Toda Sua
14 Capitulo 14- Uncomfortable
Notas iniciais
POV Misto. (Klaus e Jesse.)
Passei o resto do dia procurando alguma indicação sobre minha ligação com Jesse mas não achei nada. A única que soube alguma coisa foi aquela bruxa, mas ela está morta a séculos. Odiava estar envolvido em algo e não saber como prosseguir. Já era tarde quando voltei para o quarto e Jesse estava vendo TV.- Ainda acordada?
– Estou sem sono.- Disse.
– Durma, não é bom ficar assim.- Falei.
– Se estou te atrapalhando, eu vou para outro lugar.- Desliguei a TV e me levantei.
Ela deve estar magoada. Pede desculpa por ter falado com ela daquele jeito seu idiota. Vai deixa-la livre pra ele cair em cima? É o seu nome que surgiu nela, então é com você que a alma dela deseja ficar.- Jesse.
– O que?- Perguntei.
Fui até ela e dei um beijo de leve.- Me desculpa. Sou genioso demais e tem hora que não consigo controlar.
– Você duvidou de mim. Sabe que nunca te trairia.- Disse.
– Eu sei minha rosa, mas quando vi como ele estava com você, eu pirei. Me perdoa, não foi algo exatamente com você, foi mais...- Comecei.
– Ok, deixe isso pra lá.- Suspirei.
– Não, isso magoou você e não preciso de sensações para saber disso.- Disse.
– Magoou. Mas não quero mais falar disso. E também não adianta nada. Estar magoada ou não, não vai mudar nada.- Falei.
– O que posso fazer?- Perguntei.
– Nada.- Dei um selinho nele.- Não estou magoada com você, não de verdade. Não se preocupe.
– Não de verdade?- Questionei sem entender.
– Tem vezes que ficamos magoados, mas não é de verdade. Porque você não consegue ficar magoado com a pessoa.- Respondi.
– Isso é bom?- Perguntei.
– Claro que é. Quer dizer que não estou magoada com você.- Disse.
– Então é muito bom. São que horas?- Questionei.
– 21:00.- Respondi.
– Ótimo, então enquanto tomo banho se troque para sairmos.- Disse.
– Sair? Para onde?- Questionei.
– Coisa é o que não falta para fazer aqui.- Falei.
– Klaus... não tenho muita experiência com "sair". Não sei "fazer" essas coisas.- Disse.
– Coloque o que quiser e chegando no centro decidimos onde vamos.- Disse.
– Ok, tudo bem.- Fui até uma das malas. Não tenho muita coisa de "sair". Na verdade não gosto de roupa cheia de coisa.
Tomei banho e me troquei, quando voltei ela estava na mesma.- Desistiu?
– Eu não tenho roupas para sair a noite.- Falei.
– Como não?- Peguei o telefone dela. Procurei na agenda e achei. Coloquei para chamar.
– O que você está fazendo?- Perguntei.
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Ligação ON:
Fiz sinal para ela esperar.- Oi London, é o Klaus, lembra de mim?
– Claro.Tudo bem?- Ela perguntou.
– Sim, mas estamos com um probleminha feminino. Ajude sua amiga aqui.- Passei o telefone a ela.
Peguei o telefone.- Oi London.
– Qual a emergência amor?- Ela perguntou.
– Não tem emergência. Eu resolvo isso. Até porque suas roupas são um perigo. A prova disso é a ultima festa.- Disse.
– Ei! O que foi? Não sabe o que usar, é isso?- Ela questionou.
– Mais ou menos. Eu odeio moda.- Me joguei na cama.
– Calma querida. Aonde vocês vão?- Ela perguntou.
– Não faço a mínima ideia. Ele não me disse.- Olhei para ele. — Ou melhor, não se decidiu.
– Decidi. Canal Street.- Falei.
– Acabou de se decidir. Canal Street.- Disse.
