Toda Sua

10 Capitulo 10- He is a Demon


Notas iniciais
Olá meus amores, mais um capitulo o/ Viemos mais cedo porque terça que seria o dia de postar não poderei vir na minha vó e minha net não voltou ainda :/ Bem, vamos ao capitulo e preparem-se para chorar ( ou não) por causa da Jesse :/ E o que será que aconteceu com a Jesse? Vamos descobrir... Nos vemos lá embaixo!

POV Misto (Klaus e Jesse)

― O que foi? ― Questionei e levantei, indo até o espelho. Examinei meu pescoço e ali dizia claramente “Niklaus Mikaelson”, com letras delicadas e belas. ― Como...?

― Como meu nome apareceu aí? ― Completei sua frase. ― Juro que não faço ideia! ― Passei minha mão por meus cabelos brevemente. ― Deixe-me ver direito. ― Ergui-me de sua cama e fui até ela, virando-a contra a luz. ― Dói?

― Não mais. ― Falei sinceramente. ― Seu sangue cessou a dor.

Passei a mão sobre a região e não tinha nenhuma saliência ou vermelhidão mais... Como se ela sempre estivesse estado ali.

― Tem mais.

Olhei para ele com o cenho franzido.

― Mais?

Respirei fundo.

― É a minha letra. ― Murmurei com seriedade.

― O que? ― Fiquei em choque momentâneo. ― Sua... Letra? Mas como...?

― Eu não sei, mas irei descobrir. ― Acabei bem me lembrando de algo. ― Só se... Mas isso não estava incluído. ― Falei pensativo.

― Isso o que? ― Questionei.

― Estar marcada assim... Na verdade, nem sei se é isso mesmo. ― Sacudi minha cabeça.

Me aproximei dele.

― O que você acha que é?

A encarei.

― Eu não acho. ― Não podia mais esconder isso dela. ― Tem mais coisas do que somente este sinal.

O puxei para minha cama e o fiz sentar-se ao meu lado.

― Fale Klaus.

― Não é só você que sente essas... Coisas. ― Revelei em um tom baixo.

Encarei-o confusa.

― Klaus, fale. Estou ficando angustiada.

Parei de enrolação.

― Eu também sinto você. ― Falei a ela. ― Para ser sincero, bem mais fácil do que você me sente.

Fiquei estática em meu lugar, pois não me vinha nada de realmente útil para dizer.

― E... Isso quer dizer o que? ― Perguntei em um tom suave.

― Que você me pertence, ou, de um jeito mais fácil de você compreender, desde que nasceu você estava destinada a ficar comigo... Ser minha. ― Expliquei, olhando no fundo de seus orbes azuis.

Ainda encarava-o sem palavras.

― Ser sua? ― Era exatamente o que eu sentia...

― Sim, pois há muitos séculos, encontrei uma bruxa. Ela trabalhava comigo e estava buscando saber mais sobre híbridos, contudo ela dizia que havia algo pairando sobre mim, incluindo o porquê de, além sentir um vazio de meu lobo, sentia outro maior. Um dia ela me chamou e falou o que tinha descoberto: “Um dia, você encontrará o amor que tanto procura, porém suas atitudes e atos até ela podem tanto afastá-la como podem aproximá-la. Você irá escolher isso. Quando ela sofrer, você irá sofrer; tudo que ela sentir, você irá sentir – mesmo nunca tendo visto-a. Ela é a única chave para sua salvação de si mesmo.”

― E essa mulher sou eu? ― Questionei digerindo aquilo tudo.

― Há anos que o... Vazio... Está diferente. ― Murmurei. ― Se eu pudesse chutar, seria 17.

― Eu me sinto diferente com relação a você também. ― Confessei. ― Me sinto sua. Completamente. ― Mordisquei levemente meu lábio inferior. ― Sabe quando uma garota diz que está esperando o cara certo para ter sua primeira vez? Eu sentia como se devesse esperar alguém e, quando te vi, não tive dúvidas disso.

Acariciei suavemente o rosto dela.

