Tinha Que Acontecer
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Gostaria de esclarecer que não abandonei meu estilo, apenas quis fazer algo diferente, arriscar uma pequena mudança nesta fic para diversificar um pouco nossa diversão.
Obrigada pelos maravilhosos reviews, e até mesmo quem não tem o hábito de fazê -lo.
Me sinto privilegiada por ter pessoas maravilhosas que cedem seu tempo para fazer parte do mundo de minha imaginação !
Divirtam -se !
Antes que tivesse tempo de perguntar seu nome, Dick lhe entregou um prato enorme que ele tinha certeza, não conseguiria comer sozinho.
_Ei amigo … pode por favor, embalar metade para viagem se não for incomodá -lo.
Sara olhou para ele.
Com certeza comeria sozinha aquela refeição.
Não bebia, comia feito um burguês, parecia ter bons modos como um homem bem nascido ... mas ela tinha que admitir … era imensamente bonito. Ela se lembrou do livro.
Ele viu quando a morena arriscou um olhar de canto. Outra vez.
_De onde você é ?
Ele arregalou os olhos quando viu que ela falava com ele novamente.
_Las Vegas.
_O que faz aqui ? Férias ?
_Pode – se dizer que sim ! E você ?
_Pode -se dizer que sim, também !
De novo aquela coisa com as sobrancelhas que ela estava começando a gostar muito.
Ele estendeu a mão para ela e sorriu.
_Gilbert Grissom !
Sua surpresa foi enorme, já tinha ouvido falar dele, mas imaginou que fosse um velho cansado, com enormes costeletas.
_Sara Sidle ! Hei você é … famoso ! — Ela sentiu o toque suave de suas mãos macias.
_Sou ?
_Já li alguns artigos seus, muito interessantes.
_Obrigado. Leu meus artigos por que ?
_Trabalho de perícia ... pode … soltar a minha mão, por favor … eu .. preciso dela !
Ele sorriu.
Sara teve que concordar com seu coração desavisado, ele era mesmo um danado de bonito.
Com isso, teve vontade de rir, estava começando a ficar com os trejeitos daquela cidade pré histórica.
Ele começou a comer devagar e percebeu aqueles olhos chocolate sobre ele, de novo.
Ele tem classe.
_Muito saboroso, obrigado pela dica !
_Sempre come tão pouco ?
_Nem sempre.
Foi a vez dela sorrir, bebericar o resto da cerveja e se levantar.
A morena levantou um braço para Dick e lhe jogou um beijo, que imediatamente foi seguido de vivas e assovios, e aquele bando de marmanjos em coro.
“Também queremos”
Ela nem se deu ao trabalho de olhar para eles.
Grissom pagou imediatamente pelo prato e chegou à calçada rapidamente.
Sara olhou para ele e continuou caminhando.
Com passos rápidos ele a alcançou. Assim que estava ao seu lado, perdeu a coragem e travou.
O que ia dizer ?
Desde quando ele corria atrás de uma mulher feito louco pela ruas, geralmente ele era o assediado e sempre se sentia estranho com isso.
_Oi !
Sara teve vontade de rir, parecia meio desajeitado. De repente ela ousou arriscar. Um daqueles, em sua vida já havia sido o bastante, ela precisava saber.
_Você é casado ?
_Não ! — Ele respondeu como se aquilo fosse um crime ! _E você ?
Ela balançou a cabeça e sorriu de novo.
Deus, aquele sorriso era algo que não tinha uma explicação lógica.
_Onde você … está … hospedada ?
_Tenho uma casa, logo depois do pequeno parque, há alguns metros.
_E você ?
Ele apontou para a direção contrária em que andavam.
_Bay Ville !
_As casas do prefeito ?
_Isso !
_Elas são confortáveis e aconchegantes. A sua tem lareira ?
_Huhum … uma grande lareira de pedras !
_Oh … — ela estava animada por ele, não sabia por que !
Nos últimos tempos ela quase não tinha respostas para as suas reações, e na verdade, agir assim, estava lhe trazendo vida !
Quando havia entrado em contato com a imobiliária, chegou a visitar algumas e adorou, mas não estavam à venda. E ela queria alguma coisa que fosse dela. Se sentia mais confortável e segura.
Aquela propriedade estava à venda por um preço razoável e ela achou um bom negócio.