– Uau, lá é super divertido. Bem, aquela saia preta está ai?- Ela perguntou.
– Nem morta eu uso aquela saia. Eu vou de jeans. É o melhor.- Disse.
– Meu Deus garota, você está protegida por um híbrido de mil anos, ninguém vai avançar em você. Coloque ela com aquela blusa azul, a lisa que te dei e aquela sandália que você adora com detalhes prata. A lingerie você escolhe, mas eu sugiro preta. O resto é com você.- Ela disse.
– London, eu não vou usar aquela saia. Você sabe que não gosto de coisas curtas.- Falei.
– Menina, se arrisque. Vai deixar outra que usaria sabiamente roubar seu namorado?- Ela questionou.
Suspirei.- Ok London, eu vou me decidir aqui. Obrigada.
– De nada amor e vamos marcar de ir fazer compras. Beijos e se divirta com esse gostoso.- Ela falou.
– London, ele consegue escutar.- Disse.
– Digamos que estou te dando privacidade.- Falei.
– Que bom.- Ela disse.
– Ok, boa noite e até.- Falei.
– Tchau.- Ela disse.
Ligação OFF.
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Desliguei.- Viu? Não adiantou. Eu não vou usar a roupa que ela disse. Não gosto desse tipo de roupa.- Me levantei. Peguei uma calça jeans.- Eu vou de jeans.
– Você que sabe, mas calças são tão complicadas de tirar.- Disse.
– É que não me sinto confortável nessas roupas. Não me sinto eu mesma.- Falei.
– Tudo bem, você vai com o que quiser.- Disse.
Suspirei.- Eu sei que sou estranha. E que esse meu jeito irrita. Mas não consigo mudar, desculpe.
– Tudo bem, cada um tem um jeito.- Me sentei, esperando ela.
– Ok, eu vou colocar a roupa que ela disse.- Suspirei.- Não quero estragar a noite. Já volto.- Entrei no banheiro para me vestir.
Peguei duas gravatas e botei no bolso. Pelo celular fiz reserva num hotel para onde íamos.
Terminei de me vestir. Me sentia estranha nessa roupa. Péssima pra dizer a verdade. Não fazia meu estilo. E não sei porque London insiste nisso. Mas já que meu estilo não era bem vindo, tinha que ser esse mesmo. Terminei de me arrumar e sai do banheiro.- Estou pronta.
Olhei ela e sorri.- Uau.
Sorri suavemente.- Obrigada.
– Bem, vamos?- Perguntei.
– Vamos.- Respondi.
Saímos e fomos até o lugar que falei. Deixei o carro perto do hotel e de lá fomos a pé. Tudo aqui continuava animado como me lembrava.
Era tão estranho sair a noite. Ainda mais no centro. Me sentia uma extraterrestre. Não gostava de me sentir assim, porém não tinha muito o que se fazer.
– Você comeu antes de sair?- Perguntei.
– Sim. Um sanduíche e depois umas frutas.- Disse.
– Então não quer comer?- Questionei.
– Podemos comer sim.- Falei.
– Ótimo, daqui a pouco vamos.- Disse.
Sorri.- Tudo bem.
Andamos e tinha um tipo de parada, olhamos um pouco. Tinha uma joalheria. Decidi ir até lá.
– Onde estamos indo?- Perguntei.
– Comprar uma coisa.- Falei.
– Comprar? O que?- Questionei.
– Um presente.- Chegamos a bancada e escolhi um dos anéis.
– Presente?- Questionei.
– Sim. Veja se serve.- Disse.
– Eu não posso aceitar uma coisa tão cara assim.- Falei.
– Claro que pode. E é uma coisa simples, nem é algo tão exagerado assim.- Disse.
Não conseguia dizer não pra ele.- Ok.- Coloquei o anel.- É o certo.
– Ótimo, ficou lindo.- Disse.
Sorri.- Sim, ele é lindo.
– Que bom que gostou. Vamos, estou com fome.- Falei.
