Notas iniciais
Olá meus amores, mais um capitulo o/ Vim um dia mais cedo porque estou sem sinal na internet e hoje vim na minha vó que tem o/ HAHA´ Bem, vamos ao capitulo e nos vemos lá embaixo...

POV Klaus

Estava a passear pela cidade enquanto pensava. Como eu iria resolver isso?

Não queria magoá-la – nem considerava a hipótese –, porém era extremamente complicado. Andei até ficar cansado de ver a arquitetura de Nova Orleans e fui para casa, dando de cara com os três sentados na sala quando abro a porta.

Logo agora que eu precisava de paz...

― Nossa... Foi levá-la ou fazer um tour pelos hotéis? ― Debochou Kol.

Elijah franziu o cenho.

― Niklaus levando garotas para casa ou colégio? ― Falou um tanto curioso. ― Isso com certeza é uma novidade!

Rebekah tirou a atenção de suas unhas para encará-lo.

― Não ligue para ele Elijah. Sabe que Nik somente se faz de cavalheiro, mas no fim nem olhará mais para a garota.

― Opa! ― Pronunciou-se Kol. ― Se largar, me avise que eu quero!

Sacudi minha mente, tentando situar-me um pouco na conversa.

― E o que vocês estão fazendo aqui afinal? ― Questionei.

― Bekah nos ligou. ― Contou Kol.

― Sim, nossa irmã é a única que realmente lembra-se de nós. ― Elijah comentou em tom de ironia.

Rebekah estreitou levemente seus olhos.

― Vá se catar, Elijah! ― Exclamou, balançando a cabeça. ― Eu liguei por que estamos em nossa casa, devemos estar juntos.

― Ah... Reviver os gloriosos – e famosos – anos de paz? ― Questionou Kol com certo humor refletido em sua voz.

Ela encarou-o

― Você não sabe muito sobre eles, já que estava em um caixão. ― Falou com simplicidade e tomou um gole de seu copo de whisky que estava em uma de suas mãos.

― E mesmo assim estou conservado, não? ― Fez uma piada e acabou por rir somente ele. ― Ok... E daí que não sei? Elijah falou por alto.

Elijah assentiu.

― Sim, eu contei, contudo você ficou uns belos 50 anos conosco em Nova Orleans... E foram os melhores.

Rebekah riu.

― Kol fez um fiasco quando saiu daquele caixão!

― Mas é claro... Como pode eu, na flor da idade, ficar preso sem poder curtir as novidades? ― Ele fingiu estar incrédulo. ― É um absurdo!

Elijah franziu o cenho.

― Menino, você está sempre na flor da idade, pois foi somente ver aquela garota que já... ― Ele não terminou sua frase.

Bekah fez uma carta.

― Que nojo!

Como estava com a cabeça em outro lugar, não havia assimilado muito da conversa, mas aquilo chamou minha atenção.

― Como é? ― Questionei um pouco exaltado.

― Ah, acordou! Pensei que havia cochilado aí. ― Debochou o garoto. ― A noite foi tão boa que está com sono? ― Ele riu. ― Também, você queria o que? Uma gostosa daquela...

― Sabe... Você deveria aprender a se controlar melhor. ― Comentou Elijah com certo humor. ― Terá certos momentos que não passará despercebido. ― E acabou por rir baixo.

― E isso é o ruim de ser vampiro, você sente até isso nos outros. ― Complementou Bekah com certa repulsa.

Trinquei meus dentes e dei um passo em sua direção.

― Você... ― Respirei fundo. ― Kol, este é o primeiro e único aviso: chegue perto dela e não vai ser para um caixão que você vai. ― Ameacei em um tom controlado.

Ele me encarou.

― E vai fazer o que? Me matar? ― Kol riu curtamente. ― Se enxergue Klaus! Você não é dono do mundo e sou livre para desejar quem eu quiser!

― Kol tem razão Klaus... Você não é dono do mundo e muito menos da garota. ― Observou Bekah.

Ignorei-a, continuando a mirar Kol.