― Quando sentiu aquela dor misturada com felicidade, foi quando pude ser quem sou: um híbrido.

― Eu pensava que iria ter de me internar de tanta dor. ― Falei, logo suspirando. ― E a felicidade foi uma das melhores que poderia sentir, fora certo... Poder.

Sorri levemente.

― Sim, foi exatamente isso.

Pensei por um momento.

― Isso é estranho... Principalmente essa tatuagem. ― Fui até o espelho novamente e passei minha mão sobre a tatuagem.

― Como disse, não sabia disso.

Suspirei levemente.

― Não sei o que dizer, sinceramente.

Eu queria levá-la, poder ficar com ela, mas pelo visto, ela estava confusa e não queria, como me disseram fazer para que se afastasse.

― Imagino. ― Levantei de sua cama. ― Vou deixá-la assimilar melhor tudo isso.

Me virei para ele.

― Eu não tenho o que falar, mas sei o que sinto. ― Aproximei-me dele. ― Não posso ficar longe de você, pelo menos não mais... Fora que não sei o que faria se me deixasse nesse momento.

Fui até ela e beijei suavemente sua testa.

― Bem... Isso facilita as coisas. ― Peguei sua mão, começando a acariciá-la. ― Então vamos para minha casa?

Franzi o cenho.

― Sua casa? ― Questionei. ― E eu vou ficar no meio de seus irmãos? Dois Originais? Dois homens? ― Fiz uma careta leve. ― Isso vai ser um desafio.

― Eles já estão avisados, não se preocupe. ― Falei a ela.

― Tudo bem, contudo... Teremos de falar com meu pai. ― Comentei e, naquele instante, ouvi passos perto de minha porta.

Meu pai bateu em minha porta e girou a maçaneta.

― Jesse, por que está trancada? Com quem está falando? ― Questionou, e seu tom de voz declarava um pouco de confusão.

Olhei para Klaus.

― E vai ser agora. ― Respirei fundo e caminhei até a porta, em seguida abrindo-a. ― Pai. ― Falei, já esperando sua reação.

Ele saberia que era Klaus, pois meu pai já havia o visto por fotos diversas.

― Jes... ― Seu semblante ficou extremamente sério. ― O que... Como entrou no quarto de minha filha? ― Ele pegou meu braço, puxando-me para longe de Klaus, mas não fui. ― Jesse, saia daqui.

Estreitei levemente meus olhos, mas mantive-me neutro.

― Ela não irá... Quer dizer, ela até irá, mas comigo. Para minha casa.

A tensão era palpável ali dentro e, enquanto os dois se encaravam, aproveitei para falar.

― Pai, eu e Klaus... Estamos juntos. ― Contei, apertando meus lábios juntos enquanto ele digeria.

― Jesse... Como se você toma verbena? ― Ele mirou a mão de Klaus em minha cintura. ― E você, afaste-se dela!

― Ela é minha, então posso tocá-la quando quiser. ― Falei com seriedade. ― E não precisei compeli-la para ter Jesse comigo!

Respirei fundo.

― Pai, é uma coisa complicada de se explicar. ― Afastei meu cabelo e mostrei a tatuagem a ele. ― Isso simplifica.

Ele arregalou seus olhos.

― VOCÊ FEZ UMA TATUAGEM? COM O NOME DESSE DEMÔNIO? ― Gritou. ― JESSE, O QUE PENSA QUE ESTÁ FAZENDO?!

Ergui a sobrancelha.

― Obrigada pelo elogio, mas não grite com ela. ― Avisei.

― Eu não fiz, apareceu do nada! ― Expliquei com simplicidade. ― Apareceu agora pouco para falar a verdade.

Ele encarou Klaus.

― Não sei como você a convenceu para poder entrar, mas saída da minha casa e fique longe da minha filha ou, não importando o que seja, eu mato você! ― Ameaçou.

Aproximei-me abruptamente.

― Não me afastar dela e, por mais que tente, não pode me matar. ― Observei. ― Sabe por que? Por que sou imortal!

