Toda Sua
6 Capitulo 6- You Are Mine
Notas iniciais
Pov Misto (Klaus e Jesse)
O dia foi completamente entediante, já que fiquei tentando achar algo sobre esta ligação e não encontrei nada. Acabei ficando a procurar o que fazer até a hora chegar. Tinha pedido, óbvio que com MUITO jeito, para Rebekah sair e não voltar tão cedo. Ela ficou me perturbando com algumas perguntas, mas saiu. No horário marcado, cheguei ao local.
Quando cheguei, Klaus já estava lá — e estava lindo, como sempre. Vestia uma calça jeans preta e uma blusa cinza.
– Pontual. – Comentei com um sorriso.
Mordi levemente meu lábio inferior.
– Não gosto de me atrasar.
Aproximei-me dela vagarosamente.
– Admiro isso. Mostra respeito a quem você vai encontrar.
– Sim. Não gosto de esperar, então não faço esperarem. – Dei levemente de ombros.
– Excelente maneira de agir. – Elogiei.
– Obrigada. – Sorri de modo suave.
– Já jantou?
Fiz uma careta leve.
– Ainda não.
– Precisa se alimentar direito mocinha. – Peguei sua mão. – Vamos.
Começamos a caminhar calmamente.
– Vai regular minha alimentação? – Perguntei divertida.
– Desde que coma direito não. – Falei sinceramente.
– Eu como direito, mas bem pouco. – Dei de ombros. – Só tenho fraco por pipoca e sorvete.
Franzi o cenho.
– Menina onde ficam as coisas que te sustentam?
– Dean me faz comer vegetais. – Fiz uma careta. – Alguns são bons, mas ele me faz comer espinafre enquanto meu pai me faz comer arroz e feijão. Eles me fazem comer. – Ri curtamente. – Sempre vive com eles, então nos cuidamos.
– Gostei do seu pai nisso. – Dei uma risada. – Falou quem viu o fast food nascer. No entanto as coisas naturais são boas, é só saber como comer. – Assinalei.
Ri de leve.
– Deve ser coisa de geração.
– Deve ser. – Dei de ombros. – Quer ir ao restaurante de ontem ou outra coisa?
Pensei por um momento.
– Pode ser no mesmo de ontem.
– Então vamos. – Caminhamos até meu carro e dirigi até lá.
Quando chegamos, sentamos em uma mesa em um canto discreto e chamei o garçom, logo fazendo nossos pedidos.
Não demorou muito e nossos pedidos chegaram, então começamos a comer. Estava tudo tão quieto e tenso... Acho que eu devo ser meio idiota. É claro que iria ficar um silêncio, afinal, ele tem muito mais experiência e papo do que eu!
Fora que... O que eu iria falar? O quanto o preço da gasolina aumentou?
Que ótimo.
– Gostou?
– Sim, está ótimo. – Sorri levemente e tomei um gole de suco que havia pedido, já que não bebo álcool.
– Está quieta. – Observei.
Suspirei levemente.
– Bom... Eu não tenho muito que falar. – Fiz uma leve careta. – Você deve ter dezenas de assuntos, mas não sou uma boa opinante nesse momento. – Fingi pensar. – Talvez daqui a uns 70 anos.
Ergui a sobrancelha.
– Isso foi jeito educado de me chamar de velho?
– Eu não te chamei de velho, só falei que você tem assuntos mais... Construtivos que eu. – Expliquei.
– Chamou sim. – Acusei, logo sorrindo de canto. – Mas vamos ver... Pergunte-me algo que queira saber.
Refleti por um momento.
– Uhm... Você conheceu Hitler? – Questionei em duvida.
– Desculpe, não. Estava na America do Sul na época.
– Que bom. Ele era um psicopata filho da mãe. – Fiz uma careta rápida e bebi um gole de suco.
Assenti em acordo, logo tomando um gole de vinho.
Sorri levemente.
– Não se preocupe, não te farei perguntas. Sou péssima em história.
