Notas iniciais
Olá gente, fic nova *----*

Espero que realmente gostem dela, pois tenho que dizer, é uma das minhas preferidas :3 E é nossa primeira com Cinquenta tons de cinza incluído, então espero que realmente gostem HEHE´

Agora, aproveitem a história.... Nos vemos lá em baixo!

POV Jesse

O sol adentrou minha janela, consequentemente me acordando.

– Droga! Odeio acordar cedo! – resmunguei e suspirei pesadamente. Acho que me esqueci de puxar as cortinas ontem à noite.

Ouvi um barulho e concluí que deveriam ser Dean e meu pai organizando as estacas.

Você deve estar se perguntando: Estacas?

Sim, estacas. Nós somos caçadores e... Não, não sou a favor disso.

Resumindo a situação: minha mãe foi morta por um vampiro e até hoje meu pai está obsecado com isto. Bem... Eu amo minha mãe e quero vingá-la, porém acredito que nem todos merecem morrer. Não gosto muito de caçar, no entanto, muitas vezes sou obrigada a ir.

Com dificuldade, ergui-me da cama e fui ao banheiro tomar um banho. Despi-me e girei o registro, logo sentindo a água cair suavemente por meu corpo, rosto e cabelos. Não demorou muito e eu já estava fora do box, seca e vestindo uma roupa simples – uma blusa discreta e um short. Não gosto de roupas abertas, entretanto era verão e não aguento o calor.

Prendi meu cabelo em um rabo de cavalo e desci para o café da manhã.

– Bom dia. – Falei enquanto adentrava a cozinha.

– Bom dia filha. – Disse meu pai a mim, com um sorriso suave em seus lábios.

– Bom dia Jesse. – Falou-me Dean, um de meus melhores amigos que mais considerava um irmão.

– O que tem pra comer? – Perguntei, me sentando em cima do balcão e cruzando as pernas. Tenho essa pequena mania.

– Menina, cadeira existe para alguma coisa, sabia? – Dean repreendeu-me.

Dei de ombros.

– Gosto desta forma. – E sorri de modo suave.

– Seu café está pronto. – Falou meu pai e aproximou-se com ele. – Bacon com torradas e suco.

– Obrigada pai. – Agradeci, pegando-o de suas mãos e comecei a comer. Acabei focando as estacas que estavam encima da mesa. – Vocês não acham que deveríamos... Sei lá... Parar? – Questionei.

– E deixar mais pessoas inocentes morrerem nas mãos desses demônios? – Revidou meu pai. – Nem pensar!

Encolhi meus ombros.

– Alguns não têm culpa de serem o que são, pois ninguém deseja ser um “demônio”. – Falei em um tom inocente enquanto mordia uma de minhas torradas.

– Se não querem, saiam ao sol então. – Dean deu de ombros.

O encarei.

– Dean, eu acho que deveríamos pensar mais sobre isto. Não gosto da ideia de matar algum vampiro inocente.

Ele revirou seus olhos.

– Como se isto existisse.

Sacudi a cabeça.

– Meu Deus! Você é muito cabeça dura, sabia? – Comentei divertida.

Sempre que eu e Dean brigávamos, fazíamos as pazes logo em seguida. Acho que nunca conseguiria ficar brava com ele – e nem ele comigo – por muito tempo.

– E você é infantil por achar que em algum desses aí ainda exista um pouco de bondade. – Comentou, utilizando um tom de desprezo quando falou “desses aí”.

– Eu? Infantil? – Ri curtamente. – Não fui eu que chorei vendo Rei Leão ontem.

Ele desviou seu olhar.

– Aquele filme lembra-me do meu pai, ok? – Falou completamente na defensiva.

– Own... Tadinho do meu chorão! – E comecei a rir. Como ele estava de pé ao meu lado, o puxei para um abraço, ainda sentada no balcão.

– Ok Jesse... Agora me solta. – Disse Dean, em um tom levemente desconfortável.

– Não solto não. – Apertei-o mais um pouco e acabei sentindo seus músculos. – Nossa Dean, você está mais forte! – Comentei enquanto afastava-me um pouco para examiná-lo melhor.

