Toda Sua
13 Capitulo 13- Tattoos
Notas iniciais
POV Misto. ( Klaus e Jesse.)
– Ah, é bonita e bem interessante.- Kol disse.
– Obrigada.- Arrumei a blusa de novo.- Eu adoro ela.
Não veria mas nada. Voltei para o quarto e tranquei a porta.
– Legal. Não é toda garota que faria uma ai. Gostei, mostra ousadia de você e que não é comum.- Kol falou.
– Ousadia? É algo que nunca disseram sobre mim.- Ri.
– Não? Mas vejo muito disso em você.- Ele disse.
Sorri.- Obrigada então.
– Quer ir dar uma volta? Aqui em casa não tem muito o que fazer.- Ele falou.
– Preciso falar com o Klaus quanto á isso.- Era incrível como nesse momento estava sentindo uma fúria horrível e... ciúmes. Muito ciúmes.- Falando nele, eu preciso ir falar com ele.
– Agora? Não pode ser depois? Estávamos brincando muito bem.- Ele disse.
– Não, é sério. É bem provável, ele quebrar a casa. Preciso ir falar com ele.- Me encaminhei para a porta.- E Kol, por favor. Não saia do seu quarto.- Disse isso e entrei na casa.
– Por que?- Ele foi atrás dela.
Parei na escada.- Fique aqui. Por favor.- Fui até a porta do quarto de Klaus e bati.- Klaus?
Como ela podia? E ainda vir aqui? Joguei o cavalete na parede. Seu imbecil, quem mandou confiar?
Me encolhi pelo barulho.- Klaus, me deixa entrar. Você não tem que surtar.
Kol, seu desgraçado, não sabe manter suas mãos longe dela. Joguei o que via pela frente. O quarto era grande, podia fazer isso.
Tentei abrir a porta.- Klaus, me deixa entrar. Por favor.
Sabia o que fazer. Sai e fui direto no meu quarto.
Suspirei e o segui para o quarto. Entrei.- Posso explicar agora?- Fechei a porta.
Onde tinha guardado as adagas... Ah sim. Peguei uma no cofre atrás de um dos quadros.
Fui até ele.- Klaus, não faça isso. Não teve nada demais! Estávamos apenas brincando um com outro.
– Sai da minha frente.- Disse.
– Não, não irei. Ele não me tocou e nem aconteceu nada, só rimos e brincamos. Ele é meu amigo, nada demais.- Falei.
– NADA DEMAIS?!- Exclamei irritado.
– Sim, nada demais. Lembre-se, eu sou somente sua. De mais ninguém.- Falei.
– E MESMO ASSIM ESTAVA TIRANDO A ROUPA PRA ELE!- Gritei.
– Eu não estava tirando a roupa pra ele. Eu só mostrei a tatuagem.- Disse.
– E acha isso tudo bem? Sendo aonde é?- Questionei.
– Era isso ou cosquinha. E a tatuagem não é no meu seio, é na lateral do meu corpo, perto do seio, porém ele não viu nada demais.- Disse.
Ri.- Incrível como acha isso nada demais. Sai.
– Você não irá empala-lo Klaus! Isso não resolve as coisas.- Falei.
– Resolve. Ele fica longe de você.- Disse.
O olhei.- Olha, eu estou aqui com você agora. Prometo que não irei mais mostrar a tatuagem pra Kol ou tomar banho com ele.- Suspirei.- Só com você.- Sorri.- Eu sou sua. Somente sua.
Eu queria ir. Se pudesse dar uma surra nele e depois o colocar num caixão, mas uma tranquilidade me invadia. Da onde veio isso?
Sorri. Tirei com cuidado a adaga da mão dele e joguei no sofá. O beijei de leve.
Me afastei.- Você fez isso?
– Fiz o que?- Perguntei.
– Me influenciou pra me acalmar.- Disse.
– Claro que não! Eu nem sei fazer isso.- Falei.
– Então o que foi?- Questionei.
– Não faço a mínima ideia.- Disse.
– Não, isso não está certo. Eu não me acalmo do nada assim, pelo contrário.- Falei.
– Klaus...- Fui até ele.- Só quero que você entenda que não sabia que você iria ficar... assim. Nunca tive muita preocupação, já que sou acostumada a fazer isso com o Dean. Me desculpe, ok?
– Ficava assim com ele?- Perguntei.
– Sempre brincamos assim quando crianças e até alguns dias atrás.- Falei.
– ALGUNS DIAS?!- Questionei irritado.
– Sim, uma semana atrás, eu acho.- Disse.
Alguém esmurrou a porta.- JESSE!
– Mas o que? Veio na hora certa.- Era a voz do tal Dean.
– Dean! O que você está fazendo aqui?- Perguntei surpresa.
– Vim botar juízo em você, vamos.- Ele a puxou pelo braço.
– Me solta!- Me soltei dele.- Eu não vou voltar Dean.
– Claro que vai e vou descobrir que lavagem cerebral fizeram em você. VAMOS!- Ele a puxou novamente, saindo do quarto.