– Vamos.- Disse.
Fomos até um bar que tinha música ao vivo. Eu sei que é estranho, mas para mim é como voltar para casa.- Quer comer o que?
– Não sei. Não conheço muito os restaurantes e bares daqui. Escolha por mim.- Disse.
Ri.- Tudo bem.- Pedi fritas e um suco para ela, para mim um whisky.
As fritas chegaram e peguei uma para comer. Tentava não ter um treco. Não estou acostumada com esse tipo de saída. Me sentia péssima por ser assim. Mas acho que a essência é algo que não muda.
Enquanto via o show olhei para ela.- Você tá bem?
– Claro.- Sorri. Comi mais uma batata e depois bebi do suco.
– Certeza? Se quiser ir embora é só falar.- Disse.
– Não precisa. É só algo diferente pra mim.- Falei.
A fiz olhar para mim.- Quer ir para casa?
– Claro que não. Não dê bola pra mim.- Sorri suavemente.- Estou bem.
Curtimos mais um pouco a música dali e pedi jantar.- Você vai pedir o que?
– Agora vou querer só uma salada. A batata tirou minha fome.- Disse.
– Só?- Perguntei.
– Sim. Não consigo mais que isso agora.- Respondi.
– Tem que comer melhor Jesse.- Falei.
– Mas eu comi. Só que agora não estou com fome.- Disse.
– Frutas, batata e salada?- Questionei.
– Não. Café da manha, almoço e lanche.- Disse.
Balancei a cabeça.- Tudo bem.- Entreguei os pedidos.
Bebi do suco. Acho que não devia ter vindo com essa roupa. Me sinto péssima nela, meu Deus. Vou começar a não pedir mais palpite para London. A amo, mas não quero mudar quem eu sou. E não sei porque ela quer fazer isso. Os pedidos chegaram e comecei a comer a salada. Pelo menos ninguém me olhava.
– Jesse.- Disse.
– Sim?- Olhei para ele.
– O que você tem? Quase não fala além de quando falo com você, parece distraída, fora daqui.- Disse.
– Desculpe.- Suspirei.- É que não me sinto bem vestida assim. London está sempre querendo que eu mude o jeito que sou e não sei porque. Isso é coisa minha, minhas "neuras". Não se preocupe.
– Mas o que tem em como está?- Perguntei.
– Só não gosto desse tipo de roupa.- Disse.
– Então porque você colocou?- Questionei.
– Porque o tipo de roupa que eu gosto não combina com sair a noite.- Balancei a cabeça.- Esqueça isso. Vamos comer.
Terminei de comer.- Vem, vamos.
– Vamos aonde?- Me levantei.
– Dar um jeito nisso.- Tinha vários shoppings e entramos em um. Fui direto a uma loja de departamento.
– Não é pra tanto Klaus. Não precisa disso.- Falei.
– Vai, escolhe o que quiser.- Disse.
– Para que eu vou trocar de roupa agora? Deixa assim. Sério.- Disse.
– Se você não escolher, eu faço.- Falei.
Suspirei.- Ok.- Peguei uma calça jeans e uma blusa simples.- Pronto.
– Só?- Perguntei.
– Sim.- Respondi.
Passei no caixa e paguei.- Pronto. Pode ir trocar
– Tudo bem.- Fui até o provador e troquei de roupa. Me sentia bem melhor assim. Sai do provador.- Pronto. Mas não era pra tanto.
– De que adianta você estar linda mas não se sentir bem?- Disse.
Suspirei.- Eu devia aprender a mentir melhor. Da próxima vez não vou deixar transparecer.
– Prefiro que não o faça.- Falei.
– O problema é que eu não sou a garota que gosta de roupas assim e de que fiquem olhando pra ela. E eu sei que os homens não gostam dessas garotas.- Disse.
– Não tire por todos. No fundo é bom não ter nenhum babaca babando em você.- Falei.
