Toda Sua

31 Capítulo 31- Questions.


Notas iniciais
Olá meus amores, mais um capítulo o/ Então, vamos ver como vai ser o final de semana do nosso casal preferido? :3 Vamos ao capítulo e nos vemos lá embaixo... P.S: Nos atrasamos nas postagem, porque meu pai faleceu na quinta feira e vocês sabem como é isso... e também porque não tinha um capítulo pronto e tudo mais.

POV Misto (Klaus e Jesse)

Rumamos para o hotel, passando pela recepção e apenas acenei para o atendente antes de subirmos para o último andar. Como havia ficado com a chave, abri a porta e a deixei adentrar o quarto primeiro, que era bem amplo, confortável e repleto de cores claras.

Ali, além de cômodo, era realmente muito chique, bem da maneira que Klaus gostava e, bem, estava me acostumando a aquilo também.

— O quarto é lindo! — Elogiei enquanto tirava meu casaco, pousando-o em uma das poltronas.

— Verdade, não deixa a desejar pelo que vi quando o escolhi. — Concordei ao examinar atentamente tudo com meu olhar.

Tirei a jaqueta que utilizava, colocando-a em um pequeno sofá que havia próximo à porta e andei até o bar, escolhendo um vinho, mas não ofereci a ela, afinal, Jesse já havia dito que não queria.

Fui até o quarto e abri as portas para uma pequena sala, em seguida puxando duas portas de vidro que davam a uma varanda com uma linda visão.

Me sentei na beira da cama e tirei o salto, afinal, estar acostumada não queria dizer que adorava usá-los. Retirei o anel e o colar, sentindo-me um pouco mais... Livre, por assim dizer.

Observava a cidade atentamente. Nova Orleans, minha cidade. Ainda voltará ao meu poder. Batia uma brisa suave que passava ali e, ao longe, podia ver o Mississipi, como também o Quarter French, onde havia sido meu antigo reduto.

Fui até onde ele se encontrava, parecendo distante ao admirar a cidade.

— Tudo bem? — Perguntei ao me aproximar. — Parece pensativo.

Assenti sem olhar para trás.

— Sim, apenas vendo como aqui cresceu, apenas de manter o seu estilo.

Sorri de canto.

— Verdade. — Concordei pensativa. — Desde que me conheço por gente, a cidade cresceu muito. Está cada vez maior.

Me recostei ao beiral.

— Antes, basicamente tudo ficava ao redor do rio. Quanto mais próximo, mais valorizado era. — Falei, com minha mente distante. — Nossa outra casa ficava lá perto, onde Marcel mora agora.

— Marcel me parece um cara complicado. — Suspirei baixo. — Mas me parece grato a você também, mesmo de um jeito torto.

Olhei para ela sobre meu ombro.

— Claro que é, dei a ele a vida que tem.

Cruzei os braços.

— Então acho que pode ter concerto essa relação. — Murmurei suavemente.

— Depende do que estiver armando. — Dei de ombros.

Sorri de canto.

— Isso já é um avanço. Há três semanas você estava convicto que não o perdoaria e o mataria.

— Pode ser. — Me virei para ela. — Para você ver o que está fazendo comigo.

Me aproximei sorrindo.

— Não sou eu, é você. Apenas dei uma ajudinha.

— Não diminua seu trabalho. — Estendi a mão e peguei a dela, trazendo-a para mim.

Mordi de leve meu lábio inferior.

— Não estou diminuindo, apenas o colocando no devido grau dele. — Dei de ombros. — Só conversei com você, mas foi você mesmo quem decidiu isso.

— Bem... Eu não decidi, mas na hora vejo o que irei fazer. — E toquei a ponta do nariz dela, fazendo-a sorrir.

— Tudo bem.

Abraçando-a de costas para mim, a virei para admirar a vista junto a mim.

— Ela voltará a ser minha e, consequentemente, será nossa. — Murmurei em seu ouvido.

Inclinando minha cabeça para trás, lhe dei um selinho rápido.

