Toda Sua
23 Capítulo 23- Christmas Special.
Notas iniciais

POV Misto. (Klaus e Jesse.)
Despertei, puxando o edredon. Estava uma manhã fria. Olhei o relogio e já ia longe a manhã. Senti uma braço na minha cintura, olhei e sorri; Jesse. Esse era o nosso segundo Natal juntos e não podia ficar mais feliz. Jesse entrou na minha vida meio de repente e sacudiu tudo. Eu era fechado, não me importava muito com o que acontecia ao meu redor, contanto que eu tivesse o que queria. Era presidente da maior empresa da cidade. Moramos em New Orleans e muitos me chamavam de "O Rei da Cidade " por isso. Mas minha vida era vazia e eu carregava o peso do meu passado, que influenciava diretamente no jeito que eu vivia. Mas ai um dia esbarrei nessa garota linda e ela me afetou. Lutou por mim, me fez aceitar meus sentimentos e me mostrou que podia ser feliz. Acho que nunca vou consegui expressar o quanto a amava. Tirei seu cabelo do rosto e a observava dormir.
Senti-me acordar e vi Klaus me olhando.- Hey, bom dia.
– Bom dia love.- Beijei sua testa.
– Está bem frio hoje.- Me levantei e coloquei o roupão.
– Ei, volta para cá.- Disse.
– Não posso, tenho que ver a Mary.- Coloquei a pantufa.
– Ela está dormindo. Se não estivesse, já teríamos escutado, ou melhor, ela teria nos acordado.- Disse.
– Mas ela pode estar com frio.- Falei.
– Traga-a para cá então. Ficamos os três na cama.- Mary era a nossa bebê, ela ia fazer 6 meses. Não acreditei quando a Jesse falou que estava grávida e fiquei receoso que não conseguisse ser um bom pai. Afinal, eu não sabia como era um bom pai. Mas estou indo como posso e ela sempre me ajuda.
– Mas ai ela vai acordar. E eu não posso ficar na cama. Se queremos comer na ceia de Natal, tenho que fazer a comida.- Disse.
– Você quer mesmo fazer tudo? Podemos chamar alguém para fazer.- Ela era bem relutante em aceitar o que o meu dinheiro podia lhe dar.
– Ai não tem graça.- Falei.
– Então eu vejo a Mary e você fica despreocupada.- Me levantei.- Seu pai vem mesmo?
– Vem sim.- Disse.
– Ele já devia ter vindo, as estradas vão ficar ruins.- Botava um casaco.
– Ele não deve demorar. Bem, vou tomar um banho então.- Disse.
– Tá.- Fui até ela e a beijei.
Parei o beijo.- Nós não escovamos os dentes ainda.- Ri.
– Isso deve anular o gosto.- Sabia que ela não gostava, mas ia beija-la de novo quando um som na babá eletrônica se fez presente.- É, agora ela acordou.
– Você vai lá?- Perguntei.
– Vou. Pode ir para o banho.- Disse.
– Ok.- Entrei no banheiro.
Coloquei umas meias e fui no quarto de Mary que ficava ao lado do nosso. Eu amava aquele quarto e tinha orgulho de dar a minha filha tudo de melhor, coisa que não tive. Cheguei na beirada do berço onde ela chorava.- O que foi minha princesa?- A peguei no colo. Ela ainda chorava. A enrolei no cobertor e tentei dar a chupeta, que ela não quis. Acho que era fome, porque ela sempre se acalmava comigo. Voltei ao quarto e sentei esperando Jesse.
Tomei um banho rápido e sai, me secando. Coloquei uma calça jeans, meias e a pantufa. Na parte de cima, só uma blusa, um cachecol e um casaco. Voltei ao quarto.
– Olha quem voltou. Se acalme, seu café está chegando.- Mesmo chorando, ela me olhava, como se entendesse.
Sorri.- Já está com fome?- Me sentei na beirada da cama.
– Com certeza está. E você adora essas pantufas.- Disse.
– São quentinhas.- Falei.
Ri e passei Mary para o colo dela.
A ajeitei no colo e coloquei meu peito na boca dela, que ela logo começou a beber.
– Viu? E eu a entendo, são maravilhosos. Também gosto de ficar ai.- Disse.
Ri.- Se você diz.
– E você gosta que eu fique ai.- Me aproximei e beijei seu pescoço.
Sorri.- Claro que gosto.
– E gosta de muito mais.- Mordi ali de leve.
– Eu amo tudo em que você esteja envolvido.- Sorri.
Olhei nossa filha mamando feliz.- Ela está crescendo rápido.
– Sim, está. Logo logo está indo para o colégio.- Disse.
– Não, isso é perto demais da adolescência para meu gosto.- Falei.
– E o que que tem?- Questionei.
– Isso vai implicar em garotos na minha porta. E vou botar todos para correr. E falando em garotos abusados, espero que fique tudo calmo. Kol vai vir com Elijah.- Disse.
– E porque não ficaria?- Perguntei.
– Você sabe como ele é.- Disse.
– Ele é ele ué.- Disse.
– Você me entendeu.- Falei.
– Na verdade não.- Disse.
– Jesse, quantas vezes já briguei com Kol pelas atitudes dele com você? Mesmo depois que casamos.- Disse.
