não faço ideia. — Confessei.
Acabou que eu pensei por um momento.
— Já sei... Deve ter mais para me perguntar.
Meneei a cabeça.
— Na verdade, não tenho perguntas no momento. Você tem algo a dizer?
Franzi o cenho.
— Eu? Não.
Suspirei.
— Então estamos sem ter o que fazer. — Soltei uma risada e me estiquei na cama, colocando minhas pernas no colo dele.
— Então... Vamos ao que nos resta. — Murmurei, subindo minhas mãos pelas suas pernas sugestivamente.
Me fingi de inocente.
— E o que é?
— Antes... — Alcancei o telefone do hotel, que ficava sobre a mesa de cabeceira e liguei para Elijah, dizendo que iria ficar fora. Pedi para que ele desse uma olhada nos híbridos, coisa que concordou prontamente e suspeitei que ele sabia o motivo de eu não retornar. — Pronto. — Falei ao finaliza a chamada.
— Está tudo bem por lá? — Ele assentiu com um sorriso. — Que bom.
— Agora... Onde estávamos mesmo? — Fingi pensar. — Ah, sim! No que faríamos. — Fiquei sobre ela, beijando-a em seguida.
Depois de termos nos... Distraído de novo, jantamos e tomamos um banho, logo indo dormir. Fiquei um tempo pensando em como minha vida havia mudado nesse mês. Não entendia muito bem o por que de estar vivendo esse momento de atrair os homens. Não que seja ruim, não é.
É bom ser desejada, toda mulher gosta. Porém eu não sou grande coisa, todo mundo sabe disso. Depois de ter passado mais alguns minutos pensando naquilo, peguei no sono.
Quando acordei no dia seguinte, olhei para o relógio sobre a mesa de cabeceira e ali registravam 10 horas da manhã.
Senti a cama se mexer ao meu lado e, como estava sonolento, demorei a registrar que era Jess.
— O que foi? — Perguntei de olhos fechados.
— Nada, apenas me acordando. — Murmurei ainda sonolenta.
— Então volte a dormir. — Falei baixo, apagando novamente.
Senti quando ele dormiu novamente, porém nunca consegui voltar a dormir após acordar. Me levantei da cama com cuidado, indo tomar um banho e, quando saí do mesmo, coloquei um roupão. Como na cozinha havia algumas coisas para comer, improvisei um sanduíche e peguei uma jarra de suco na geladeira, servindo-me um pouco em um copo de vidro. Depois coloquei o café para passar.
Peguei uma revista que encontrei na pequena mesa de centro na sala e me sentei para ler na poltrona que havia no quarto, junto com o café. Após umas três horas que passei lendo revistas e um livro que encontrei em uma discreta prateleira na sala, ouvi-o se mexer.
Me virei na cama e estiquei o braço, sentindo a cama fria ao meu lado. Jesse?
Ah, não... Não me diz que foi um sonho...
— JESSE?! — Questionei, sentando-me de modo abrupto.
Andei até a cama e larguei o livro sobre a mesa de cabeceira.
— Estou aqui. — Falei ao meu sentar ao seu lado.
Suspirei aliviado. Não era um sonho, era a minha vida agora.
— Quanto eu dormi? Que horas são?
Comecei a acariciar suavemente suas costas.
— São uma da tarde.
Fiquei surpreso e passei uma das mãos pelo rosto.
— Nossa... Eu apaguei!
— Você estava cansado. Precisava dormir. — Falei em tom carinhoso.
— Provável, pois nesses dias fora eu dormia a cada três ou quatro dias. — Dei de ombros.
Sorri suavemente.
— Então volte a dormir, está precisando.
Neguei com a cabeça.
— Não, você deve estar querendo sair.
— Sair? Não, na verdade estou lendo, então volte a dormir e descanse. — Me aproximei de Klaus e lhe dei um selinho.
Cedi facilmente, pois estava de fato muito cansado.
— Ok, mas faz como naquele dia. — Pedi.
Mordi meu lábio inferior, logo sorrindo.
— Vem cá. — Me ajeitei contra os travesseiros e o coloquei deitado em meu colo.
Tudo bem... Esse não é o meu normal, mas já que estamos aqui, vamos aproveitar, não é?
Com os carinhos dela, senti o sono retornando e não demorei muito a adormecer.
Quando Klaus dormiu novamente, peguei o livro e continuei a ler de onde havia parado.
Tinha consciência de que havia alguém, mas sabia quem era. Meu amor. Isso tudo é tão novo e faz com que me sinta tão bem que ainda não me adaptei a tudo.
Ao acordar mais tarde, estava relaxado e bem como nunca.
Ele estava acordando, então coloquei o livro na mesinha.
