Toda Sua
24 Capítulo 24- Sire Bond.
Notas iniciais
POV Jesse.
– Ele tomou mesmo o seu lugar aqui.- Kol disse deitando.
– Fica quieto Kol.- Klaus disse.
– Ninguém toma o lugar de Klaus.- Acariciei o rosto dele.- E nem de vocês.- Disse para Kol.
– Mas o dele tomou. Sabe, era a ideia dele. Ser o "rei" daqui e Marcel seria seu herdeiro. Mas pelo visto ele aproveitou a chance e roubou a sua coroa.- Kol disse.
– Bem, eu não gostei muito desse Marcel. E quase ninguém gosta. Acho que se houvesse uma votação, você ganhava.- Disse para Klaus.
– Ele queria alguma coisa, está atrás de algo. Acho que já tá bom de arrumar gente para casa.- Klaus disse.
– O que? Vai mandar seus hibridos ficarem de segurança da gente? Que exagero, fala sério.- Kol disse.
– Você tem híbridos? Isso é impressionante. E fofo, tirar os lobisomens do sofrimento.- Disse.
– Mas eles não gostam muito, sabe? Ficam com uma ligação que tem que obedecer ele.- Kol disse.
– Nossa, isso é confuso.- Cruzei minha perna ainda sentada no colo de Klaus.- Ah, e eu devia falar uma coisa. Acho que todos devem saber, mas como só estão vocês dois...
– O que foi?- Klaus perguntou.
– Diga querida.- Kol disse.
Respirei fundo.- Eu sei que humanos não assustam vocês, mas Dean hoje estava meio... fissurado. Ele disse que descobriu um jeito de matar vocês, definitivo e que de algum jeito vai mata-los, assim extinguindo os vampiros e ele disse que... o vampiro que matou os pais dele é da sua linhagem.- Olhei para Klaus.
– Não precisa se preocupar, a unica coisa que poderia servir está muito bem guardada comigo.- Klaus disse.
– A propósito, só existe essa mesmo?- Kol perguntou.
– Sim.- Klaus disse.
– E tem outra coisa.- Disse.
– O que mais?- Klaus questionou.
– O Dean me beijou de novo.- Preferi dizer isso agora antes que perdesse a "coragem". Porque estava bem tentada a não contar.
– Quem é esse que toma essas liberdades Jesse?- Kol perguntou.
– Como é que é? Ele foi avisado e mesmo assim fez isso, bem, então dessa vez eu vou fazer uma visita a ele.- Klaus disse.
– Não precisa de tanto. E Dean é meu amigo Kol. Nós crescemos juntos. Ele disse que ia me tirar daqui e que me teria de volta.- Disse.
– Bem, duvido ele passar de hoje.- Kol disse.
– Não fala assim. Eu o amo. Só que ele não entende que é como amigo. Mas eu sei que um dia ele irá entender. Na verdade, nem é como amigo, é irmão.- Disse.
– Marcel também era como irmão até ele ficar com a Rebekah.- Kol disse.
POV Misto. (Klaus e Jesse.)
Aquilo foi o ápice da minha raiva por hoje, ia acabar com isso. Coloquei Jesse no sofá e me levantei para sair.
– Klaus, onde você vai?- Fui até ele.
– Resolver isso.- Disse.
– Resolver? Nem pensar.- O olhei.- Essa semana é de lua cheia. Você está com tudo alterado em outro nível. Concentre isso em outra coisa.
– Esse abusado precisa aprender e ele vai. Dessa vez não vou ser "bonzinho".- Disse.
– Klaus, se você fizer isso, como acho que eu irei ficar?- Questionei.
– LIVRE DELE!- Exclamei.
– Ei, não grita com ela.- Kol disse indo para junto deles.
– Está tudo bem Kol.- Olhei para Klaus.- Não, eu irei ficar destruída.
– Não Jesse, quem ele pensa que é para gritar com você?- Kol questionou.
– E quem você pensa que é para se meter?- Rebati.
