Toda Sua
5 Capitulo 5- Shopping
Notas iniciais
POV Misto. (Klaus e Jesse)
Klaus saiu de meu quarto na velocidade da luz. Literalmente.
Coloquei a blusa de meu pijama – sem o sutiã – e deitei-me novamente.
Meu pai bateu em minha porta.
– Jesse, está acordada?
– Sim. – Respondi. – Pode entrar!
Ele torceu a maçaneta, mas não abriu.
– Por que sua porta está trancada?
Quase bati em minha própria testa.
– Me esqueci disso! – Levantei-me apressada e destranquei a porta, abrindo-a. – Eu tranquei por que estava... Fazendo alguns exercícios durante o banho.
Ele me examinou.
– Tudo bem? – Questionou. – Você parece... Ofegante.
– Estou um pouco fora de forma e acabei cansando mais do que deveria fazendo meus exercícios. – Inventei uma desculpa.
– Ah sim. – Ele sorriu levemente. – Agora descanse amor, está tarde.
– Ok. Boa noite pai. – Beijei suavemente seu rosto.
– Boa noite e durma bem. – Ele afastou-se, indo para seu próprio quarto.
Fechei a porta com um grande suspiro.
– Meu Deus. – Caminhei até a cama e atirei-me nela passando as mãos por meus cabelos. – Essa passou perto.
– Não correremos esse risco novamente, eu lhe garanto. – Falei seriamente. –Nos veremos de novo logo e teremos a oportunidade de continuar.
Acabei rindo e fui até minha janela, sentando-me nela exatamente como ontem. Olhei para o galho mais perto de minha janela e vi Klaus ali.
– Não me diga que você ficava aqui?
Sorri de canto.
– Culpado.
Ri com vontade.
– Você é inacreditável sabia?
– Esperto, irresistível, inteligente, entre outros. – Me gabei com um sorriso mais pronunciado.
– E metido. – Observei divertida. – E esqueceu também de escalador de árvores e um híbrido muito sem vergonha. – Sorri.
– Isso é natural. – Dei de ombros. – Quando te vejo novamente, além do meu camarote aqui?
– Não sei. – Murmurei pensativa. – Amanhã tenho aula pela manhã e com certeza a London vai me levar para o clube. Na verdade eu adoro piscina, contudo preferiria ter uma particular, não ao publico. – Ri levemente. – Podemos nos ver à noite.
– Ela pode te dar cobertura? – Questionei.
– Ela vai adorar que um homem mais velho venha me ver. – Comentei. – E bem mais velho. – Voltei a rir.
– Diga que vai dormir na casa dela e nos encontramos no mesmo lugar às 21 h. – Falei, já querendo que a hora passasse rapidamente.
– Ok. – Abri um sorriso. – Até amanha então e boa noite.
– Até. – Lhe disse. – Vá dormir agora.
Assenti sem lhe dizer nada e saí da janela, caminhando até minha cama. Deitei-me e não demorou muito para que eu caísse no sono.
Fiquei admirando-a dormir e sussurrei:
– Durma bem minha flor delicada e descanse que amanhã teremos a nossa noite... Ou melhor, a sua noite.
POV Jesse.
Dormi pensando nele, nos seus toques... No seu olhar de desejo e excitação. As poucas vezes que conversei sobre sexo com alguém, foi com minha mãe e alguns meses atrás com a London. Ela já perdeu a virgindade dela há um ano e desde lá, ela está... "ativa", então ela vive dizendo que quando você vê o "volume" ou sente "duro" é porque você é gostosa ou que ele está muito na seca. Eu sempre ri dela.
Por acaso isso é coisa que se diga?
E o pior é que eu sei que London vai perguntar TUDO, não deixando absolutamente nada escapar. Porém, mesmo com esse jeito dela, eu a amo e dividimos tudo – e isso não seria diferente. Quando acordei, tomei um banho e passei o resto do dia lendo e na internet. Quando deu 17 hrs., ela chegou. Queria contar a ela tudo e depois iríamos para a "casa dela".
– Jesse, cheguei. – Falou minha amiga quando bateu em minha porta.
Caminhei até ela e a abri.
– Entre. – Ela entrou e fechei a porta.
– Nossa, o que foi? – Questionou enquanto me examinava. – Você parecia animada, mas diria receosa no telefone.
– Eu estou animada e receosa. – Suspirei. – É que as chances de você surtar são altas demais.
London olhou-me desconfiada.
– Jesse o que você fez? Ou quer fazer?
A puxei para a cama e nos sentamos.
– Ontem eu quase perdi a minha virgindade.
– O QUE? – Ela abriu um enorme sorriso e bateu palmas. – Minha garota finalmente tá acordando!
– Shhh... – Agarrei as mãos dela. – Mas o problema é com quem... Tipo, para mim não tem nada demais, porém você e os outros, eu não sei. – Fiz uma leve careta.
– Jesse, meu bem... Isso não é conversa para ter onde podem nos ouvir, vamos a um local mais reservado e tenho certeza que isso tem haver com ‘você ira para minha casa hoje’.
– London, se sairmos daqui assim, vai ser mais estranho ainda. – Falei, convicta do que eu dizia. – E também não tem nada demais contar aqui ou não... Sendo que quase aconteceu aqui mesmo.
– Garota você trouxe um garoto aqui? – London ficou boquiaberta. – Eu estou tão orgulhosa de você!
– Ele não é mais um garoto. – Falei a encarando.
– Então me explica amor. – Pediu.
– Ele é um vampiro. – Contei, já esperando sua reação.
Ela abriu a boca duas vezes e nada saiu. Por uns segundos ficou séria, mas logo sorriu.
– Não diga que é um daqueles gostosos que fazem a gente tremer como na TV?
