Toda Sua
35 Capítulo 35- Tension.
Notas iniciais
POV Misto. (Klaus e Jesse)
Após pegar o vinho, o servi em duas taças, logo retornando ao quarto.
— Jes...
— Sim? — O olhei por sobre o ombro, mas sem virar meu corpo por completo.
Demorei a encontrar as palavras... Ela é sexy sem querer, imagina querendo.
— Acabou de comer foi?
— Sim. — Virei-me em sua direção.
Sabia perfeitamente o que fazer. Sorrindo, aproximei-me dela e estiquei uma das taças em sua direção.
Sentei na cama e a peguei de sua mão.
— Pergunta: está assim voluntariamente, sem pensar? — Bebi um gole de vinho. Um bom gole, na verdade. Aquela visão me fez queimar.
Assenti.
— Estava te esperando. — Bebi um gole de vinho.
— E sabe que quase me mata, não é? — Questionei.
Soltei uma risada.
— Por quê?
— Você parecia... Um anjo tentador e muito sexy. — Comentei com um sorriso.
Sorri de canto.
— Obrigada. Estou achando que minha... Inocência... Ajuda às vezes. — Dei de ombros.
— Outra visão dessa e não sobra nada do presente. — Murmurei, erguendo a sobrancelha.
Ri por um momento.
— O presente deve ter sido caro... É melhor então não me virar. — Falei divertida.
— Dane-se quanto foi. — Saí do quarto apenas para pegar a garrafa de vinho e, após colocá-la sobre a mesinha de cabeceira, retirei as coisas da comida dali.
— Você fica sexy falando assim. — Sorri suavemente. — E incrivelmente tentador de cueca box. — O observei indo até o lixo e retornando.
— Bom que gosta. — Voltei a encher minha taça e sentei na beira da cama. — Venha mais para cá.
— Ok. — Me aproximei mais dele.
— Vamos nos livras disso. — Murmurei, ficando de frente para ela e tirando sua calcinha.
Mordi discretamente meu lábio inferior.
— O que está passando por essa cabecinha?
— Coisas muito interessantes para se fazer. — Falei com um discreto sorriso em meus lábios. — Como disse, é o nosso fim de semana e não irei deixar nada estragar.
Sorri de canto.
— Isso parece uma boa ideia.
— Sim... Melhor que a anterior. — Retirei o sutiã também.
— E o que vai fazer? — Questionei, ainda não entendendo exatamente.
Ergui a sobrancelha.
— Está curiosa?
Assenti.
— Uhum, pois você nunca esteve tão calmo tirando uma lingerie. — Observei sorrindo.
— Pois bem, não vai saber.
Suspirando, me joguei deitada na cama.
— Você está torturando uma pobre menina curiosa, sabia? — Sorri de canto enquanto meu passava suavemente pelo lençol que cobria a cama.
Reprimi um sorriso.
— Estou?
— Está. — Murmurei, brincando com meu cabelo distraidamente.
— Saiba de uma coisa. — Disse a ela, aproximando-me.
Franzi o cenho levemente.
— O que?
Sorri.
— Eu adoro torturar.
Soltei uma risada.
— Como você é mau! — Falei em tom divertido.
Ri também.
— Não faz ideia.
Sorri suavemente e me apoiei no cotovelo, bebendo um pouco mais do meu vinho.
Me levantei com rapidez, indo em direção ao som e o ligando.
— Música? — Questionei ao pousar a taça na mesinha.
— Sim. — Retornei à cama, esticando a mão. — Dança comigo?
Assenti sorrindo.
— Claro. — Fiquei em pé, pegando sua mão em seguida.
A deixei junto ao meu corpo enquanto seguíamos o ritmo da música, que era lenta com seu toque sensual.
Envolvi meus braços entorno do pescoço dele e dançávamos lentamente, seguindo a música.
Desci uma de minhas mãos pelas costas de Jesse vagarosamente.
— Você me deixa doido, sabia? — Falei em tom baixo em seu ouvido.
Sorri de canto.
— Isso é bom de ouvir. — Murmurei próximo a sua boca. — Você também me deixa louca.