– Diferente de você, levo meu treinamento a sério. – Disse-me seriamente.

Ergui a sobrancelha.

– Está repreendendo-me? – Questionei. – Não quero ficar toda musculosa. Já basta ser envergonhada... Músculos não combinam comigo.

Ele riu levemente e aparentou lembrar-se de algo.

– A propósito, dê uma desculpa para mim no primeiro tempo. – Pediu.

– Tudo bem, já que tenho de ir mesmo... – Dei de ombros. – A única coisa que falta é London querer tirar minha blusa na hora do intervalo. – Desci do balcão e fiz uma careta.

Dean franziu o cenho.

– Como?

– É que... Ela vive dizendo “O que é bonito, é para se mostrar!”. Vai entendê-la.

Ele encarou-me por um momento.

– Vou falar com ela para parar com isto. – Disse por fim.

– Eu agradeço Dean. – Falou meu pai a ele.

Neguei levemente com a cabeça.

– Não precisa... Eu me resolvo com ela e não irei tirar minha roupa em cima da mesa do refeitório. – Afirmei.

Dean sacudiu a cabeça.

– Seria ridículo se mostrar dessa forma. – Comentou extremamente sério.

– Então, se eu fosse você, não cortaria mais a grama sem camisa. – Falei divertida.

– Nossa... Muito igual. – Disse-me enquanto revirava seus olhos.

– Ok Dean... Sem discussões. – Plantei um beijo em sua bochecha e fiz o mesmo no rosto de meu pai. – Quero algo bem gostoso para jantar.

Meu pai sorriu.

– Pode deixar... Vai ser pizza. – Falou-me.

Retribuí o sorriso.

– Perfeito. Até mais. – Peguei meus pertences e saí de casa, caminhando em direção à escola.

No meio do caminho acabei por me arrepender de ter colocado shorts. Esses garotos cheios de hormônios a mil não paravam de me olhar.

Ai. Meu. Deus. Que eu não morra de vergonha, pois ainda quero me formar.

Respirei fundo e logo avistei London. Esta garota ainda irá me matar de tanto “Você é linda e gostosa, se mostre!”.

– Meu amor, você quase se atrasa e... – Ela examinou-me com o olhar. – Que blusinha é essa, dona Jesse? – Questionou com o cenho franzido.

A encarei sem entender.

– O que tem de errado com minha blusa? – Olhei para baixo, examinando-a.

– Parece que você tem quatro anos com este corte que não a valoriza. – Comentou, fazendo uma careta.

Revirei meus olhos.

– Não exagere! É uma blusa simples e fechada... Já basta as pernas de fora, coisa de que me arrependi logo que saí de casa. – Falei a ela e olhei suas calças. – Você não me emprestaria suas calças? – Questionei esperançosa.

– E deixar você esconder estas pernas lindas? – Revidou. – Nem pensar.

– Estou vendo que será uma eternidade até a aula acabar. – murmurei carrancuda.

– Amiga... Você tem de tratar essa sua timidez! Já imaginou perder o homem de sua vida por falta de coragem?

Evitei suspirar uma segunda vez.

– London, eu não encontrei o homem da minha vida. E nunca vou encontrar. – falei em um tom definitivo.

London sorriu.

– Duvido que esse coraçãozinho não vá acelerar alguma hora por alguém especial. – argumentou. – Um cara incrível para uma garota incrível.

Revirei meus olhos. Duas vezes.

– Não sou incrível. – a contradisse. – E é bem provável que meu pai e Dean o mate.

– Antes você foge com ele. – comentou London e sorriu de maneira travessa.

Cansei daquela conversa.

– Ok, ok... Vamos parar por aqui, pois este homem não existe e, se existir, irá encontrar alguém melhor do que eu. – suspirei pesadamente. – Vamos para a aula?

London suspirou levemente.

– Vai achando isso. – murmurou e puxou-me pela mão, levando-nos para nossa primeira aula – e respondendo minha pergunta silenciosamente.