– Ah, isso é coisa da sua cabeça. Fora que eu acabei de ter um filho, mesmo que ele sentisse alguma coisa por mim, ainda não voltei ao meu normal, porque não posso fazer dieta. Então você não terá com o que se preocupar.- Falei.
– Você está mais linda do que nunca e gostosa. E nunca foi, assim como a de Dean.- Disse.
– É coisa da sua cabeça sim.- Me levantei com Mary.- Vamos para a sala e ligamos a lareira. Estou ficando com frio.
Peguei uma manta e descemos. Coisa da minha cabeça, sei. Sei o quanto lutei com eles para não me tirarem ela, isso sim. E eles tentaram, de todas as formas. Liguei a lareira e nos sentamos, as enrolei na manta.
Com a mão desocupada, liguei a TV. Deixando no jornal da manha mesmo.
Passei o braço por ela.- Essa lareira e esse tapete me trás lembranças.
Ri.- Você é um tarado Klaus.
– Você bem que gosta e por isso falei para escolher um tapete fofinho.- Disse.
– E você tinha razão.- Falei.
– Agora nada foi tão ruim do que esperar seu resguardo. Sério, dois meses são coisas demais. Só por uma boa causa mesmo.- Disse.
Ri.- Você é tão exagerado que chega a ser fofo.
– E terá alguma surpresa hoje?- Perguntei.
– Infelizmente não, meu amor. Você sabe que tenho que ficar com a Mary até ela dormir e não consigo sair de casa para comprar alguma coisa.- Disse.
– Nada de nada? Ou você está jogando comigo?- Questionei.
– Não estou jogando.- Disse.
– Então tá.- Se ela não tinha, eu tinha.
Mary terminou de mamar e ajeitei minha roupa.- Agora, pegue ela que vou começar a fazer a comida.
– Você que dizer maratona.- Peguei ela que sorria para mim.
– Por ai. Quer o que de café?- Perguntei.
– Só um café. Vou me guardar para mais tarde, né princesa? A mamãe arrasa na cozinha temos que ter espaço.- Mexi com ela que ria.
Sorri.- Assim você vai morrer de fome até o jantar.
– Daqui a pouco como algo.- Disse.
– Ok.- Coloquei o café para passar e peguei os ingredientes para uma cheesecake e para cookies. O peru eu já tinha feito o tempero e o coloquei no forno. Era sempre bem demorado. Comecei a fazer as outras coisas.
Ela passou mesmo o dia todo na cozinha. A casa já estava toda enfeitada e quando Mary dormiu, eu fui ajudar a arrumar a mesa e coisas assim. Depois da Mary e por insistência minha, uma empregada vinha, mas só durante o dia e só para fazer algumas coisas. Jesse gostava de cuidar de tudo. Tanto que babá só se precisássemos sair. Jack chegou com Dean, logo depois Elijah, Kol e Rebekah. Eles estavam na sala e fui na cozinha.- O cheiro está ótimo.- A peguei pela cintura.
– Espero que o gosto também.- Disse.
– Tenho certeza que sim.- Falei.
– Que bom que tem tanta confiança.- Disse.
– Você sabe que sim.- Beijei o pescoço dela.
Sorri.- Não está com fome? Ainda falta um pouco para o peru ficar pronto.
– O que me sugere?- Perguntei.
– Cookies?- Ofereci.
– Boa.- Peguei alguns.- Falta muito? Não está cansada?
– Já estou indo para a sala. É só esperar o peru.- Disse.
– Meu amor, você não vai desgrudar desse fogão, não?- Kol se colou nela.
Ri.- Eu já estou indo para a sala, Kol. E se eu estivesse grudada no fogão, estaria pegando fogo
– Ai eu vinha apagar seu fogo.- Kol sorriu.
Sorri.- Você é impossível.- Peguei um vinho e entreguei a ele.- Leva para a sala. Vou pegar as taças e o meu suco.
– Suco?- Kol perguntou.
– Ela está amamentando, gênio.- Disse.
– Eu me esqueço que você tem filho.- Kol disse.
– E eu também não faço tanta questão por bebida alcoólica.- Disse.
– Não demore.- Kol pegou as taças e saiu.
– Eu lembro de você gostar dos vinhos que te dava.- Disse.
– Eu gosto, mas não sinto falta de tomar.- Falei.
– Já que está acabando, vou tomar banho e me trocar. Mary ainda está dormindo.- Disse.
– Tudo bem.- Falei.
Dei um beijo nela.- Vou deixar um dos presentes na cama, para você usar.
– Para eu usar?- Perguntei.
– Sim.- Respondi.
– Ok, tudo bem.- Disse.
Beijei ela e subi. Tomei banho, vesti uma camisa verde escura e calças pretas. Peguei a caixa que era para ela. Era uma lingerie vermelha. Ela ficava sexy demais nessa cor. Deixei na cama e desci.
Terminei de lavar a louca, peguei o vinho e um copo de suco para mim, e fui para a sala.
– Até que enfim.- Dean disse.
– Nem demorei tanto assim.- Coloquei o vinho na mesa de centro e me sentei.
– Demorou sim.- Dean a trouxe para seu colo.
– Você não vai me aguentar no seu colo, Dean. Não estou mais tão leve.- Ri.
– Eu estou mais forte.- Dean disse.
