Toda Sua
1 Capítulo 1- New Life
Notas iniciais
Espero que realmente gostem dela, pois tenho que dizer, é uma das minhas preferidas :3 E é nossa primeira com Cinquenta tons de cinza incluído, então espero que realmente gostem HEHE´
Agora, aproveitem a história.... Nos vemos lá em baixo!
POV Jesse
O sol adentrou minha janela, consequentemente me acordando.
– Droga! Odeio acordar cedo! – resmunguei e suspirei pesadamente. Acho que me esqueci de puxar as cortinas ontem à noite.
Ouvi um barulho e concluí que deveriam ser Dean e meu pai organizando as estacas.
Você deve estar se perguntando: Estacas?
Sim, estacas. Nós somos caçadores e... Não, não sou a favor disso.
Resumindo a situação: minha mãe foi morta por um vampiro e até hoje meu pai está obsecado com isto. Bem... Eu amo minha mãe e quero vingá-la, porém acredito que nem todos merecem morrer. Não gosto muito de caçar, no entanto, muitas vezes sou obrigada a ir.
Com dificuldade, ergui-me da cama e fui ao banheiro tomar um banho. Despi-me e girei o registro, logo sentindo a água cair suavemente por meu corpo, rosto e cabelos. Não demorou muito e eu já estava fora do box, seca e vestindo uma roupa simples – uma blusa discreta e um short. Não gosto de roupas abertas, entretanto era verão e não aguento o calor.
Prendi meu cabelo em um rabo de cavalo e desci para o café da manhã.
– Bom dia. – Falei enquanto adentrava a cozinha.
– Bom dia filha. – Disse meu pai a mim, com um sorriso suave em seus lábios.
– Bom dia Jesse. – Falou-me Dean, um de meus melhores amigos que mais considerava um irmão.
– O que tem pra comer? – Perguntei, me sentando em cima do balcão e cruzando as pernas. Tenho essa pequena mania.
– Menina, cadeira existe para alguma coisa, sabia? – Dean repreendeu-me.
Dei de ombros.
– Gosto desta forma. – E sorri de modo suave.
– Seu café está pronto. – Falou meu pai e aproximou-se com ele. – Bacon com torradas e suco.
– Obrigada pai. – Agradeci, pegando-o de suas mãos e comecei a comer. Acabei focando as estacas que estavam encima da mesa. – Vocês não acham que deveríamos... Sei lá... Parar? – Questionei.
– E deixar mais pessoas inocentes morrerem nas mãos desses demônios? – Revidou meu pai. – Nem pensar!
Encolhi meus ombros.
– Alguns não têm culpa de serem o que são, pois ninguém deseja ser um “demônio”. – Falei em um tom inocente enquanto mordia uma de minhas torradas.
– Se não querem, saiam ao sol então. – Dean deu de ombros.
O encarei.
– Dean, eu acho que deveríamos pensar mais sobre isto. Não gosto da ideia de matar algum vampiro inocente.
Ele revirou seus olhos.
– Como se isto existisse.
Sacudi a cabeça.
– Meu Deus! Você é muito cabeça dura, sabia? – Comentei divertida.
Sempre que eu e Dean brigávamos, fazíamos as pazes logo em seguida. Acho que nunca conseguiria ficar brava com ele – e nem ele comigo – por muito tempo.
– E você é infantil por achar que em algum desses aí ainda exista um pouco de bondade. – Comentou, utilizando um tom de desprezo quando falou “desses aí”.
– Eu? Infantil? – Ri curtamente. – Não fui eu que chorei vendo Rei Leão ontem.
Ele desviou seu olhar.
– Aquele filme lembra-me do meu pai, ok? – Falou completamente na defensiva.
– Own... Tadinho do meu chorão! – E comecei a rir. Como ele estava de pé ao meu lado, o puxei para um abraço, ainda sentada no balcão.
– Ok Jesse... Agora me solta. – Disse Dean, em um tom levemente desconfortável.