– Se serve de consolo, conheci Michelangelo e Da Vinci. – Contei.
– Sério? – Questionei surpresa. – Confesso que não sei muito sobre eles, mas isso deve ter sido extremamente interessante.
– Muito, já que sempre gostei de arte. – Dei de ombros.
– É... – O examinei. – Olhando bem, você tem cara de pintor.
Franzi o cenho.
– Tenho?
– Sim. Charmoso e com sotaque. – Abri um sorriso.
Ri curtamente.
– Não achei que estivesse tão na cara.
– Não é que esteja na cara e sim porque você tem um ar de... – Busquei até encontrar a palavra certa. – Lorde.
Sorri levemente.
– Atendi por esse titulo por muito tempo.
– Dá pra perceber. – Dei de ombros. – Mesmo se uma pessoa não sabe quem você é, irá se surpreender com o quanto você pode passar de poder.
Fiquei um pouco surpreso com sua observação.
– Gostei disso. – Mudei de assunto. – Vai querer sobremesa?
Neguei com a cabeça.
– Não, estou bem.
– Então vamos? – Levantei e coloquei o dinheiro junto à conta que o garçom havia me entregue.
– Vamos.
Saímos do restaurante e adentramos meu carro. Levou mais ou menos uns 20 min. até minha casa, tempo que passou extremamente rápido.
Quando chegamos, ele me acompanhou até a entrada e abriu a porta, fazendo um sinal para que eu entrasse. Dei alguns passos hesitantes e passei meu olhar em volta.
A casa dele era realmente bela.
– Sua casa é linda. – Elogiei.
– Ainda estamos reorganizando, então desculpe se tiver algumas coisas fora de seu lugar.
– Tudo bem. – Sorri para disfarçar um pouco do meu nervosismo. – Está ótimo.
– Quer alguma coisa? Vinho? –Tentei novamente.
– Eu não estou acostumada com vinho... Nunca bebi algo alcoólico.
– Nunca?
– Nunca. – Afirmei fervorosamente.
– Ok... Vou escolher algo adequado, já volto.
– Tudo bem.
Fui até a adega e escolhi um Chardonay, já que suave e doce. Eu não tratava ninguém assim e acho que nunca tratei, mas com Jesse era diferente. O que eu sentia com ela era diferente...
Sacudi minha cabeça. Era melhor não pensar nisso no momento.
Voltei para onde ela se encontrava com as taças.
– Vamos ver se esse lhe agrada.
– Espero não ser fraca para bebidas. – Comentei.
– Não vamos exagerar. Uma taça apenas. – A servi, logo entregando a ela.
– Tudo bem. – Peguei a taça, logo a aproximando de meu nariz e absorvi o aroma. Parecia bom. Provei e passei minha língua levemente sobre meus lábios.
Aqueles lábios tão suaves...
Bebi do meu, na verdade quase a taça toda.
– E o resultado é...?
– É ótimo. – Sorri de canto. – Não pensei que iria gostar.
– Você parece que tem dom para as coisas suaves, – Observei. – mas quem sabe futuramente não subiremos o nível para as fortes?
– É... – Meneei a cabeça. – Mas até me acostumar eu fico com esse. – Indiquei a taça.
– Vai se acostumar com muito mais. – Falei, lembrando-me dos jogos.
– Eu vou? – Perguntei, bebendo mais um pouco do vinho.
Ainda estava me acostumando com a dose de álcool.
– Sim... Tem todo um novo mundo a sua frente. – Murmurei.
Sorri, logo mordendo levemente meu lábio inferior.
– Eu gosto de coisas novas.
Meus olhos viajaram rapidamente para seus lábios e terminei com minha taça de vinho.
– Isso é muito bom.
Coloquei a taça do vinho encima de uma mesinha que havia ali e olhei em volta, passando meu olhar pelos quadros que enfeitavam as paredes. Estava meio receosa pelo fato dessa pré-tensão. Ontem não teve isso e não senti o frio na barriga. Fui até um dos quadros que a assinatura era de Picasso.