― Jesse é minha, então tente chegar perto dela para ver o que lhe acontece! ― Exclamei irritado e completamente possessivo.

Ele que não se atrevesse a mexer com ela!

Meu irmão ergueu-se do sofá.

― Ela é uma garota, não uma propriedade que você certa e ninguém encosta! ― Exclamou, dando um passo a frente. ― E está todo irritadinho... Ela deve ser uma peça para alguma armação sua. Qual é a bola da vez?

Elijah estreitou levemente seus olhos.

― Você está tramando algo para essa garota Klaus?

― Pobre garota. ― Murmurou Rebekah com certa pena antes de terminar de tomar seu whisky.

― Vocês não sabem de nada! ― Virei minhas costas e saí dali, pois se ouvisse mais uma piadinha... Sairia completamente do sério.

Subi as escadas e fui para onde sabia que ficaria tranquilo: meu quarto de pinturas. Adentrei o quarto, que era todo em tons amadeirados e passei meus olhos pelos quadros que ali havia já pensando no próximo que faria, porém alguém entrou.

― Sabe que não gosto que entrem aqui. ― Falei sem nem ao menos virar meu rosto, pois sabia perfeitamente quem era.

― E você sabe que não ligo a mínima para isso. ― Ele fechou a porta, aproximando-se de mim.

― O que quer?

Ele caminhou até poder olhar em meu rosto, mas não desviei o meu do quadro que encarava.

― O que você tem com essa garota? ― Questionou realmente curioso. ― E por que diz com tanta convicção que ela é “sua”?

― Por que é. ― Falei com simplicidade, ocultando o quão complicado era explicar aquilo tudo.

― Por que é? ― Elijah riu sem humor algum. ― Klaus, ela não é sua, nem de ninguém!

Sacudi a cabeça.

― Você não entende.

― Então explique. ― Ele sentou-se em uma poltrona que tinha próxima a mim.

Franzi levemente o cenho enquanto analisava os pincéis a minha frente.

― Para que você quer saber?

― Por que sim.

― Não tenho que lhe contar nada somente por que quer.

― Não, não tem. ― Confessou. ― Mas sei que vai fazê-lo, afinal, eu lhe conheço e por mais que tente guardar tudo para si próprio, simplesmente não consegue.

― Conhece mesmo? ― Questionei, olhando-o pela primeira vez em nossa conversa.

― Conheço tanto que sei dizer quando está apaixonado e tentando negar tal coisa. ― Ele respirou fundo. ― Você está louco pela garota, já morrendo de saudades dela e mal consegue se controlar para ir buscá-la e deixá-la somente junto a você.

Comecei a caminhar vagarosamente pelo quarto.

― Sabe Elijah... É mesmo interessante quando dizem isso, afinal, eu também conheço você, o que pode ser verdade... Ou não. ― O olhei com seriedade. ― Mas, na minha opinião, é raro conhecer alguém verdadeiramente, então... Você pode achar que sabe sobre mim profundamente, contudo repito: sabe mesmo?

Elijah ergueu-se da poltrona.

― Sim, eu sei.

Neguei com a cabeça.

― Não, você acha que o irmão que convivia com você há mil anos ainda está aqui, por isso continua nessa busca!

― Não, eu conheço o homem que se fechou e que tem medo, mesmo não admitindo isso; que está machucado e que o mundo conhece como um demônio, que em parte é, mas eu ainda acredito que exista uma parte boa. ― Ele se aproximava enquanto falava e parou bem próximo a mim. ― E esta parte boa é aquela garota.

Ri involuntariamente.

― Por que sempre acha que tem que envolver alguém nisso e não aceita que quem procura não existe mais? ― Questionei.

― Eu sei que não existe mais, pois o garoto que temia nosso pai morre há dez séculos. ― Elijah suspirou. ― Não o procuro mais, mas quero meu irmão, que está em minha frente, contudo... Não deixa ninguém entrar.

Ergui a sobrancelha.

― Quer isso ou sua própria redenção?