– Muito gostoso. – Sorri involuntariamente. – Você conhece a fama dele. Na verdade, todo mundo conhece, só que a maioria acha que é uma lenda. – Olhei no fundo de seus olhos. – É o Klaus.
Ela arfou.
– Oh my... Jesse como você conseguiu isso? Como conhece, onde, quando? – London me encheu de perguntas. – E ele não é todo terrível? Sério, quando ouvi seu pai contar imaginou um monstro das cavernas com presas. – Minha amiga fez uma careta.
– Muito pelo contrário. – Mordi levemente meu lábio inferior. – Ele é lindo, sexy, gostoso, tem um sotaque mais perfeito que possa imaginar e tem a melhor pegada também.
Ela se jogou na cama.
– Mesmo sendo uma virgem muito fofa, você é minha heroína. – London soltou um suspiro. – Demorou mas você pescou o melhor dos peixes.
Comecei a rir.
– Não exagere. – Franzi o cenho. – Heroína?
– Sim. Mas antes de dar minha aprovação, preciso visualizar o material. – Falou como se fosse uma profissional no assunto. – E como a mocinha tímida quase transou ontem?
– Bem... Eu o convidei para entrar, então ele começou a me beijar, a coisa foi esquentando e quando já estávamos "avançados"... Meu pai bate na porta. – Contei.
– NÃO!!! – Ela quase gritou. – Isso é um absurdo, quase um pecado! – London respirou fundo. – Mas e aí, quer dizer que ele te chamou hoje para continuarem?
– Sim. Pediu para encontrá-lo na praça as 21:00.
– Pode deixar amiga, lhe dou cobertura total. – Falou animada. – E melhor: nem precisa se preocupar com camisinha, pode ser pele com pele que deixa bem mais gostoso.
– London! – Exclamei enquanto ria.
– É a verdade. – Deu de ombros. – E deu pra saber se ele é bem dotado? Por que se for meu bem, se prepara.
– Bem... O "volume" era grande, mas não sei se isso quer dizer alguma coisa. – Revelei meio em duvida e envergonhada. London sempre me deixa assim, mas sempre conto tudo a ela.
– Provável que sim. E você como está?
– Eu estou bem. Digerindo ainda essa coisa toda e tenho outra noticia. – Respirei fundo. – O Dean... Ele me beijou.
London piscou algumas vezes.
– Ele o que?
– Ele me beijou. Disse que gosta de mim mais do que como amigo.
Ela respirou fundo e se sentou.
– Bem eu achava isso há uns dias.
Franzi o cenho.
– Achava? E porque não me contou? – Questionei confusa.
– Pensei que fosse coisa da minha cabeça. – Falou enquanto colocava a cabeça em meu colo.
Comecei a acariciar seus cabelos.
– Tudo bem?
– Claro. – Ela deu um sorriso rápido. – Mas aonde vocês vão? Hotel ou na casa dele?
– Acho que na casa dele. – Falei, com um pouco de dúvida.
– Adorei! – London voltou a se animar. – E já escolheu a roupa?
– Não exatamente... Acho que pode ser algo simples né?
– Estou dizendo da lingerie. Ou vai sem nada logo? – Ela ergueu a sobrancelha de modo sugestivo.
– Ah sim. – Corei um pouco. – Ainda não e é claro que não irei sem nada.
London tocou o queixo pensativa
– Vampiros gostam de sangue, não é? Então que tal... Vermelha?
– Pode ser. Será que com rendas?
– Com certeza! Se os novos gostam, imagine os velhos. – Ela riu. – A propósito... Você tem uma assim?
Neguei com a cabeça.
– Claro que não. Até ontem não tinha motivos para isso.
– Então levanta que vamos às compras! – Disse London enquanto se levantava.
– Ah, meu Deus. – Suspirei. – Ok... Vamos.
– Pra ver como eu te amo, seu enxoval vai ser por minha conta.
– Nem pensar, eu pago. – Falei me erguendo da cama. – E você compre coisa pra você.
– Não. É o meu presente para o casal. – Ela pegou sua bolsa com um sorriso. – Vamos.
Fiz uma leve careta.
– Ok. – Peguei minha bolsa e saímos de minha casa, indo em direção ao shopping.
London teimou tanto, mas tanto que a deixei pagar uma das 300 lingeries que ela havia pego. Voltamos para minha casa e peguei uma roupa simples. Era péssima para me arrumar toda e não estava a fim de colocar vestido e salto alto. Fui para a casa dela e me arrumei lá.
Tomei banho, passei meu inseparável hidratante e coloquei a lingerie vermelha com rendas, que acabou ficando bem em meu corpo enquanto examinava-a em frente ao espelho. Coloquei essa roupa: http://www.polyvore.com/jesse/set?id=99822748. Sim, um tanto simples, já que não queria ser escandalosa. Não faço esse estilo.
Fiz uma maquiagem leve, coloquei o colar e o All Star que tinha pego. Não tomava verbena há três dias, somente em meu colar que sempre usava. Era de minha mãe e eu nunca o tirava. Terminei de me arrumar e fui até London.
– Estou pronta. – Falei a ela enquanto terminava de descer as escadas.
– Uau... Está linda. – Observou. – Mas estava pensando, não seria melhor aquela branca? Sabe, a coisa da pureza e inocência combina com você.
– Eu não vou trocar de novo. – Fiz uma careta rápida. – E já está quase na hora, preciso ir.
– Você quem sabe. – Deu de ombros. – Alguma pergunta de ultima hora?
– Na verdade não, afinal, já sei o que irá acontecer mesmo.
– Então está ótima. – Ela sorriu.
Abri o meu próprio.
– Obrigada. – Dei um beijo em seu rosto e me afastei. – Amanhã nos falamos. – Virei-me para a porta e a abri, saindo de sua casa.
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