– Você tem bom gosto para arte. – Observei.
Parei logo atrás dela.
– Falei que gostava... E também gosto dos melhores.
Toquei suavemente o quadro com as pontas dos dedos.
– Ele é lindo.
Passei meu olhar em volta.
– Tem coisas aqui que nem me recordava mais.
Sorri levemente e virei-me, percebendo o quão próximo Klaus estava de mim.
– Isso acontece... Também tenho coisas que nem imagino. – Dei de ombros.
Peguei sua mão.
– Vamos subir, tem mais coisa lá em cima.
– Ok.
Subimos as escadas e caminhávamos vagarosamente pelo corredor.
– Gosta de livros?
– Adoro. – Sorri para ele. – Amo ler.
Fomos até a biblioteca, que era bem ampla e muito bem abastecida.
– Ainda falta atualizar alguns números. – Falei enquanto observava-a.
– Nossa... – Dei uma bela olhada em volta. – Você já leu todos?
– Ahn... Quase. Tem uns de Rebekah que não me agradam.
Franzi levemente o cenho.
– Rebekah?
– Sim, ela mora comigo a maior parte do tempo.
– Ah sim. – Não sabia quem era Rebekah, mas acho que não seria legal perguntar. Aproximei-me de uma estante e comecei a ver os títulos. – Tem livros aqui que eu nunca tinha ouvido falar.
– E a maioria bons. – Afirmei. – Muitos são de autores que não se revelaram e tiveram edição limitada.
– Isso é uma pena. – Falei sinceramente. – Estamos precisando de bons livros ultimamente.
– Concordo. – A olhei. – Gosta de algum particular?
– Daqui ou os atuais? – Questionei.
– O que preferir. – Dei de ombros.
– Bom... Não tenho um livro preferido. – Confessei. – Ultimamente estou lendo "Will & Will", fora que todos estes aqui me parecem bons. – Falei, apontando para as estantes.
– Ok... Posso escolher então?
– Claro. – Coloquei minhas mãos no bolso de trás do short.
– Deixe-me ver... – Comecei a procurar por um título em especial.
Nas estantes haviam um espaço que geralmente se utiliza para ler, porém eu aproveitei para me sentar ali, já que era um costume que eu não conseguia deixar de lado. Cruzei minhas pernas e fiquei o observando.
Acabei encontrando um perfeito.
– Aqui. Não é antigo, mas é muito bom. – Mostrei a capa para ela enquanto me aproximava. –A Rosa do Inverno, Patricia Cabot.
Quando ele se aproximou o suficiente, peguei-o de suas mãos e o analisei.
– Parece bom. – Murmurei, lendo a sinopse por cima. – Vou lê-lo e te digo depois... Se me emprestá-lo, claro.
Pegando uma caneta de uma escrivaninha que havia perto da janela, tirei o livro de suas mãos, fazendo uma breve anotação.
– Tome. – Entreguei a ela com um sorriso.
Curiosa, li o que ele havia escrito:
“Para minha rosa, e que ela nunca se machuque nos espinhos.
K”
Sorri amplamente.
– Obrigada. – Dei-lhe um suave selinho.
Aqueles lábios suaves despertaram o que ainda estava calmo em mim. Colocando a mão atrás de seu pescoço, beijei-a.
Encontrando um ritmo, retribui-o fervorosamente, envolvendo meus braços entorno de seu pescoço enquanto puxava-o para mais perto.
Peguei-a nos braços e a levei ao meu quarto.
– Você está linda. – Elogiei enquanto colocava-a sobre seus pés.
– Obrigada. – Mordi meu lábio inferior enquanto colocava minha bolsa na poltrona perto da cama. – Porém a roupa é comum.
– Mas isso não muda o fato de estar linda. – Murmurei enquanto tocava sua cintura e pegava na bainha de sua blusa, levantando-a e tirando de seu corpo.