Suspirei.- Acho que sou uma péssima companhia. Desculpe, acho que você se sentiria melhor sem mim.
– Pare com isso e vamos continuar. A muito tempo não sei o que é sair apenas para me divertir.- Disse.
– Ok, tudo bem.- Falei.
Olhei para ela.- Você não gosta, não é?
– Minha vida nunca foi assim Klaus. Até dois dias atrás, eu sai assustada de uma festa. Que fique claro, foi a primeira "festa" de verdade. Eu vive entre meu pai e Dean. Me acostumei em casa e sem nada para fazer. Não sei "sair". Tudo isso é novo pra mim.- Disse.
Suspirei.- Ok, vamos.
– Não, não vamos. Vamos continuar. Eu sou uma péssima companhia, mas vou tentar me acostumar com isso.- Falei.
– Não, você não está se sentindo bem assim, então não tem por que continuarmos.-Disse.
– Klaus, esquece isso. Vamos continuar, ok? Eu pego outra roupa e continuamos.- Disse.
– Vá para a gente ir então.- Falei.
– Ok.- Escolhi um short jeans preto e uma blusa cinza, não era bem um cinza, com alguns brilhos. O Salto dava pra usar o mesmo. Fui até a caixa. Klaus pagou e fui me trocar. Agora era uma roupa que fazia o meu estilo e acho que melhor. Voltei.- Pronto.
Saímos e fomos em direção ao hotel.
Ok, eu sou muito idiota mesmo. Da próxima vez vê se se atira no meio da rua. Suspirei. Não ia mais dar bandeira de nada. Chegávamos a um hotel. E era bem bonito.- Lugar bonito.- Olhei em volta.
– Sim, é. Mantiveram a arquitetura original, ficou ótimo.- Disse.
– Verdade. Está ótimo.- Falei.
Peguei as chaves da reserva e subimos.
Chegamos ao quarto e era realmente lindo. Coloquei as sacolas em cima da poltrona que tinha ali.
Olhei no frigobar e já tinha o vinho que pedi. Botei as taças e entreguei uma a ela.
– Obrigada.- Peguei a taça e bebi um pouco.
Fomos para varanda.- A vista é linda daqui.
– Verdade.- Bebi mais um pouco e me apoiei na barra da varanda.- New Orleans é linda.
– Sim, é. Mesmo quando não era tão iluminada e com tantos prédios. Mas sempre foi animada.- Disse.
Sorri.- Eu imagino.
– Jes, me desculpe por hoje. Não achei que se sentiria tão mal.- Disse.
– Está tudo bem Klaus. Eu que deveria mudar.- Falei.
– Não vou repetir isso. Encontrarei outras maneiras de nos divertir em público.- Falei.
– Não precisa, sério. Eu prometo que irei mudar. Por você.- Disse.
– Não. Ninguém tem que mudar o que é por ninguém.- Disse pensando na vezes que quiseram me mudar.
– Ok, tudo bem.- Ele não entendia que o que sentia por ele era diferente. Que tudo que sentia era por ele. Mas era bom não mexer nisso.
Por um momento de silêncio lembrei de como era difícil conseguir isso com Caroline que falava direto, que adorava festa... Acho que errei feio em seguir na mesma linha.
– Desculpe. Não só por agora. Desculpe por Kol, Dean... e desculpe por te deixar confuso e com raiva.- Disse em um tom suave. Conseguia sentir as emoções dele agora, mais claramente.
– Tudo bem, eu sou naturalmente confuso e com raiva.- Falei.
Suspirei.- Mas mesmo assim... Desculpe.
– Tudo bem, sério. Eu exagerei com você, não deveria ter gritado.- Disse.
– Está tudo bem.- Terminei de beber o vinho e me sentei na poltrona.
Me sentei ao lado dela e a puxei pra um beijo. Nossa, pareciam séculos que não a beijava.
