Toda Sua
50 Capítulo 50- Carl.
Notas iniciais
POV Jesse.
As semanas passaram muito lentamente e isso me agoniava. Estava morrendo de saudades de Klaus. Suspirei. Depois de almoçar, sai para dar uma caminhada. A cidade tinha um ar de calma e amava isso.
Ele assoviou.- Nossa, você ficou gostosa.
Meu coração quase saiu pela boca quando ouvi aquela voz. Era o desgraçado. Me virei para ele.- O que você quer aqui?
— Você.- Ele disse avançando contra mim e me tapando a boca rapidamente, me levando.
Tentava me soltar dele, mas ele me levou para uma casa distante da cidade.
Ela me soltou, trancando a porta.- Tanto me procurou que eu te achei.
— Você é um desgraçado! Me deixei sair daqui. Se quer me matar, devia ter matado logo. Prefiro morrer a olhar para sua cara.- Disse com nojo.
— Matar? Estamos muito longe disse.Primeiro quero aproveitar cada pedacinho de você.- Ele disse.
— Você não vai me tocar!- Aquele era o homem que mais me dava nojo.
— E quem vai me impedir? Você?- Ele questionou.
Ele tinha razão, não teria forças. Suspirei.- O que você quer? Já não basta o que você fez?
— Calma, coisinha linda, vamos aproveitar nosso tempo.- Disse segurando ela e a mordendo.
Tentava me soltar dele e como doía, quando quem fazia isso era alguém que você odeia.- Me solta!
— Nossa, que delicia é você.- Mordeu do outro lado.
— Você é desprezível.- Tudo que fazia para me soltar era em vão, ele era infinitamente mais forte que eu.
— Já me chamaram de coisa pior- Ele jogou ela no sofá e ficou sobre ela, a beijando e bebendo no pescoço.
— Tira suas presas e mãos de mim!- Disse tentando afasta-lo.
— Está mais valente do que eu vi. Foi influência do original foi?- Ele perguntou.
— O que você sabe sobre ele?- Perguntei.
— Eu o vi em New Orleans em Mil oitocentos e alguma coisa. E enquanto sondava você ouvi dizer o nome dele e vi sua tatuagem.- Ele disse.
Suspirei.- Você não tem nada a ver com isso.
— Não mesmo, mas sei porque ele está com você... como resistir a uma gostosura como você.- Ele passou as mãos nas pernas dela.
— Tira suas mãos de mim. Eu já disse isso.- Disse.
— Vai ficar dizendo até não ter voz, porque ninguém sabe que está aqui e posso fazer o que quiser...- Ele falou.
— Você é velho, mas não tem nenhuma educação.- Disse.
— Abusadinha do jeito que eu gosto.- Ele me mordeu mais perto do ombro.
— Você não vai parar de me morder não?- Disse baixando o vestido que ficava levantado por ele estar entre minhas pernas. Isso me dava nojo e o pior é que estava sem verbena, sem nada. E não tinha forças para impedi-lo.
— Se quiser eu paro, ai vamos para outras coisas.- Ele rasgou a frente do vestido dela.
— Você está louco? Eu não vou transar com você!- Exclamei.
— E quem disse que o que você quer conta?- Ele tocava os meus seios.
— Tira suas mãos de mim!- Tentava tirar as mãos dele. Que coisa nojenta sentir ele me tocando. Eu só tinha transado com Klaus, e não queria fazer isso com mais ninguém.
— Aqui não é o lugar mais adequado pra isso.- A puxou, levando-a para o quarto.
— Me solta!- Tentava me soltar dele. Argh, eu sentia nojo desse homem.
Dentro do quarto ele me soltou.- Vamos lá, tenta sair.
Olhei para ele. Mesmo sabendo que não conseguiria, comecei a correr indo em direção a porta da frente para sair.
— Vai aonde docinho?- Ele tirou o meu vestido.
Minha respiração estava ofegante. Era tempo perdido tentar fugir. Tinha que torcer para meu pai me achar aqui.
*****
POV Klaus.
Estávamos a pouco tempo de chegar quando comecei a me sentir mal. Era a Jesse. Já sabia facilmente quando era uma coisa minha e quando era dela. Ela estava com medo, aflita e com uma coisa que parecia nojo. Estava acontecendo alguma coisa com ela e as sensações só pioravam. Jesse, o que tá acontecendo? Fomos mais rápido e finalmente chegamos a casa e quando vi o tal Dean e o pai dela do lado de fora sabia que tinha acontecido alguma coisa com ela. Voei do carro.- Cadê a Jesse?
— Como você chegou aqui?- Jack perguntou.
— Não interessa. CADÊ ELA?- Sentia ela com mais medo.
— Você é o espertinho né? Onde é que ela tá?- Kol disse empurrando o Dean.