Era impressionante a forma como ele me acalmava. Não me deixava pensando se iria fazer certo ou não. Queria aprender tudo com ele, e digo isso no sentido literal da palavra. Era como se quisesse viver com ele para sempre, como se eu o... Amasse.
Ergui a sobrancelha levemente divertido.
– Vermelho?
Sorri um tanto quanto timidamente.
– Achei que fosse gostar.
– Muito, é uma das minhas cores favoritas.
– Então eu acertei. – Fiquei um pouco confiante.
– Com certeza. – Toquei em sua clavícula e desci, passando pelo vão entre seus seios, logo tocando sua barriga.
Meu coração acelerou pelo seu simples toque e minha respiração ficou mais rápida. Qualquer sensação que tinha era nova e eram... Espetaculares.
Desabotoei seu short, aproveitando para sentir seu quadril com as pontas dos dedos.
– Tire o tênis.
Desatei meu All Star e os tirei, colocando perto da poltrona.
Tirei aquela peça e soltei-a em algum lugar, logo me afastando para olhá-la.
– O que foi? – Perguntei.
– Estou a observando... Gosto de fazer isto.
Ri levemente.
– Você tem manias diferentes. – Observei, mexendo em meu cabelo.
Dei uma risada.
– Você não faz ideia.
Apertando meus lábios juntos, tirei o colar que continha a verbena e coloquei junto com minha bolsa na poltrona. Não queria usá-la com ele.
Aproximei-me dela, tirando o sutiã e sua calcinha. Agora eu poderia ver exatamente como era minha Jesse.
Fiquei um pouco envergonhada, mas não foi algo com que eu não pudesse lidar. Com Klaus tudo era... Diferente.
Levantei seu rosto.
– Você é linda, não precisa se sentir sem jeito de alguma forma.
Sorri levemente.
– Obrigada.
Tirei minha camisa.
Klaus, o que está havendo com você? Mesmo com virgens você nunca foi assim... Cuidadoso a este ponto, mas sim direto quando não estava dominando-as. Porém agora tudo que importava é como ela se sente e como irá se sentir.
Eu definitivamente não estou normal.
Passei meu olhar por suas tatuagens e as toquei suavemente.
– Elas são lindas. – Sorri de canto.
Seu corpo era lindo e as tatuagens simplesmente eram um charme a mais. Eu tinha uma em forma de um pequeno passarinho, abaixo de meu seio esquerdo. Era um lugar que gostava e não era muito... Visível, por assim dizer.
Recuei ao seu toque. Tocar era uma coisa... Um limite para mim.
Limite que não estava próximo de ultrapassar.
– Elas combinam. – Falei simplesmente.
Afastei minhas mãos dele, parecia que ele não gostava... Não compreendi muito bem.
– Lugar bem peculiar escolheu. – Apontei para a sua.
Olhei para a minha.
– Foi o que o tatuador disse.
Não quis pensar em um tatuador naquela região. Comecei a tirar o resto da roupa.
–Mesmo assim é bela.
– Obrigada. – Agradeci ao elogio... Ou melhor, a mais um. – Eu a adoro.
Passei meu olhar por cada parte de seu corpo recentemente revelada. Ele era extremamente belo... Ainda mais somente de boxers.
A puxei para meus braços.
– Até gostos em comum acertamos. – Observei com um sorriso.
Assenti, rindo de leve.
– Para você ver. – E o beijei suavemente.
A levei para cama, deitando-a suavemente contra os travesseiros. Hoje seria a nossa noite, depois de dois dias eu a teria para mim. Logo em seguida eu poderia jogar com ela.
Somente em pensar nela aqui, nesta cama, com algemas ou tiras... Tentador.
Porém hoje não.
Entrelacei uma de minhas pernas em sua cintura enquanto o beijava. Minha mão passava por seus cabelos, puxando-os levemente.
Ela se deixava levar e isto, neste momento, era bom. Seu olhar transbordava expectativa e eu estava louco para tê-la completamente.
– Calma querida. – Murmurei contra seus lábios.
–Nessas horas é meio difícil ter calma. – Falei um tanto ofegante.