Fui e parei a frente dele.- Onde pensa que vai com a minha mulher?
Me solta Dean.- Pedi.- E por favor, vai embora. Não é um bom momento.
– Ela não é nada sua seu infeliz, vai procurar outra pra brincar!- Dean exclamou.
Peguei ele pelo pescoço. Era nítida a imagem dele roubando um beijo dela.- Ninguém mexe com o que é meu.
– Klaus! Solte-o. Por favor.- Pedi suavemente e desesperada. Ele pela pressão que Klaus fazia nele, me soltou.
– Disse que se encostasse em você de novo, o matava.- Falei.
– Klaus! Para, por favor. Ele não tocou em mim.- Peguei na mão de Klaus.- O solte por favor.
Ainda o segurando, fui até a porta da sala.- Apareça na minha frente novamente e vai ser a última coisa que vai fazer.- Apertei mais um pouco, era bom ver a expressão dele.- Acho que entendeu.- O coloquei pra fora e bati a porta.
– Seu arrogante imbecil, vou ter ela de volta.- Ele gritou para Klaus ouvir.
Suspirei.- Klaus, não faça isso de novo. Me deixou com o coração na mão.
– Então não me dê motivos pra isso.- Subi. Tinha que achar em algum lugar pra explicar tudo isso.
POV Jesse.
Suspirei. Não ia ir atrás dele. Mesmo querendo. Sai e fui para o jardim. Cheguei numa parte que ainda não tinha visto, a casa era enorme, tanto por dentro quanto por fora. E ali tinha alguns bancos. Me sentei em um deles e fiquei pensando.
Senti alguém chegar em mim.
– Ainda por aqui?- Elijah perguntou.
– Klaus me trouxe para cá. Mas acho que ele meio que se arrependeu.- Dei de ombros.
– Por que diz isso?- Ele questionou.
– Não sei. Só acho.- Suspirei e mexia em algumas pedras que tinha ali.
– Já brigaram?- Ele perguntou.
– Eu não briguei com ninguém.- Disse.
– Ou melhor, o que já fez? Conhecendo-o deve ter ficado irritado com algo e não foi boa a reação.- Ele falou.
– Não fiz nada. Só estava com Kol e agora ele quase matou meu melhor amigo.- Disse.
– Mas ele acha que sim, não é?- Ele questionou.
– Não sei o que ele acha. Pensei que ele fosse pelo menos acreditar em mim.- Falei.
– Isso é típico dele. Acreditar no que quiser e explodir por coisas sem necessidade. Mas acho que já vejo uma evolução nele.- Ele disse.
Suspirei. Afastei meu cabelo e mostrei a tatuagem á Elijah.- Isso apareceu ontem.
– Nossa. Mas apareceu?- Ele questionou.
– Sim. Do nada. Como uma agulha invisível.- Falei.
– Não vi nada parecido. E como está com isso? Com tudo?- Ele perguntou.
– Achava que estava bem. Mas depois de hoje não sei mais. Acho que não nasci para essas coisas. Ou simplesmente Klaus não queira isso.- Disse.
– Eu não diria isso. Nunca o vi em relação a alguém como ele está. Pode não ter falado, mas poderia apostar que está apaixonado por você.- Ele falou.
– Queria acreditar nisso.- Sorri fraco.- Mas não é bem assim. Klaus não quer se apaixonar.
– Por que ele tem medo. Niklaus nunca teve algo realmente dele. Não digo nós irmãos, mas alguém que o compreendesse e desse apoio no que ele é. Chutaria que a única vez que o teve sem minha consciência atrapalhei e as coisas acabaram mal. Entenda que o que está oferecendo a ele é algo novo e que ele não sabe como ter isso.- Ele falou.
Suspirei.- Eu não entendo disso. Eu tenho 18 anos e até dois dias atrás, era uma garota assustada e com uma melhor amiga doida.- Ri suavemente.- Não entendo de paixão ou de amor.
– Mas sem querer já o faz. Se não por que estaria aqui ainda? Pelo que vejo, você quer ajudar ele, como todos queremos e talvez seja melhor sucedida do que nossas tentativas. Já que você está mais longe que qualquer um.- Ele disse.
– Eu estou aqui por que mesmo meu orgulho gritando pra sair daqui, simplesmente não consigo. Não sei porque, mas não consigo.- Disse.
– Acho que sabe a resposta do porque. Desde já agradeço o que está fazendo por ele e acredite sei que não é fácil lidar com seu temperamento. Só espero que ele encontre o que nunca teve e finalmente possa ser feliz.- Ele disse.
Suspirei.- Você é um cara legal Elijah e também espero.
– Nem tanto.Talvez como ele disse, só esteja procurando minha própria redenção.- Ele falou.
– Mas continua sendo um cara legal.- Sorri.
– Obrigado.- Ele agradeceu.
– De nada.- Respondi.
– Bem, vou deixar você tranquila. Mas estou feliz que esteja aqui.- Ele disse.
Sorri suavemente.- Obrigada.
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