― Klaus... ― Segurei seu braço, em seguida encarando meu pai. ― Olha, eu sei que é complicado, mas não tem como reverter isso. Eu sou dele.

Meu pai encarou-me incrédulo.

― Você não é de ninguém, muito menos de alguém dessa raça imunda que destruiu nossa família! ― Ele sacudiu sua cabeça. ― Como pode falar isso?

Suspirei exasperada.

― Eu não fiz nada, pai! ― Exclamei. ― Eu simplesmente sou dele, não tenho como mudar isso. ― Suavizei minhas expressões. ― Eu nasci para ele.

Virei-me para ela

― Acho que encontrou as palavras.

― Você não é de ninguém! Jesse, ouça o que está dizendo! ― Meu pai praticamente implorava com seu olhar. ― Esse aí deve ter usado os poderes dele, se prevalecendo pelo fato de ser de uma nova raça... Malditos sejam todos vocês! ― Ele pegou em meu braço. ― Você vai ficar longe dele.

― Pai, eu não posso! Simplesmente não consigo ficar longe dele! ― Tentava fazê-lo compreender. ― Você estaria fazendo uma coisa pior que me matar!

Meu pai encarou Klaus como se ele fosse o culpado daquilo tudo estar ocorrendo.

― Mas que diabos você fez com ela? ― Questionou com genuína irritação.

― Ele não fez nada. Essa tatuagem... ― Apontei para ela. ― apareceu do nada, assim como tudo que sinto por ele. ― Suspirei pesadamente. ― Eu senti a dor dele, pai. Há um ano, quando tive aquela dor, lembra? Era ela se transformando.

A raiva do meu pai, aos poucos, estava tornando-se ódio.

― Você... Ainda faz ela sofrer daquele jeito? ― Ele sacudiu a cabeça. ― Vamos embora daqui... Ou melhor, você vai sumir da minha casa!

― Não vou a lugar algum e você não irá levá-la! ― Estava tentando me manter calma para não atirá-lo longe e levá-la comigo.

― Ele não sabia pai, assim como eu! ― Afastei meu cabelo do rosto. ― Ele também sente o que sinto, tanto que ele sentiu exatamente o que senti quando a mamãe morreu.

Ele ignorou tudo que falei, somente nutrindo o ódio que tinha dos vampiros.

― Não vai sair, pois bem. ― Meu pai agarrou meu braço. ― Vamos Jesse. ― E começou a me puxar em direção ao corredor.

― Pai, espera! ― Tentava me desvencilhar dele enquanto falava.

Fui até o pai de Jesse e coloquei a mão em seu ombro.

― Solte-a. ― Murmurei calmamente, mas sei que meu tom soava estranhamente ameaçador.

― Não vai mais chegar perto dela! ― Exclamou meu pai furioso.

― Pai. ― Peguei a mão dele na minha e a segurei. ― Eu vou ficar bem, Klaus não vai me machucar!

― Você está confusa, não sabe o que está falando! ― Ele apertou minha mão levemente. ― Essa não é você.

Apertei seu ombro.

― Solte-a e a deixe livre para fazer o que quiser. ― Falei com seriedade.

― Klaus, cuidado. ― Pedi, pois não queria que meu pai se machucasse. ― Vamos resolver isso com calma.

Apertei um pouco mais, de uma forma que o fez trincas seus dentes.

― Não vai separá-la de mim!

Larguei a mão de meu pai e entrei no meio deles.

― Para Klaus! Você está machucando-o!

― Ninguém, ninguém ― Falei enquanto o soltava. ― vai se meter entre nós... Mato quem tentar!

― É com esse tipo que quer ficar? Com o tipo que livramos dezenas de serem mortas por eles? ― Questionou meu pai.

― Klaus, por favor... Pegue leve, ok? ― Virei-me para meu pai. ― Pai, por favor! Não condigo lhe explicar isso em palavras, porém é muito forte.