Ele franziu o cenho.

― Minha... Redenção?

Por mais que odiasse aceitar aquilo, nunca me livrei da mágoa relacionada a ele... Mesmo agora que havia conseguido tudo de volta.

― Sim, afinal, você fez da sua eternidade uma missão para recuperar tudo que tinha, por isso vive atrás de cada um de nós para que estejamos no mesmo lugar.

Elijah baixou seu olhar por alguns segundos, logo erguendo-os.

― Confesso, eu quero minha família. ― Ele colocou as mãos em seus bolsos. ― Uma vez nós juramos “Sempre e para sempre” e irei conseguir isso novamente, nem que eu morra tentando... Porém não irei insistir mais. ― Começou a se afastar. ― Tenha um bom dia Klaus. ― E virou suas costas, saindo dali apressadamente.

Suspirei. Elijah e suas conversas... Mas uma coisa que ele falou me chamou atenção.

Estaria eu apaixonado por ela?

Sacudi minha cabeça, afastando aquela ideia. Se eu pensasse muito naquilo, acabaria mais destruído do que antes.

Como distração, acabei por pintar todo aquele dia e, quando estava perto da hora, fui até meu quarto, tomando um ligeiro banho. Coloquei uma camisa branca, uma calça jeans e um sapato, em seguida indo até a casa de Jesse.

POV Misto (Klaus e Jesse)

Meu dia foi... Normal.

Dean não parou de me encarar quando nos cruzávamos pelos corredores e na hora do intervalo, o que me deixou realmente angustiada. Não queria vê-lo mal e sabia que ele não iria desistir. Depois passei à tarde com London e, após isso, fui para casa, ficando com meu pai olhando um jogo de basquete.

Quando vi que era 21:45, subi para o meu quarto. Tive de fazer hora, senão meu pai desconfiaria se fosse mais cedo. Entrei e fui direto para a janela, abrindo-a para o caso dele chegar antes, logo indo tomar meu banho.

Cheguei a casa dela e a ouvi tomar banho, mas não entrei, somente fiquei em meu lugar.

Saí enrolada na toalha e prendi meu cabelo. Ele ainda não havia chego – pelo menos, não que eu tenha percebido –, então peguei meu hidratante e comecei a passá-lo por minhas pernas, contudo pensava em como resolveria isso tudo com Dean... Estava realmente preocupada com este assunto.

Não queria dar razão a Elijah, mas sim, eu havia sentido fala dela o dia todo e minha vontade foi de ligar para ela. Pensei várias vezes em fazer isso, mas desisti de cada uma delas.

Suspirei quando terminei.

Onde será que ele está?

Pensei por um momento, mas acabei sorrindo.

― Claro. ― Murmurei para mim mesma, mas tenho certeza que ele pôde ouvir. Fui até a cômoda e coloquei uma lingerie, logo colocando um roupão por cima. Caminhei até a janela e debrucei-me levemente nela. ― Pensei que você fosse entrar.

Permaneci quieto, já que ela só me veria se eu saísse e fosse mais para frente, porém... O que estou testando?

― Klaus, eu sei que você está aí, eu sinto sua presença. ― Sentei na janela.

― E você quer que eu vá aí? ― Questionei estranhamente receoso.

Franzi levemente o cenho.

― Mas é claro que sim! ― Exclamei. ― Senti sua falta o dia inteiro.

Um sorriso ameaçou aparecer em meus lábios.

― Sentiu?

Mordisquei levemente meu lábio inferior.

― Mais do que tudo... Pensei em você todo o tempo. ― Sorri de canto.

Saí de onde estava.

― E como iremos resolver isso?

Sorri um pouco mais pronunciadamente.

― Eu não sei. ― Analisei-o de forma discreta e... Ele estava tão lindo!

Vê-la assim, tão sorridente, me fez ter certeza que era exatamente o que queria neste dia.

― Vai ficar aí em baixo? ― Questionei.

Quando ela percebeu, já estava ao seu lado.

― Satisfeita?

