Toda Sua

3 Capitulo 3- Am I Dreaming?


Notas iniciais
Hey amores, mais um capitulo o/ Primeiramente queria agradecer todos os reviews que recebemos no capitulo anterior, muito obrigada! :) Ah, leiam as notas finais pois irem colocar o link dos personagens, esqueci de fazer isso no anterior! Agora vamos ao capitulo, nos vemos lá embaixo! ;)

Pov Misto (Klaus e Jesse)

Ela não sabia o quanto de verdade existia nas palavras dele...

Dean, seus dias com este tipo de atitude com ela estão contados.

Virei-me e encarei meu reflexo no espelho que havia na parede de meu quarto, lembrando-me do homem que vi hoje. Ele era incrivelmente lindo e acabei por sorrir pensando nele.

– Será que eu estava sonhando? – Perguntei ao meu reflexo. – É... Acho que sim.

Não, não estava.

Ou se estivesse, ambos estaríamos.

– Jesse. – Sussurrei, sabendo que ela não ouviria, porém estava muito ansioso por pronunciá-lo.

Senti um arrepio passar por meu corpo como se fosse a voz dele, extremamente aveludada e sedutora saindo daqueles lábios tão rosados...

– Deus, eu consigo até mesmo ouvir a voz dele. – Sacudi a cabeça contra o travesseiro. – Só posso estar ficando bêbada... Mesmo eu não tendo colocado nenhum pingo de álcool na boca.

Ela... Seria possível?

Acabei sorrindo.

– Você vai ser minha, Jesse. Somente minha.

Fechei meus olhos, saboreando aquelas palavras que, de certeza, eram fruto de minha imaginação.

– Eu nunca desejei tanto ser de alguém. – Falei para mim mesma.

Franzi o cenho.

Como isto estava acontecendo? E como ela pode sentir o que digo?

Vamos testar.

Estava em um local que ela não poderia me ver, então falei:

– Venha para onde estou amor. Venha até a janela.

Senti como se ele me chamasse e consequentemente fui até a janela. Abri-a e sentei-me ali, como costumava fazer quando queria sentir a brisa.

Entendi cada vez menos. Ela estava ali, tranquila, e de maneira sem precedentes, sentindo o que eu falava a ela. Pior, eu me sentia bem estando próximo a ela como nunca havia me sentido em 1000 anos.

– Seja o que for, ou onde estiver, eu queria realmente conhecê-lo. – Sussurrei para o vento.

Eu não era de recuar a uma mulher, e não seria agora que isto ocorreria.

– Vá amanhã às 19hrs ao parque fora do centro, eu encontro você.

Sorri suavemente.

– Ok, eu vou. Boa noite. – Saí da janela e a fechei.

Eu estava mesmo falando e marcando um encontro com o vento?

Meu Deus... Eu preciso ser internada.

Suspirei internamente. Mesmo que eu desejasse recusar, este vento tinha a voz muito linda para se recusar qualquer coisa a ele.

Deite-me novamente e, lembrando-me daquela voz, não tardei a pegar no sono.

– Boa noite. – Fiquei ali até que percebi seu sono profundo e sorri ao ver que, mesmo sem minha influência, ela sonhava comigo.

Fui para casa pensando em tudo aquilo.

Teria relação todas as reações que tive há alguns anos e o que eu a fazia sentir?

E a sensação de quanto a encontrei não era nem um pouco normal, então pagaria para ver.

O dia passou lento e aquele sorriso acompanhado daquele azul profundo me perseguiu todo o tempo. Quando chegou a hora, fui para o local que havia dito e fiquei esperando-a.

O dia havia passado normalmente, porém estava ansiosa para as 19hrs. Não tenho ideia como conversei com o “nada”, e estava seriamente cogitando a possibilidade d’eu estar enlouquecendo ou algo assim.

Quando era 17:50, fui me arrumar, vestindo novamente o constrangedor short jeans e uma blusa de mangas curtas. Terminando de me arrumar, saí de casa e fui ao lugar que havia combinado com o meu “nada”.

O sol estava baixo e quase anoitecia quando ela chegou. Eu estava recostado em uma árvore e percebi que Jesse não havia me visto.

Passava por uma árvore quando o vi recostado nela. Meu coração acelerou e fiquei muito envergonhada. Ele podia estar ali por qualquer outra coisa e eu ser somente uma idiota que fica babando por ele.