– E a minha boneca, ainda dormindo?- Jack perguntou.
– Sim.- Disse.
– Igual você, sempre dormindo.- Jack disse.
– Mas eu nem gosto de dormir.- Disse.
– Gosta sim.- Disse.
– Você dormia demais, principalmente quando bebê.- Jack disse.
– Só quando bebê então. Porque eu gosto de acordar cedo e de dormir tarde.- Disse.
– Eu sei quando dorme muito.- Sorri para ela.
– Quando?- Kol questionou.
– Não seja burro, Kol.- Rebekah disse.
– Eu também não entendi.- Dean disse.
– Bem, são dois burros então.- Rebekah falou.
– Problema deles, irmãzinha.- Disse.
– Vamos parar de me chamar de burro?- Kol pediu.
Rebekah riu.- Tudo bem, burro.
– Isso parece quando todos vocês eram crianças e ficavam brigando na frente da lareira.- Elijah disse.
– Falando assim você faz parecer que é velho Elijah.- Jack disse.
– E ele é.- Rebekah disse.
– Tá falando quem ficava correndo a casa só de calcinha para não pentear o cabelo.- Elijah disse.
Kol começou a rir.
– E você para tomar banho.- Elijah completou.
– Isso não tem nada demais.- Rebekah disse.
– Era engraçado demais. Que Mary não seja uma corredora como você, se não vai se cansar Jesse.- Elijah disse.
– Se ela puxar a vocês, tenho certeza que sim. Agora se puxar a mim, ela não vai ser.- Disse.
– Você sempre foi um amor e gostava de tomar banho.- Jack disse.
– Ei, eu gosto de tomar banho.- Kol disse.
– Ainda bem, né Kol?- Rebekah ironizou.
– E o que o marrento fazia?- Dean perguntou.
– Klaus sempre era o mais calmo.- Elijah disse.
– Difícil de acreditar.- Rebekah disse.
– Vai ver que ele ficava por algum motivo.- Kol disse.
– Qual seria?- Jack perguntou.
– Não faço ideia.- Rebekah disse.
– Ele preferia ficar no canto dele.- Elijah disse.
Obrigado, pensei. Eu odiava lembrar da minha infância, ou melhor, todo tempo que morei com meus pais. Morei não, que fui espancado pelo meu "pai" e tinha uma mãe que não fazia nada para evitar. Ah, claro que eles não lembram, por isso ter sido apenas comigo.- Jesse, me dê seu copo. Vou pegar mais vinho e suco para você.
– Tudo bem.- Entreguei a ele.
Peguei e sai da sala.
– Foi impressão minha ou ele já ficou todo emburrado? Oh cara mal humorado, credo.- Dean disse.
– Ele sempre foi assim.- Rebekah disse.
– Chato. Você merecia um marido melhor, escolheu mal.- Dean falou.
– Você nem o conhece, Dean.- Disse.
– Conheço o suficiente.- Dean disse.
– Ok então.- Falei.
– Você não vai estudar mais não?- Kol perguntou.
– Não.- Disse.
– Jesse, você não precisa parar tudo. E se separar?- Dean perguntou.
– O que uma coisa tem a ver com a outra?- Questionei.
– Ué, agora você tem tudo isso aqui, mas se separando teria que trabalhar e quanto mais estudo, melhor. Eu sei bem disso.- Dean disse.
– Ela não vai precisar nunca se preocupar com isso.- Servi o vinho e o suco dela.
– Eu não aleijada, Dean. Posso muito bem ser empregada se precisar. Não me importo com isso.- Disse.
– E os seus desejos para nosso casamento chega ser comovente.- Falei.
Suspirei e me levantei.- Vou ver o peru.- Fui até a cozinha.
– Dean, deixe de provocar. Vamos ter um Natal em paz.- Jack disse.
– Você também Kol. E Klaus, sem ironias.- Elijah disse.
Essa dupla me deixava doido. A babá estava perto e podia ouvir barulho no quarto.- Vou pegar a Mary
– Tudo bem.- Rebekah disse.
Subi e a peguei. Ela não chorava, só tinha acordado. A troquei. Jesse tinha separado a roupa. Nunca me imaginei vestindo um bebê, agora fazia isso sempre. Desci com ela.
– Minha bonequinha.- Jack disse.
Rebekah sorriu.- Ela é tão fofa.
– Não é?- Dei ela ao Jack.
– Ela é a versão loira da Jesse.- Jack disse.
– Para ser tão fofa, tinha que ser mesmo.- Elijah disse.
– Ela tem várias coisas da Jesse mesmo.- Disse.
– Pobre dela se tem o gênio do pai.- Dean disse.
– Ai ela será impossível e ninguém vai poder controla-la.- Rebekah disse.
– Se for assim, que Deus nos ajude.- Jack disse.
– Com certeza.- Elijah disse.
POV Misto. (Kol e Jesse.)
– Vou no banheiro, já volto.- Sai e no caminho desviei para a cozinha. Lá estava ela.- Oi amor.
– Hey. O peru já está quase pronto, estou fazendo a salada.- Disse.
– Podia ter pedido ajuda.- Disse.
– Não precisa.- Disse.
– Eu ajudo. No que pode ser?- Perguntei.