Sem que percebesse ele estava a acompanhando até sua casa.
Ela estacou em uma das esquinas e olhou para ele.
_Sua casa … é … — ela apontou para trás com o polegar e ele fez um gesto com a cabeça, a pendendo levemente, que lhe trouxe jovialidade. Acho que ele tem alguém ! Não podia ser um solitário feito ela, não com aquele jeito encantador.
_Posso acompanhá -la ?
Ela ficou olhando para ele com mil pensamentos.
_Claro !
Ele enfiou a mão livre no bolso e continuou ao lado dela.
_Então … está com ... sua família ? Ou você está … sozinha ?
Ela o encarou novamente, e ele percebeu que ela olhava insistentemente para sua barba, o que lhe deu a sensação de dúvida.
_Você é um assassino ?
Bem … havia decidido deixá — la crescer, e estava precisando apará -la, mas não chegava a parecer um.
Ele deu uma gargalhada gostosa e ela quis tocar seu rosto, rindo também.
_Não sou e não se preocupe, estou do lado do bem !
_Isso me alivia muito … já que … moro sozinha. — Se bem que ela podia muito bem se defender, mas ele não precisava saber disso .. por enquanto !
Ele queria saber se havia um namorado, ou alguém que tivesse relevância em sua vida, mas tinha que se conter, aquilo estava fugindo de seu controle.
Eles pararam no portão, e sem jeito, ficaram alguns minutos apenas se olhando.
_É … uma casa bonita !
Grissom apertou os lábios e ela imaginou que ele mantinha um vasto repertório de gestos apaixonantes.
Um arrepio tomou conta de sua espinha quando imaginou que gosto eles tinham, e o efeito daqueles roçando seu pescoço !
Sara ! Sua desequilibrada ! O que há com você ?
_Bem … aqui não se tem muito a fazer, não é ?
_Se comparar com las Vegas …
_Não … desculpe a intolerância … não quis dizer isso !
_Grissom... eu sou de Boston ! — Ele não precisa se desculpar. _Apenas tenho uma casa para … descanso aqui ! Essa cidade é pré histórica, mas acho que para descansar não há melhor.
Ele corou.
Aquela sensação de que não queria se afastar dela persistiu, e ele tentou pensar em algo para vê -la novamente, mas sua mente pipocou.
_Então … até mais … nos vemos por aí ! — Ela for mim, anunciou.
Ele sorriu de lado e ela entrou.
….......
Ele não conseguia se concentrar em nada, em seus livros, em seus textos forenses, na TV, a imagem dela surgia com força cada vez que tentava.
Acho que estou ficando louco !
Ele nunca tinha sentido nada parecido com mulher alguma, tivera algum romance, mas nada que pudesse ser considerado forte o suficiente para tomar sua atenção e de uma maneira tão rápida.
Sara Sidle.
Boston.
O que será que ela fazia exatamente ?
Por que estaria ali ?
Ele se remexeu na velha poltrona e olhou para o teto, com os óculos na ponta do nariz.
Aquela sensação de mal estar de novo, precisava se deitar, e esperar que ela passasse.
Ele fora avisado que depois da etapa inicial, ele teria ainda que conviver com algumas reações adversas e o efeito dos medicamentos. Eles eram muito fortes.
O desconforto em seu estômago havia amenizado, mas aquela tontura e o corpo pesado como se carregasse toneladas, ainda persistia.
Era um tratamento longo e delicado.
Tinha sido uma cirurgia de alto risco, e estar curado significava ainda tomar algumas precauções.
Como não abusar de maneira alguma das bebidas alcoólicas, não se estressar, dormir cedo, ter um tempo para caminhadas e principalmente, seguir com os remédios religiosamente por ainda algumas semanas.
Seu problema de audição, além de genético, revelou um pequeno tumor, imediatamente próximo ao ouvido que corria o risco de se expandir para outras partes de seu cérebro, e precisava ser tratado com a máxima urgência.
Suas dores de cabeça eram insuportáveis, e eram confundidas com sua enxaqueca.
Ele havia perdido os sentidos em uma delas e foi uma correria no laboratório.
Exames mais apurados revelaram o problema.
Há dois meses, achou que talvez não pudesse sobreviver, e agora estava ali, e relativamente bem. A cirurgia tinha sido um sucesso ! Mas ainda dependia de sua obediência so tratamento.
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