– Que bom que veio Jesse. – Falei cordialmente.

– Você... Sabe meu nome? – Perguntei em um sussurro.

– Sim, pois foi você que me disse.

Olhei para ele confusa.

– Disse?

– Sim, eu ouvi você dizer, no entanto isto não vem ao caso. – Disse a ela em tom evasivo.

– Então quer dizer que eu não estava doida?

– Não está, fui eu que disse a você para vir.

Coloquei meu cabelo para trás.

– Eu ouvi você, mas pensei que era coisa da minha imaginação.

Foi surpreendente perceber que havia ouvido o que tinha dito a mim também.

– O que tem de especial em você?

– Que eu saiba nada. – Dei de ombros. – E como você me ouviu?

– Em parte sou o que você caça.

Consequentemente me afastei.

– Em parte?

– Sim. – Revelei. – Fui vampiro por muitos séculos, porém agora esta é somente uma parte de mim. – Mesmo que quisesse mentir, era como se não conseguisse fazer isto com ela.

– Então o que você é? – Meu coração estava acelerado e eu sabia o quão perigoso era isto perto de um vampiro, mesmo os mais controlados.

– Híbrido. – Falei naturalmente.

Engoli em seco. Meu pai havia me contado sobre a lenda do híbrido original e da família original, juntamente com o quanto eram perigosos.

– Não me diga que você é o... – Não conseguia terminar.

Ergui a sobrancelha.

– Ouviu falar de mim?

– Você é famoso. – Falei em um tom baixo e eu estava realmente apavorada por estar tão próxima a ele.

– Isso encurta muita coisa, porém não precisa ter medo de mim, e são poucas as pessoas que podem ouvir isto.

Quando ele disse aquilo, uma onda de alívio passou por meu corpo.

– E por que não?

– Por que quero descobrir o seu diferencial. – Falei enquanto me aproximava.

Olhei-o séria.

– Eu não sou especial, sou somente uma garota comum.

Ele pareceu ignorar o que eu havia dito.

– Vamos caminhar um pouco. Adoro este parque à noite.

Por algum motivo, me sentia segura com ele.

– Tudo bem.

Comecei a puxar assunto.

– Então você caça vampiros. Coisa diferente para uma garota com...

– 18 anos. – Suspirei. – É que um vampiro matou a minha mãe.

– Oh, sinto muito por isto. Quanto tempo faz? – Questionei.

– Dois anos. O filho da mãe ainda vai arder com muita verbena e sol até pedir por clemência, e somente aí iremos matá-lo. – O olhei. – Somente eu sei quem ele é, fora que ontem ele tentou me matar.

Dois anos?

Nesta época senti uma dor tão grande que até pensei que fosse um feitiço ou algo do tipo, já que nada havia me acertado. E foram péssimos os dias seguintes.

– Antes, deixe-me perguntar: o que sentiu ontem, quando estava nesta situação?

Encolhi meus ombros.

– Pavor, medo, angústia...

– Vai ser estranho, mas somente me responda: e quando sua mãe faleceu?

Olhei para meus pés.

– Uma dor imensurável.

Como? Como eu podia sentir suas dores?

Tinha de fazer o teste final.

– Jesse, me desculpe. – Avancei nela sem avisar, porém tendo o cuidado para não machucá-la.

Senti o medo passar por meu corpo quando o vi avançar em mim. Meu coração parecia que iria sair por minha boca.

A expressão dela dizia o que eu sentia.

– Está com medo?

Acenei um sim.

Afastei-me dela.

Como sem feitiço ou algum sirebond eu podia sentir isto? Que ligação era esta?

– Por que você fez isso? – Perguntei, tentando controlar minha respiração.

– Desculpe, tinha que saber de uma coisa. – Suspirei. – Não iria lhe machucar, disse que não faria.

Encarei-o com o cenho franzido.

– Saber o que?

– É particular. – Falei simplesmente e mudei de assunto. – Bem... Então quem ele é? Sabe o nome?

– Não, porém nunca vou me esquecer de seu rosto e como estava satisfeito em me ver em seus braços, completamente amedrontada. – Estremeci com a lembrança.

– Acho que sei de uma maneira bem satisfatória com relação ao que quer fazer com ele. – Comentei pensativo.

O olhei.

– Sabe?

Ignorei sua pergunta.

– Quando quiser, me diga onde encontrá-lo e eu resolvo isto. E, antes que pergunte, não vou matá-lo de início, vai ser bem pior que a morte.