– Eu não me importo com gritos, já estou acostumada. Não fui criada as mil maravilhas e não tenho medo de gritos também. Então não precise se preocupar Kol.- Disse.
– Como não? Vai que ele perde o controle?- Kol disse pegando a mão dela e dando um beijo.
– Klaus não me machucaria Kol.- Olhei para Klaus.- Por favor, não faça isso. Nem que para isso eu tenha que trocar as aulas que tenho com ele, assim não fico no mesmo intervalo que ele.
Mas que droga de ligação! Sempre que ela quer me acalmar, consegue, isso já tava me deixando doido, tanto que sai dali, subindo.
Suspirei aliviada.- Vou lá falar com ele.
– Jesse, não. Deixa ele fazer isso sozinho, depois você vai.- Kol disse.
– Não posso deixar ele assim. Ele nunca me machucaria Kol.- Disse.
Ele a puxou para um abraço.- Eu o mataria se o fizesse.
– Não se preocupe.- Disse.
– Minha linda.- Kol disse e viu de relance o vulto de Klaus na escada.
Sorri e o olhei.- Não se preocupe Kol. Klaus nunca me machucaria.
– Você confia demais.- Kol disse.
– Não, eu sinto. Você confia em mim?- Questionei.
– Claro, minha linda.- Kol falou.
– Então não se preocupe.- Disse.
– Fazer o que? Não posso te impedir.- Kol disse.
Ri.- Eu vou lá. Depois nos falamos. E coma sua pizza.
– Sozinho?- Kol perguntou com uma cara triste.
– Ownn... tadinho.- Apertei de leve a bochecha dele.- Ok, então não coma agora. Me espere.
– Mas eu estou com fome, desde ontem que não como.- Ele disse.
– Kol, agora eu preciso falar com o Klaus. Depois eu venho, ok?- Disse.
– Claro, eu entendo. Qualquer coisa me procura no quarto.- Ele disse.
– Pode deixar.- Beijei o rosto dele e subi. Meu Deus, espero que a casa não venha a baixo, sério. Não tenho medo por mim, pois sabia que ele não me machucaria, mas tenho da casa cair, de verdade. Entrei no quarto.
Ouvi ela entrar e a calma que ela tinha feito, passou completamente quando vi como estava abraçada com Kol. Eu não estava irritado, estava com raiva, muita raiva e ainda mais porque ela com essa ligação sempre bloqueia o que quero fazer.
– Podemos conversar?- Perguntei.
– Não tem muito o que falar.- Estava na varanda do quarto.
– Não? Você não está só com raiva do Dean, Marcel ou Kol, está com raiva de mim.- Disse.
– Odeio que me controlem.- Falei.
– Eu não estou te controlando. Eu só pedi. Como você acha que eu, uma mera humana sem muitas utilidades, pode controlar você?- Perguntei.
– Você sabe o que seu pedido faz!- Disse.
– Ok. Não vou pedir mais nada, é isso que você quer? Que eu deixe você matar o meu melhor amigo? Ou meu pai?- Questionei.
Chutei a grade da varanda que quebrou. Mas que droga de feitiço! Tinha que ser tão sujeitável a ela?
Suspirei.- Estou vendo que aquele seu pedido para eu ficar aqui, não vale sempre não é? Ok. Então pense ai com você mesmo. E quando você quiser conversar, você me procura.- Peguei meu celular na comoda e sai dali. Fui para a biblioteca, não ia conseguir falar com ele assim mesmo.
Sabia o que precisava para extravasar essa raiva. Dali mesmo pulei para fora e fui para longe do centro da cidade, e me alimentei a vontade. Estava morto de fome e precisava caçar. Como esperado, ajudou, na verdade resolveu. Me livrei de tudo sem deixar rastros e era noite quando voltei.
