Toda Sua
8 Capitulo 8- More Than a Friend
Notas iniciais
POV Misto (Klaus e Jesse)
Dois dias... Como as coisas poderiam mudar tanto?
A esperei entrar em sono profundo para ir tomar meu banho. Troquei de roupa, colocando uma calça jeans simples e uma camisa branca, logo sentando no batente que havia no quarto.
Sempre apreciei mais a noite, a brisa da madrugada era reconfortante no meio daquele turbilhão de coisas que estava acontecendo.
Fiquei ali distraído e, quando percebi... Já havia amanhecido.
O sol tocava meu rosto delicadamente e abri um pouquinho meus olhos, logo me virando para o outro lado. Vi Klaus sentado próximo à janela.
― Bom dia. ― Murmurei com suavidade.
Virei meu rosto em direção à Jesse.
― Oi... Desculpe, deveria ter fechado a cortina.
Sorri de canto.
― Tudo bem. ― Me sentei na cama e, por reflexo, olhei para o relógio que havia na mesa de cabeceira... Eram 7:45! ― Ah, meu Deus! ― Exclamei, dando um pulo da cama.
Eu estava atrasada!
Franzi o cenho.
― O que?
Peguei meu sutiã.
― Eu tenho aula daqui a meia hora! ― Fui para frente do espelho e comecei a colocar a peça.
Comecei a rir.
― Calma Jesse.
― Calma? ― Bufei. ― Eu preciso chegar à escola com a London, pois, se conheço bem Dean, ele já estará lá. Ele sempre chega antes de quase todos. ― Como não havia colocado aquela roupa para ir à escola, iria vesti-la novamente. Peguei meu short e comecei a coloca-lo.
― Eu levo você, mas iremos tomar café antes? ― Questionei.
― Vamos. ― Sorri para ele por cima de meu ombro antes de colocar a blusa, o All Star, o colar e o cabelo. ― Estou pronta
Assoviei baixo.
― Acho que isso foi um recorde. ― Observei.
Ri curtamente.
― É a pressa... E não quero comer correndo.
― Ok. ― Sorri levemente. ― Pegou tudo?
Fui até minha bolsa e guardei o celular.
― Pronto.
― Vamos. ― Saímos de meu quarto e passei direto pela sala sem dar ouvidos às gracinhas que Kol fez. Nós fomos tomas café e, logo após, pegamos meu carro, indo até a quadra onde sua amiga morava. ― Hoje tranque sua porta que pelas 22hrs. Estou chegando.
― Pode deixar.
Me inclinei para dar-lhe um suave selinho.
― Foi uma excelente noite.
― Digo o mesmo. ― O beijei suavemente.
― Vocês dois sabiam que vamos chegar atrasadas?! ― Gritou London da calçada.
Olhei para a garota, que tinha cabelos negros e olhos escuros.
― Presumo que você seja a London. ― Falei para a amiga dela na janela.
― Sim, é a London. ― Sorri suavemente. ― Já estou indo! ― Dei um último beijo nele. ― Até mais tarde. ― E desci do carro, indo até a calçada.
― Jesse, qualquer coisa, tem meu número de celular e não hesite em me ligar se precisar. ― Avisei.
― Pode deixar, mas não vai acontecer nada. Não se preocupe.
― Esperamos e London ― Olhei para a garota. ― Obrigada pela sua cooperação.
― De nada, só quero o meu amor feliz. ― Ela sorriu suavemente.
― Todos queremos isso. ― Sorri levemente. ― Tchau garotas. ― Coloquei o carro em marcha e dei à volta, saindo dali.
POV Jesse.
Suspirei aliviada.
― Por sorte, cheguei a tempo!
― Isso é o de menos... MEU DEUS, QUE HOMEM... ― Ela começou a se abanar. ― Acho que ovulei.
― Ei! ― Dei um tapa de brincadeira em seu braço. ― Olha como fala. ― Falei, a reprendendo de maneira divertida.
― Ui ciumenta! ― Ela riu. ― Mas que delícia você arrumou... E a voz? ― London se inclinou teatralmente para trás com a mão sobre a testa. ― Morta, porém quero detalhes, então pode ir falando.
― Ele é perfeito em todos os sentidos da palavra. ― Sorri de canto.
― Amor, isso não são detalhes e sim o geral, contudo, somente por esse sorriso acho que o gostosão roubou um certo coração. ― Ela sorriu animada.
― Ele roubou na primeira palavra... Ou melhor, na pergunta “Está tudo bem?”. ― Começamos a caminhar em direção à escola.
― Que fofo! Mas ele é bom? Ou mais ou menos?
― Ele é muito mais que somente bom. ― Disse-lhe e mordi brevemente meu lábio inferior. ― Eu não tenho como comparar, mas com certeza ele é bom.
― É fácil... Você teve algum orgasmo? ― Perguntou com naturalidade.
― Tive... Três. ― E esperei por sua reação.
Ela parou e me encarou abertamente.
― O QUE?! ― Gritou boquiaberta.
― London! Dá para gritar mais? ― Questionei em ironia.
