Toda Sua
7 Capitulo 7- Siblings
Notas iniciais
Pov Misto (Klaus e Jesse)
Enquanto tomava banho, parecia que ainda sentia tudo aquilo de minutos antes. Os toques, os beijos, as sensações...
Suspirei levemente e saí do banho, logo me secando e enrolando a toalha por meu corpo. Caminhei até o quarto segurando-a contra meu peito, porém ele não estava lá. Terminei de me secar e vesti minha calcinha, em seguida vestindo a camisa dele e penteando meus cabelos.
Saí do quarto para procurá-lo e acabei ouvindo uma música ao longe, então a segui, parando na biblioteca.
O vi recostado na soleira da enorme janela e observei-o por um momento antes de falar.
– Tudo bem? – Questionei ainda da porta. – Está pensativo já faz algum tempo.
Saí de meu devaneio e a olhei.
Tão inocente...
Poderia um trazê-la para meus problemas e complicações?
– Sim... Somente pensando.
Meneei a cabeça.
– Quer ficar sozinho?
– Pergunta pertinente. – Murmurei, levando meu olhar para o céu estrelado daquela noite.
Franzi o cenho e fui até ele.
– Pertinente? Por quê? – Perguntei enquanto me escorava do outro lado da janela.
A olhei.
– Desculpe... Eu e meus devaneios de um vampiro velho.
Neguei com a cabeça.
– Não. Você está em dúvida e em conflito. – Suspirei levemente. – Só queria poder ajudar e saber o que se passa dentro de você.
– Se souber somente 10%, sairá correndo no momento seguinte. – Falei seriamente.
Me aproximei dele.
– Eu nunca fugiria de você, já que não tenho medo de você. – Afirmei. – O que sinto por você é forte e não deixarei isso mudar nunca.
Queria que tais palavras sempre ditas, fossem cumpridas pelo menos uma vez. A simples ideia dela partindo me atingiu como uma dor profunda...
Não queria deixá-la ir.
Peguei em sua mão.
– Olha... Eu senti que você tem receios e sinto também o quão nervoso você fica quando te toco. – Falei. – Não sei por que, mas só queria que soubesse que, quando você precisar de uma mão. – Levantei minha que estava sua e apertei levemente sua palma. – Estarei aqui para ajudá-lo.
– Ah, minha rosa... Como eu gostaria que as coisas fossem tão simples como em seu doce mundo... – Suspirei.
– Então não as complique. – Sorri de modo suave. – Você gostaria de falar sobre si mesmo? – Perguntei com delicadeza. – Adoraria conhecê-lo mais a fundo, mas não irei insistir se não quiser.
– O que eu poderia dizer? – Sacudi minha cabeça. – Acho melhor você perguntar, porém não garanto responder.
– Ok. – Respirei fundo. – Por que tem tanto receio em sentir? – Fiz aquela pergunta por que, de alguma forma, podia sentir a confusão dentro dele.
– Por que... Digamos que não leva a nada. – Falei o que realmente pensava. – E tudo que resta é o próprio sofrimento.
– E se eu disser que isso é pura imaginação da sua cabeça? – Dei um sorriso leve. – Não é assim que funciona Klaus. Você tem 1000 anos e ainda não sentiu de verdade, de algum jeito sei disso. – Toquei seu rosto suavemente. – Amar não lhe torna fraco ou forte, amar lhe torna completo. Eu confesso que nunca amei em minha vida. Tive paixões adolescentes, mas não amor e... A cada dia que passei ao seu lado me prova que estou cada vez mais perto de descobrir o que é isso.
Fechei meus olhos brevemente.
– Por favor, não diga isso.
Sacudi minha cabeça.
– Não irei dizer agora, pois sinto que não está pronto ainda para ouvir ou aceitar que é verdade que não estou brincando com isso.
– Se você é minha rosa, eu sou os espinhos e... – Suspirei pesadamente. – E preferiria que não se machucasse com eles.
– Não irei me machucar, já corri perigos maiores do que somente espinhos. – O beijei de maneira suave. – E não tenho medo deles.
– Pois deveria.
– Não, não deveria. – Afirmei. – A única coisa de que tenho medo é de perder você.
Como desejava estar livre de toda essa carga e poder me render a ela, no entanto cada célula de meu cérebro me dizia ao contrário e que deveria fazê-la esquecer...
Não.
Como poderia viver sem tudo isso que ela me fez sentir?
Sorri de canto.
– Acho melhor deixá-lo sozinho. – Beijei-o levemente. – Qualquer coisa me chame, ok? – Larguei sua mão com cuidado e saí da biblioteca.
Está aí uma coisa que sei bem o como é se sentir.
Por que voltei para cá afinal de contas?