– Não precisa, Kol. Já estou terminando. Não tem mais o que fazer. Quer dizer, você pode levar o peru para a mesa.- Disse.
– Ok. E vi a bebê. Ela parece com você.- Disse.
Sorri.- Eu acho que ela se aparece com Klaus. Ela tem tudo dele.
– Não fala isso.- Quando eu olhava minha sobrinha, pensava em como seria se fosse minha filha com Jesse. Se ela parecesse comigo, não com ele. Por isso eu não me aproximava muito dela.
– É a verdade.- Disse.
– Você sabe o porque não quero ouvir isso.- Falei.
– Porque?- Questionei.
– Não quero estragar o clima com essas coisas. É só essa travessa?- Perguntei.
– Sim.- Disse.
– Tá.- Eu sei, era um idiota. Pior foi o que fiz na véspera do casamento dela. Me deu na louca e fui até a casa dela e pedi que não se casasse, que ficasse comigo. Passei meses sem conseguir olhar ela direito pela vergonha.
– Pode indo para a mesa, vou chamar os outros.- Disse.
– Ok.- Sai.
POV Misto. (Klaus e Jesse.)
Fui até a sala.- O jantar está pronto.
– Finalmente.- Dean disse.
– Filha, ela está linda e com esses dentinhos então.- Jack disse.
– Vamos usar eles hoje, né? Ela adora brincar com frango, no caso peru.- Disse.
Sorri.- Ela está linda sim. Mas é angustiante vê-la com dor por causa deles. E foi bom falar em peru, porque eu estava me esquecendo de fazer a banana amassada dela.
– Tadinha, mas isso é só o começo.- Jack disse.
– Nem me fale. Jesse só falta chorar junto.- Disse.
Ri.- Não é para tanto.
– Imagina. Mas é horrível mesmo, né princesa?- Brinquei com ela, a fazendo gargalhar.
– É melhor irmos antes que a comida esfrie.- Disse.
– Vamos.- Todos fomos para mesa. Mary ficou no colo de Jesse, eu ao lado delas e seguia Rebekah, Elijah, Dean, Jack e Kol.
– Como está a London? Faz meses que não a vejo.- Jack disse.
– Ela está ótima.- Disse.
– Milagre ela não ter vindo.- Dean disse.
– Ela está com a vó.- Falei.
– É verdade, ela tem a avó. Bem, vamos a essa comida maravilhosa?- Jack perguntou.
– Fiquem a vontade.- Disse.
– Sim, ainda não é hora, mas feliz Natal a todos.- Disse.
– Antes, vamos fazer uma oração.- Jack disse.
– Oração?- Rebekah questionou.
– Sim, sempre fazemos no Ação de Graças e no Natal, pelo menos.- Jack disse.
– Eles não são acostumados a isso Jack, você sempre esquece.- Dean disse.
– Pois é.- Disse.
– Basta fechar os olhos e agradecer pelo que quiser.- Jack disse.
– E não vai doer nada.- Sorri e fechei os olhos.
Sempre achavámos diferente isso, não fomos criados assim, mas com a Jesse eu fui acostumando com algumas coisas; casamos numa igreja e logo seria o batizado da Mary. Eu tinha escolhido Elijah como padrinho, agora ela estava em duvida da madrinha. Fiz como pedido e agradeci pela família que eu tinha e pela minha mulher, que tinha sido a porta para tudo isso.
Todos fizeram a oração e logo terminamos.- Espero que gostem do jantar.
– Não tem como não gostar de algo feito por você.- Dean disse.
Sorri.- Espero que esteja certo então.
Cortei o peru e coloquei um pouco de cada coisa no meu prato.- Vamos ver agora.- Experimentei.
– A comida está ótima, Jesse.- Elijah disse.
– Verdade. Você herdou isso de mim.- Jack disse.
– Isso é verdade.- Falei.
– Caramba Jesse, melhor que muito restaurante.- Kol disse.
Sorri.- Obrigada, mas é exagero.
– Tem alguns por ai que é verdade.- Dean disse.
– Se eu morasse aqui, eu iria engordar.- Rebekah disse.
– Coitada de mim então.- Ri.
– Você tem muitos jeitos de perder calorias. Pobre é de mim.- Disse.
– Você come uma tonelada e não engorda. Você tem sorte.- Falei.
– Sei algumas técnicas.- Disse.
– Quais?- Dean perguntou.
Ri e não respondi.
– Meu Deus, homens só pensam em sexo. Até no Natal.- Rebekah disse.
– Desse jeito vou ter muitos netos. Não reclamo.- Jack disse.
– Se eu fosse Jesse parava no primeiro. Dizem que os seios ficam caídos. Nojento.- Rebekah disse.
– Não tem nada de caído, né Mary? Estão ótimos na nossa opinião.- Disse.
Ri.- Isso porque não se sabe como vai ficar depois dela não mamar mais.
– Se for genético, vai ficar tudo bem.- Jack disse.
– Jack, você está mesmo falando dos peitos da Jesse?- Dean questionou.
– Tecnicamente foi ele que os fez.- Disse.
– Isso é nojento, estamos comendo.- Dean falou.
– Então vocês vão odiar me ver amamentando.- Disse brincando.
– Não mesmo.- Kol disse.
Ri.- Ok, vamos comer.- Voltei a comer.