– E por que faria isso?

– Por que eu quero. – Dei de ombros.

O olhei desconfiada.

– Tudo bem, irei ver isso.

Minha mente trabalhava em possíveis causas. Sempre levá-la a uma, mas não aceitaria isso.

– Jesse, tem sentido algo diferente nos últimos seis meses? – Questionei, fingindo estar despreocupado.

– Diferente? Como?

– Como... Dor... E depois... Satisfação. – Murmurei.

Pensei por um momento.

– Sim. Há algum tempo senti uma forte dor em cada nervo do meu corpo, sentia raiva, fome e no fundo, felicidade. Era algo estranho, pois eu parecia uma louca rindo do nada em alguns momentos. – Falei a ele com um meio sorriso. – Porém a dor era tremenda, não queria senti-la novamente.

Fiquei pasmo, era exatamente o que eu tinha sentido no dia de minha transformação. Estava mais estranho do que nunca.

– Algo além disso?

– Alguns dias atrás eu senti medo. Medo de morrer. – Encolhi meus ombros.

– COMO?! – Isso tinha sido quando eles havia me prendido e eu escapei nos últimos minutos. Não saber nada estava me irritando. Sempre tinha o controle de tudo o possível a minha volta... Ainda mais algo que me envolve tanto assim.

O encarei.

– O que foi? – Deixa, é algo que tenho de resolver. – Aproximei-me dela. – Está com fome? Já faz algum tempo que estamos aqui.

– Um pouco. Na verdade, eu ficaria imensamente feliz em sairmos daqui. – Fiz uma careta. – Não aguento que fiquem olhando para mim desta forma. – Falei, referindo-me ao grupo de garotos que provavelmente estudavam em minha escola, porém não recordava muito bem.

Franzi o cenho.

– Não gosta que te olhem?

– Não que eu não “goste”, mas eu morro de vergonha. Não estou acostumada com isso.

A olhei atentamente.

– Por que não?

– É que eu ficava mais em casa e vestia roupas que me deixavam mais... Confortável. Porém minha amiga, London, diz que eu preciso me mostrar mais, então ainda estou me acostumando com a ideia de olhares. – Expliquei a ele.

– Eu concordo e discordo. Sim de acordo com sua amiga, não tem que se esconder, mas não pode ser algo desconfortável para você e tem que querer isso.

– Eu sei, porém sou inexperiente com este tipo de coisa por ter vivido sempre com meu pai e Dean.

– Dean? – Me fiz de desentendido.

– Meu melhor amigo, pelo meu ver. Ele mora comigo e às vezes dormimos juntos. Acho até que devo chamá-lo de irmão. – Ri suavemente.

Para Jesse ele era um irmão...

Isso era reconfortante.

– Tem certeza que é somente para ele?

– Claro que sim. – Revirei levemente meus olhos. – Ele briga comigo o tempo inteiro e fica regulando o tamanho do meu short. É como um irmão ciumento.

Nos encaminhamos para fora do parque.

– Onde deseja ir?

– Não sei. Alguma ideia?

Pensei por um momento.

– Tenho, contudo não sei se ainda existe. Vamos ver.

– Ok.

A direcionei ao meu carro e fomos. O restaurante era pequeno, mas extremamente apresentável e não muito longe do parque.

Entramos e achamos uma mesa ao gosto de ambos.

– Não me arrumei para um jantar. – Observei sorrindo. – Mas o lugar é realmente lindo. Amo coisas singelas.

Sorri levemente.

– Vai gostar então e não tem problema, está muito bem.

Transmiti-lhe um sorriso de canto.

– Obrigada. – Era tão estranho estar com ele.

Ele era um híbrido/homem de 1000 anos e eu uma garota de 18 que não sabe de nada.

Sim, eu sou virgem. E sinto um mar de tensão pré-sexo vindo dele, o que me deixou realmente preocupada.

O jantar foi agradável e pude percebê-la melhor, mas ainda pensava nessa coisa dos sentimentos, se era o que estava passando por minha mente... Não. Eu disse que não pensaria mais sobre isto.

Nisso tudo, essa proximidade com ela aumentava o meu desejo de tê-la, tocá-la e de levá-la aos melhores orgasmos de sua vida.

Quando terminamos a sobremesa, me veio algo em mente.

– Já que conhece vampiros e tão bem a cidade, sabe se tem algum Marcel por aqui?