Estava tudo pior que antes, pois o pior de não ter é saber que o tem e não ter ideia do que fazer com isso.
Andei pela casa procurando a cozinha, pois estava com sede.
Queria poder ajudá-lo, ser tudo o que ele precisa e quer... Eu me sentia dele. Suspirei pesadamente e segui meu caminho até encontrar o cômodo depois de alguns minutos.
Deus, essa casa é enorme!
Abri a geladeira e havia algumas bolsas de sangue ali. Fiz cara de nojo de imediato por causa do sangue, não pelo fato de vampiros se alimentarem delas. Peguei a jarra dali e fechei. Logo encontrei um copo, então me servi e comecei a beber.
– Ei! Espere! Estou com sede!
– Quando você não está com sede, garoto?
Parei de beber de imediato. Dois homens haviam chegado e eu só estava com a camisa de Klaus que... Digamos... Somente cobria minha calcinha.
– Quem diabos são vocês? – Questionei enquanto encarava de um a outro.
– Uau gata... Quem é você, isso sim. – Comentou o garoto, olhando-me de cima a baixo.
– Boa pergunta... Quem é você? – Perguntou o mais velho, que estava trajando um terno muito bem alinhado.
– Sou Jesse. – Estava tentando ignorar o olhar do garoto, que aparentava ter a minha idade, para não corar. – E quem são vocês?
Escutei vozes no andar de baixo e acabei prestando atenção... Fiquei sério de imediato. Utilizei minha velocidade para ir até a cozinha e mirei meus irmãos enquanto caminhava até Jesse.
– O que estão fazendo aqui?– Me coloquei em frente a ela.
– Klaus... Amável como sempre. – Murmurou Elijah, colocando suas mãos atrás de suas costas.
Como Klaus me cobria completamente, movi minha cabeça para o lado e mantive minha mão em seu braço.
– Quem são eles Klaus?
– Olá Jesse, sou Kol. É um prazer... – Ele soltou uma risada breve. – Conhecê-la.
– Kol e Elijah, os que falei estarem fora. – Falei a ela sem muita vontade.
– Seus irmãos? São Originais? – Os olhei um pouco impressionada. – Uau... Prazer em conhecê-los.
Elijah a olhou um tanto intrigado.
– Você sabe sobre nós? – E me mirou de forma sugestiva.
– Adorei a gata... Podia ter me avisado que estava dando uma festa. – Me disse com um sorriso divertido.
Estreitei meus olhos.
– Não tem festa nenhuma. Vamos Jesse.
– Ei, espere! Eles são seus irmãos, quero conhecê-los! – Sorri para os dois e, mesmo estando com aquela... Roupa... Estendi minha mão a Kol. – Prazer em conhecê-lo Kol. Não sei muito sobre você, mas sei sobre sua família.
– Jesse, vamos! – Peguei sua mão e a puxei de lá antes que eu arrancasse a cabeça de Kol pela forma que a estava olhando.
– Depois conversamos gata... Sozinhos. – Disse-lhe Kol e trinquei meus dentes discretamente.
Balancei a cabeça e soltei uma risada baixa enquanto Klaus me levava de volta ao quarto.
– Seu irmão é muito... Peculiar. – Observei rindo.
– Eu diria abusado.
– Ele não foi abusado, mal chegou perto de mim. – Tirei sua camisa e peguei meu sutiã, colocando-o de volta. – Só conversamos, não se preocupe.
– O que pensa que está fazendo? – Questionei.
– Me vestindo.
– Por que...
Parei de me mover para olhá-lo.
– São seus irmãos, Klaus, vamos recebê-los direito. – Peguei meu short e o vesti.
– Não vai. – Utilizei minha velocidade para me aproximar dela e retirei o sutiã de seu corpo.
Encarei o sutiã antes de levar meus olhos para Klaus.
– Por que não?
– Por que não tem absolutamente nada para fazer lá... Diferente daqui.
Ergui minha sobrancelha e acabei sorrindo.
– E o que você pensa em fazer?
– Eu, ainda não sei, mas a senhorita vai dormir. – Falei seriamente. – Na verdade, com três orgasmos, ainda não sei como está de pé.
– Um banho muda muita coisa, meu amor. – Sorri de canto. – Contudo estou com sono, então irei dormir. – Tirei o short, mas antes que eu pudesse me deitar, Klaus segurou meu braço.
– Antes que deite... – Retirei os lençóis rapidamente e coloquei outros limpos. – Senhorita. – Indiquei a cama.
Soltei uma risada curta.
– Sua velocidade é incrível. – Observei ainda sorrindo e deitei na cama, em seguida me cobrindo.
– Boa noite, minha rosa.
– Boa noite. – Me ajeitei melhor na cama e fechei meus olhos.
Não notei quando o sono chegou, somente sei que adormeci.
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