Voltamos a atenção ao jantar e conversávamos sobre outras coisas. Quando não estávamos discutindo, era bom ficar assim.- Aqui meu amor, não fique na vontade.- Dei um pedaço só com carne a Mary.
– Ela vai gostar mesmo de carne.- Disse.
– Estamos juntos nessa.- Falei.
– É, ela vai puxar muito de você.- Jack disse.
– Com certeza vai.- Disse.
Terminamos de jantar e todos ajudaram, então rapidamente fomos para sala. Rebekah e Elijah brincavam com a sobrinha, Kol olhava com o olhar perdido, eu e Jesse podemos nos afastar um pouco.
– Quer mais vinho?- Perguntei.
– Não, estou satisfeito. Eles ficam todos bobos.- Com o braço em volta dela, olhei para Elijah e Rebekah.
Sorri.- Ela tem esse efeito.
– Então não somos só nós?- Perguntei.
– Com certeza não.- Disse.
– Vai ver foi as condições que ela foi feita. Dizem que tudo que é feito com amor sai melhor.- Falei.
Sorri.- Sim, deve ser.
– Quem sabe essa noite não fazemos outro?- Brinquei falando no ouvido dela.
Sorri.- Não tão cedo, amor.
– Mas vamos tentando, tentar é divertido.- Disse.
Ri.- Homens são mesmo tarados. Acho que isso é mundial.
– Por que? Cansada do ritmo?- Perguntei.
– Até agora não. Não se preocupe.- Disse divertida.
– Ótimo então. Porque sei que a semana foi puxada, para mim no trabalho e a Mary enjoada pelos dentes, merecemos um descanso ao nosso jeito.- Disse.
Sorri.- Meu amor, temos uma criança de seis meses em casa. Nunca iremos descansar de verdade.
– Por algumas horas enquanto ela dorme, vamos sim.- Disse.
Sorri.- Tudo bem, não vou falar mais nada. Não vou cortar sua esperança.
– Isso seja boazinha. Se não te castigo.- Falava ao seu ouvido.
– Assim você não está me convencendo a ser boazinha.- Disse.
– E se eu disser que estou com muita vontade de te castigar?- Questionei.
– Ai eu terei que dizer que o castigo vai ter que esperar, porque se a semana foi puxada, hoje valeu por duas semanas.- Disse.
– Eu avisei.- Disse.
– Não posso fazer nada se é Natal.- Falei.
Isso foi um aviso disfarçado, hoje não ia ter nada. Então o presente que deixei no quarto seria guardado.- Tudo bem.- Voltamos assim que Mary começou a chorar por estranhar Kol e a pegamos deixando junto da gente.
– Querem a sobremesa?- Perguntei.
– Com certeza.- Dean disse.
– Ok.- Fui para a cozinha e servi a cheesecake. Coloquei em uma bandeja e levei para a sala.
– Eu adoro isso.- Dean disse.
– E é super fácil de fazer.- Disse.
– Ele não tem jeito na cozinha.- Jack disse.
Ri.- Eu sei.
– Ei, sem zoar. Eu sei me virar.- Dean disse.
– Isso soa como miojo.- Kol disse.
– Está mais para gelo.- Disse.
– Gelo? Isso é um absurdo.- Dean falou.
Ri.- Tadinho.- Me inclinei e beijei ele na bochecha.
– Estão me caluniando.- Dean disse.
– Não vamos abrir os presentes?- Kol perguntou.
– Sim, vamos.- Disse.
– Então vamos começar.- Kol disse.
Todos abrimos os presentes e pelo que pareceu, todo mundo ficou satisfeito com o que ganhou. Eu pelo menos fiquei. Se bem que depois de ter a Mary, algumas coisas mudaram. E ganhar presentes era uma delas. Acho que é o instinto materno. Você não pensa mais em si mesma e realmente não me importa de ganhar ou não ganhar presentes.
– Rebekah, acho que ela adorou a sua boneca.- Disse.
Rebekah sorriu.- Que bom. Vou difícil encontrar uma a altura.
– Não exagera.- Disse.
– É a verdade.- Rebekah falou.
– Obrigado então.- Ríamos que ela engatinhava e levava um dos brinquedos que tinha ganhado, ai voltava e pegava outro. Isso a deve ter deixado cansada, porque logo começou a dar sinais de sono e Jesse a levou para dormir. Quando voltou Elijah e Jack já subiriam também.
– Os quartos de vocês já estão prontos.- Disse.
– Tudo bem. Boa noite querida.- Jack disse.
– Boa noite para vocês.- Elijah disse.
– Boa noite.- Disse.
Ela se aconchegou ao meu lado enquanto os outros ligavam a TV e colocavam num filme.- Deitada assim vai dormir logo.
– Eu ainda tenho que tomar banho. Estou com cheiro de gordura.- Disse.
– Não é melhor subir?- Perguntei.
– Não sei, você que sabe.- Disse.
– Vamos.- Nos despedimos e subimos.- Vou encher a banheira para você.
– Não precisa. Eu vou tomar no chuveiro.- Disse.
– Tudo bem.- Falei.
– Já volto.- Entrei no banheiro e tomei um banho rápido. Sequei meu cabelo e me sequei. Coloquei um roupão e escovei meus dentes. Penteei meus cabelos e voltei para o quarto.