– Não solto não. – Apertei-o mais um pouco e acabei sentindo seus músculos. – Nossa Dean, você está mais forte! – Comentei enquanto afastava-me um pouco para examiná-lo melhor.
– Diferente de você, levo meu treinamento a sério. – Disse-me seriamente.
Ergui a sobrancelha.
– Está repreendendo-me? – Questionei. – Não quero ficar toda musculosa. Já basta ser envergonhada... Músculos não combinam comigo.
Ele riu levemente e aparentou lembrar-se de algo.
– A propósito, dê uma desculpa para mim no primeiro tempo. – Pediu.
– Tudo bem, já que tenho de ir mesmo... – Dei de ombros. – A única coisa que falta é London querer tirar minha blusa na hora do intervalo. – Desci do balcão e fiz uma careta.
Dean franziu o cenho.
– Como?
– É que... Ela vive dizendo “O que é bonito, é para se mostrar!”. Vai entendê-la.
Ele encarou-me por um momento.
– Vou falar com ela para parar com isto. – Disse por fim.
– Eu agradeço Dean. – Falou meu pai a ele.
Neguei levemente com a cabeça.
– Não precisa... Eu me resolvo com ela e não irei tirar minha roupa em cima da mesa do refeitório. – Afirmei.
Dean sacudiu a cabeça.
– Seria ridículo se mostrar dessa forma. – Comentou extremamente sério.
– Então, se eu fosse você, não cortaria mais a grama sem camisa. – Falei divertida.
– Nossa... Muito igual. – Disse-me enquanto revirava seus olhos.
– Ok Dean... Sem discussões. – Plantei um beijo em sua bochecha e fiz o mesmo no rosto de meu pai. – Quero algo bem gostoso para jantar.
Meu pai sorriu.
– Pode deixar... Vai ser pizza. – Falou-me.
Retribuí o sorriso.
– Perfeito. Até mais. – Peguei meus pertences e saí de casa, caminhando em direção à escola.
No meio do caminho acabei por me arrepender de ter colocado shorts. Esses garotos cheios de hormônios a mil não paravam de me olhar.
Ai. Meu. Deus. Que eu não morra de vergonha, pois ainda quero me formar.
Respirei fundo e logo avistei London. Esta garota ainda irá me matar de tanto “Você é linda e gostosa, se mostre!”.
– Meu amor, você quase se atrasa e... – Ela examinou-me com o olhar. – Que blusinha é essa, dona Jesse? – Questionou com o cenho franzido.
A encarei sem entender.
– O que tem de errado com minha blusa? – Olhei para baixo, examinando-a.
– Parece que você tem quatro anos com este corte que não a valoriza. – Comentou, fazendo uma careta.
Revirei meus olhos.
– Não exagere! É uma blusa simples e fechada... Já basta as pernas de fora, coisa de que me arrependi logo que saí de casa. – Falei a ela e olhei suas calças. – Você não me emprestaria suas calças? – Questionei esperançosa.
– E deixar você esconder estas pernas lindas? – Revidou. – Nem pensar.
– Estou vendo que será uma eternidade até a aula acabar. – murmurei carrancuda.
– Amiga... Você tem de tratar essa sua timidez! Já imaginou perder o homem de sua vida por falta de coragem?
Evitei suspirar uma segunda vez.
– London, eu não encontrei o homem da minha vida. E nunca vou encontrar. – falei em um tom definitivo.
London sorriu.
– Duvido que esse coraçãozinho não vá acelerar alguma hora por alguém especial. – argumentou. – Um cara incrível para uma garota incrível.
Revirei meus olhos. Duas vezes.
– Não sou incrível. – a contradisse. – E é bem provável que meu pai e Dean o mate.
– Antes você foge com ele. – comentou London e sorriu de maneira travessa.
Cansei daquela conversa.
– Ok, ok... Vamos parar por aqui, pois este homem não existe e, se existir, irá encontrar alguém melhor do que eu. – suspirei pesadamente. – Vamos para a aula?
London suspirou levemente.
– Vai achando isso. – murmurou e puxou-me pela mão, levando-nos para nossa primeira aula – e respondendo minha pergunta silenciosamente.
