Toda Sua
11 Capitulo 11- Broken Links
Notas iniciais
POV Misto. ( Jesse e Klaus.)
– Obrigada.- Desci com cuidado do colo dele e lhe dei um selinho.
– O que posso fazer? Me diga, porque não tenho experiência nisso.- Disse.
– Não precisa fazer nada. Não tem o que ser feito. Ele preferiu assim. Eu vou ficar bem.- Falei.
Mesmo não gostando, fui contra meus próprios limites e a abracei. Nada importa, era ela, a minha garota. Não podia deixa-la assim por coisas antigas.
Sentir o abraço dele foi ótimo. Era como se meu coração se curasse. Encostei minha cabeça no peito dele.
– Vai ficar tudo bem, prometo.- Disse em seu ouvido. Era como se sentisse que deveria fazer ela se sentir segura e bem.
Uma lágrima caiu e apertei mais meu rosto contra seu peito. Não sei se chorava pelo meu pai, ou por me sentir tão diferente com ele e sabia que ele não estava pronto para o mesmo.
A levei pra cama e deixei que se abraçasse em mim. Era estranho ser o porto seguro de alguém, mas não era ruim pelo contrário.
– Me desculpe.- O olhei e sequei meus olhos.- Sei que não gosta muito que te toquem.
– Esqueça isso agora.- A apertei.- Você precisa disso.
– Obrigada.- Disse em quase um sussurro. Me abracei nele e só queria ficar ali. Sem pensar em nada. E era incrivelmente boa a sensação que tinha. De segurança.– Eu sei que você não acredita.- Disse depois de ter ficado um tempo sem falar.- Mas eu te amo.
Não esperava isso e tinha que ser claro com ela.- Jesse, eu preciso de um tempo pra poder lhe retribuir isso. Espero poder fazer isso.
– Tudo bem. Só queria dizer.- Voltei a deitar minha cabeça no peito dele.
– Melhor você descansar um pouco e dormir.- Disse.
– Não estou com sono. Vou caminhar um pouco, ok? Pelos jardins.- Me levantei e sequei meus olhos.
– Melhor ir com você, com Kol por ai...- Falei.
Sorri.- Ele não vai me atacar.
– Você não conhece ele.- Disse.
– Não, mas seus irmãos parecem ser legais. Não tem com o que se preocupar.- Fui até o guarda roupa dele e peguei uma das jaquetas.- Posso usar? Deve estar meio frio lá fora.
– Deixe-me ir. E pegue o que precisar.- Falei.
Coloquei a jaqueta dele por cima da blusa e do short que usava.- Tudo bem. Mas seu irmão não é tão doido assim.- Ri.
– Não se deixe enganar.- Fui até ela e endireitei a jaqueta.
– Ela não vai ficar mais comprida que isso.- Disse sorrindo.
– Acho que tem um sobretudo em algum lugar por aqui.- Disse.
– Klaus!- Disse rindo.- A jaqueta está ótima.
– Nada de sobretudos?- Perguntei.
– Não.- Ri.- Agora vamos. Quero conhecer a sua casa por fora.
– Vamos — Saímos por trás e fizemos a volta até o jardim lateral, que ainda estava sendo rê-cuidado.
– Está ficando lindo aqui.- Disse olhando em volta.
– Sim, mas isso é com Rebekah, ela que sempre adorou jardins.- Comentei.
– Ela está indo muito bem. Gosto de violetas.- Disse me agachando para cheira-las.- São lindas.
– Mas ela sempre faz uma coisa pra mim.- Apontei a roseira.
– Que lindas.- Olhei as rosas.
– Sim, não sei por que as adoro.- Disse.
Sorri.- São maravilhosas.- Passei minha mão delicadamente pela rosa.
– Olha quem está aqui.- Kol disse da sacada.
Olhei pra onde vinha a voz.- Oi Kol.- Sorri.
– Ei gata, passeio noturno?- Ele perguntou.
– Conhecer o jardim e esfriar um pouco a cabeça.- Disse.
– Então vem para cá, meu quarto tá geladinho.- Ele falou.
– E é melhor você voltar para ele Kol.- Falei.
Sorri suavemente.- Obrigada pelo convite Kol. Porém acho melhor não. Mesmo que fosse só como amigos. Não queremos confusão.- E era estranho pois sentia uma coisa "boa" com relação a Kol. Mais forte que antes. Não era a mesma coisa que por Klaus, mas era forte.
