Toda Sua
21 Capítulo 21- God Of War.
Notas iniciais
POV Misto. (Klaus e Marcel.)
Estava na hora de começar a acertar as coisas por aqui. Sai do lado da cidade que ficava e fui para o Quarter French, era onde tínhamos uma outra casa e tínhamos nossos negócios. Comecei a andar pelos bares, depois de alguns, entrei e reconheci aquela voz.
O meu dia tinha sido estressante. Havia boatos de que Klaus havia voltado, o que me causava problemas. Acabei de fazer o show e desci do palco indo em direção ao bar. Peguei um copo de whisky e empinei tomando tudo que havia nele.
– Então os mortos não estão tão mortos assim.- Disse.
Quando escutei aquela voz, virei para onde ela vinha.- Niklaus Mikaelson.- Disse indiferente.
– Marcellus. Está muito bem para quem havia morrido a mais de cem anos.- Falei.
– Marcel.- Corrigi.- E você muito preocupado pra quem não olhou para trás.
Sorri. Ele ainda era como o garoto que praticamente criei.
– Aceita um whisky?- Indiquei a garrafa.
– Por que não?- Disse me aproximando e sentando junto a ele.
– Thierry, traga mais uma garrafa.- Ele saiu e servi Klaus de whisky. Deslizando o copo até ele.
– Você manteve as coisas bem aqui.- Comentei.
– Nada que você não tenha ensinado.- Disse tomando do whisky.
– Você anda tendo algum tipo de problema com bruxas por aqui?- Questionei.
– Não.- Um dos meus "amigos" veio até mim.
– Marcel, vi um lobisomem andando por ai e é lua.- Ele disse.
– Mate-o.- Disse com simplicidade.
– Não. Traga-o que vou leva-lo.- Disse.
O olhei.- E porque você o quer?
– Você continuou os negócios aqui e eu por onde andei.- Falei.
– Porém em New Orleans não aceitamos lobisomens. Eles sabem disso, entram porque querem. Mas ninguém garante que irão sair vivos.- Disse.
– E quem disse que sairão vivos?- Perguntei.
– Acredite cara, nenhum lobisomem sai vivo. É uma regra. Minha regra.- Outro dos "meus" chegou com uma bandeja. A levei até Klaus e a coloquei em sua frente.- Abre.
Abri e aquilo me enraiveceu. Coração e pelo tamanho, de lobo. Estava com sangue bem guardado pra os híbridos e pensava em começar a cria-los, mas com Marcel matando-os assim seria complicado.
– Pobre lobinho.- Bebi do whisky.
– Sabe Marcel, não foi só aqui que as coisas mudaram. Me traga os lobos.- Disse.
– Não tem lobos. Esse era o ultimo. O primeiro que veio depois de...- Pensei um pouco.- Depois de 40 anos.
Merda, agora vou ter que achar outros.
Avistei Sophie.- Sophie!- A chamei.
– O que foi, Marcel?- Ela questionou.
– Me faça um anel para o nosso amigo Bob. Ele concluiu o treinamento com sucesso. Merece isso.- Disse.
– Você tem o anel?- Ela perguntou.
– Sim.- Peguei no bolso e alcancei á ela.- Aqui. Faça e entregue diretamente á ele. E seja uma boa menina. Sua irmã agradece.
– Você é um nojento sabia? Se banca nesse seu 'trono" e dane-se o resto. Que chegue alguém e te derrube feio. Eu vou rir muito.- Ela disse.
A peguei pelo pescoço.- Você não é a unica bruxa que eu tenho Sophie.- Apertei mais.- Então cala essa maldita boca.
– Me mata e o feitiço que quer fazer nunca nem vai chegar perto de conseguir.- Ela falou.
Pensei por um momento e ela era mais útil viva. A larguei.- Você ficará uma duas semanas na minha casa. No calabouço, pela falta de educação. Você conhece bem lá, não é mesmo?- Disse irônico.
– Seu... Vai ter um fim doloroso Marcel, espero por isso.- Ela disse.
– Cala a boca e vá fazer o que mandei.- Voltei a me sentar e bebi do whisky.
– Revoltada?- Questionei.
– Nada com o que não possa lidar. Sophie é uma vadia.- Disse em um tom indiferente.
– Mas útil, para você não a ter matado.- Falei.
– Útil, mas não insubstituível.- Disse.
– Realmente. E quais os planos para aqui?- Perguntei.
– No momento, nenhum. Somente manter as festas, o sangue e a cidade limpa.- Disse.
Mentira. Se tinha alguém que conhecia era Marcel e ele escondia algo, e tinha a ver com o que aquela bruxa disse.- E como faz isso? Sai daqui e não tinha tudo pronto.
Sorri.- Um bom chefe nunca revela seus segredos.
– Exceto para o verdadeiro dono da cidade.- Disse.
– Bem, ele já morreu a alguns séculos. Mas dizem que foi um cara legal.- Falei.
– Bem, se você me der licença vou ver como as coisas estão por ai.- Disse.
– Claro. Sinta-se em casa.- Sorri.
Me levantei e comecei a sair.- A propósito cuidado, Rebekah está por ai.
– Não se preocupe Klaus, eu sei lidar com ela.- Disse.
POV Klaus.
– Você que sabe.- Sai de lá. Tinha que procurar saber de tudo isso, mas a melhor opção era Sophie, mas como vou fazer para falar com ela? Depois de andar por lá e observar algumas coisas, como o movimento e localização, fui para casa. Kol estava um pouco melhor e não tinha passado mais mal. Pensava num plano para se aproximar de Sophie quando bateram na porta. Sério? Marcel.- Me seguindo?
– Não exatamente.- Ele entrou na casa.- Casa bonita.
– Não exatamente?- Questionei.
– Somente pesquisei um pouco e encontrei sua casa.- Ele disse.
– E o que quer na minha casa?- Perguntei.
Ele o olhou.- Vim visitar. Sabe faz mais de um século que não nos vemos, temos muito o que conversar.
– Resolveu o seu probleminha?- Perguntei.
– Sim.- Ele se sentou.
POV Misto. (Jesse e Klaus.)
Quando a aula terminou, fui imediatamente para casa. Estava preocupada com o Dean. Entrei na casa e tinha um homem desconhecido lá.
– Nossa, quem é a gata?- Marcel perguntou.
– Cai fora, é minha.- Disse.
Sorri e fui até eles.- Sou Jesse e você?
– Marcel.- Ele pegou a mão dela e beijou.- Prazer Jesse.
– Prazer em conhecê-lo.- Disse.
– O prazer é todo meu Jesse.- Ele disse.
Ele a olhava curiosamente e isso estava mais que estranho.- Jesse, deve estar cansada. Não quer ir descansar um pouco?
– Não, estou bem. Mas vou ir comer, estou com fome. Vocês tem pizza congelada?- Perguntei.
– Deve ter. Kol só come essas coisas.- Disse.
– Kol está aqui?- Ele questionou.
– Tá lá em cima.- Disse.
Ri.- Eu vou fazer então. É mais pratico, não estou afim de cozinhar. E depois vou alimentar o Kol, ok?- Disse para Klaus.
Respirei fundo. Ainda tinha isso.- Ok.
– Alimentar o Kol? É isso que ela é?- Ele questionou.
– Não, é um caso diferente.- Disse.
– Bem, vou comer e depois volto.- Disse isso, dei um selinho em Klaus e fui para a cozinha.
Ela foi e fiquei falando com Marcel, distraindo ele de Jesse e Kol. Se ele estava escondendo coisas não podia deixar ele saber de tudo.
Fale com o autor