Passei o resto do dia com Kol, ele tinha se alimentado de novo de mim e agora se sentia completamente bem. Tomou o sangue da bolsa e deu. Graças á Deus isso passou. Já tinha tomado banho, coloquei a lingerie e um short de pijama e uma blusa. Fui para a biblioteca e depois de ter trocadas várias mensagens com a London, peguei um livro e lia.
Entrei pela janela novamente e o quarto estava vazio, mas tudo lá, ainda bem. Tomei um banho e tirei aquela roupa suja. Procurei Jesse.- Te achei.- Disse entrando na biblioteca.
Escutei a voz de Klaus e ergui meu olhar para ele.– Mais calmo?- Perguntei indiferente e voltei a ler o livro.
– Como novo.- Me aproximei dela e fui dar um beijo.
O olhei.- Beijo? Tem certeza?
– Sim, beijo.- Disse tomando um beijo.
Parei o beijo.- A algumas horas você nem olhava na minha cara.
– Eu estava irritado, com raiva, com fome e o calor estava me deixando doido.- Disse.
Suspirei.- Hoje eu aprendi que não vou mais pedir nada para você. Você é adulto o suficiente para saber aonde suas ações levam e as consequências delas.
– Me desculpa, ok? Eu já estava surtando e você me impedir foi o gatilho para estourar. Mas pode pedir o que quiser, é algo que estou trabalhando.- Disse.
– Não Klaus, eu aprendi a lição. Tem coisas que demoramos para aprender, porém aprendemos.- Fui até a estante e guardei o livro.- E caso queira saber. Kol está novo em folha. Conseguiu beber de uma bolsa já.
– Isso é muito bom, agora ele não vai precisar mais beber de você. Isso melhora mais ainda as coisas.- Abracei ela por trás.
Meu Deus, como é difícil ficar magoada com ele. Suspirei.- Sim, ele está mais forte do que nunca e já pode pegar a estatua da liberdade no dedo minguinho.
– Bem a cara dele dizer isso.- Afastei o cabelo dela e rocei meus lábios pelo pescoço.
Me arrepiei involuntariamente.- Sabe como é difícil se fazer de difícil com você fazendo isso?
– Acho que lembra como gosto de me desculpar.- Continuei e agora por cima da tatuagem.
– Sim, eu lembro.- Minha tatuagem era super sensível ao toque dele.
– Eu adoro essa tatuagem, ficou tão bem em você.- Disse beijando ali.
– Seria porque ela é o seu nome? Com sua letra?- Sorri.
Ri.- Provável.
– Provável? Eu acho que é bem certo.- Disse.
– Mas tambem é o que ela representa.- Falei.
– E o que ela representa?- Perguntei.
– Que você é minha. Mas também...- Comecei.
– Também...?- Questionei.
– Que você é a unica que devo ficar. Que nunca haverá outro alguém para o seu lugar.- Disse.
Sorri e me virei para ele.- É muito bom ouvir isso.
– Imagino que sim.- Disse a beijando.
Retribui o beijo envolvendo meus braços em torno do pescoço dele. Doía tanto quando brigava com ele. Meu coração ficava em pedaços e parecia que nunca seriam concertados, isso até ele chegar.
Que bom que tinha consertado isso. Nessas horas sinto que o aviso não é mera bobagem, se não me controlar poderia perdê-la. Não, isso nunca. Apertei ela contra mim.
Acariciava levemente os cabelos dele. O beijo dele era doce e intenso.
Os carinhos dela eram como um revitalizante para cada área minha que achava que não sentia mais nada e não demoraria a ela me recuperar mais profundamente.
Tocava suavemente a nuca dele. Sentia ele menos receoso ao meu toque. E me sentia bem, por ele estar descobrindo novos toques e carinhos comigo, pelo menos eu achava que sim.
Quebrei o beijo sugando o lábio dela e sorri. Era uma outra pessoa quando ficava assim com ela.
Sorri e dei um leve beijo sobre seus lábios.
– Você precisa de ar, chega está vermelha.- Disse.
Sorri.- Morreria feliz pelo menos.