— Você será um perfeito rei. — Falei enquanto pousava meu braço sobre o seu e acariciava sua mão.

Sorri de canto.

— E terei a mais bela das rainhas.

Fiquei pensativa por um momento.

— Será que serei uma boa rainha? — Perguntei por alto. — Não tenho muita experiência com aqueles vestidos enormes. — Ri suavemente.

Soltei uma risada baixa.

— Não vai precisar disso.

— Então acho que posso. — Disse a ele ainda rindo.

Apertei-a um pouco contra mim.

— Senti tanta falta de você assim, bem perto.

— Também senti muito sua falta. — Encostei minha cabeça em seu peito e beijei seu maxilar. — E do seu perfume.

A virei para mim.

— Amo quando me olha desse jeito e sorri para mim.

Sorri de canto.

— E por quê? — Questionei, beijando de leve os lábios dele em seguida.

— Por que me permite enxergar mais dentro de você. — Murmurei, colocando uma mecha de seu cabelo atrás da orelha.

— Tudo que quiser, pode perguntar a mim, que irei responder com sinceridade até você saber de tudo. — Disse a ele, pousando minhas mãos em seu peito.

Suspirei brevemente e dei um pequeno sorriso.

— Estou satisfeito por enquanto, mas sei que você não.

Mordi de leve meu lábio inferior.

— Bom, tem coisas que gostaria de saber, como toda garota quer quando está com um cara. — Falei com sinceridade. — Porém, não somos um casal muito... Comum., então não me importo em esperar. — Sorri suavemente.

— Não, fique à vontade. — Falei, encorajando-a.

Pensei por um momento.

— Bem, não sei por onde começar. — Soltei uma risada meio nervosa. — Sou péssima em perguntas, fora que não me vem nada na cabeça agora.

Acariciei seu rosto com gentileza.

— Temor todo o tempo que quiser, mas não em pé. — A levei até o quarto, onde havia uma poltrona grande e sentei-me ali, trazendo-a para o meu colo em seguida.

Me ajeitei em seu colo enquanto decidia o que perguntar.

— Bem... Acho que a primeira pergunta que posso fazer é se você já se apaixonou. De verdade.

Assenti.

— Já.

Comecei a passar uma de minhas mãos lentamente por seus cabelos.

— E pode me dizer como foi?

— Diria que não o esperado. — Confessei.

Franzi o cenho.

— “Não o esperado”?

Suspirei baixo.

— Ainda não tínhamos um relacionamento sólido, mas estava tudo certo para ter e, bem, ela me traiu.

Fiquei um pouco boquiaberta.

— Ela te traiu? Com quem? — Questionei. — Se e que você sabe.

— Sei. — Falei distante e a encarei. — Elijah.

— Elijah? — Perguntei surpresa e pisquei algumas vezes, digerindo aquilo. — Meu Deus, sinto muito! Deve ter sido horrível.

— É... Foi. — E de fato tinha sido, pois poderia ter esperado aquilo de qualquer um, menos dele, o que eu considerava ser o mais próximo dentre todos os irmãos.

Balancei a cabeça, mudando de tema.

— Outra coisa que queria saber é como era sua relação com sua mãe, já que sei como era com seu pai.

A encarei.

— O que exatamente?

— Ela te tratava mal? Ou era indiferente?

Suspirei.

— Indiferente. Se fosse nos colocar em ordem de favoritos na visão dela, provavelmente estava em último.

Acariciei o rosto dele enquanto ficava indignada.

— Isso é horrível! Que tipo de mãe escolhe seus filhos favoritos? Isso é uma abominação. — Soltei um longo suspiro. — Sinto muito, ninguém deveria ter pais assim.

Sorri morbidamente.

— Fui premiado, não?

— Na verdade, foi. — Sorri de canto, algo que logo se desvaneceu. — Porém, a primeira coisa que deve fazer para conseguir seguir em frente sem essa parte de seu passado é esquecer, ou ao menos tentar. Sabe, você é um vampiro, pode fazer isso com uma memória.