– Eu sei. – Sorri de leve e voltei a beijá-la, exigindo mais de seus lábios suaves que estavam, definitivamente, me enlouquecendo.
Deixei minha língua no mesmo ritmo que a dele, sentindo cada vez mais o gosto viciante de sua boca.
Uma de minhas mãos desceu por seu corpo, contudo não só tocando-o, mas também estimulando seus seios.
Suspirei e minha respiração ficou levemente entrecortada, era maravilhoso sentir suas mãos por meu corpo. Como minha perna ainda estava em sua cintura, utilizei meu calcanhar para acariciar suavemente seu quadril.
Quebrei o beijo e desci minha por seu maxilar e pescoço, aproveitando cada centímetro de pele que minha boca alcançava. Ela arqueou um pouco quando cheguei a sua barriga, onde a acariciei com minha língua enquanto espalhava beijos por aquela região.
Fechei meus olhos como por reflexo. Sentir sua boca por minha pele era tão... Bom.
Não conhecia direito meus pontos fracos, mas acho que a barriga era um deles.
Desci mais um pouco e cheguei ao meu destino. Coloquei-me entre suas pernas e as afastei um pouco, assim podendo ter uma completa e bela visão. Pousei minha mão em sua coxa e a apertei suavemente, sentindo-as firmes contra minha palma. Involuntariamente, imaginei como seria mantê-las amarradas na cama.
Suas mãos arrepiavam-me com facilidade e seu olhar sobre mim me deixava mais... Tranquila. Ele tranquilizava-me com uma simples palavra e sentia-me tão bem com ele...
Beijei sua coxa suavemente e, utilizando meu polegar, passei-o por sua entrada suavemente, sentindo o quão quente ela já estava. Por mais que eu estivesse ficando quase maluco por tê-la, não faria aquilo de qualquer jeito.
Meus batimentos aceleraram significativamente e minha respiração os acompanhou.
Aumentei o ritmo, passando meus dedos por sua entrada. Ela estava tão entregue que deixava-me convicto de que era minha.
– Klaus... – Gemi seu nome, que saiu muito parecido com um alto suspiro.
Era a única coisa que vinha em minha cabeça naquele momento. Ele. Seu nome...
Mordi de leve meu lábio inferior.
Sorri contra sua pele e substitui meus dedos por minha boca. Coloquei suas pernas sobre meus ombros e segurava seu quadril enquanto fazia sua entrada com minha língua.
Todo meu corpo reagiu ao seu toque íntimo. Gemi involuntariamente enquanto tombava minha cabeça para trás.
Investi mais contra ela, a queria mais relaxada e entregue que nunca para não ter contratempos. Seu sabor era tão doce que me inebriava completamente.
Gemia cada vez mais, meu corpo estava completamente entregue a ele como se somente pertencesse a ele.
Uma onda de prazer passou por mim e fez toda minha pele se arrepiar.
Brinquei com minha língua, passando por seu clitóris e intensificando cada vez mais. Queria ver até onde ela iria.
Senti meu corpo reagir ainda mais a ele e acho que chegava ao tal do orgasmo. Até hoje não sabia o que era isso, mas a verdade era que é uma das melhores coisas. Não sei se estava lá ou não, mas era o único nome que tinha para descrever o que sentia.
Sentia a tensão dela e que estava próxima ao seu êxtase. A mostrei como vir, o que foi em poucos segundos. Senti um tremor dela e dentro de mim uma sensação incrível.
Quando cheguei ao “orgasmo”, uma sensação maravilhosa tomou conta de meu corpo e minha respiração, juntamente com meus batimentos estavam extremamente desestabilizados.
Arrastei minha boca por seu corpo enquanto voltava para cima dela e logo a beijei, não deixando-a perder o ritmo.
Correspondi-o, envolvendo meus braços entorno de seu pescoço.
Tirei os braços dela suavemente dali e os segurei ao lado de sua cabeça. Não pensaria nisso agora.
