Toda Sua
22 Capítulo 22- Our.
Notas iniciais
POV Jesse.
Comi dois pedaços de pizza e tomei um copo de suco. Fui até a geladeira e tinha uns doces ali. Peguei um e comi. Lavei a louça que usei e subi para o quarto de Kol.- Oi... posso entrar?- Perguntei ainda na porta. Ele estava sentado na cama, acho que jogava vídeo game.
– Claro, nem ouvi você chegar.- Ele disse.
– Também, você está distraído.- Ri. Entrei e encostei a porta.
– Vem, pode sentar.- Ele falou.
Fui até a cama e me sentei.- Então, passou bem o dia? Fiquei o dia preocupada com você.
– Sério?- Ele questionou.
– Claro. Sai daqui preocupada com você.- Disse.
– Isso é bom de saber. Já fico até melhor.- Ele disse.
Sorri.- Já está com sede de novo?
– Mas você tá bem?- Ele questionou.
– Sim. Antes de sair tomei café da manha reforçado e agora já almocei. E na verdade foi a sua pizza.- Ri.
– Com você eu divido. Pegou qual?- Ele perguntou.
– A de quatro queijos. Estava deliciosa. Depois podemos tentar ver se para no seu estomago. Talvez com meu sangue nele, dê certo.- Falei.
– Minha favorita, mas tudo bem. Só de você falar me deu fome.- Ele disse.
Ri.- Você é muito esfomeado, sabia?
– Sempre fui. E não deu problema para você? Me dar seu sangue?- Ele questionou.
– Não. Klaus entendeu. Ele não gosta, mas não posso te deixar assim. Me preocupo com você e se é o meu sangue que você consegue beber, irei dá-lo.- Disse.
– Que bom, não queria que ele brigasse com você de novo.- Ele falou.
Sorri.- Não se preocupe.
– Claro que me preocupo com você.- Ele disse.
Sorri e acariciei o rosto dele.- Bom, vamos ao seu leite.- Ri.- Ok, não é bem leite. Mas pensando bem, vampiros parecem bebês. Só que se alimentam de sangue.- Suspirei.- Isso soa fofo.
– Você e seus fofos.- Ele me puxou de lado, quase no colo dele e mordeu suavemente no meu pescoço.
Afastei o cabelo para ficar melhor pra ele. Era bom saber que podia ajuda-lo. E me sentia bem fazendo isso. Porque será que me sentia diferente com relação á ele e a Elijah também? E até de Rebekah. Com Kol era um pouco mais forte, mas não era amor de homem e mulher.
Ele parou e lambeu o que tinha escorrido.
– Satisfeito?- Perguntei.
– Muito. Acho que mais uma vez e estou novinho em folha.- Ele dise.
– Isso é ótimo.- Limpei o canto da boca dele.- Me deixa imensamente aliviada ouvir isso.
– Acho que agora aceito aquela pizza.- Ele disse.
– Então vamos descer.- Me levantei e estendi a mão para ele.
– Ah, a gente não pode ficar aqui? É bem mais confortável.- Ele falou.
– Não, você precisa sair dessa cama. Fora que tem um cara lá em baixo. Um tal de Marcel.- Disse.
– Marcel está vivo? E aqui? Agora é que não desço. Odeio aquele cara.- Ele disse.
Ri.- Isso é ciumes?
– Não, mas por causa dele, Rebekah ficou mal muito tempo.- Ele disse.
– Então é ciumes. Ciumes dá irmã. Que fofo.- Sorri.- Porém, você é um original. Ouvi muitas histórias sobre vocês e nunca ouvi uma de não descer por causa de uma pessoa que você não gosta.- Disse sorrindo.- E olha, tenho que confessar. Sempre quis conhecer você. Ouvi muito sobre você.
– Muito bem ou muito mal?- Ele questionou.
– Um pouco dos dois.- Ri.- Se fosse de admiradores bem, se fosse de caçadores, mal.
– Ah, isso acontece. Bem ou mal, mas que falem, não é?- Ele disse divertido.
– É verdade. Então o meu original fofo vai descer e mostrar que nem um feitiço ou algo assim o abate, não é?- Perguntei.
– Só você para me fazer aguentar aquela melação do Klaus com Marcel.- Ele disse.
– É um dom.- Disse sorrindo e puxando ele. Só que ele estava só de cueca.- Meu Deus Kol, se vista!
– Ah não, estou muito a vontade assim. Aqui é muito quente.- Ele disse.
– Você vai descer só de cueca?- Ri.- Vai ser engraçado.
– Ah Jesse...- Ele foi se vestir, botando a calça do pijama e uma camiseta.
– Ótimo. Agora vamos.- Coloquei meu braço no dele e descemos.
POV Misto. (Klaus e Jesse.)
– Marcel, achava que não tinham nem seus ossos mais.- Kol disse.
– Quem diria que o irmão inconsequente dos Mikaelson estaria com a família.- Marcel olhou para Klaus.- Você não tinha dito que ela era sua?
– E é. É apenas uma precisão que acaba hoje.- Disse.
– Ele parece bem melhor agora.- Nos sentamos no sofá.