Sacudi a cabeça e pousei minha mão em seu joelho, acariciando inconscientemente.

— Ah, minha linda... A questão não é esquecer os fatos, mas sim as marcas que eles deixaram.

Meneei a cabeça.

— E eu posso ajudar em algo?

Erguendo minha cabeça, sorri de canto.

— Já está fazendo me dando o que nunca tive.

Aquilo me fez sorrir.

— Fico feliz com isso.

Levei uma de minhas mãos ao seu rosto, acariciando o maxilar dela suavemente.

— Você é... Minha garota. A que me faz pensar que posso ser feliz.

Encarei o fundo de seus orbes esverdeados.

— E você pode. — Peguei a mão dele que estava em meu rosto, entrelaçando nossos dedos. — Você apenas precisa se permitir a isso.

Mirei nossas mãos unidas pensativo.

— Estou tentando querida, mais do que consegue imaginar.

Acariciei a mão de Klaus com o polegar.

— Você terá o tempo que for necessário para isso. — Garanti com um sorriso.

Trouxe sua mão até meu peito, deixando-a repousar ali e já não causava a sensação horrível de antes.

— E está ficando mais fácil.

Sua frase me deixou feliz.

— Que bom, meu amor. — E lhe dei um selinho.

Sorri com suas palavras.

— É tão bom ouvir você dizendo isso. — Murmurei, encarando seus olhos.

Franzi o cenho levemente.

— Isso o que?

Sorri ainda mais.

— Meu amor.

Correspondi ao seu sorriso com o meu próprio.

— É o que realmente sinto, sai naturalmente.

— Eu vejo, pela frequência com que o diz. — Observei.

— Acho que deveria mudar um pouco minhas manias. — Soltei uma risada breve. — Mas me alegro em saber que goste de ouvir.

— Como não vou gostar do que meu amor diz? — Falei com um sorriso de canto.

Ouvir aquilo fez com que meu coração gelasse por um breve momento, contudo não queria que ele dissesse sem realmente senti-lo. Peguei sua mão direita nas minhas.

— Não precisa dizer isso se não quiser. — Falei séria.

— Shhh, parece que não me conhece, nunca diria isso se não fosse verdade. — Pegando seu queixo entre meus dedos, fiz com que me encarasse. — O que Elijah me disse me alertou e, enquanto tocava com você ali, ao meu lado, fui repassando tudo em minha mente, tendo certeza que era isso, assim como admitindo para mim que amo você de todas as maneiras que possa imaginar.

Abri um sorriso enorme.

— Você nem ao menos pode imaginar como isso me deixa feliz! — Exclamei, ainda sorrindo. — Na verdade, é a primeira vez que escuto de alguém que não seja meu pai ou Dean. — Admiti.

— Estamos juntos então. — Murmurei, recebendo um assentir em resposta.

— Estamos. — Acariciei o rosto dele suavemente com a ponta dos dedos.

Senti o clima ficando mais frio.

— Melhor entrarmos, está ficando frio aqui. — Disse a ela.

Eu não havia notado aquilo até que ele comentou.

— Verdade... Vamos. — Me levantei de seu colo.

Me ergui e peguei sua mão, retornando ao quarto. Era novo o que isso estava me proporcionando, mas um novo realmente bom. Jesse... Minha Jesse, meu amor.

— Aqui está bem quentinho... Estava frio mesmo lá fora. — Murmurei.

— Sim, e não quero você doente.

Virei-me para ele, pousando ambas as mãos em seu peito.

— Não fico doente muito fácil, não se preocupe. — Falei sorrindo.

Franzi o cenho, embora pudesse jurar que ela via um rastro de diversão em meus olhos.

— Como não, se tudo o que faço é me preocupar com você?

Ri de leve.

— Isso foi fofo. — O beijei de modo suave.

— Que bom que gostou, pois não estou pensando em coisas fofas. — Murmurei, deixando que um ar malicioso rondasse meu tom.

Ergui a sobrancelha.