Vi que a caixa que tinha colocado estava no mesmo lugar, intacta. A botei de lado, não podia e nem queria cobrar nada dela. Tirei a roupa e botei uma de dormir.
Fui até a comoda e tirei o roupão. Coloquei uma calcinha e um sutiã com o "absorvente" para seios. Agora que estava amamentando tinha que usar sempre, porque se não me manchava toda de leite. Coloquei um pijama de inverno e fui para a cama.
Passei o braço por ela.- Feliz Natal.
Sorri.- Feliz Natal.
A beijei. Aprendi muitas coisas durante esse tempo, uma delas era não me chatear por não ter sexo.
Retribui o beijo e acariciava seus cabelos.
A trazia para mim, mas parei que era para não me empolgar.
Eu sabia o que ele queria, mas eu realmente não ia conseguir. Então era melhor parar o beijo e foi o que fiz.- Então, gostou dos seus presentes?
– Sim, amei todos.- Disse.
– Que bom.- Disse.
– E você gostou?- Perguntei.
– Sim.- Falei.
– Você foi uma antitriã incrível.- Disse.
– Não fiz nada demais.- Disse.
– Isso que te torna melhor ainda.- Falei.
– Que bom que acha isso.- Disse.
– Eu acho tudo. Que você é a melhor e mais incrível mulher que conheço.- Disse.
Ri.- Não exagera Klaus.
– É a verdade. Como mãe então? Perfeita.- Falei.
– Eu não sou perfeita.- Disse.
– Para mim você é. Trouxe tudo de bom para minha vida.- Disse.
– Meu amor, não vamos exagerar.- Lhe dei um selinho.- Você tinha coisas boas antes.
– Mas não as percebia.- Falei.
– E isso você fez sozinho, não tive nada a ver com isso.- Disse.
– Você que me deu força para isso.- Disse.
– Klaus, por favor. Você sabe que não gosto quando você fala assim.- Falei.
– Assim como?- Questionei.
– Desse jeito que você está falando.- Disse.
– Tudo bem, não vou mais falar sobre como você tornou minha vida feliz.- Disse.
Suspirei.- Você me entendeu muito bem.
– Você viu o que Kol estava fazendo? Era de propósito.- Disse.
– O que?- Perguntei.
– Me perguntando descaradamente qual era o motivo de eu ser quieto quando era criança.- Disse.
– Você sabe que o Kol é assim. Mas ele é um amor. Ele só não mede as ações dele.- Falei.
– Ele não pensa muitas coisas.- Disse.
– Mas viu, eu estava certa. Não teve confusão nenhuma e nem provocação, nem nada do tipo.- Disse.
– Que bom. Ia odiar se isso atrapalhasse tudo que fez com tanto carinho.- Disse.
– Mas não atrapalhou e eu devia ter apostado nisso.- Falei.
– E apostaria o que?- Questionei.
– Não faço ideia.- Ri.
– Eu sei o que seria. Mas como teria perdido nem adianta.- Falei.
– O que seria?- Perguntei.
– Você.- Disse.
– Eu?- Questionei.
– Sim, pensaria em alguma coisa para nós.- Disse.
– Ah sim.- Falei.
Sorri e a beijei.- Agora durma, está cansada. E se a Mary acordar, pode deixar que eu vou.
– Tudo bem, boa noite.- Disse.
– Boa noite.- Beijei ela e a aconcheguei para que dormisse.
Fechei os olhos e não demorei muito a dormir.
Deixei ela dormir. Tadinha, estava mesmo cansada. Claro que o nosso ritmo tinha mudado depois de Mary, mas isso acontece com todo casal e não podia reclamar em nada com o tempo que tínhamos. Acabei dormindo também. Mary acordou uma vez a noite e dei a mamadeira dela que tínhamos só para a noite, logo depois ela dormiu. Voltei ao meu lugar e peguei no sono. Acordei primeiro que ela, era o costume pelo trabalho e tive uma ideia. Sorri e olhei pela janela; nevava, uma ótima manha de Natal. Com cuidado levantei e fui até o quarto da minha filha, que sempre acordava essa hora e foi como um relógio. Dei a mamadeira, a troquei e a fiz dormir mais um pouco; aquela dorminhoca. A cobri bem e voltei ao quarto, entrando debaixo das cobertas e beijando Jesse pelo pescoço.
Senti lábios conhecidos na minha pele e abri os olhos.- Hey.
– Bom dia meu amor.- Subi até a orelha dela.
Sorri.- Bom dia.
– Está uma gostosa manha de Natal, está nevando. Ótimo para ficarmos mais um pouco na cama...- Rocei meus dentes na pele fina dali.- Nos divertindo.
Sorri e lhe dei um beijo na bochecha.- Mas para isso eu terei que escovar meus dentes, você sabe que tenho essa mania chata. Quer dizer, higiênica.
Ri.- Tudo bem, mas não demore a voltar para cá.
Ri.- Tudo bem.- Me levantei da cama e fui até o banheiro. Escovei os dentes e voltei para a cama.
– Agora pode?- Brinquei.
Sorri.- Sim, pode.
Beijei ela.- Antes que pare preocupada, nossa garotinha está trocada, alimentada, quentinha e dormindo o mais gostoso dos sonos.