POV Klaus
Havia voltado ao meu corpo e estava sentindo-me aliviado por isto. O corpo de meu híbrido era bom, mas seu próprio corpo sempre será melhor do que qualquer outro.
Estava encarando meu estoque de sangue e pensando em quantos híbridos conseguiria criar com eles. Pelos meus cálculos, daria para cumprir a meta que tanto desejo. No entanto, tudo tinha a um preço e não encontrei a outra coisa que procurava.
Caroline não era ela, tinha percebido tal coisa quando ameacei Tyler.
Droga... Estou achando que nunca a encontrarei e isto é tão... Doloroso. Fora o vazio horrível que estava a sentir.
Respirei fundo. Irei concentrar-me em meus híbridos e deixar isto de lado antes que me consuma.
– Então o híbrido resolveu aparecer. – comentou uma voz que reconheceria em qualquer lugar e fazendo com que eu saísse de meus devaneios.
– Rebekah... Vejo que conseguiu sair sozinha. – observei.
– Sou uma Original. – falou, dando de ombros e foi até uma mesinha onde continha uma garrafa de whisky, servindo-se de um copo.
– Que deixou ser pega. – acrescentei.
– Falou o que precisou de outro corpo para escapar da morte certa. – ironizou.
– Falhas ocorrem quando se tem muito no que pensar. – murmurei e lembrei-me de algo. – E Elijah?
– Por aí. – falou indiferente. – Deve estar com algumas pobres mulheres indefesas. – e tomou um gole de sua bebida.
– Ah, sim. – Senti uma coisa estranha. Como se um medo eminente tomasse conta de mim e, por desespero, desse-me uma vontade louca de gritar. Era tão angustiante e, da mesma forma que apareceu... Sumiu.
Rebekah olhou-me confusa.
– Tudo bem? – perguntou.
– Sim. – Respirei até me acalmar. – Pretende ficar aqui?
– Não sei. – deu de ombros. – Acho que Mystic Falls não é mais para mim.
– Digo o mesmo. – falei a ela. – Pensei em voltarmos para um local onde nos sintamos melhor. – comentei.
Ela olhou-me com um sorriso leve em seus lábios.
– Nova Orleans? – questionou e refletiu por um momento. – Me parece uma boa ideia.
– Concordo. E quero ver o que Marcel fez com a minha cidade. – disse a ela em um tom sério.
– Se é que ele está vivo. – murmurou com indiferença.
O comentário dela era válido.
– Isso é. – mudei de assunto. – Então vamos? – perguntei sorrindo. Não era ligado a muitas pessoas... Na verdade, não era ligado a ninguém, no entanto tinha um carinho especial por minha irmã.
– Vamos. – disse assentindo. – Carro ou avião?
– Avião. – opinei. – A não ser que queira dirigir. – dei de ombros.
– Não, obrigada. – e se animou. – Vamos logo, estou louca para sair deste lugar.
– Ok. Pegue o que quiser levar e, em 20 min., saímos. – avisei-lhe.
Ela assentiu e, utilizando sua velocidade vampírica, subiu as escadas.
Não demorou muito já havíamos saído e pego o avião, logo chegando à Nova Orleans. Essa cidade trazia várias lembranças...
Fomos para a casa que tínhamos ali e tudo continuava nos seus devidos lugares.
– Deveria ter mandado alguém limpá-la ates de chegarmos. – comentei, olhando em volta.
– Concordo... Está tudo cheio de pó. – observou.
– Veja seu quarto e amanhã resolvo isto. – falei a ela.
– Ok. Irei fazer isso. – e subiu as escadas.
Nova Orleans, a cidade em que fomos felizes até 100 anos atrás, pois Mikael havia nos encontrado. A simples lembrança daquele homem fazia-me mal.
Porém agora seria um novo começo.
E em casa.
Notas finais
Como viram nas notas da fic postaremos de 15 em 15 dias.
Então, comentem o que acharam e nos deem a opinião de vocês :D
Até o próximo ;)
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