Passei minha boca por seu maxilar e desci para seu pescoço.
– Continuo Jesse?
– Sim... – Falei, ainda com a respiração afetada.
Soltei um de seus braços.
– Não se mexa. – Tirei minha cueca, a jogando longe.
Segurei sua perna contra meu quadril e me posicionei, penetrando-a vagarosamente.
No início houve uma leve dor, porém fui me acostumando com a sensação, que acabou se tornando mais confortável.
Continuei até “rompê-la”.
Sim... Agora ela era apenas minha.
Minha Jesse.
Depois que a dor passou, comecei a apreciar a sensação dele dentro de mim e a sensação era... Inexplicável.
Investi contra ela. Estava sendo diferente de qualquer coisa que já tive. Olhei para ela, querendo saber se estava bem.
Todas as sensações eram novas, e isso incluía o olhar dele sobre mim. Somente achava estranho o fato dele não me deixar tocá-lo, porém não era hora de perguntar.
– Tudo bem? – Questionei em seu ouvido.
– Tudo ótimo. – Virei meu rosto e lhe dei um beijo.
Apertei sua mão contra a minha, aumentando o ritmo e indo mais fundo nela
Deixei minha mão relaxar na dele, sentindo-me ainda mais segura. Sentir sua pele na minha era maravilhoso e, tudo o que sentia, era completamente novo.
Beijei sua boca, podia dizer que havia me viciado nela, em seu pescoço... E por onde minha boca alcançava. Era tão bom senti-la sendo totalmente minha...
Meus pensamentos estavam confusos, sentia coisas novas e desconhecidas por mim, mas pensaria nisso depois.
Retribuí-o. Sua boca era tão doce e suave...
Segurei sua cintura contra mim e ia cada vez mais forte, uma sensação de que ela era somente minha se tornava cada vez maior.
Minha respiração estava entrecortada e ofegante. Minha cabeça arqueou e sentia meu coração acelerado contra minha caixa torácica.
– Se entregue totalmente Jesse, somos apenas nós agora. – Sussurrei contra seu ombro.
Fechei meus olhos suavemente. Sua voz arrepiava cada local de meu corpo e nossos corpos estavam cobertos de suor.
Tinha o impulso de me entregar assim, mas hesitava. Não deixaria isso acontecer agora, não arriscaria tudo o que era assim, mas o que podia sentir era bom, um prazer renovado e delicioso.
Soltava gemidos involuntários enquanto movia meu quadril de encontro ao dele. Era como se meu corpo coordenasse minhas ações ao invés de minha mente.
Aquela queimação vinha aumentando e se transformando na minha conhecida sensação de orgasmo, contudo bem mais intenso que qualquer um que já tive.
– Oh Jesse, onde está me levando? – Questionei entre um gemido e outro.
– Estamos juntos nisso amor. – Beijei-o delicadamente.
Como ele ainda prendia minhas mãos, apertei-as levemente.
– Ah, baby... – Era eminente. Aquele estava sendo o melhor orgasmo que havia tido.
Ele estava chegando ao orgasmo e acho que eu também, pois estava tendo as mesmas sensações que anteriormente, porém mais intensificada e ampliada.
Senti como se eu explodisse e foi simplesmente implacável. Tentei não colocar todo meu peso nela enquanto estava ofegante e um tanto extasiado.
Aquilo foi simplesmente maravilhoso e todo meu corpo respondeu a essa sensação. Foi minha primeira vez, mas com toda a certa foi incrível.
A olhei ainda com minha respiração ofegante.
– Te machuquei?
– Claro que não, foi maravilhoso. – Dei-lhe um selinho.
– Maravilhoso mesmo. – Tombei para o lado, tirando meu peso de cima dela.
Virei-me para ele, colocando minha cabeça no travesseiro.
– Não sou experiente nisso, então não tem como dizer “Ah, foi a melhor da minha vida”. – Murmurei. – Porém com certeza foi perfeita.
– Que bom e logo poderá comparar. – Sorri de canto.
