Toda Sua
4 Capitulo 4- First Time, Or Close To It
Notas iniciais
POV Misto (Klaus e Jesse)
Apressei-me para voltar para casa e deixar meu carro, pois queria voltar para a casa de Jesse e foi o que fiz. Fiquei no mesmo local em que podia vê-la pela janela.
A porta do banheiro se abriu e ela saía do banho.
Saí do banho sem minha toalha, afinal, estava somente eu ali. Parei em frente ao espelho e comecei a passar meu hidratante novamente, começando pelo pescoço.
Jesse... Assim você me deixa louco.
Somente pensar em romper aquela pele suave com meus dentes dava-me água na boca.
Desci minhas mãos em direção aos seios, passando-o com suavidade.
Minha mãe, antes de falecer, sempre dizia: “Use sempre um hidratante. Sua pele tem de ser como seda.”
Desde então eu os uso todos os dias.
Ela, mesmo sem saber, estava excitando-me novamente e, por ter ficado perto dela, parecia se tornado mais... Forte.
Comecei a passar por minha barriga.
– São nessas horas que preciso da London aqui para passar por minhas costas. – Falei ao meu reflexo e acabei rindo.
Às vezes eu achava engraçado a maneira que eu falava sozinha.
– Jesse. – Dean bateu em minha porta.
– Um minuto! – Exclamei, vestindo uma lingerie e, por cima, meu pijama curto. Abri a porta para ele. – Ei Dean. – Sorri de canto.
– Você demorou... Fiquei preocupado. – Comentou, adentrando meu quarto.
Encostei a porta.
– Está tudo bem, só fiquei conversando com um... Amigo. – Falei “amigo”, porém o que eu sentia era muito mais forte do que esta palavra simples.
– Amigo? – Perguntou estranhamente. – Espero que não seja nenhum abusado...
Comecei a rir.
– Não se preocupe, não teve abusados. – Assegurei.
Ele se aproximou vagarosamente de mim.
– Não sabia que estava com amigos... Assim. – Observou.
– Assim? – Questionei em dúvida.
– Para sair. – Dean aproximou-se ainda mais. – Pensei que eu seria uma opção para você.
Encarei-o.
– Mas nós já saímos... Quase todos os dias. – Ele estava muito perto e consequentemente me afastei.
– Não digo assim... E sim assim. – Ele me beijou.
Fiquei surpresa e empurrei-o, quebrando o beijo.
– Dean, o que você está fazendo?
Ele fez...
A raiva me consumiu e, por muito pouco, não pulei dentro do quarto. Contudo... Teríamos a hora de nos acertar.
Se ele achava que teria algo com ela, está muito enganado.
– Jesse, minha querida... Não vejo a hora de que seja minha. – Sussurrei quase inaudível.
– Jesse, nós podemos ficar juntos... Sei que gosta de mim. – Afirmou ele.
– Eu gosto, mas não desse jeito! – Exclamei. – Isso não pode acontecer Dean!
– Por que não? – Questionou. – Estamos juntos há tanto tempo... Espere, não vai me dizer quem é esse cara novo?
– Hã... – Eu queria dizer que sim, porém tinha medo do resultado. Ele poderia descobrir o que Klaus é ou pior... Klaus poderia tentar machucá-lo. – Não vem ao caso... O caso é que não gosto de você desse jeito! Pensei que você me via como uma amiga ou uma irmã também!
– Você é minha amiga, no entanto pode ser mais que isso... É só querer! – Exclamou, com esperança em seus olhos.
Suspirei.
– Dean... Eu não posso ter alguma coisa com você! Eu não te vejo assim!
Ele estreitou seus olhos, mudando completamente sua expressão.
– Foi a London que colocou essas ideias em sua cabeça, não é? Ela que te apresentou esse cara... – Dean passou as mãos por seus cabelos, notavelmente frustrado. – Você mudou desde que aceitou as mudanças que ela propôs. Quem é ele e por que não quer dizer?
Se ele fizer qualquer movimento a mais, eu me intrometo.