Percebi Marcel olhando atentamente para o pescoço de Jesse.- Jes, deixa eu ver isso.- Olhei o pescoço dela.- Você nem para fazer uma curativo.
– Ela disse que não precisava e que estava bem. Você que está exagerando.- Ele disse.
– E não precisa. Já me acostumei e quase nem fica marcar.- Tirei o curativo e mostrei um pulso intacto e sem marcas.- Viu? Acho que isso vai da experiência.
– Isso é verdade. Tem um ângulo certo e uma veia certa para abrir.- Marcel disse.
Esse dois de olho nela me irritavam. Pelo lugar no pescoço prefiro não pensar como a colocou e Marcel a olha como uma presa a ser pega.
– E anda fazendo o que Marcel?- Kol perguntou.
– Me alimentando, sexo, matando, me divertindo e colocando as coisas no lugar em New Orleans.- Ele disse indiferente.
– Ou seja, ele tomou seu lugar aqui Klaus.- Kol disse.
– Isso é o que estávamos falando antes.- Disse.
– Não tomei o lugar de ninguém. Klaus sempre será bem vindo aqui. Assim como seus irmãos chatos.- Marcel olhou para Kol.- Primeiro, porque na época que vocês moravam aqui, ninguém mandava na cidade. Não "abertamente". Só controlavam o governador. Hoje em dia, eu converti a cidade para mim.
– É parece que o filhote passou o criador.- Kol comentou divertido.
– Controlavam o governador?- Perguntei meio incrédula.
– Sim, querida. Eles o compeliam e o governador os obedecia.- Marcel disse.
– Era a nossa intensão e o que estávamos fazendo, criando New Orleans a maneira que queríamos. Era para ter sido a nossa cidade.- Disse.
– Não se preocupe Klaus. Eu segui o seu legado.- Marcel disse.
– Não posso negar que fez um ótimo trabalho, a cidade está como o planejado.- Kol disse.
– Obrigado Kol.- Marcel olhou para Jesse.- E você Jesse, como veio parar no meio da família original? Deve ser uma honra.
– Hã... bem, vendo por esse lado é. Porém não foi "planejado".- Disse.
– Não mesmo. Nossa Jesse de repente veio para ficar, conquistando todo mundo.- Kol disse.
Nossa? Da onde ele tirou o nossa? Isso que dá abrir uma brecha.- Lugar que não vai sair nunca mais.
Sorri.- Vocês são uns fofos.
– Interessante esse "nossa".- Marcel disse sorrindo.
– Vai se foder Marcel.- Puxei Jesse para mim. Era a única forma de me acalmar.
Envolvi meus braços no pescoço dele e me acomodei em seu colo.
Marcel afastou levemente o cabelo dela.- O que seria isso?
– Disse que era minha.- Disse sorrindo.
– Você tatuou seu nome na garota?- Marcel questionou.
– Você não fez isso!- Kol exclamou.
– Não fui eu.- Disse.
– Apareceu do nada. Como uma agulha invisível. Foi assustador. Não sabia o que estava acontecendo.- Disse.
Droga não era para ter falado isso Jesse. A cara de interessado dele ficou mais evidente.
– Agulha invisível? O que vocês beberam?- Kol questionou.
– Na verdade nem sei, ela que diz que foi isso.- Disse.
– E como você descreve quando você sente algo te espetando? Uma agulha.- Falei.
– Bem querida, pode ser outras coisas.- Marcel disse em um tom divertido.
– Realmente, pode ser várias coisas.- Kol disse.
– Vocês imaginam como uma garota fica no meio de três homens?- Questionei.
– Não. Mas sei como três homens ficam com uma garota.- Marcel disse.
– Interessante.- Kol falou.
É hoje que uma cabeça rola.- Marcel, no seu bar ou onde quer que seja você fala as merdas que você quiser, aqui não. Então se não quiser que o seu coração esteja como o que me mostrou mais cedo, sugiro parar.
– Klaus! E que coração?- Perguntei.
– Nada querida, seu namorado que ficou estressado que não deixei o lobo vivo.- Marcel se levantou.- Porém, entendi o recado. Melhor eu ir. Tenho coisas a resolver.
– Lobos? Não era nenhum dos que você estava querendo não? Sabe para a sua... como é que é? Exercito não, mas matilha particular?- Kol questionou.
– Não se mete nisso Kol.- Disse.
– Lobos não são permitidos em New Orleans Kol. Além de serem um veneno para os vampiros, me irrita aqueles uivos na lua.- Marcel falou.
– Sorte sua que não uiva, irmão.- Kol disse.
– Tenho coisa melhor, muito melhor, para fazer.- Disse.
– Prefiro não entender isso. Bem, eu apareço. E Jesse, quando quiser aparecer lá no meu bar, será bem vinda. Não se preocupe, não é um lugar vulgar.- Marcel sorriu.- Notei seu jeito e você não faz esse tipo.
– Obrigada Marcel.- Sorri. Porém não confiava muito nele.
– Até Marcel.- Kol disse.
– Depois nos falamos.- Disse.
Marcel sorriu e saiu em velocidade dali.
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