– Que meu pai não saiba disso. – Comentei, rindo logo a seguir.
– Ele não saberá. – Garanti. – Pelo menos, não tão cedo.
– Se ele soubesse, te caçaria até o fim do mundo, mesmo você sendo um Original. – Falei, fazendo uma careta rápida. – Falando em Originais... Você não tem irmãos?
– Tenho. – Contei a ela. – “Vivos” são 3, mas somente dois estão por aí e Bekah está aqui comigo.
– Você e Rebekah se dão bem? – Questionei curiosa.
– Quando não estamos querendo matar um ao outro sim, na medida do possível. – Sorri pronunciadamente. – Sabe como são garotas.
– Na verdade, eu sou uma. – Dei uma risada, logo escutando meu celular tocar em minha bolsa. – Espere aí. – Peguei a camisa dele que encontrei perto de meus tênis e a coloquei. Peguei o celular e o atendi. Era Dean. – Ei Dean.
– Tudo bem aí? – Perguntou naturalmente. – Você disse que iria ligar às 22 hrs...
– Desculpe... Eu e London assistimos a um filme e perdemos a hora. – Menti. – Você e papai ainda não quebraram a televisão com o jogo? – Questionei divertida.
– Não, na verdade estamos saindo. – Revelou.
– Para onde?
– Trabalho. – Disse simplesmente. – Sabe como esses demônios aparecem do nada.
Suspirei.
– Tomem cuidado, ok?
– Quer que passemos aí para te pegar?
– Não. – Falei um pouco rápido demais, então justifiquei. – Preciso passar um tempo com a London. Ela estava reclamando que se sente sozinha. – Sorri de leve. Odiava mentir para eles, mas não era a primeira vez e nem seria a última.
– Tem certeza? – Perguntou hesitante. – Podemos conversar sobre ontem...
– Sim, tenho. – Murmurei. – E conversamos sobre isso amanhã.
– Tudo bem. – Suspirou. – Se divirta, beijos.
– Beijos. – Desliguei e suspirei.
– Vamos ter que dar um jeito nele. – Comentei.
– ‘Dar um jeito’? – Encarei-o sem entender.
– Sim. – Dei de ombros. – Não o quero em cima de você... Ou melhor, perto, tocando ou algo parecido.
– Ele é meu melhor amigo, isso é praticamente impossível! – Exclamei com o cenho franzido.
– “Amigo” você quer dizer. – Enfatizei as aspas. – Que quer bem mais que amizade.
– Mas eu não quero. – Assegurei. – Não tem com o que se preocupar.
– Porém não impede dele tentar. – Falei seriamente.
– Você acha que ele vai me agarrar? – Questionei um pouco incrédula.
– Quem faz uma, faz duas e, se ele o fizer, será a última coisa que irá fazer. – Falei convicto.
– Klaus! Não diga isso! – Exclamei. – Ele é da minha família, como um irmão!
– Então faça-o entender de maneira que não passe pela sua cabeça fazer algo. – Aquele... Pirralho não tocaria em um fio de cabelo dela novamente e estava querendo fervorosamente garantir isso.
Deitei-me novamente e o olhei.
– Olha, o Dean nunca iria fazer algo sem que eu queira, então ele nunca vai passar do ponto.
Me virei, a colocando embaixo de mim.
– Ele que sabe, por que nunca irá tocar em você novamente. – Aproximei meu rosto do dela e baixei minha voz. – Ninguém vai.
Olhei-o no fundo de seus olhos.
– Ele não vai me tocar. – Garanti. – Na verdade, ele nunca faria isso. Pelo menos, não de um jeito íntimo.
Ajeitei suas pernas para que ficassem em cada lado meu.
– Você é minha. – Murmurei possessivo.
– Sim, eu sou sua. – Era o que realmente sentia, como se fosse dele. Totalmente dele.
– Vamos ter certeza disso. – Sussurrei, tirando a camisa dela e penetrando-a novamente, recebendo um gemido leve em resposta de imediato.