― Jesse, não criei você para isso, para ficar com um morto-vivo. ― Ele tentou argumentar. ― Você é uma menina linda, inteligente, que tem um futuro pela frente... Não estrague sua vida!

Toquei em seu rosto.

― Eu lhe prometo que ficarei bem, não tenho mais como ficar longe de Klaus e sei que, com o tempo, tudo vai se ajeitar... Ou pelo menos ser algo amigável.

― Filha, que tipo de vida você vai ter? Vai ser uma deles? ― Vi que meu pai estremeceu levemente diante da ideia.

― Claro que vai! ― Exclamei. ― Quando ela desejar, vai se transformar para não nos preocuparmos com o tempo.

― Pai, vou ficar bem. Eu sei que vou. ― Sorri levemente. ― Não se preocupe, ok?

― Não me preocupar? ― Ele riu sem humor algum. ― Você sabe o que está pedindo, menina?

O abracei.

― Eu vou ficar bem.

― Jes, não faça isso. Você é a única coisa que me restou! ― Implorou a mim.

Afastei-me somente o suficiente para acariciar seu rosto.

― Eu te amo pai e nunca irei te deixar. ― Prometi. ― Irei sempre lhe ver.

― Jesse, não seja uma deles... Um dia você vai acordar, ver o erro que está cometendo e não poderá retornar!

― Eu não vou me transformar agora. ― Assegurei. ― Não se preocupe com isso.

― Não me preocupar? ― Ele trincou seu dentes. ― Minha vontade é de matar cada vampiro existente e você quer ir com um, quer que eu te aceite com o que mais odeio!

― Eu não sou vampiro, sou um híbrido. ― Observei, mas nenhum dos dois estava concentrado em mim.

― Eu somente peço que entenda. ― Murmurei. ― Virei sempre lhe ver e você poderá ir me ver também.

Ele começou a negar.

― Não vou concordar com isso.

Suspirei brevemente.

― Pai, não posso mudar isto, não consigo ficar longe dele. ― Falei do fundo de meu ser. ― Está em minha pele, em meu corpo... Em mim!

― Por que deixou isso acontecer, com tanta gente por aí... Com o Dean aqui? ― Perguntou, e pude ver que meu pai estava sofrendo.

― Não gosto de Dean desse jeito, pai.

― Mas quer ficar com o que originou o ser que matou sua mãe. ― Falou em tom acusatório.

Recuei um passo.

― Klaus não tem culpa disso, nem tem culpa dos vampiros existirem. ― O defendi.

Foi a vez de meu pai suspirar.

― Não vai mudar de posição?

Mordi levemente meu lábio inferior e respirei fundo.

― Não.

― Então vá. ― Falou e, por um momento, fiquei alegre. ― Mas não me procure mais.

Fiquei séria de imediato.

― Pai...

Ele me encarou como nunca antes. Ele... Ele me olhava como se eu tivesse virado uma estranha de uma hora para a outra.

― Quer ser uma deles, sua escolha está feita.

― Ok... Pai. ― Uma lágrima escorreu por meu rosto e eu a sequei. ― Se você prefere assim, tudo bem. ― Passei por ele e saí apressada dali.

Queria consolá-la, mas não sabia como. Não era bom nesse tipo de coisa... Quer dizer, para ser realmente sincero, não lembro-me da última vez que fiz algo parecido.

― Jesse. ― A chamei no momento em que passou pela soleira da porta.

― Só... Me tire daqui. ― Murmurei. ― Não quero falar sobre isso, nem ficar mais aqui. Só... Por favor.

― Ok. ― A peguei em meu colo e, com minha velocidade, a levei para minha casa, diretamente ao meu quarto.

Queria que ela viesse, mas não que sofresse com isso.

Notas finais
Então, gostaram? :3 Tadinha da Jesse, não é ? :( E o nome do Klaus *O* Porque será? :3 HAHA´ Ah, talvez demore mais a postar porque a nossa beta está se mudando e pode ficar ocupada. Se demorar é isso. Nos vemos nos comentários e até o próximo! ;)