― Agora sim. ― Aproximei-me dele e o beijei de maneira suave. ― Estava com saudades suas.

Sorri de canto.

― Trancou a porta?

― Tranquei.

Acariciei seu rosto delicadamente.

― Boa garota.

Sorri de modo breve.

― Tenho que lhe falar uma coisa... Sobre Dean.

― O que?

― Eu meio que falei que... Estou com alguém e ele simplesmente surtou. ― Contei. ― Disse que não irá desistir de mim e que nem o cara – no caso você –, nem ninguém iria me roubar dele.

Soltei uma risada.

― Deixe-o pensando assim.

Encarei-o.

― Estou preocupada com ele, afinal, não queria magoá-lo.

Segurei seu queixo entre meu polegar e indicador.

― Vou ficar de olho agora. ― Falei a ela. ― Moleques tem de ser vigiados de perto.

― Com isso não se preocupe, sempre fomos bem chegados e o conheço bem o suficiente para lhe assegurar de que ele nunca faria algum mal.

Torci levemente meus lábios em desagrado.

― Nunca duvide do que alguém com um objetivo é capaz de fazer.

Suspirei baixo.

― Ok.

Percebi que o assunto não lhe agradava e mudei de tema.

― Sua amiga pareceu bem animada pela manhã. ― Comentei.

― Ela adorou você e sim, ela sabe quem você é. ― Falei com suavidade. ― Na verdade, ela adora todos os badboys. ― Ri levemente.

― Ótimo, podemos contar com ela então. ― Murmurei, passando meu polegar por sua bochecha.

― Sempre que precisarmos. ― Tinha sentido tanta falta dele, tanta... Sentia um vazio imenso.

Poderia ficar com ele sempre, o dia todo, e mesmo assim não seria o suficiente.

Era difícil me manter afastado dela, então me aproximei e rocei meus lábios em seu pescoço, afastando o cabelo dela...

Franzi o cenho de imediato. Havia uma marca avermelhada ali.

― Jesse, o que foi isso?

― Isso o que? ― Questionei confusa.

― Tem uma marca vermelha aqui, algo que não tinha hoje de manhã.

Franzi o cenho.

― Marca vermelha? ― Me levantei e fui até o espelho ver. Tinha uma pena parca vermelha entre o pescoço e nuca onde uma pequena letra de formava: um ‘N’.

― O que é isso? ― Questionei tão confuso quanto ela.

― Eu não sei. ― Caminhei até ele e mostrei. ― Tem um ‘N’ aqui.

Realmente parecia no começo da marca.

― Quando você fez isso?

― Eu não fiz... Ai! ― Senti como se uma agulha passasse em minha pele.

Olhei-a preocupado.

― O que foi?

― É como se estivessem fazendo uma tatuagem em mim. ― Expliquei.

― E está ficando ainda mais vermelho. ― Observei enquanto examinava seu pescoço.

Sentei em minha cama. Não sabia o que era aquilo, mas com certeza não era agradável.

Era a primeira vez que via algo assim. Fui até o banheiro e peguei a toalha de rosto, molhando-a na água fria.

― Se vire. ― Falei no momento em que voltei.

Me virei para onde ele havia pedido.

Coloquei a toalha sobre a região.

― Melhor?

Suspirei em alívio.

― Sim. ― No entanto, ainda sentia claramente a ponta de algo sobre minha pele.

Tinha de fazer algo, porém nunca havia ouvido falar de um feitiço capaz deste tipo de coisa. Mordi meu pulso e o aproximei de seus lábios.

― Beba, pois se ainda dói, isso vai ajudar.

Peguei seu pulso sem receios e bebi. A dor acalmava, mas a sensação ainda estava ali.

No momento que parei de beber, aquilo parou junto.

― Tire o pano, parece que terminou.

Tirei para ver o que tinha ali e não poderia ficar mais chocado.

Notas finais
Então gente, gostaram? :3 O que será que aconteceu com a Jesse? :O Deem seus palpites :3 Nos vemos nos comentários e até o próximo! ;)