Tmj forever aventuras...
11 Fazendo a Carmem de empregada
Notas iniciais
– E então?
– Bem, eu...é...
– Pense bem, você não vai querer que alguém desconfie, vai?
– Não, mas...
– Nem mesmo ser diferente do que sempre foi, não é?
– Claro que não. Mas, eu não sei se eu consigo ser má.
–Eu tenho certeza que vai.
PRIIMMM!
–Sentem-se, crianças! –disse o professor Licurgo.
–O que? O recreio já acabou e eu ainda nem consegui comprar o meu lanche.
–Sinto muito, mas também, você ficou de falação com o Cenoura.
No final da aula...
–OK! Já podem ir!
Quando Magali estava indo embora, Cebola rapidamente segurou o braço de Magali e logo perguntou:
–Então, Magali, você já se decidiu?
–Sim! Eu acho que você pode até ter razão.
–Ah, então, você topa continuar sendo má?
–Tá, tudo bem. Mas, me responde uma coisa?
–Fala.
–Quem eu sou?
–Bom, você é a Magali, e é órfã.
–Órfã? E qual é o orfanato que eu moro?
–Eu não sei. Mas eu sei que eu tenho que ir. Tchau!
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– Olha, jovem, quem é você, afinal?
–Eu sou o super Franja!
–Ah, Franja, o Cebola tinha falado sobre você.
–O que ele tinha falado de mim?
–Ele falou que você era inteligente.
–E eu sou.
–Tão inteligente que vai conseguir consertar a minha máquina de dimensões.
–É, e cade a tal máquina de dimensões?
–Está bem aqui!
–Uau! Ela é enorme.
–Que bom que você gostou. Se for assim, pode consertá-la.
Franja abriu a sua mochila e pegou suas ferramentas. Seria um trabalho muito duro para consertar aquela máquina de dimensões.
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Carmem estava andando pela praça normalmente pensando no Cebola. Por que ele conseguiu ficar tão do mau? Deve ter acontecido alguma coisa para ele ficar assim. Mas o que?
–Te achei. Sua idiota.
–Ce-Cebola?
–Ca-Carmem?
–Fala o que você quer, Cebola.
–Bom, hoje, eu vou te nomear como a minha empregada.
–Co-como?
–Isso mesmo que você ouviu.
Com muita força, Carmem falou pro Cebola tentando parecer durona:
–Mas quem te disse que eu quero ser sua empregada?
–Você acha que eu me importo com sua opinião? E eu não te perguntando se você quer ou não. E sim, to te dando uma ordem. Você VAI ser minha empregada.
–Se você não fazer tudo o que eu te disser, eu vou espancar até sua morte.
Carmem ficou com muito medo. Agora, tinha que fazer tudo que Cebola mandar e não poder fazer nada.
Cebola pegou o braço de Carmem a levou até a sua casa.
–Por quê você me trouxe aqui?
Carmem viu a Magali sentada no sofá da sala.
–Magali, aqui está a Carmem.
Magali se levantou e deu a sua mão para Carmem e disse:
–Prazer em te conhecer, Carem.
–É Carmem, Magali.
–Como assim?
Ao explicar toda a história para Carmem de Magali ter perdido a memória, confundiu sua cabeça.
–Tá, mas por que você me trouxe aqui?
–Tá na hora da Magali ser do mal. Por isso eu quero que você faça uma maquiagem de dar medo.
Depois de meia hora...
–Pronto!
–Deixe eu ver Carmem.
Carmem girou a cadeira e mostrou a Cebola a maquiagem para Cebola.
–Credo! Essa é a Magali?
–Agora é minha vez de ver.
Carmem deu para Magali o espelho.
–AAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHH! Eu pareço estar possuída.
–Então eu arrasei na maquiagem.
–Até que ficou bom.
–Eu sei.
–Muito bem, meninas, vocês já podem ir. E Magali, não se esqueça que você vai começar ser do mau amanhã. Boa sorte!
–Er... valeu!
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No dia seguinte...
Magali foi para escola com a mesma maquiagem que Carmem lhe tinha feito ontem na casa do Cebola.
–Nossa! O que aconteceu com você, fófis?
–Olha, coisa irritante, é melhor você ficar de bico fechado.
–Bico fechado?
–É, você tá me irritando.
–Que horror!
–Horror é sua cara de pamonha.
–Grossa!
–Fofoqueira de quinta categoria.
Denise se sentou com raiva da Magali por te chamado de fofoqueira de quinta categoria.
–Isso! É melhor você se sentar que vai ser melhor pra você.
–Eu to sentando porque eu quero. E não porque uma grossa como você me mandou.
– SEI, SEI.
Denise ficou com mais raiva ainda.
–Magali, por que você falou assim com a Denise? — disse Marina preocupada com a amiga.
– Cuide de sua vida, Cachinhos Dourados.
– Magali, você tá bem?
– Estou ótima, Cachinhos Dourados.
– Magali, por que você tá assim, tão rabugenta?
– Falta de amigas que prestam.
– Magali, por que você...
– Olha, vai começar o interrogatório, agora, é?
– Magali, eu sou sua amiga. E eu quero saber por que você está me maltratando assim.
– Querida, você acha mesmo que eu só estou tratando você dessa forma? Em seu governo, eu estou tratando todos dessa forma. Não é só você, Cachinhos Dourados. Você gosta de aparecer, né?
PRIIIIIIIIIMMMMMMMM!
– Que bom, agora é hora do recreio. Assim, eu vou poder não ver mais a sua cara por um tempo.
– Magali, pra mim, você não é maia minha amiga, Magali. Eu nem vou continuar falando com você.
– Como se eu me interessa — se na sua amizade. Tchau!
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Franja estava tendo dificuldades para consertar a máquina de dimensões.
– Droga, como se faz isso?
– Está com problemas, meu caro?
– N-não, não mesmo, eu estou quase acabando, sem problemas- mentiu ele já nervoso.
– Ah, que bom. Pensei tê-lo ouvido resmungar algo.
– Er... impressão sua- ele nunca iria admitir que estava com dificuldades- mas, não há problema de que termine depois, né?
– Por quê?
– É que preciso de mais algumas peças, que ficam no meu laboratório.
– Ah, tudo bem eu arranjo para você e...
– Não!
– Como?
– Digo, não é necessário, eu faço questão de arrumar por conta própria, assim diminui a chance de erros.
– Se você diz...
– Sim, é melhor. Ufaa!- suspirou em silêncio, de modo que somente ele mesmo pôde ouvir, afinal precisava ganhar tempo e garantir que Marina ficaria bem, todo cuidado era pouco naquela situação.
Capitão Feio não desconfiou e resolveu ir embora, deixá-lo mais a vontade para trabalhar era uma boa ideia, já que estava de bom-humor. Seu plano estava indo surpreendentemente as mil maravilhas. Pensando nisso, o próprio deu uma gargalhada maléfica e se foi satisfeito, para outro lugar, onde pudesse descançar e comemorar.
Mas até quando isso duraria?
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– Você foi bem, Magali- parabenizou Cebola.
– Eu fui né?
– É.
– Cebola, eu queria saber de uma coisa muito importante na minha vida.
– O que?
– Você é meu namorado?
– Não.
– Então, quer namorar comigo?- Perguntou ela ansiosa, achando que ele era seu amigo de verdade.
– Quê?
– É, quer ou não quer?
–...
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