Retribui o beijo. Tinha sentido tanta falta do beijo dele. E tinha decidido mudar um pouco. Mas ele não precisa saber, nem iria. Essas mudanças aconteciam naturalmente.
Me inclinei para ela. Como a queria e seria perfeito pra esquecer esse dia.
Ele me deitou no sofá e passei minha perna na cintura dele.
A peguei e a levei para cama.- Oh, estava sentindo muita falta disso.
Sorri.- Eu também.- Disse o beijando.
– Humm... só que hoje vai ser um pouquinho diferente.- Falei.
– Diferente?- Questionei.
– Sim. Gosto de algumas coisas diferentes, mas vamos começar leve.- Disse.
– Coisas diferentes? Tipo...?- Perguntei.
– Tipo... O que você sabe sobre dominação e submissão?- Perguntei.
– Muito pouco. Mas sei o que significa. Então quer dizer que meu híbrido lindo gosta de dominar.- Mordi meu lábio inferior sorrindo.
Puxei-o de volta.- Não faça isso.
– Mas eu gosto. É uma mania.- Sorri.
– Mas ela é sexy demais e me excita quase instantaneamente.- Disse.
– Ah, isso é ótimo.- Disse sorrindo.
– A senhorita precisa de muitas lições.- Falei.
– Eu preciso?- Passei meu pé levemente pelo peito dele e desci até seu membro.
Peguei a perna dela e a coloquei de lado.- Sim, e hoje vai ser um teste.
Sorri.- Ok. Sempre fui boa em testes.
– É o que vamos ver.- Fui até ela e tirei suas roupas, a deixando de lingerie.- Preto? Ótimo.
– Que bom que gostou.- Sorri.
– Confia em mim?- Perguntei.
– De olhos fechados.- Respondi.
– Adivinhando meus pensamentos agora?- Questionei.
Ri.- Na verdade não.
– Sabe que não vou te machucar, não é?- Perguntei.
– Claro que eu sei. Eu confio em você.- Falei.
Dei um beijo nela.- Que bom querida, por que tenho muitos planos para nós.
Sorri.- E eu vou adora-los com certeza.
– Qualquer coisa que não goste preciso que me fale.- Disse.
– Depende das opções que você irá me propor.- Falei.
– Não vamos precisar disso hoje. Depois vemos isso.- Disse.
– Ok, tudo bem.- Respondi.
Tirei as gravatas da bolsa e prendi as mãos delas na cabeçeira da cama. Ela tinha um olhar de desejo assim como eu.
Nunca pensei que estaria assim. Mas como disse, eu sou dele. Ele poderia fazer e pedir qualquer coisa. Além de ser dele, totalmente, eu o amava. Demais. Só não podia expressar isso ainda.
– Sabe Jesse, você me deixou doidinho hoje.- Disse.
– Deixei? Porque?- Questionei.
– Você sabe.- Peguei a outra gravata.- Por agora não vai ver mais nada e seja boazinha.
– Prometo que serei.- Mordi novamente meu lábio inferior.
– Não está sendo.- Peguei a outra e a vendei.- Pronto, está machucando?
– Não, está ótimo.- Falei.
– Ótimo.- Comecei a trilhar beijos pelo seu pescoço.
Me arrepiei instantaneamente. Já tinha uma certa facilidade para me arrepiar, e com ele era ainda mais fácil.
Fui em diante, tocando seu seio por cima do sutiã.- Querida, já está assim?
– Me arrepio facilmente. Algo desde de pequena.- Sorri.
– Isso é interessante.- Disse.
– E porque?- Questionei.
– Poderemos trabalhar com isso.- Falei.
– Como?- Perguntei.
Levantei e tirei logo minha roupa. Fui ao frigobar e peguei alguns cubos de gelo. Sorri. Isso vai ser divertido. Voltei a ela.
Cruzei as pernas.- O que você está fazendo? Me deixa curiosa assim.
– Ei, quem disse que era para cruzar as pernas?- Perguntei.