– Não, não foi a London. E não vem ao caso quem seja ele. – Falei em um tom suave, porém sério.
– Ambos me pagam e você ainda vai ver que eu era o cara certo para você! – Falou ameaçadoramente. – Ninguém te conhece como eu. – E, com aquilo, ele saiu sem olhar par trás.
Ameacei ir atrás dele, porém parei e suspirei. Me sentei na cama e atirei-me para trás, fechando meus olhos e fazendo massagem em minhas têmporas.
– Jesse, sinto que você não está bem. – Queria entrar, no entanto, toda essa situação estava me confundindo.
Escutei a voz novamente e ergui um pouco meu corpo da cama.
– Estou bem... Somente tentando digerir isso tudo. – Falei, em um tom de voz baixo e suave.
Era verdade, pois conseguia sentir sua confusão e, até certo ponto, sua tristeza.
Não quis me meter ao ponto de fazê-la recuar.
– Se precisar, estarei aí com você.
Um sorriso leve brotou em meus lábios.
– Obrigada e... Queria você aqui, comigo. – Ri de maneira leve. – Isso é tão estranho! Acabamos de nos ver e já sinto sua falta... – Falei em um murmúrio baixo, como se fosse somente para eu ouvir.
– Quer? – Questionei, estando a poucos metros dela.
– Sim. – Afirmei sorrindo. – Quero.
– Me convide. – Falei, próximo à janela.
Estaria quebrando todas as regras de meu pai, porém naquele momento, simplesmente não importava.
– Pode entrar.
Em segundos eu estava com ela.
Ergui-me da cama quando o vi.
– Como foi tão rápido?
– Não tinha ido para casa, estava por aí. – Falei, dando de ombros.
– Ah sim. – Voltei a sentar. – Não acredito que está realmente aqui, é como se tudo fosse... Um sonho.
– Por que seria um sonho? – Permaneci de pé perto da janela.
– Por que... Primeiro: você é... Você; segundo: é definitivamente o homem mais lindo que já vi. – Sorri suavemente. – Acabo me perguntando o porquê de você perder seu tempo comigo.
– Não diga coisas da qual não sabe. – Murmurei sinceramente. – Estou aqui por que quero estar com você. Ah... E obrigado. – Sorri de canto.
Correspondi ao seu sorriso.
– Fico feliz em ouvir isso e... Não há de que.
Deixei meu olhar recair por seu corpo. Como agora eu estava mais próximo, pude notar o quão sexy ela estava naquele pijama, no entanto... Se ficasse somente com a lingerie ficaria bem melhor...
Senti o olhar dele sobre mim e acabei corando suavemente.
– O que foi?
– Admirando seu corpo. – Admiti a ela. – Deveria ser menos envergonhada de sua beleza.
– Não tenho vergonha da minha “beleza”. – Expliquei. – Somente não estou muito acostumada com olhares em minha direção.
– Isso é por que nunca se permitiu ousar. – Observei. – Contudo... Gosto disso. Assim sei que não sai por aí descontroladamente.
Fiz uma careta.
– É complicado... Nem todas as mulheres conseguem ser sexy. – Comentei. – Eu estou no grupo das que não conseguem e, até certo ponto, não me importo muito com isso.
– Não precisa querer para ser. – Se ela era assim sem querer... Imagina se quisesse.
– Não? – Perguntei curiosa enquanto cruzava minhas pernas e passava os dedos por meus cabelos.
– Ser sexy está mais na atitude do que nas roupas ou no corpo, porém muitas pessoas não percebem isso. – Ela realmente tinha as pernas lindas, principalmente as coxas.
– Só que minhas atitudes não são sexy e não tem por que serem. – Dei de ombros. – Se faço alguma coisa, é sem perceber. – Afastei meus cabelos e o prendi. Estava meio quente...
Não precisava de nada para sentir o clima que estava, então tranquei a porta do seu quarto e caminhei até ela. Peguei-a pela cintura e a puxei contra mim.
Minha respiração deu uma guinada quando fiquei junto a ele, sentindo arrepios por todo meu corpo.