Continuei com os movimentos suaves e, como estávamos mais que próximos, mordisquei sua orelha.
— Então somos enlouquecedores.
Me arrepiei instantaneamente.
— Com certeza. — Acariciava a nuca dele.
Enquanto uma de minhas mãos tocava a tatuagem, a outra foi mais abaixo, apertando de leve sua bunda.
Mordi meu lábio inferior.
— Sua mão é bem esperta. — Comentei sorrindo. O mero toque dele me arrepiava e me fazia suspirar, acho que estou tremendamente sensível a ele.
— Se bobear, mais que o dono. — A mão que estava em seu pescoço, subi até a base de seus cabelos e continuei com o ritmo dos toques. A de baixo, direcionava para a parte da frente.
Minha mão livre desceu lentamente por seu peito no local em que meu corpo não estava junto ao dele.
O arrepio foi imediato, mas consegui me controlar. Concentrei-me no que fazia nela, que agora era estimular seu sexo.
Suspirei pesadamente.
— Por que acho que essa dança não era bem uma dança? — Murmurei em seu ouvido, com minha respiração levemente entrecortada.
— A ideia era mesmo dançar. — Falei em tom rouco.
— Sei... — Sorrindo, depositei um beijo em seu pescoço. Ainda tinha certo cuidado, não queria ir muito além. Era por isso também essa insegurança em comandar.
— Gosta de ficar assim? — Questionei. — Como estamos?
Afastei meu rosto para mirar seus olhos.
— Claro, gosto de ficar perto de você.
Recostei meu rosto no dela.
— Acho que, sempre que for dançar com você, será assim.
Sorri de canto.
— Eu vou adorar.
Após um breve momento em silêncio, meneei a cabeça.
— Sabe Jes, estou dividido em duas situações bem complexas.
O olhei curiosa.
— E quais são?
Mirei seus orbes cinzentos.
— Levar você para cama ou batizar alguns lugares desse quarto.
Reprimi a vontade de rir.
— Com certeza é complexa. — Fingi estar pensativa. — Qual delas você está mais tentado a realizar?
— Ambas, mas pelo seu ritmo de hoje... Cama é melhor. — Murmurei.
Ergui a sobrancelha, pronta para perguntar sobre aquilo, mas resolvi deixar para lá.
— Tudo bem, o importante é que é com você. — Sorri suavemente e o beijei.
— Se deita. — Murmurei quando ela se afastou e fui pegar uma blusa minha.
Assentindo, fiz o que ele pediu, acomodando-me na cama.
Retornando à cama, a vendei com a blusa, logo colocando mais vinho na taça.
— Quer mais vinho? — Questionei.
Neguei com a cabeça.
— Um humano não aguenta muito até começar a ficar bêbado. — Sorri brevemente. — Já tomei duas taças e já me sinto mais para lá do que para cá.
— Sério? Assim fico tentado a lhe embebedar para ver até onde vai. — Murmurei divertido.
Sacudi a cabeça.
— Você não gostaria de ver uma mulher bêbada. Não deve ser uma coisa muito bonita de se ver. — Soltei uma breve risada.
— Já vi todas as formas possíveis. — Bebi todo o conteúdo de minha taça e a enchi novamente.
— Bem, eu não gostaria de me ver bêbada. — Falei decididamente. — Não se lembrar das coisas não é algo muito agradável. Você não tem esse problema, sua resistência é... — Pensei em uma palavra que se encaixasse no que desejava falar, até que a encontrei. — Espetacular. — Sorri de canto.
— Mas também ficamos e aí sim não é bonito de ver. — Comentei.
Ri novamente.
— Imagino, mas por outro lado, deve ser engraçado.
Assenti.
— Sim, principalmente quando todo mundo começa a tirar a roupa. — Falei divertido.
Fiz uma careta.
— Que nojo! Prefiro não ver nada, que continuem vestidos.
Soltei uma risada, descendo em seguida a mão por seu ventre e subindo até os seios.
— Sua pele é tão sedosa...
Sorri.
— Obrigada. Genética boa.
Admirei-a vendada, assim como seu corpo e sorri, pousando a taça na mesinha de cabeceira.
— Sei o que combinaria perfeitamente com ela.