— Não? Então em que está pensando? — Perguntei, fingindo não saber de nada.

— Querida, já esqueceu como foi uma má menina mordendo esse lábio enquanto estávamos no telefone? — Disse, pousando ambas as mãos em sua cintura.

— E quem disse que eu mordi? — Questionei, mordendo meu lábio e sorrindo de forma provocante.

Foi a minha vez de erguer a sobrancelha.

— Estamos esquecidos das provocações?

— Não sei... Quem tem o trabalho de contar é você. — Falei, logo rindo divertida.

— Você será punida por isso, senhorita. — Murmurei, estreitando meus olhos, porém meu tom era suave.

Me aproximei um pouco mais dele.

— Eu serei? — Sorri de canto. — E como pretende fazer isso?

— Ideia é o que não falta.

— Então você somente terá de colocá-las em ação. — Disse a ele, fazendo a linha de seu peito com o dedo indicador.

Franzi o cenho de leve.

— Nem todas eu posso fazer, amor. — Levei uma mão ao seu rosto, acariciando suavemente a bochecha dela. — Nunca irei te machucar.

Sorrindo, olhei no fundo de seus olhos.

— Eu já falei e repito: eu sei, confio em você. — Lhe dei um selinho.

— Porém há certas coisas que são demais e não é necessário. — Falei convicto.

Meneei a cabeça.

— Bom, isso é com você, já que é o que tem experiência aqui.

— Vamos ver isso com o tempo até onde quererá ir, ok? — Questionei sério.

Assenti.

— Ok.

— Mas agora... — Comecei a empurrá-la vagarosamente em direção à cama. — Você está em dívida.

— Isso é ruim, não gosto de ficar em dívida. — Murmurei, movendo meu olhar dos olhos aos lábios de Klaus.

— Antes de tirar cada peça de roupa de seu belo corpo, devo dizer o quanto você está incrivelmente linda e sexy. — Falei, descendo minhas mãos até a barra de sua calça.

— Obrigada. Gosto de calça de couro. — Disse a ele, dando de ombros e sorrindo.

Aproximei meu rosto de seu ouvido.

— Não mais que eu, acredite.

Soltei uma risada breve.

— O pior é que acredito.

Agachei em frente a ela.

— Faz bem. — Abri o botão, retirando a calça, juntamente com os sapatos enquanto prestava total atenção em cada detalhe do corpo dela. — Sempre dão trabalho. — Comentei ao livrá-la daquela peça de roupa.

— Mas vestem bem.

— Terei de concordar. — Ao ficar em pé, puxei a blusa por sobre sua cabeça e a admirei seminua. — Quem vê essa caria linda, não imagina o quão sexy é.

— Isso é bom. Surpresa. — Murmurei, mexendo no colar que ele utilizava.

— Muito bom... Mas agora fará seus afazeres.

O olhei com interesse.

— E quais são meus afazeres?

Sentei na cama e a peguei pela mão, fazendo-a deitar de bruços com o tronco sobre a cama, mas sua cintura e pernas sobre meu colo.

— O que vai fazer? — Questionei sem compreender muito bem e curiosa.

— Sweetheart, você sabe o que fez, não é? — Murmurei, tocando toda a região seminua de sua cintura para baixo.

— Eu imagino. — Disse ao olhar por cima de meu ombro com um sorriso.

— Diga. — Falei com certa autoridade.

Pensei por um momento.

— Bem... Mordi meu lábio e, pelo que você disse, isso te deixa excitado, como também angustiado por não saber o que penso. Acertei?

Assenti.

— Sim, e agora o que terá?

— Um castigo. — Falei e sorri de canto. — Isso me soa interessante.

— E será. — Murmurei, acariciando a região de sua bunda antes de dar o primeiro tapa.

Notas finais
Então, gostaram? Espero que sim :3 Eles dois são uns fofos, né? Bem, nos vemos nos comentários e até o próximo! ;) P.S: O que acharam da notícia que a Nina saiu do elenco de TVD? Triste, não é? :/