– Como disse, não precisa ter medo.
Mordi levemente meu lábio inferior.
– Não estou com medo... Muito pelo contrário.
Toquei seu rosto com suavidade.
Por que me sentia assim com ela? Como se estivesse onde deveria estar?
Seria essa a real sensação?
Levei minha mão até seu rosto e o acariciei com as pontas dos dedos. Sua barba o deixava ainda mais charmoso e seus lábios eram tão chamativos, tão tentadores...
Estava tão próximo que foi impossível de resistir e a beijei. Um beijo calmo e doce, com sua língua vindo com cuidado de encontro a minha, exatamente como imaginei.
Seu beijo era tão doce e acabei permitindo que minha língua fosse de encontro a dele. Klaus mantinha-me junto de si e me importei que estivesse praticamente semi nu.
Queria tê-la, era uma... Necessidade. Porém deixaria o jogo para outro momento, a teria normalmente primeiro.
Envolvi meus braços entorno de seu pescoço, sentindo-me bem em seus braços e não querendo sair dali... Nunca.
Nos encaminhei para a cama, deitando-me com ela. Tocava seu belo corpo e, aos poucos, fui tirando sua blusa, revelando a lingerie.
– Klaus... – Respirava com dificuldade pelos seus toques. – Eu preciso dizer uma coisa...
– O que? – Murmurei contra seu pescoço e beijei-o logo em seguida. Sua pele era mais suave do que tinha imaginado.
Em poucos minutos já e sentia completamente excitado para tê-la por completo.
– Eu... – Respirei fundo. – Eu sou virgem.
Paralisei por alguns segundos. Como não imaginei isto?
Ela era tão tímida, não teria...
– E o que você quer? – Questionei. – Nunca faria nada que não queira.
– Eu quero. – Falei a ele, sorrindo logo em seguida. – E quero que seja com você.
– Não poderia ter escolhido melhor. – Isso estava muito bom para ser real. Eu seria seu primeiro e ela seria... Unicamente minha.
Juntei nossos lábios novamente, mostrando um pouco de meu desejo através dele.
Retribuí com a mesma intensidade, sentindo meu corpo mais relaxado e completamente entregue a ele.
Sentia sua confiança e o quanto ela queria. Acho que estava entendendo aquilo...
Somente sentia suas emoções quando eram fortes, e ela quando meus sentimentos são extremos.
Desci a boca por sua pele, ficando sempre entre o roçar e o beijar. Logo passei minha língua ali, descendo em direção ao seus seios.
Nunca imaginei que minha primeira vez seria com um vampiro, mas sabia que seria com um sentimento forte e, o que eu sentia por ele era um tanto... Inexplicável.
E extremamente forte.
Tudo para mim era novo, então o deixaria fazer o que sabia, pois, mesmo sendo confuso, eu confiava nele.
Tirei seu sutiã e toquei um de seus seios, apertando-o levemente.
Senti todo meu corpo se arrepiar. Ninguém além de mim havia tocado meus seios antes e nunca pensei que ficaria confortável quando outra pessoa o fizesse.
– Gostou?
– Sim...
– Então irá gostar disso. – Baixei minha cabeça, voltando ao seu seio e o beijei, logo capturando o mamilo com minha língua e o sugando. Deixei que minhas presas roçassem suavemente aquela região.
Suas presas não me causaram pânico, mas sim muito... Prazer. Não conseguindo segurar, acabei por gemer e suspirar com seus toques.
Sorrindo em aprovação, fiz o mesmo com o outro, atiçando-o com minha boca enquanto massageava o que acabara de desocupar.
– Klaus... – Gemi seu nome o mais baixo possível.
Dean dormia há duas portas daqui, tendo somente o banheiro separando nossos quartos.
Ouvir meu nome assim era um deleite. Estava começando a descer quando ouvi barulho de passos.
Afastei-me dela rapidamente e desliguei a luz.
– Cubra-se! Vem vindo alguém! – Sussurrei a Jesse e saí do quarto.
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