Fiquei curiosa.
— O que?
Coloquei ambos os braços dela ao lado de seu corpo.
— Não se mexa.
Assenti minimamente.
— Tudo bem.
Peguei a taça mais uma vez e derramei um pouco de vinho em sua barriga.
Arrepiei-me com o líquido gelado, que supus ser o vinho. Ele gostava mesmo de coisas excêntricas.
— Não vamos desperdiçar e, se começar a se mexer, vai cair. Aí você será castigada. — Avisei, tentando soar sério.
— Mas ser castigada não é um incentivo para não fazer, amor. — Sorri de canto.
— Se acredita nisso... — Molhei o dedo, fazendo um caminho pelo corpo dela.
Suspirei com discrição. A sensação era magnífica... Meu corpo era sensível ao toque dele, minha tatuagem já respondia, estando levemente febril. Como estava vendada, fechei meus olhos com suavidade.
A imagem de um homem de cabelos dourados, olhos verdes e rosto angelical veio à minha mente de modo repentino e sua voz ecoou em minha mente: “Callie, minha doce Callie... Viveremos uma eternidade juntos, você será para sempre minha”. Em seguida, me vi nos braços dele sorrindo. O que era isso?
Balancei minha cabeça levemente, saindo daquele devaneio e concentrando-me no que acontecia naquele instante.
Percebi quando o corpo dela tencionou e franzi o cenho.
— Jesse, o que foi? — Questionei.
— Nada, está tudo bem. — Como eu diria isso para ele? Sonhei acordada com um homem. Ótimo.
— Certeza?
Assenti.
— Sim.
Com a confirmação dela, baixei meu rosto e passei a sugar o líquido do corpo dela, uma combinação certamente deliciosa.
Deus... Como a boca dele era deliciosa! Senti-la em meu corpo era perfeito!
— Delícia... Perfeita combinação. — Murmurei contra sua pele.
Sorri.
— E sua boca em meu corpo também. Perfeita combinação.
Derramei um pouco mais, agora próximo aos seios e o líquido desceu, banhando aquela área, a qual eu prontamente bebi.
Ele bebendo dessa maneira de mim era deliciosa, apenas não ganhava da sensação dele a me morder, mas igualmente deliciosa. Acho que deve ser estranho se sentir tão entregue a alguém, mas é bem mais que isso. Como já havia dito várias vezes,eu sou dele, porém nem em palavras tem como medir a magnitude disso.
Com o sabor do vinho em minha boca, a beijei, deixando mais gostosa a dança de nossas línguas.
O gosto do vinho entrelaçado aquele beijo deixava-o ainda mais perfeito.
Minha língua investia contra a dela em um ritmo intenso que era prontamente acompanhada, provocando maravilhas de sentimentos.
Nosso beijo era intenso e feroz. As mãos dele em meu corpo arrepiavam-me instantaneamente, assim como minha tatuagem ficava mais quente a cada toque.
Quebrei o beijo, puxando o lábio inferior dela entre os dentes.
— Vamos esfriar... — Murmurei, descendo e derramei mais vinho abaixo de seu umbigo, que acabou escorrendo para onde desejava... E fui sugar.
Suspirei pesadamente ao seu toque, contudo, a sensação daquela imagem não saía de minha mente, por mais que eu me esforçasse para esquecê-la. Não entendia o por que. Eu me chamava Callie? E o que um homem que nunca vi na vida fazia em meus pensamentos?
Queria poder responder
Sugava e mordiscava suavemente aquele ponto que desejava, porém uma sensação estranha me fez parar.
— Jesse, o que foi?
— Nada. — Por que não sei disfarçar? Será que sou tão previsível assim?
Subi e tirei sua venda.
— Ainda está receosa?
Neguei com a cabeça.
— Não, não é isso. É outra coisa, mas deixa para lá, melhor nem começar.
É... Estou vendo que hoje não tem sexo. Me deitei o lado dela.
— Quer falar?
— Você não ia gostar Klaus... Na verdade, nem eu gostei. — Confessei com uma careta.
Reprimi um pesado suspiro.
— Tudo bem. — Me levantei, logo recolhendo as taças.