– Que isso? Vai fazer desfeita?- Ele desceu e estava ao lado dela.- Sabe tem muito mais coisa nessa casa.
Olhei pra ele.- Uau. Eu ainda me surpreendo com a velocidade de vocês.
– Não viu nada ainda.- Ele falou.
– O que quer? Não vai atrás das suas garotas por ai?- Questionei irritado.
– Não vamos brigar meninos.- Entrei no meio dos dois. Que estava perigosamente perto demais.- Podemos resolver isso de um jeito amigável. Os dois me mostram os jardins.
– Ótimo, vamos.- Ele entrelaçou o seu braço no dela e começou a andar.
O que ele estava pensando? Ou querendo? Kol, não ouse se meter a pensar nela diferente. O simples fato dele estar assim de braço dado e todo amoroso era o suficiente pra me enfurecer.
– A casa está ficando muito linda.- Olhei o lugar onde parecia que estava sendo construído uma piscina.- Vai ter um piscina? Eu amo.- Sorri.
– Claro. Aqui é muito quente. Poderemos ir juntos se refrescar.- Ele disse.
– Ah, e me desculpe pelo nosso "primeiro encontro" Kol. Não estava apresentável.- Ri suavemente. Só de lembrar a cena meu estômago embrulhava de vergonha. Mas o incrível era que me controlava melhor com eles.
– Não precisa. Já vi visitantes em situações piores e também não foi um desagrado, pelo contrário.- Ele falou.
Peguei na mão de Klaus.- Agora irei ficar aqui com vocês, espero que não se importem. E prometo não incomoda-los.
– Sério? Isso vai ser um imenso prazer. Bem vinda então.- Ele disse dando um beijo no rosto dela.
Sentia Klaus meio tenso e tremendo. E presumia que não era muito bom. Sorri.- Obrigada.
Estava no auge do meu controle pra não voar lá dentro e enfiar uma das adagas nele.- Chega de hospitalidade Kol.- Disse a puxando junto de mim.
– Estou sendo educado, coisa que parece que você não foi.- Ele disse.
Me abracei nele. Ele me mantinha colada nele.- Não precisamos de discussão Klaus.- Podia ser estranho, mas depois da tatuagem ter "aparecido" me sentia mais... dele. Pode ser estranho, mas como se tivesse que respeita-lo e me importava com o que ele dizia ou fazia.
– O que é maninho? Não pode nem encostar?- Ele perguntou irônico.- Uma garota linda e especial como essa precisa de elogios.
– Kol, o que você está querendo?- Perguntei já perdendo meu pouco controle.
– Ei, sem brigas. Que tal irmos para o quarto Klaus? Assim os dois esfriam a cabeça.- Não queria vê-los brigando. Muito menos machucados.
– Nossa irmão, tudo isso é insegurança de eu roubar a sua garota?- Kol perguntou em tom de diversão.
– Não Kol, não é. Só que no que é meu ninguém mexe.- Falei.
– É melhor nós irmos. Não quero dois originais brigando.- Disse.
– Vamos.- Indiquei ela de volta a casa.
– Boa noite Jes e apareça lá no quarto quando quiser.- Kol falou sorrindo.
Não pude não rir. Kol era hilário e adorava provocar. E o impressionante é que já gostava dele. Mesmo tendo o visto de relance.
Entramos e fomos para o quarto.- Quer alguma coisa?
– Não, estou bem.- Tirei a jaqueta dele.
– Como quer fazer com as suas coisas?- Perguntei.
– Não sei. Prefiro ficar nua do que ir lá buscar as minhas coisas.- Guardei a jaqueta dele. E sim, eu sou orgulhosa.
– Posso falar com Rebekah para ir lá.- Falei.
– Tudo bem, pode ser.- Concordei.
– Amanhã logo cedo falo com ela.- Me deitei trazendo ela junto.
Sorri e o beijei.- Eu preciso trocar a roupa.- Indiquei o short jeans e a blusa.
– Pega uma blusa minha. Na primeira gaveta.- Disse.
– Ok.- Me levantei. Tirei o short e a blusa, ficando só de lingerie. Peguei uma blusa dele e coloquei.
– É uma ótima visão.- Comentei sorrindo.
Sorri. Arrumei o cabelo melhor e voltei para a cama.
– Agora dorme que você está precisando.- Falei.
– Tudo bem. Boa noite.- Dei um beijo nele. Me ajeitei melhor e inebriada pelo perfume dele, que ainda tinha na camisa, peguei rapidamente no sono.
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