— Não sabemos!- Dean falou.
— Ela saiu para caminhar, como sempre fez depois do almoço. Mas quando se passou duas horas sem ela voltar, começamos a estranhar e estamos aflitos tentando acha-la, mas não temos pistas.- Jack se explicou.
— Vamos, as coisas estão piorando onde ela está.- Disse.
— Como é que você sabe?- Dean perguntou.
— Não é da sua conta.- Disse.
— Não tem nenhum lugar por perto que alguém possa leva-la?- Elijah questionou.
— Não sabemos! Jesse não tem inimigos, muito menos é idiota ao ponto de se deixar levar. Tem que ser alguém muito forte, um vampiro velho. Ela sabe lidar com os novos e com os humanos.- Jack disse.
Me afastei deles.- Jesse, cadê você? Por favor, se puder responde. Eu estou aqui na casa que você estava com seu pai.
— O que ele tá fazendo?- Dean perguntou.
— Não sei.- Kol falou.
— Klaus, o que é isso?- Elijah perguntou.
Ela estava confusa e assustada, mas deu para entender uma coisa; Rio.- Tem algum rio aqui perto?
— Tem. Ela costumava ir brincar lá quando víamos visitar a vó dela que morava na casa que tem lá, até ano passado quando ela morreu. Agora a casa está vazia.- Jack respondeu.
— Vamos para lá. Vai de carro que vou a pé.- Disse.
— Vou com você.- Kol disse.
Elijah entregou as chaves para Jack.- Usem o carro. Vamos na frente.
— Vamos Jack.- Ele disse entrando no carro.
Sai na frente deles. Os sentimentos dela estavam me deixando louco de preocupação e me faziam ir o mais rápido que podia. Segui pelo instinto e não demorou a achar o rio e ver a tal casa. Daqui podia ouvir a voz e os gritos dela.
*****
POV Jesse.
— Uau, que delícia e que coxas maravilhosas.- Ele disse.
Coloquei o vestido por cima do meu corpo.- Seu desgraçado. Você não vai me tocar.
Ele me pegou, me jogando na cama.- Vou tocar, saborear e te fazer minha, várias vezes.- Ele subiu a mão imunda dele pela minha perna, passando pela minha intimidade.
— Eu não sou sua! E tira suas mãos de mim.- Tentei chuta-lo, mas ele foi bem mais rápido e segurou minha perna.
— Lutadora? Deixa o sexo mais gostoso.- Como ele se deitou sobre mim, segurou uma das minhas mãos e mordeu o meu pulso.
— Porque você não vai procurar alguém que te queira?- Doia quando ele me mordia.
— Assim é mais gostoso. Sabe, vocês me irritaram na minha cidade.- Ele disse.
— Você sabe o que você fez. E você ainda vai morrer.- Disse.
— Uhm... agora estou me arrependendo de não ter te pego antes do original. Pelo seu jeitinho tenho certeza que era virgem e teria sido mais gostoso ainda.- Ele descia a boca por ela.
Me encolhi pelo toque da boca dele.- Você é desprezível.
— Cansei dessa sua mal criação.- Ele disse me dando um tapa.
— Seu desgraçado.- Passei a mão pelo meu rosto.- Você ainda vai pagar muito caro por tudo que fez e faz.
Ele deu outro.- Olha essa boca ou vou te dar uma surra.
Mordi meu lábio, forçando para não sair mais alguma coisa. Ele era forte e não queria ficar machucada. E também não é agradável ser "espancada".
— Isso, acho que entendeu e também não iria gostar de estragar esse rosto lindo.- Ele passou a mão no meu rosto.
Engoli em seco para não falar mais nada.
Ele me segurou e tentou beija-la, enquanto se colocava entre as pernas dela.
Não retribui o beijo, mas sabia que o que ele iria fazer, era ainda pior.
Ele segurou as duas mãos dela juntas e com a outra apertou seu peito.- Oh, que gostosa, você deixa qualquer um duro em um minuto.
Cada toque dele me deixa enojada. Chega a dar um nó no estomago. Ainda mais ele falando que está excitado, isso é ainda mai nojento.
Ele abria a calça quando escutamos um um barulho.- Mas que...
POV Misto. (Jesse e Klaus.)
Ao ouvir quem estava com ela, entrei voando na casa e percebendo que estavam em cima, botei a porta abaixo do quarto. A cena que vi me fez sentir um ódio e uma uma furia que nunca tinha sentido antes. Jesse semi nua, com várias mordidas e com o rosto vermelho. O cara estava sobre ela e bem evidente o que ele faria a seguir. Já avancei, jogando ele contra a parede com tanta força que chegou a ir parar no outro quarto. Me virei para ela.- Jesse...