― Amiga, isso é fenomenal! ― Exclamou. ― Ele é uma máquina então... Uma máquina top de sexo que está derretido por você.
Comecei a rir.
― Você não existe, sabia? ― Falei divertida. ― Bem... a disposição dele é de um híbrido, então ter os dois lados não deve ser muito fácil.
― Se for como estou pensando, você tem sorte de estar conseguindo andar hoje. ― Observou.
― Exagerada. ― Ri suavemente. ― Agora tenho de lidar com Dean... Ele me beijou ontem.
Ela ergueu a sobrancelha.
― Não foge do assunto. Como você está? Foi tudo bem ou difícil começar? ― Questionou. ― Me preocupava com isto, sério. Já ouvi relatos horríveis.
― No início teve uma pequena dor, mas logo passou.
London relaxou.
― Que bom, fiquei realmente preocupada. ― Disse-me com sinceridade. ― Sabe, como você falou que ele tinha sei lá quando anos, podia não ligar muito para isso.
A abracei.
― Não se preocupe, ele foi um amor. ― Afirmei com um sorriso.
― Então você encontrou seu príncipe vampiro. ― Ela sorriu. ― Fico muito feliz por você!
Sorri enquanto chegávamos ao colégio. Dean estava com seus amigos próximo à entrada.
Deus... Não sabia como tirar aquilo da cabeça dele, pois Dean era persistente, o conheço o suficiente para afirmar aquilo. Ele nunca fora de desistir e aquilo me preocupava.
Ele me avistou e veio até nós.
― Bom dia. ― Falou mais a mim do que para London.
― Ei Dean, bom dia. ― Sorri brevemente.
― Oi Dean.
― Oi London, em qual furada você colocou a Jesse agora? ― Questionou diretamente.
Ela franziu o cenho em confusão.
― Como é?
― Dean! ― O repreendi e toquei o braço de minha amiga. ― Não dê bola para ele, London.
― Não, você deve tê-la empurrado para um desses caras que você conhece. ― Disse-lhe com certa hostilidade.
― Espere aí, London. ― Peguei Dean pela mão e o levei para um canto afastado. ― Você ficou louco?
Ele levou a mão aos seus cabelos.
― Não, por quê?
― Por que ainda não entendi o motivo de estar falando com ela deste modo. ― Cruzei meus braços.
― Você está estranha desde que foi naquela festa. ― Constatou.
― Não estou estranha e, se eu estiver com alguém, não vem ao caso. ― Falei sem rodeios.
― Claro que vem!
Ergui a sobrancelha.
― E por quê?
Dean desviou seu olhar.
― Você sabe o porquê.
Suspirei pesadamente.
― Dean, você tem que esquecer isso.
― Por que? ― Questionou. ― Sabe que não sou de desistir.
Respirei fundo. Era melhor contar, já que iria falar com Klaus para contarmos aos dois.
― Eu estou com alguém Dean.
Ele me encarou um tanto incrédulo.
― O que? Jesse...
― É a verdade. ― Afirmei, o interrompendo.
― Você... O que houve com você? ― Perguntou ainda meio confuso pelo que falei. ― Está diferente há dias.
― Não houve nada, simplesmente aconteceu. ― Falei sinceramente.
Dean baixou seu rosto.
― Não achei que fosse fazer isso. ― Murmurou.
― Fazer o que? ― Questionei com o cenho franzido.
― Que fosse me trair assim. ― Sacudiu sua cabeça. ― Estive cada dia ao seu lado em tudo o que precisava, da maneira que precisava, e agora vai correndo para outro!
Me afastei um passo.
― Eu não lhe traí Dean... Eu te amo, mas nunca lhe vi como outra coisa além de amigo e irmão. ― Encolhi meus ombros perceptivelmente. ― Me desculpe.
― Amigo? ― Ele riu sem humor aparente. ― Sabe como é difícil ficar ao seu lado, a desejar, querer beijá-la, poder ficar junto e você nem aí?
― E não estou nem aí! Eu m preocupo e me importo com você! ― Exclamei um pouco exaltada.
Ele me colocou contra a parede.
― Se importa? ― Questionou com irritação refletida em seu tom de voz. ― Então por que está me magoando?
― Dean... ― Encarei o fundo de seus olhos. ― Eu não queria lhe magoar... Me desculpe.
― O que não entendo é: Por que não Jesse? ― Dean passou a mão por seus cabelos em um movimento frustrado. ― Nós nos conhecemos desde crianças, sabemos tudo um do outro, seu pai aprovaria feliz! Me diz, quem conseguiria tudo isso?
― É muito mais que isso Dean, envolve muitas outras coisas. ― Apertei meus lábios juntos, me sentindo mal com tudo aquilo.
Ele aproximou seu rosto do meu.
― Eu não vou desistir de você, guarde isso. ― Parecia mais uma ameaça do que uma declaração. ― E quem quer que seja esse cara, não irá levar você. ― Dean socou a parede e se afastou, caminhando a passos rápidos para longe de mim.
Fale com o autor