POV Klaus

Havia voltado ao meu corpo e estava sentindo-me aliviado por isto. O corpo de meu híbrido era bom, mas seu próprio corpo sempre será melhor do que qualquer outro.

Estava encarando meu estoque de sangue e pensando em quantos híbridos conseguiria criar com eles. Pelos meus cálculos, daria para cumprir a meta que tanto desejo. No entanto, tudo tinha a um preço e não encontrei a outra coisa que procurava.

Caroline não era ela, tinha percebido tal coisa quando ameacei Tyler.

Droga... Estou achando que nunca a encontrarei e isto é tão... Doloroso. Fora o vazio horrível que estava a sentir.

Respirei fundo. Irei concentrar-me em meus híbridos e deixar isto de lado antes que me consuma.

– Então o híbrido resolveu aparecer. – comentou uma voz que reconheceria em qualquer lugar e fazendo com que eu saísse de meus devaneios.

– Rebekah... Vejo que conseguiu sair sozinha. – observei.

– Sou uma Original. – falou, dando de ombros e foi até uma mesinha onde continha uma garrafa de whisky, servindo-se de um copo.

– Que deixou ser pega. – acrescentei.

– Falou o que precisou de outro corpo para escapar da morte certa. – ironizou.

– Falhas ocorrem quando se tem muito no que pensar. – murmurei e lembrei-me de algo. – E Elijah?

– Por aí. – falou indiferente. – Deve estar com algumas pobres mulheres indefesas. – e tomou um gole de sua bebida.

– Ah, sim. – Senti uma coisa estranha. Como se um medo eminente tomasse conta de mim e, por desespero, desse-me uma vontade louca de gritar. Era tão angustiante e, da mesma forma que apareceu... Sumiu.

Rebekah olhou-me confusa.

– Tudo bem? – perguntou.

– Sim. – Respirei até me acalmar. – Pretende ficar aqui?

– Não sei. – deu de ombros. – Acho que Mystic Falls não é mais para mim.

– Digo o mesmo. – falei a ela. – Pensei em voltarmos para um local onde nos sintamos melhor. – comentei.

Ela olhou-me com um sorriso leve em seus lábios.

– Nova Orleans? – questionou e refletiu por um momento. – Me parece uma boa ideia.

– Concordo. E quero ver o que Marcel fez com a minha cidade. – disse a ela em um tom sério.

– Se é que ele está vivo. – murmurou com indiferença.

O comentário dela era válido.

– Isso é. – mudei de assunto. – Então vamos? – perguntei sorrindo. Não era ligado a muitas pessoas... Na verdade, não era ligado a ninguém, no entanto tinha um carinho especial por minha irmã.

– Vamos. – disse assentindo. – Carro ou avião?

– Avião. – opinei. – A não ser que queira dirigir. – dei de ombros.

– Não, obrigada. – e se animou. – Vamos logo, estou louca para sair deste lugar.

– Ok. Pegue o que quiser levar e, em 20 min., saímos. – avisei-lhe.

Ela assentiu e, utilizando sua velocidade vampírica, subiu as escadas.

Não demorou muito já havíamos saído e pego o avião, logo chegando à Nova Orleans. Essa cidade trazia várias lembranças...

Fomos para a casa que tínhamos ali e tudo continuava nos seus devidos lugares.

– Deveria ter mandado alguém limpá-la ates de chegarmos. – comentei, olhando em volta.

– Concordo... Está tudo cheio de pó. – observou.

– Veja seu quarto e amanhã resolvo isto. – falei a ela.

– Ok. Irei fazer isso. – e subiu as escadas.

Nova Orleans, a cidade em que fomos felizes até 100 anos atrás, pois Mikael havia nos encontrado. A simples lembrança daquele homem fazia-me mal.

Porém agora seria um novo começo.

E em casa.

Notas finais
Então, gostaram? Eu espero que sim!

Como viram nas notas da fic postaremos de 15 em 15 dias.

Então, comentem o que acharam e nos deem a opinião de vocês :D

Até o próximo ;)