— Oi, se sente melhor? — Questionei.
Sorri para ela.
— Como nunca.
Correspondi ao seu sorriso com o meu próprio.
— Que bom!
Me sentei na cama e me alonguei antes de levantar, logo encarando a janela.
— É impressão minha ou a tarde já está caindo?
— Não é impressão... São cinco e meia da tarde.
Franzi o cenho em surpresa.
— Já? — Assoviei baixo. — Nossa... Perdemos o dia todo.
— Mas você descansou, é o que importa. — O tranquilizei. — Tome um banho, enquanto isso eu peço algo para você comer. — Falei, levantando da cama também.
— Bom, por que estou cheio de fome!
A forma como ele falou me fez rir brevemente.
— Quer o que para comer? — Perguntei ao pegar o telefone.
Dei de ombros.
— Escolha, mas algo com carne. — Disse a ela enquanto andava em direção ao banheiro.
— Ok. — Peguei o cardápio, que ficava ao lado do telefone, e passei meus olhos por ele, olhando os pratos.
Tomei um bom banho e, ao sair secando meu cabelo, peguei uma calça jeans, colocando-a. Ouvi Jesse na pequena cozinha e fui até ela.
Havia pedido uma lasanha para ele, que havia chegado quando Klaus terminava de tomar seu banho.
— Pedi uma lasanha de carne, espero que goste. — Falei a ele.
— Eu adoro. — Disse ao me aproximar da diminuta ilha da cozinha.
Sorri de canto.
— Que bom, então coma antes que esfrie. — Empurrei o prato em sua direção.
Me sentei um dos bancos altos.
— Assim vou me acostumar. — Murmurei, começando a comer.
— Pode se acostumar o quanto quiser. — Sorri e peguei uma bala de um pequeno recipiente de vidro que havia colocado na ilha, levando-o à boca.
— E você, comeu? — Questionei.
Assenti.
— Sim. Tomei café da manhã, almocei e agora pouco comi uma salada de frutas. Sem contar as balas.
Estreitei meus olhos de brincadeira.
— Acho bom, mocinha.
Ri brevemente.
— Eu sei me alimentar, amor.
— Nem quero imaginar você doente. — Murmurei.
Sorri de modo suave.
— Bem, eventualmente irei adoecer, como todo humano, mas agora estou bem como um touro. — Falei rindo.
Isso andava pela minha mente nos últimos tempos, sobre ela humana, mas estava um pouco na dúvida.
— Qualquer coisa, sangue de vampiro cura rapidamente. — Resolvi terminar de comer e, após dar a última garfada, afastei o prato alguns centímetros. — E hoje a senhorita teve bastante tempo para pensar no que quer fazer.
Fiz uma careta.
— Mas não tive ideia nenhuma. Meus dias sempre foram assistindo jogos com meu pai e Dean, lendo, tomando banho de mangueira no quintal de casa, indo à escola e conversando com a London no jardim. — Encolhi meus ombros.
Sacudindo a cabeça, acabei sorrindo de leve.
— Meu amor, preciso te ensinar muito então. — Fiquei em pé. — Mas quer sair?
— Não sei. — Confessei, dando de ombros. — Você quer ir aonde?
— Deixe-me ver... — Andei até a varanda, sentindo o quão quente estava aquele dia.
O segui de perto.
— Então? — Questionei, cruzando meus braços,
— Que tal tentarmos o Canal Street de novo, mas agora com você mais à vontade? — Perguntei ao olhar para ela por sobre o ombro. — E sem ir a bares, apenas andar. — Acrescentei.
Pensando por um breve momento, concordei.
— Tudo bem, porém se quiser, podemos ir ao bar. Sei que gosta.
Me aproximei dela, pousando ambas as mãos em sua cintura.
— Vamos equilibrar, se gostar ficamos. Se não, saímos. Simples.
Levei minhas mãos ao seu peito.
— Não precisamos fazer tudo que gosto Klaus. — Sorri de canto. — Sei sacrificar algumas coisas e farei isso por você. Se gosta, eu vou.
A olhei nos olhos.
— Quero fazer o que gosta, pois já tive muito o que me divertir. — Suspirei. — Vamos e veremos como vai ser.
— Meu amor, se fôssemos fazer somente o que gosto, ficaríamos apenas em casa ou indo ao cinema. — E soltei uma risada.
Sacudi a cabeça, deixando um sorriso perambular por meus lábios.
— Se arruma. — Falei simplesmente.
Ainda rindo, assenti.
— Ok! — Retornei ao quarto e, vendo em minha bolsa, acabei escolhendo algo que me agradasse e que combinasse com o passeio.