Sorri.- Tudo bem.
– Com você relaxada seguimos melhor.- A puxei contra mim, a beijando.
Retribui o beijo.
Minha mão deslizava pelas suas costas e subia devagar. Sorri, lembrando em como ela era tímida. Afinal, sou o único homem da vida dela.
Entrelacei meus dedos no cabelo dele e acariciava ali.
Comecei a desabotoar o pijama dela e quebrei o beijo.- Você fica tão fofa nesses pijamas.
– Eu deixei de ser fofa a um tempo já.- Disse.
– Deixou nada, disputa com a Mary.- Terminei de abrir e dei graças a Deus de a minha mulher não ser daquelas que se relaxa após engravidar.
– Eu só vou ter que te fazer um pedido estranho antes.- Disse.
– O que?- Perguntei.
– Não tire o sutiã. É que eu o coloquei com o "absorvente" e como a Mary não mamou, estou cheia de leite e não seria uma experiência muito agradável.- Falei.
– De sutiã?- Achei esquisito.
– Sim.- Disse.
– Nem pegar?- Questionei.
– Só se você quiser tomar um banho de leite.- Disse.
Fiz cara de nojo e segui. Era isso ou nada, mas que era estranho nem pegar em um dos meus pontos favoritos, era.
– Se você não quer desse jeito, tudo bem.- Disse.
– Não tem problema, só é estranho não pegar neles.- Disse.
– Se você pegasse, seria um jato de leite na sua cara. Eles tão cheios, pode ver. A não ser que você queira mamar também.- Ri.
– Melhor não.- Ri da piada idiota que pensei.
– O que foi?- Perguntei.
– Nada não amor.- Mesmo de sutiã, sem aquele pijama era melhor, então o tirei e beijei por cima dos seios, sem preciona-los.
– Em compensação eles ficam maiores.- Sorri.
– Não vejo a hora de pega-los com gosto.- Falei.
Sorri.- Se fosse depois da Mary mamar, você poderia. É que eu não gosto de tirar o leite no banho. É desperdício.
– Verdade, depois aproveito.- Ri e voltei a beijar por cima, descendo pela barriga.
Me arrepiava com a barba dele na minha pele.
Cheguei na barra da calça e comecei a tirar.
Ajudei ele a tirar a calça e tirei minhas meias.
Tirei a minha blusa também e voltei a beija-la. Estava doido de saudade. Estava doido de tesão por ela, ela sempre me deixava assim.
Retribui o beijo e acariciava seus cabelos enquanto a outra mão tocava seu peito.
Estiquei a mão para a mesinha e tateando na gaveta, peguei uma camisinha. Costumava confiar no remédio dela, mas ela não estava podendo tomar, então tínhamos de ir assim.
Parei o beijo e ri.- Seu tato é ótimo.
– É a disposição. Faz as honras?- Perguntei.
Sorri.- Claro.- Tirei a cueca dele e comecei a colocar a camisinha.
Suspirei pelo toque dela. Com a redução da frequência, eu ficava excitado mais facilmente que o normal e sensível também.
Sorri pela reação dele e terminei de colocar nele.- Pronto.
– Querida continue, por favor.- Disse.
– Tudo bem.- Voltei a toca-lo.
Jesse era perfeita na cama, não recusava nada e fazia bem tudo, não tinha como sair insatisfeito.- Devíamos trancar a porta.
– É, acho que é melhor. Seria estranho alguém entrar aqui.- Disse.
– Demais.- Disse.
– Espera ai então.- Sai debaixo dele e fui até a porta, trancando e voltando a cama.
– Muito melhor sem interrupções.- Disse.
Ri.- Sim.
Me posicionei melhor e fui entrando nela. Confesso que fiquei preocupado em como ficaria, mas tudo foi formal.
O beijei novamente e acariciava seu rosto.
– Como senti falta disso.- Disse.
Sorri.- Você fala como se fizesse uma semana ou mais.
– Cinco dias.- Disse.
Ri.- Tadinho. Mas anteontem eu te aliviei. É que depois de gravidez parece que o ciclo da menstruação ficou horrível e a cólica é de se contorcer.
– Eu sei quem te deu colo.- Sussurrei para ela.
Sorri.- E você tem um ótimo colo.
– Que bom.- A beijei e apesar de saborear o momento, aumentei a velocidade.
Retribui o beijo e acariciava seus cabelos. Minha outra mão descia pelo seu abdômen.
As vezes conversávamos tanto que esquecíamos o que estávamos fazendo. Eu não me importava, falar com ela era tão bom, tão relaxante, que passaria horas, ou melhor, passei horas. Mas agora não, agora era hora de saciar meu corpo que pedia loucamente por ela.
Minha mão descia suavemente pelas suas costas e desci meus lábios para o seu pescoço.
– Se soubesse que estaria tão disposta, teria pensado em algum jogo.- Disse.
Ri.- Estamos com visitas amor, não podemos demorar tanto para descer.
– Vou pensar em algo mais para frente.- Falei.
– Tudo bem.- Disse.
– Você é incrível, amor.- Disse.
– Porque?- Perguntei.
– Em todos os sentidos.- Falei.
– Se você diz.- Disse.
– Sim, é.- Disse.
– Ok.- Falei.
A beijei mais demoradamente e aumentava o ritmo.