– Ok.- Descruzei as pernas.- Precisa delas descruzadas?
Tomei um pouco do vinho que deixei na mesa. Ela estava tão... minha. Rendida a mim de todas as maneiras e era exatamente como me deixava tranquilo e por que não feliz.
– Ouvir sua respiração é muito bom, principalmente bebendo algo.- Sorri. Não era vampira, mas conseguia sentir ele fazendo movimentos simples.
– Como você sabe?- Perguntei.
– Eu sinto você os fazendo. Sabe humanos também tem um certa... sensibilidade.- Ri.
– Mas você não é uma humana qualquer. É algo que pode me sentir.- Disse.
Sorri.- Deve ser. Mas adoro senti-los. São tão... suaves.
– Suaves?- Questionei.
– Sim. Você tem um certo cuidado com o que faz e isso é muito lindo. Eu noto quando você pega um livro ou uma taça...- Falei.
– E quando faço isso?- Peguei um dos cubos de gelo e coloquei sobre sua barriga.
Me arrepiei pelo gelo.- Isso parece um toque suave também e com certeza o gelo caiu bem. É bom... esfriar um pouco.
– Esfriar? Quem disse que é para esfriar?- Questionei.
Sorri.- Não é?
– Não.- Comecei a passar o gelo, subindo e fazendo alguns movimentos com ele.
Inclinei minha cabeça levemente para trás. O gelo era a combinação perfeita com meu corpo que estava quente. E só de sentir sua mão junto ao gelo me arrepiava ainda mais.
Subi o gelo para perto dos seios.- Você está quente mesmo.
Sorri.- É o efeito que seus beijos e suas mãos tem em mim.
Peguei outro e passei em seu seio, deixando minha outra mão chegar perto da sua intimidade.
Minha respiração ficou levemente falha. Uma coisa que gostava era de sentir suas mãos e com certeza era totalmente dele. Não tinha medo, receio ou nada parecido.
Peguei outro gelo e botei na boca, agora eu mesmo fazendo os caminhos.
Fechei meus olhos. Eu sei que estou com uma venda, mas estava com eles abertos e agora os fechei pelo prazer que passou pelo meu corpo.
Brinquei pelo seu pescoço e seios, e comecei a descer pela sua barriga.
Mordi meu lábio inferior levemente. Os arrepios eram constantes.
Cheguei ao seu sexo e deixei o gelo correr ali. Ela teve a reação que imaginava.
Gemi suavemente e suspirei. Eu me perguntava onde ele aprendia essas coisas, mas acho que não irei querer saber a resposta.
Peguei outro gelo e coloquei em cima do seu clitóris.- Está muito quente mesmo, já derreteu dois cubos.
– E nada melhor que um pouco de gelo para ajudar.- Disse mordendo meu lábio inferior e sorrindo.
– Quanto mais fizer isso, mais vou provocar você.- Disse.
– Eu não consigo controlar.- Disse fingindo um sorriso inocente.
– Vamos ter que resolver isso.- Pressionei a sua entrada com minha mão.
Suspirei.- Klaus...- Gemi seu nome suavemente.
– Isso lhe agrada?- Fiz novamente.
– Muito.- Suspirei pesadamente e me arrepiei novamente pelo seu toque. Estava cada vez mais sensível á ele.
Deixei como ela tinha gostado e passava minha língua na sua sensibilidade. Era incrível a sensação que tinha com ela.
Ele adorava me provocar e eu adorava isso. Não sei se estava me descobrindo na "cama", como dizem. Por incrível que pareça gosto de me sentir dele, ser dele. É o que me deixa completa e feliz, poder fazer ele feliz, nem que seja um pouco.
– Se gosta assim, imagino que assim também.- Passei o gelo onde meus dedos estavam. Ela estava cada vez mais perto do clímax e me dava certeza que a possuía de todas as formas.
Tudo que sentia no momento era muito intenso. E as sensações eram perfeitas, principalmente perto do clímax.