– Não vamos pensar nessa hipótese.- Disse.
– Foi uma figura de linguagem.- Falei.
– Eu sei, mas nem assim eu gosto.- Disse.
– Ok, não vou falar.- Sorri e fiz a linha dos lábios dele.
– Acho que está na hora da sehorita ir para cama.- Disse.
Suspirei.- Estou sem sono e muito tentada a não ir a aula amanha.
– E eu gostei disso. Podemos sair, já que não gosta de sair a noite.- Disse.
Sorri.– Ótimo. Mas sair aonde? Sempre achei que New Orleans fosse da noite.
– Pensou errado.- Disse.
– Sério? Então o que tem para fazer durante o dia?- Questionei.
– Muito. Tem ótimas mostras de arte, literatura, musica também, apesar de ser diferentes da noite.- Disse.
– Parece ser legal. Como te disse outra noite. Meus 18 anos foram resumidos até os 16 em uma vida comum de uma adolescente introvertida. A partir dos 16, me tornei uma caçadora e vive dois anos com dois homens. Vendo jogos, brincando, limpando a casa enquanto dançava loucamente em cima do balcão.- Ri.- Você com certeza não tem a pessoa mais culta ao seu lado.
– E para sua sorte não me importo de te ensinar.- Disse.
Sorri.- E para sua sorte sempre fui uma ótima aluna.
– Vou amar isso. Mas vai ter que me dizer o que gosta mais para saber escolher.- Disse.
– Ok. Bem, eu gosto de literatura e tenho um vicio inexplicável com cinema. Sou tímida como você já notou, mas só ao publico. Digamos que nunca fui de deixar meus pais... sossegados. Eu parecia uma louca, principalmente até antes de minha mãe morrer.- Suspirei.- E adoro comidas novas. Do tipo que não existe na América. Adoro Japonesa e Mexicana.
– Quer dizer que só é timida em publico é?- Questionei.
Ri.- Sim. Eu sempre ligava o som e dançava feito uma lagartixa.
– Uma lagartixa linda. Então está decidido, vamos a uma feira literária que tem.- Disse.
– Ok.- Sorri e dei um selinho nele.
Peguei ela no colo e fomos para o quarto.- Vou ter que mandar consertar a varanda.
– Eu estava certa. Estava preocupada com a estrutura da casa.- Disse.
– Isso foi um pequeno dano em vista a vontade.- Disse.
– Ah, sabe outa coisa que gosto de fazer? Pintar. E amanha depois que voltarmos vou começar a pintar aquelas partes lá do jardim, daquela casa. Eu adoro fazer isso.- Sorri.- Além de ser um ótimo exercício.
– Achei que teria uma companheira de pintura quando falou.- Disse.
– Eu sei meio que desenhar. Mas os seus devem ser melhores. Sabe mil anos é muita coisa e faz você ter uma certa experiência.- Falei.
– Pode ser, mas vamos ficar nos livros já que é o que você mais ama.- Disse.
– Está enganado sobre isso.- Falei.
– Estou?- Perguntei.
– Sim. O que mais amo é você, não os livros.- Disse.
– Ah, isso é muito melhor mesmo.- Sorri e ainda era frustrante não poder responder.
– Eu vou ter que falar com meu... pai. Pedir a emancipação. O ruim é que aqui é só com 21.- Suspirei. Me levantei e fui até o armário. Tirei o pijama. Preferia dormir só de lingerie, do que com os dois.
– Se quiser vou com você ou manda só os papéis.- Disse.
– Acho que é melhor não. Eu prefiro ir sozinha.- Me deitei.
– Tem certeza?- Acariciei o rosto dela.
Sorri.- Sim. Preciso fazer isso sozinha.
– Se quer, pode ir.- Disse.
– Obrigada.- Lhe dei um beijo.
– Agora mocinha dormindo que seu corpo precisa descansar pelo tanto de sangue que perdeu.- Disse.
Ri.- Ok.- Me acomodei na cama e logo adormeci.
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