– Ah, sim... O Marcel. – Fiz uma careta. – Já tentamos matá-lo uma vez. Ele já tentou há um ano atrás, se não me engano, mas meu pai conseguiu atingi-lo com verbena. Desde então não o vi mais, mas é claro que ele continua aqui. Ele que “comanda” a cidade.

– Ótimo que ele comanda, porém vai devolver para quem realmente pertence. – Comentei, com os olhos levemente estreitados.

Meneei a cabeça.

– E a quem pertence?

– A mim, é claro. – Falei como se fosse óbvio. – Eu criei, por assim dizer, Nova Orleans... E Marcel também.

Olhei-o.

– Meu Deus, a história desta cidade é bem mais complexa do que pensei.

– Sim, é. – Olhei-a de volta.

Sorri sem jeito por seu olhar em mim.

– O que tanto me olha? – Questionei, terminando de beber meu suco.

– Sua beleza.

– Beleza? – Bufei levemente. – Não é para tanto, sou uma garota como qualquer outra. – Falei enquanto colocava meu cabelo para trás.

– Sim, mas existem garotas e garotas e você tem... Algo peculiar que me diz que pode ser muito mais do que aparenta. E até mesmo gostar de muito mais.

Curiosa, inclinei-me um pouquinho para frente.

– Tipo o que, por exemplo?

– Seus olhos. – Apontei. – São profundos e eu queria descobrir o que tem além deles.

Sorri suavemente.

– Não tem muita coisa, apenas a vida de uma adolescente e os sonhos para o próximo ano. – Dei de ombros.

– Sempre tem mais coisa. – Falei, mantendo firme meu olhar sobre ela.

– Garanto que não tem. – Sustentei seu olhar, porém ele era muito intenso e me desconcertava.

– Pode ter e você ainda não tem conhecimento. – Observei. – Como em um oceano. Se olharmos por cima não vemos nada, mas se nadarmos até o fundo, podemos encontrar coisas inimagináveis.

Mordi levemente meu lábio inferior.

– Talvez, porém não sei o que poderia ter.

– Se procurar, irá descobrir. – Assinalei.

– Bem, então terei de descobrir depois. – Olhei ao relógio e eram 23hrs. O tempo havia passado voando. – Eu preciso ir, meu pai não gosta quando ando sozinha à noite. O negócio com os vampiros. – Falei baixinho. – Ironicamente, estou com um híbrido. – Sorri.

– Tecnicamente, não está descumprindo as regras, mas não quero você em problemas. – Disse a ela em tom sincero. – Posso te levar?

– Claro, mas me largue na esquina de casa, é mais seguro, pois, mesmo você sendo quem é, não gostaria de tomar banho de verbena. – Fiz uma leve careta. – É que meu pai colocou no sistema de irrigação.

– Ok, eu me contento com isso. Também não quero você sozinha por aí. Vamos. – Levantamos da mesa e saímos dali.

Não demorou muito para chegar à esquina de minha casa e, quando ele parou, virei-me em sua direção.

– Obrigada pela carona.

Encarei-a.

– De nada. – E sorri.

Como eu queria sentir seus lábios...

Abri a porta.

– Se cuide Klaus. – Falei suavemente. – Sei que isso é meio idiota de dizer a você, mas é como se eu precisasse que fique bem. – Sorri a ele e dei um beijo em seu rosto. – Até mais.

– Digo o mesmo a você e tome cuidado. – Puxei sua mão e dei-lhe um beijo no canto de sua boca.

Sorri, seus lábios eram como o mel.

– Agora eu preciso mesmo ir. – Saí do carro e fechei a porta. – Tchau e boa noite!

Caminhei rapidamente até a entrada de minha casa e adentrei minha residência.

Notas finais
Fofos né? HAHA´ O que será essa incrível ligação entre eles? Palpites? Bem, aqui vai o link dos personagens: Jesse: http://img59.imageshack.us/img59/575/79yg.jpg Dean: http://www.ctv.ca/getattachment/d7a34d85-a7a0-4bb5-9737-72249fb90caa/TheTomorrowPeople/Bios/Luke-Mitchell.aspx/635164886542230000?width=600&height=338&crop=true Jack: http://images.wikia.com/prettylittleliars/images/8/84/Byron-montgomery-picture.jpg London: http://euclidesradcliffe.zip.net/images/OC_Summer.jpg Até o próximo! ;)