Fui até ele e o abracei.- Graças a Deus você está aqui.
Podia dizer que era a melhor coisa que tinha sentido; ela comigo. Apertei o abraço.- Meu amor, como senti sua falta.
Sorri.- Eu também senti.- Acomodei minha cabeça no peito dele. Não bem no peito, um pouco abaixo. Era meio pequena perto dele.
Dei um beijo nos seus cabelos e tirei minha jaqueta, a colocando nela.- Melhor agora.
Arrumei a jaqueta dele em mim.- Meu pai está aqui? Por favor, tire ele daqui.- Se ele visse o Carl, capaz dele ter um treco.
— Deve estar chegando, viemos na frente.- Disse.
— Jesse?- Kol chegava.
Olhei para ele.- Kol.- Mesmo depois de tudo que aconteceu, Kol ainda fazia parte de mim. Sentia falta dele também. Fui até ele e o abracei.
— Ah minha garota, como estava preocupado e sentindo a sua falta.- Kol disse.
— Também senti sua falta.- Sorri.
— Jesse.- Ele disse chegando e sorrindo.
Sorri.- Elijah.- O abracei.
— Elijah, leve-a lá para baixo.- Disse.
— Mas eu não posso deixar vocês aqui sozinhos.- Vi Carl se levantando e vindo até nós. Suspirei.- Ele que matou minha mãe.
Olhei para ela.- Lembra o que te prometi?
Acenei. Elijah ainda me abraçava protetor. Parecia uma criança perto dele. Mas sentia falta do ar de proteção que ele exalava.
— Então desça amor, eu já estou indo. Kol, vá também.- Disse.
— Não antes de quebrar ele.- Kol disse.
— Saia daqui!- Exclamei.
Fui até Klaus e o beijei.- Estaremos lá embaixo.- Peguei na mão de Kol e Elijah.- Você vem comigo?- Perguntei a Kol.
Ele olhou contrariado.- Vou...- E saíram dali.
POV Klaus.
Fui até ele.- Quer dizer que gosta de pegar garotas sozinhas?
— Não. Eu gosto de pegar garotas gostosas e com belas coxas.- Ele sorriu.
Ah, vai ser nele que vou descontar todo a minha raiva acumulada por tanto tempo. Derrubei ele no chão e dei uma sequência de socos.- Vai pagar por ter encostado nela.
Depois de vários socos, ele conseguiu sair.- Porque essa raiva toda? Você dividi ela com seus irmãos. Imagino a festa que fazem em cada parte deliciosa dela. E aqueles seios? Tão bom tê-los em mãos.
O coloquei contra parede.- Ninguém encosta na minha mulher.- Forcei o braço até ouvir estalar.
Mesmo com dor, ele não deixou de rir.- E o melhor. Ela exala inocência. Com certeza era virgem quando você a pegou. Se soubesse que ela ficaria tão gostosa teria pego ela a dois anos atrás. Bem, ela já era gostosa, mas estava meio ocupado naquele tempo.
Fiz o mesmo no outro braço e soquei o tórax até ouvir o trincar das costelas.- Não é da sua conta o que ela era, mas você vai encostar esse corpo nojento em mais ninguém.
— O sangue dela é delicioso e deixa qualquer um excitado. Você deve ficar louco quando fica perto dela não é? É quase incontrolável não tê-la para si. Eu sei como é, tenho a mesma sensação.- Ele disse.
Esse gosta de dor.- Gosta de ficar excitado?- Chutei o saco dele; uma duas, três, quatro vezes.- Desculpa, mas isso também não.
— Você sabe que essas dores humanas não afetam tanto um vampiro.- Ele riu.- Quem viu a mãe não diria que dela nasceria uma filha tão... perfeita. Tudo perfeitamente desenhado. A mãe dela era bonita, mas não era grande coisa.
— Seu desgraçado.- Jack chegou sem que eles percebecem.
— Sua sorte.- Agachei junto a ele.- É que tenho minha garota para cuidar, mais o que fazer? Se não seria mesmo divertido tirar cada camada da sua pele com verbena, tirar o seu anel e deixar o sol queimando aos pouco. Mas você é sem sorte, então vai morrer rápido.
— Você acha mesmo que me importo em morrer?- Ele riu.- Não. Já fiz o que tinha para fazer. Quando você morrer, estarei assistindo de camarote.
Ri.- Você é um babaca mesmo.
— Saia, esse prazer é meu.- Jack disse e me afastei.
— Todo seu.- Disse.
— Mate-me Jack. Honre sua esposa. Com certeza ela está queimando no inferno por ser tão cética.- Ele disse.
— Ela não, mas você vai.- Jack disse pegando a estaca e acertando ele no coração.
Assim que Jack o matou, desci, agora estava livre para ter Jesse.
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