Vesti uma legging jeans preta, que era justa ao corpo e vestia bem. Coloquei uma bota cujo cano alcançava abaixo do joelho e uma blusa na cor vermelha, que contrastava com o tom da legging. Deixei meu cabelo levemente ondulado, fiz uma maquiagem suave – embora o tom do batom fosse um rosa mais forte, porém discreto. Peguei um colar com o pingente que eram letras cursivas escrito “life” e o anel que ele havia me dado.
Eu já estava pronto quando ela apareceu na sala e assoviei baixo enquanto ficava em pé.
— Como pode ficar mais linda? — Questionei com um sorriso.
Mordi meu lábio inferior discretamente.
— Não é para tanto... Não sou tão linda assim.
Me aproximei dela, puxando-a para mim.
— E cada dia mais sexy também.
O olhei com a sobrancelha levemente erguida.
— Klaus, daqui uns dias vou achar que você está cego. — Soltei uma risada breve.
Franzi o cenho.
— Por quê?
— Por que estou longe de ser sexy.
— Não diga isso. — Afastei algumas mechas de cabelo de seu rosto. — Tanto que atrai qualquer um a sua volta, ou não sabe disso?
— Não. — Dei de ombros. — Eu não presto muita atenção nisso. — Sorri de leve.
Aquilo me fez ter uma ideia.
— Já imagino o que vamos fazer quando voltarmos. — E peguei sua mão. — Pronta?
Assenti.
— Sim.
— Então vamos. — Saímos do hotel e fomos até o Canal Street, que era perto. Em minutos chegamos lá.
Pensava em qual seria nossa atividade extra para que ela percebesse como era de fato.
Observava o lugar e era realmente lindo! Não conhecia muito da cidade, às vezes me sinto mais antiga que Klaus. Cheia de manias, como se minha alma fosse velha.
Aqui era várias ruas com arte o ar livre, grupos de dança, música, vários tipos de comida e, mesmo não estando muito tarde, ainda estava movimentado. Acho que era assim o dia todo.
— Gostando daqui?
— Sim, aqui é lindo! — Disse a ele com um sorriso.
Correspondi ao seu sorriso com um meu.
— Ótimo. Se gostar de algum quadro ou algo assim, avise.
Assenti.
— Tudo bem. — Olhava com atenção tudo por onde passava e aviste um lugar onde vendia jóias artesanais.
De longe vi um colar. Aparentemente era uma pedra antiga, tinha uma forma diferente do que já havia visto. Fui até a mesa de jóias e o toquei levemente com a ponta dos dedos.
Fiquei atrás dela.
— Gostou?
— Sim. — Sorri de leve para ele antes de voltar meu olhar para o colar. Parecia ser mais que gostar, era como se ele fosse meu... Ou algo que tinha perdido há um bom tempo.
— Quer? — Ela parecia bem interessada no objeto.
— Quero, porém não parece ser algo muito barato. — Olhei o preço e era bem... Salgado. Quase 200 dólares e ali dizia que era um objeto muito raro.
Sorri para tranquilizá-la e acariciei seu braço.
— Não tem problema. — Fui até a moça do balcão e pedi o colar.
Sorri para ele.
— Obrigada amor. — O beijei suavemente nos lábios e peguei o colar em minha mão, como se fosse algo conhecido.
— Eu coloco. — O tirei das mãos dela e o coloquei em seu pescoço. — Ficou lindo.
Encarei o colar. Parecia tão estranho... Como se já tivesse usado-o e o tocado.
— Tudo bem? — Jesse havia ficado estranha e distante de repente.
Suspirei discretamente.
— Sim. — Passei meu braço pelo dele. — Vamos continuar.
Assenti em acordo e retornamos à rua, andando mais um pouco. Vi uns quadros muito belos, mas parei quando um perfeito.
— O que acha desse para o nosso quarto? — Questionei ao apontar para um que era um campo de rosas próximo a um riacho.
O examinei.
— Perfeito. Combina conosco. — Sorri de canto. — Falando nisso, vamos procurar uma moldura. Quero colocar em seu desenho.
— Tudo bem, deve ter uma loja por aqui. — Comprei o quadro e fomo procurar uma moldura, ao qual encontramos rapidamente.
Caminhamos um pouco mais.
— Quer beber alguma coisa? — Perguntei a ela. — Ouvi falar que por aqui tem uma lanchonete especializada em sucos.
— Você falou com a pessoa certa! — Sorri abertamente. — Adoro sucos.
Toquei a ponta do nariz dela com o indicador.
— Eu sei, por isso prestei atenção. É logo ali.
— Então vamos! — Fomos até a lanchonete e sentamos eum uma mesa discreta, logo pedindo um suco de laranja com hortelã. Amei!