— Preciso sair. — Levantei-me com rapidez da cama. — Prometo que não demoro. — Peguei minha lingerie e a coloquei, assim como a calça que estivera usando anteriormente.
Franzi o cenho.
— Aonde você vai uma hora dessas? — Questionei sério.
— Não sei, só preciso sair. — Vesti a blusa, em seguida arrumando meu cabelo o máximo que consegui sem um espelho.
— Jesse, me diz o que está acontecendo? — Ela estava, em certo ponto, me assustando. Como assim iria sair de repente?
Suspirei pesadamente.
— É melhor não, você não vai gostar. — Falei a ele. — Só preciso colocar essa... Coisa... Melhor em minha cabeça.
— É por causa do que insinuei? — Perguntei ao me aproximar dela.
Neguei.
— Não, não tem nada a ver com isso.
Estava surpreso, preocupado e pior: ela não queria falar. Com certeza foi algo que fiz, sempre é. Que droga... Por que sempre tenho que fazer besteira?
— Vai voltar?
Sorri suavemente.
— Claro que sim. — O beijei. — Só preciso pensar melhor.
— Não posso te prender, então... — Não descansaria até descobrir o que era, mas não a prenderia até ela falar. Só esperava que não fosse nada sobre desistir.
Não... Não poderia ser nada disso.
— Não demoro. — Lhe dei um selinho, logo passando por ele e saindo daquele apartamento.
Quando alcancei o lado de fora do prédio, o ar puro da noite bateu com tudo em meu rosto. Respirei fundo, precisava sentir isso. Como me sentia tão estranha? Como se conhecesse aquele homem... Como se eu fosse a garota que vi,mas não poderia ser eu. Como iria me imaginar com outro homem?
Amo Klaus e não tenho a menor dúvida disso. Caminhei um pouco, tentando ver se minha cabeça voltava ao normal. Estava tudo borbulhando e não conseguia raciocinar direito. Fiquei um pouco mais de uma hora dando voltas e, quando minha mente estava um pouco mais vazia e calma, retornei ao hotel.
Estava prestes a adentrar o prédio quando vi de longe uma figura de costas, exatamente como o homem que vi... Não. Devia estar louca. Balancei a cabeça e entrei no hotel.
Ao vê-la sair, fiquei questionando-me sobre o que poderia ter acontecido e não tinha chegado a nenhuma conclusão clara, porém sentia muita confusão vinda dela. Minha Jesse, o que aconteceu? Por que não diz o que te aflige assim?
Sacudindo a cabeça, tomei um banho rápido e me vesti, indo sentar na poltrona que havia colocado na varanda em seguida esperando ela voltar e tentando não sucumbir aos pensamentos de que a perderia.
Abri a porta, adentrando o quarto. Era melhor contar a ele, não queria que ele achasse que não confiava nele, apenas tinha receio de sua reação. Respirando fundo, fui até onde ele se encontrava.
— Melhor? — Questionei ao perceber sua aproximação.
Balancei a cabeça levemente.
— Não muito. Estou começando a achar que estou louca. — Sentei-me no braço da poltrona.
Olhei-a curioso.
— Por quê?
Soltei um breve suspiro.
— Nada. Estou cansada, só preciso dormir. Amanhã estarei melhor.
Suspirei.
— Tudo bem. Coloco você na cama, posso?
Assenti com um leve sorriso.
— Claro.
Retornamos para o interior do quarto e, após nos trocarmos, deitei na cama, esperando-a se ajeitar como preferisse.
Aproximei-me dele para deitar em seu peito.
— Posso? — Não sabia o quanto ele gostava disso ou se gostava. Nunca dormimos assim.
Respondi trazendo-a para mim e aconchegando-a, afagando seus cabelos.
Aconcheguei-me em seu peito, me sentia bem ali, porém também me sentia culpada. Com certeza eu não era a mulher certa para Klaus, nem nunca serei. Ele precisa de uma mulher de verdade ao seu lado, não alguém como eu. Inclinei-me para olhá-lo.
— Boa noite. — Lhe dei um selinho.
— Boa noite amor, durma bem. — Desejei a ela no momento em que seus olhos se fecharam.
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