Agora que já estava mais acostumada, conseguia apreciar ainda mais do prazer que ele me proporcionava.
Apoderei-me de sua boca, deixando além de nosso beijo intenso, o ritmo de meus quadris também.
Correspondi-o, já com minha respiração um tanto acelerada.
Segurei seus pulsos acima da cabeça com uma das mãos enquanto a outra provocava seu seio.
Arrepiei-me de imediato enquanto passava minhas pernas por sua cintura.
Acelerei e aquela sensação começava novamente, aquela que somente ela me fazia sentir.
Sentia-me relaxada, completamente entregue a ele e seu olhar de satisfação e prazer deixava-me feliz por poder proporcionar isto a ele. Mordia meu lábio inferior enquanto me arqueava levemente.
Passava a mão por seu corpo e cheguei a sua boca, segurando seu lábio inferior.
– Quando o morde me deixa doido.
– Por quê? – Mordi meu lábio de leve, provocando-o.
Puxei-o de volta.
– Não me tente.
Sorrindo, passei minha língua de leve pelo seu dedo.
– Garota... – Murmurei, aumentando a força das estocadas.
Ela estava se soltando.
Gemi levemente, adorava vê-lo assim. Inclinei-me até sua boca.
– Por que você não gosta? – Mordi seu lábio inferior suavemente.
– Por que demonstra que você pensa em algo que não posso saber. – Falei, um pouso ofegante.
– Sabe o que eu penso? – Murmurei, ameaçando beijá-lo.
– O que?
– O quanto você é gostoso e o quanto isso é bom. – Sorri de canto.
Senti um alívio, mas que... Isso estava me deixando doido. Contudo a única explicação é que seria ela.
O beijei.
– Sua boca é tão deliciosa. – Sussurrei, continuando a beijá-lo.
– Você é toda deliciosa, em todos os lugares.
– Como você sabe? Não provou todos eles ainda. – Falei provocante.
Desci minha cabeça até seu ouvido.
– Os mais importantes sim.
Ele chupou o lóbulo de minha orelha, intercalando com uma estocada que deixou-me sem um pensamento coerente na minha cabeça. Virei meu rosto e capturei seus lábios, o beijando intensamente.
Me movimentei, deixando mais rápido nosso sexo e sabendo que logo teríamos outro orgasmo. Com a mão livre, passei-a por sua perna e a puxei para mim, penetrando-a mais fundo.
Nosso beijo estava na mesma intensidade que nossos movimentos, o que acabei achando “interessante” a disposição que ele tinha.
Sentia aquela consumação novamente e uma explosão tão forte como a anterior...
– JESSE!
Acabei sendo tomada pela mesma sensação que das outras vezes, respondendo perfeitamente ao corpo dele. Ouvir meu nome saindo daqueles lábios e com aquela voz era tentador demais... O beijei novamente.
Correspondi-a e logo quebrei o beijo, me jogando ao lado dela. Respirava rapidamente e, conforme o êxtase passava, várias dúvidas começavam a vir em minha cabeça.
Queria poder tocá-lo, mas todas as tentativas que fiz foram falhas e acho que ele não confiava o bastante em mim ainda.
O olhei e ele parecia em dúvida.
– Está tudo bem?
Assenti minimamente.
– Sim, somente recuperando o fôlego.
– Ok. – Suspirei. – Eu posso tomar um banho aqui?
– Claro, tudo o que precisar tem lá. – Apontei para a porta do banheiro.
– Ok... Obrigada. – Dei-lhe um beijo leve e fui tomar um banho.
Eu estava confuso. Nunca tinha sentido nada como hoje, mas também não queria misturar as coisas. Levantei-me e saí dali, parando na biblioteca. Coloquei uma música lenta e isso me ajudou a pensar. Fechei meus olhos, encostando-me a janela que estava aberta e deixei-me levar pela melodia.
Angustias e dores inexplicáveis.
Tudo que ela sente, eu sinto.
Suspirei.
Não, não quero mais pensar nisso.
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