— Bom? — Questionei.
— Ótimo, prove! — Coloquei o canudinho nos lábios dele.
Provei e, de fato, o suco era gostoso.
— É bom mesmo. — Sorri rapidamente. — Jess, você se importa de ficar aqui um instante?
Neguei com a cabeça.
— Não. Tudo bem? — Franzi o cenho.
Assenti.
— Claro, somente irei ver uma coisa que passei direto. É rápido. — Garanti a ela.
— Então tudo bem. — Fiquei ali enquanto o via sair da lanchonete e me concentrei em beber o suco.
Saí procurando o que tinha em mente, passei em vários lugares. Encontrei o CD com o que desejava, precisava fazê-la sentir como era desejada, mesmo que não fosse comum para mim. Vi uma loja de lingerie, havia uma na vitrine... Era essa. Pedi uma branca.
Retornei a lanchonete e sorri, mesmo de longe, ela era linda.
Estava terminando de beber o suco quando ele chegou.
— Nossa, você fez compras. — Sorri de canto.
— Sim, mas depois você descobre o que é. — Deixei que meu tom ficasse levemente misterioso. — Quer mais?
— Suco? — Ele assentiu. — Não, estou satisfeita.
— Não quer comer nada? — Perguntei.
Neguei.
— Não estou com fome, mas se quiser comer algo, podemos comer. — Dei de ombros.
— Não, ainda estou satisfeito. — Sorri para ela. — Podemos levar algo para mais tarde. — Sugeri.
Pensei por um momento.
— Que tal comida japonesa? Você gosta?
— Adoro!
Assenti sorrindo.
— Ok, então vai ser comida japonesa. — Concordei. — Adoro também, mas tenho que me controlar e comer apenas uma vez por mês. — Soltei uma risada breve.
— Acho que vai ser de quebrar isso. — Perguntei a um garçom onde havia um restaurante e se era próximo.
Franzi o cenho.
— Por quê?
— Por que eu adoro e vai comer comigo, sempre. — Falei após agradecer ao garçom pela informação e sairmos dali.
Ri por um momento.
— Você quer me fazer engordar é? — Perguntei rindo.
— Oh sim, minha gordinha linda! — Apertei a cintura dela de leve antes de rir.
Dei um tapa em seu braço.
— Isso é sério! É vício! — Exclamei, segurando o riso. — Vou ter que voltar a treinar.
Aproximei meus lábios de seu ouvido.
— Lembre-se que tem uma atividade bem enérgica agora para substituir.
— Oh, é verdade! — Sorri de canto. — Porém elas não firmam as coxas ou as panturrilhas. — Assinalei.
Pensei por um breve momento.
— Podemos dar um jeito nisso. — Dei de ombros.
Soltei outra risada.
— Isso tudo é para que eu não volte a treinar? — Questionei entre risos. — Embora, nessas três semanas que ficou fora, treinei um pouco com Elijah e descobri que não posso com ele.
Ergui a sobrancelha.
— Meio lógico, mas não se machucou?
— Um pouco na canela, mas já curou. — Dei de ombros. — Ele me deu trabalho e Kol ria de mim. — Ri brevemente.
— Imagino. — A simples menção dela junto a Kol quando não estava aqui era o suficiente para a raiva me atingir com tudo.
Percebendo sua tensão, o beijei.
— Desculpe, não irei tocar nesse assunto.
— De que?
— Kol. Você não gosta quando falo dele. — Falei suavemente. — Mas é que sai, não penso em algo a mais quando falo dele.
Suspirei.
— Eu sei. Vou melhorar isso, certo?
— Está tudo bem... Ninguém tem que mudar. — Sorri de canto.
Comprimi as sobrancelhas.
— Eu disse melhorar, não mudar. — Chegamos no restaurante e entramos. — Vai querer o que?
— Sushi. É o que mais gosto.
— E eu Yakisoba. — Me aproximei do balcão e fiz os pedidos. — Agora voltando... Não precisa parar de falar, você mesma disse que tem uma ligação.
Soltei um longo suspiro.
— Eu tenho, mas vou controlar isso. — Falei a ele. — Não preciso falar dele com você. Não tem por que.
— Não quero que se policie por nada. — Avisei sério.
Sacudi a cabeça.
— Não precisamos falar disso agora, deixe esse assunto para lá.
— Ok. — Esperamos o pedido ficar pronto e, após pegarmos – como também agradecer –, saímos do estabelecimento. — E agora? Vamos aonde?
O encarei.
— Não sei, você que conhece bem a cidade.
Me veio um lugar em mente.
— Eu sei onde. Vamos.
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