Tirei tudo.- Não mocinha, não vai ter isso agora.
Suspirei pesadamente.- E porque não?
– Eu disse para não morder o lábio.- Falei.
– Oh... isso é castigo? Mas sabem o que dizem sobre castigos? Que deixa a pessoa ainda mais levada.- Mordi meu lábio inferior, provocando-o.
Avancei sobre ela, falando em seu ouvido.- Só que quanto mais provocar, mais vai implorar.
– Você é muito mau, sabia?- Disse sorrindo.
– Mau? Por fazer isso?- Provoquei ela, entrando-a com o dedo suavemente.
– Mau por me provocar.- Disse com a respiração entre cortada.
Comecei a movimentar a mão.- Isso não é ser mau, baby.
Inclinei minha cabeça levemente.- É ser mau, mas de um jeito gostoso.
Com o polegar estimulei sua sensibilidade, não pude evitar de rir de como ela reagia.
– Queria ver se fosse você.- Disse tentando parecer séria, mas um sorriso brincava em meus lábios e minha respiração estava meio acelerada.
– Não seria.- Disse.
– Porque?- Perguntei.
– Por que não.- Ok, já tinha ficado desse jeito, mas foi a muitos séculos, através dos tempo que aprendi essas manobras com mulheres sábias.
– Tudo bem.- Não tinha entendido muito bem essa reação dele. Mas não ia questionar. Tinha coisas que acho que era melhor não saber, não até ele querer contar. Que eu duvido, que um dia irá acontecer.
– Querida, não sabe como está sexy assim.- Disse.
Sorri.- Obrigada. Mesmo não te vendo, você também está. Pela sua voz.
– Me conhecendo pela voz?- Intensifiquei ambos os movimentos.
Minha respiração estava levemente acelerada.- É que consigo sentir o desejo em sua voz. Ela costuma ficar mais rouca.- Disse com um pouco de dificuldade, por estar meio ofegante.
– Quanto a isso está certa, estou louco de desejo por você. Queimando cada célula minha.- Falei.
Sorri.- Isso soa interessante.- Ele estava com a voz muito sexy e seus toques me provocavam, fazendo com que minha respiração fique irregular.
– Interessante?- Questionei.
– Sim. Uma mulher gosta de ser desejada. E eu amo ouvir isso de você.- Disse.
– E você é completamente de todas as formas.- Retirei a mão, acho que não suportaria mais não tê-la.
Sorri suavemente.- Isso também é bom de ouvir.- Minha respiração estava voltando ao seu estado normal, falha, mas não ofegante.
Não resisti e a beijei.- O que você quer ?
– Eu quero você e seus lábios. Estava com saudades deles.- Sorri.
– E como você me quer?- Perguntei.
Franzi o cenho, tentando procurar uma palavra certa pra isso.- Dentro de mim?- Disse meio em duvida. Era engraçado como em nossa mente você sabe exatamente o que falar, porém quando vai dizer, não sai. Principalmente nessas situações.
Ri.- De que maneira? Podem ser muitas.
– Klaus! Eu não encontro as palavras certas pra colocar em uma sentença. Seria mais fácil você ler minha mente.- Disse divertida.
– Simples. Você me quer possuindo você? Como a dois dias?- Questionei.
– Exatamente. Eu quero ser completamente sua, novamente. E para sempre.- Sorri.
– Era só ter pedido.- Sussurrei.
– Só que não tenho muita experiência nisso meu amor. Faz dois dias que não sou mais virgem. Você ainda tem muita coisa pra me ensinar e mostrar.- Falei.
– E irei, tenha certeza.- Disse penetrando ela.
Suspirei pesadamente e fechei meus olhos suavemente ainda cobertos pela venda. Como me lembrava, a sensação era perfeita.
Impus um ritmo forte. Como queria tê-la a cada momento do dia. Era como se ela tivesse algo que me puxasse para ela, que me viciasse a ela.
