Tmj forever aventuras...
10 Perdendo a memória
– Ai, minha cabeça! Onde eu estou?- ao abrir os olhos, Magali viu um lugar horrível, o esconderijo de Capitão Feio.
Como o Capitão Feio estava dormindo e a Magali estava amarrada, ela simplesmente pegou um óleo que viu numa mesa e jogou em suas mãos para ficarem escorregadias.
– Consegui! Agora, é só sair daqui.
Magali saiu dali sem o Capitão Feio ver.
– Mas, espere quem eu sou? De onde vim? Quem são meus pais? Por que eu não me lembro?
Magali estava andando de um lado para outro na rua até ouvir uma pessoa lhe chamando.
– Ei, garota! Você que está andando na rua!
Magali logo percebeu que aquele cara estava falando com ela.
– Quem é você?
– Eu sou o Sérgio, só queria te perguntar por que você está andando de um lado para outro?
– É que eu não sei quem sou, de onde vim, quem são os meus pais... E o mais importante, por que eu não estou me lembrando disso?
– Sério?
–Muito sério. Agora, eu não sei qual é a minha casa.
–Calma, se você quiser, eu deixo você ficar na minha casa até você recuperar sua memória.
–Obrigada.
– Vem, vamos entrar.
– Sente-se aqui.
– Olha, esses são todos os colégios da cidade. Eu vou falar e se você se lembrar de algum momento, é esse que você estuda.
– Vamos lá. Colégio Vandias? Colégio Brito? Colégio do Limoeiro?
– Colégio do Limoeiro? Eu não sei não, mas eu senti o meu coração bater mais forte.
–Então, você estuda no Colégio do Limoeiro. Amanhã você vai pra lá.
No dia seguinte...
– Ai, meu deus! Onde é minha sala de aula?
Magali viu um garoto (Toni) passando e perguntou:
– Garoto, você sabe onde fica a minha sala de aula?
– Hein? Magali?
– É esse o meu nome? Magali?
– Hã? Como assim, se é esse o seu nome, pirou, garota?
Magali, percebendo a hostilidade do garoto, resolveu ser mais direta:
– Enfim, você saberia dizer onde é minha sala? Por que eu estou com pressa.
Toni levantou uma sobrancelha.
– Sério você não está lembrada? Que estudamos na mesma classe? Última porta desse corredor à esquerda?
– Er...claro, eu já sabia, obrigada, colega- respondeu ela meio sem jeito com a situação e encaminhou-se na direção que ele havia lhe indicado, pelo menos ele soube responder-lhe, né?
“Eu, hein, as pessoas aqui no colégio andam cada dia mais estranhas.”- pensou ele e seguiu também para a sala.
–Entrem na sala de aula, crianças!
Todos entraram irritados pelo professor Lircugo ter chamados de crianças. Eles já tinham dito pro professor Licurgo várias vezes que eles eram JOVENS! E não crianças.
Cebola ficou espantado quando viu a Magali. Como ela pode ter fugido do esconderijo do Capitão Feio?
Magali estava tentando achar sua mesa até chegar Cebola e ficar em sua frente com uma cara horrível. Por isso, Magali resolveu perguntar para Cebola onde fica sua mesa.
– Amigo, você sabe onde é minha mesa?
Cebola olhou estranho para Magali, ele ainda não tinha processado em sua mente que a Magali tinha o chamado de ‘’ amigo? ’’
–Amigo?
–Desculpa, qual é mesmo o seu nome?
–Cebola.
–Não obrigada.
–Que? Como assim ‘’ não obrigada? ‘’
–Eu não quero Cebola.
–Cebola é meu nome.
–Nossa! Os seus pais não gostam de você, tadinho?
–Mas é claro que gostam e ... peraí, você tá brincando com a minha cara, mocinha? Se esqueceu que do que eu fiz com você?
–Claro!
Na verdade, Magali não fazia ideia do que Cebola estava falando.
–Magali e Cebola, parem de conversar e sentem-se!
–Er... desculpa, professor, mas onde é mesmo a minha mesa?
–Ora, mas o seu lugar é aqui, na frente do lado da Marina. Se esqueceu?
–Há é, né?
Todos estranharam a Magali por ter se esquecido sua mesa.
–Bom, alunos, vamos continuar a aula.
De pois da aula...
PRIIIIMMMMMMMMMM!
–Que barulho é esse?-disse Magali pensando que era um incêndio.
–Talvez o sinal do recreio?-disse Denise.
–Tá, vocês já estão liberados para o recreio.
–EBAAAAA!-disse todos pegando seus lanches e indo mais do que uma bala pro recreio.
Magali pegou o dinheiro que Sérgio tinha te dado para não passar fome durante o recreio.
–Aonde você pensa que você vai?-disse Cebola olhando de cara feia para Magali.
–Pro recreio?
–A gente precisa conversar.
–Olha, Beterraba, eu não tenho tempo.
–Beterraba? Me nome é Cebola.
–Tá, Cebola, Beterraba, tanto faz. Eu não tenho tempo.
–Vai ser rápido, Magali.
– Magali?
– É, esse é o seu nome.
–Ah então esse é o meu nome? Magali?
–Como assim? Você não se lembra do seu próprio nome?
–Tudo bem, você promete guardar um segredo meu?
–Claro.
–Bom, eu não me lembro de nada. Eu tinha acordado num lugar estranho. Ele era muito sujo. E eu estava amarrada.
–E como você conseguiu se desamarrar?
–Foi fácil, eu tinha visto um óleo e eu joguei esse óleo na minha mão e ficou escorregadio.
–Uaa! Que soninho bom! –disse Capitão Feio se espreguiçando.
–Agora, eu preciso ver a Magali. Magali!
Capitão Feio procurou por todo o esgoto e nada de Magali.
–Ué, será que o Cebola tirou a garota daqui enquanto eu estava dormindo?
TOC TOC
–Deve ser o Cebola.
–Quem é você?
–Sou uma pessoa que vai fazer você dominar o mundo.
Cebola ainda estava racionando. Em sua mente, não fazia sentido a Magali ter perdido a memória quando bateu na sua cabeça. Será que bateu tão forte assim? Mesmo ele ter batido na cabeça de Magali e a ter prejudicado, ele não se sentia culpado.
–Sabe, Magali, eu vou dizer quem você realmente é.
–Sério?
–Sim.
–Então, quem eu sou?
–Bom, sabe o por que eu me espantei quando você me chamou de amigo?
–Por que?
–Bom, na verdade, você é uma órfã. E você é má.
–Que? Eu sou má?
–Sim, você até tinha me batido com muita força na minha cabeça que eu quase morri.
–Que horror!
–Pois você é assim. E vai ter que continuar assim.
–Por que?
–Bom, eu acredito que você não quer que ninguém saiba disso. Certo?
–Certo.
–Então, se você continuar má, eu prometo que vou ser um túmulo.
–Topa?
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