Retribui o beijo novamente e minha perna estava em sua cintura, mantendo-nos juntos.
– Jesse...- Disse.
– Sim?- Questionei.
– Você é gostosa demais.- Disse entre os gemidos.
Ri.- Estou longe disso amor.- Lhe dei um beijo suave.
– Isso é mentira.- Disse.
– Não é não.- Falei.
Entrei nela mais forte.- Eu que sei.
Suspirei pesadamente e sorri.- Ok, tudo bem.
Passei a ir assim, lembrando dos níveis que já tinha levado ela. Era uma lembrança saborosa.
O beijei novamente e acariciava os cabelos dele.
Ia cada vez mais rápido e mais fundo, tanto o meu gemido quanto os dela ecoavam no quarto, não tinha coisa melhor.
O orgasmo chegava e como sempre, era ótimo.
Beijei ela enquanto gozávamos.- Eu te amo.
– Eu também te amo.- Disse.
Encostei na testa dela e nossa respirações se misturavam, se acalmando.- Bela manha de Natal.
Sorri.- Com você todas as manhas são.
– Digo o mesmo.- Disse.
Lhe dei um beijo suave.- Agora é melhor levantarmos.
– Ah não.- Prendi ela embaixo de mim.
Ri.- Você vai me esmagar desse jeito.
– Você está acostumada.- Disse.
– Verdade.- Falei.
Ia beijar ela quando o som da unica pessoa da casa se fez presente pela babá eletrônica.- Ela cronometou o tempo?
– Só pode.- Disse.
– Pega ela e trás para cá. Ficamos os três.- Disse.
– Klaus, nós temos visitas. Tenho que fazer o café da manha e temos que fazer sala.- Me levantei.
– Tá todo mundo dormindo, até porque é cedo ainda. Anda vai, só um pouco Jesse.- Fiz uma cara que sabia que ela não ia resistir.- Como pode dizer não em ficar com seu incrível marido e sua filha fofa?
Suspirei.- Ok, tudo bem.
– Vou me vestir. Não quero que a Mary me veja assim, né?- Questionei.
– Ela não entender nada do que está vendo. Mas talvez queira brincar.- Disse rindo.
– Jesse! Que horror.- Tirei o preservativo e coloquei a cueca, e a calça.
– Ué, se eu fosse uma bebê, eu ia achar interessante.- Disse.
– Ela está ficando nervosa.- Falei.
– Já volto.- Fui no quarto de Mary e a peguei, voltando ao quarto.
Tinha colocado a camisa e me deitei de volta.- O que era?
– Manha.- Sorri.- Ela está limpinha.
Ela se deitou e a colocou entre nós, cobrindo um pouco.- Está muito mimada já mocinha.- Brinquei com ela.
Ri.- Demais.
Ela pegou em um dos meus colares.- Ela os gosta como você.
– Eles são lindos e interessantes.- Disse.
Sorri.- Será que vou continuar conseguindo ir assim? Ela bebê é fácil.
– Claro que vai amor.- Disse.
– Ficaria maluco se a magoasse ou desapontasse, assim como você.- Brincava com ela, ou melhor, ela brincava com meus dedos.
– Você é o pai dela. Nunca vai desaponta-la.- Falei.
– Você sabe que isso não quer dizer muito.- Disse.
– Para mim é.- Disse.
– Espero não decepcionar você então.- Falei.
– Você não vai.- Disse.
Sorri.- Sua confiança em mim é sempre incrível.
Sorri.- E sempre a terá.
Olhei Mary distraída olhando para nós e querendo algo próximo de morder meu dedo.- Obrigado Jesse.
– Pelo que?- Perguntei.
– Por ter me dado os melhores presentes da minha vida. O seu amor, que me fez ter uma vida nova e Mary que completa essa felicidade.- Disse.
– Não tem que agradecer. Tudo isso é seu.- Falei.
– Eu te amo.- Beijei ela e ouvi Mary reclamar.- As duas meu bebê.- Beijei ela rindo.
Sorri.- Você é um fofo.
– Lá vai você começar.- Disse.
– Vou mesmo.- Disse.
– Então vou voltar a te elogiar a cada segundo.- Falei.
– Não sei o que você vai elogiar.- Disse.
– Eu sei e muita. Gostosa.- Disse.
Ri.- Você tá bem cego então.
– Não estou nada, estamos Mary?- Fiz cosquinha nela e ela gargalhou.- Viu? Ela concorda.
Ri.- Realmente você não está bem.- Me levantei.- Vou me vestir que estou ficando com frio.
– Nós te esquentamos.- Disse.
Ri.- Acho que é mais frio que isso.- Coloquei uma calça de moletom, uma meia, um blusa de gola alta e um casaco.
– Minha frienta.- Ri e fiz ela voltar para cama mais um pouco. Ficamos nós dois brincando com Mary, até nossa própria fome nos fazer levantar. Eu estava feliz. Durante o café, olhava a mesa com todos ali e me perguntava quando imaginei que poderia ser assim. Quando teria um Natal assim. Durante vários anos desejei que pudesse ter isso e mesmo quando me fazia de duro e não me importava, lá no fundo eu queria. Sorri para Jesse e pensei que aquele era o melhor presente que eu poderia ter de Natal.
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