Todo meu corpo reagia á ele. Era como se devesse ficar assim, para sempre. Não me importaria de ser só dele, ou de ter que abrir mão de alguma coisa por ele. Mesmo doendo o fato de meu pai me odiar, ao lado de Klaus, tudo se amenizava.
Minhas mãos corriam pelo seu corpo, sem deixar que o ritmo caísse. Ela era minha e cada movimento reivindicava isso.
Suspirava e gemia suavemente, e o mais interessante era o calor que sentia no local da tatuagem. Não era incomodo, mas com certeza era o local mais quente do meu corpo. Como se mostrasse que eu era dele e que não adiantaria se eu fugisse, coisa que nunca farei.
Com ela me sentia bem, ela me fazia me sentir melhor, uma pessoa que pudesse... não... sim. Eu quero me entregar totalmente a ela, mas todos os meus sentidos contraditórios me impediam.
Queria poder ver os olhos dele nesse momento e poder toca-lo. Mas ele não gostava disso, não gostava de ser tocado. Isso me causava curiosidade e queria saber o porque. Porém nunca fui de questionar, e sim de deixar essas coisas para mim mesma. Só queria poder ajuda-lo.
Gostava de observa-la e mesmo não fazendo parte da rotina, tirei a venda dela e foi como mergulhar no paraíso daquele olhar.
– Estava com saudades de ver você.- Disse em um tom suave e com a respiração entre cortada.
– E eu do seu olhar, minha rosa.- Falei.
Sorri.- Eu amo quando você me chama assim.
Sorri e suavizei os movimentos. Cada vez que a tinha era uma incógnita do misto de coisas que sentia, a única coisa que sabia era que a teria comigo, não importasse como.
Tudo que sentia nesse momento era uma incrível sensação de prazer. Minha respiração estava levemente acelerada.- Toque na tatuagem.- Como não podia indicar, pedi.- Está incrivelmente quente.
Estranhei o pedido, mas o fiz e foi surpreendente, estava queimando.- Não dói?
– Não. Só sinto quente. Deve ser alguma dica, não é?- Perguntei meio em duvida.
– Sim e muito estranho.- Disse acariciando lá.
– Porém eu adorei a tatuagem.- Sorri.
– Eu também.- Beijei ela. Sentia o clímax perto.
Retribui o beijo. O que sentia era muito intenso e aquela sensação do prazer só aumentava.
Nos intensifiquei até termos nosso orgasmo e foi melhor que os anteriores, como poderia?
Com certeza esse orgasmo foi bem melhor que os outros e todo meu corpo respondia á isso. Sentia minha respiração voltar ao normal, assim como o calor da tatuagem.
Soltei ela e me deitei ao seu lado. Ainda me recuperava, esses prazeres estão me atingindo mais que o normal.
Me virei para olha-lo. Estava tão lindo, tão sereno. Adorava vê-lo assim. Me deixava ainda mais feliz.
– Acho que compensei qualquer exagero.- Disse.
Sorri.- Foi ótimo.
– Você está bem?- Sempre tinha receio de acabar machucando ela.
– Claro que sim. Como não estaria?- Sorri. Mesmo querendo toca-lo e acaricia-lo, mantinha minhas mãos junto á mim. Não queria que ele achasse que queria muda-lo, de alguma forma.
– Não, é que posso exagerar na força e não perceber.- Disse.
– Não, você não exagerou.- Sorri.- Não se preocupe.
– Que bom. Não me conformaria se machucasse você.- Falei.
Me inclinei e dei um selinho nele.- Você foi perfeito. Como da outra vez. E vamos voltar pra casa?
– Você quer?- Perguntei.
– Não sei. Estando com você, o lugar não importa.- Sorri.
– Tudo bem, vamos.- Disse.
– Ok.- Começamos a nos arrumar e depois de estarmos vestidos, saímos dali indo para casa.
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