Tinha Que Acontecer
14 Capítulo 14
Na manhã seguinte Sara não estava bem, talvez fosse um estado gripal, sua resistência devia estar baixa.
Os dois dias anteriores, tinham sido cansativos, e ela estava mesmo se sentindo meio estranha.
Ela quis ligar para Grissom mas se lembrou que não tinha seu telefone.
Assim que ouviu ele chamar, ela foi atender, o assustando.
_O que foi ?
_Acho que deve ser uma pequena indisposição.
Ele entrou rapidamente, com um ar preocupado.
_Está precisando de alguma coisa ?
_Não … eu só sinto muito … pelo nosso encontro
Ele a abraçou a empurrando para dentro.
_Você está quente !
_Não muito.
Sara se sentou no sofá e se enrolou no cobertor.
Ele se ajoelhou em frente a ela e tocou sua testa.
_Você tem antitérmico ?
Ela apontou uma gaveta do balcão da cozinha.
_Quer ir ao médico ?
_Não precisa !
_Não deve se medicar, querida !
_Grissom, não precisa se preocupar, tenho tudo que preciso e isso deve passar logo.
Ele passou aquele dia todo também na casa dela, cuidando, preparando o almoço, ensinando Brat.
Ela podia ouvir ele com o cão, tentando enfiar alguns ensinamentos em sua cabecinha pontuda., quando voltava de seus cochilos.
Estava quase anoitecendo quando se levantou, muito mais animada e o encontrou na cozinha.
_Ola ! Ainda está aqui ?
_Sim … estou preparando uma canja para você !
_Ei … você é sempre tão gentil ?
_Não, só com você ! Tenho segundas intenções !
Ela deu uma risada alta se sentando em uma cadeira.
_Você tem sido muito … especial para mim.
Ele não respondeu.
_Quero te mostrar uma coisa, Sara ! Hei Brat .. venha cá, garoto.
Ele veio !
Duas surpresas.
O danadinho aprendeu o nome dele, e Grissom aceitou o nome dele !
_Senta !
Ele sentou !
_Meu Deus ! Como conseguiu ?
_Com muita paciência.
_Ah … Grissom ! — Ela teve vontade de abraçá -lo.
Ele empurrou um prato generoso a ela.
_Você cozinha mesmo !
_Isso também é para te impressionar.
E estava uma delícia, tanto que ela repetiu mais uma vez.
Embora fosse muito magra, talvez pela sua própria natureza, ela comia muito bem.
Sara viu ele a acompanhar em uma pequena porção e ficou observando seus modos.
Ele era um homem como poucos, com gestos estudados, calmos, suas mãos eram bem feitas, e quando percebeu, estava o analisando mais atentamente.
Era um homem inteligente, como denunciava sua testa alta, lhe caía bem aquela barba bem aparada, sem falar de seus olhos profundamente azuis.
E ela sentiu que dois dias pareceram uma eternidade, devia mesmo estar melhorando, pois queria estar com ele entre os lençóis, sentindo aquelas mãos lhe fazendo coisas que eram deliciosas, além que querer provar suas qualidades novamente.
Aquilo a pegou em cheio. Estava sentindo necessidade dele.
_O que foi ? Você está bem ?
Ela voltou de seu devaneio, estava o encarando e nem sequer percebeu.
_Sim … tudo bem.
Grissom não podia negar, que mesmo convalescente, ela era imensamente bonita.
A cor de suas bochechas haviam voltado, e não parecia ser por conta da febre, seus olhos opacos, agora eram mais brilhantes, e aquele seu sorriso. “Oh céus, se ela soubesse para onde ele ia quando ela sorria !”
Ela se levantou em um ímpeto, e decidiu.
_Vou tomar um banho delicioso … estou me sentindo revigorada. Acho que foi uma pequena baixa de resistência.
_Fico feliz por isso. Acho que … vou para casa.
Ela não queria que ele fosse. De verdade.
_Você tem alguma coisa para fazer lá ?
_Preciso de um banho também !
Ela apertou os lábios, seu braço queria se esticar e chamá -lo com ela.
Deveria ou não ?
Resolveu se calar, tinham terminado de comer e parecia bem estranho um convite daquela natureza, tão íntimo.
_Hum … podemos dar uma volta, se sentar um pouco no parque, o que você acha ?
_Está se sentindo bem o suficiente ?
“Até mesmo para ter sua companhia !”
_Sim, com toda certeza, preciso de novos ares. Nos encontraremos em … uma hora ?
_Feito !
Ela tomou a iniciativa de lhe dar um pequeno selinho, antes de sumir pelo corredor.
….......
O pequeno parque, ficava apenas há alguns metros de sua casa. Era bem iluminado, muito limpo, com árvores bem cortadas e simpáticas. Agora podia concordar que era um lugar delicioso para namorar !
Sara puxou eu casaco, e cruzou os braços, tinha resolvido se agasalhar para não abusar de sua breve recuperação.
O movimento era fraco, alguns casais, crianças brincando, poucos carros estacionados. O clima era mesmo propício para se sentar em um daqueles bancos com companhia.
_Olá.
Ela se virou para aquela voz carregada de sotaque, que o deixava mais charmoso.
O que nele, não era ?
_Oi …
Seus sorriso brilhante foi o ponto de partida para que ele a abraçasse, e a levasse para um banco logo à frente.
_É um lugar bem agradável !
_Sim … deveria vir com mais frequência.
Ele a puxou para mais perto, estava louco de vontade de sentir seu calor.
_Você tem certeza mesmo que está bem ?
_Sim … e … obrigada Grissom, você foi muito gentil … tem sido muito gentil !
Os olhos dela piscaram várias vezes. Cada vez que ela fazia um elogio a ele, era sempre assim.
_Não se anime muito, já disse que estou com segundas intenções.
Seus rostos estavam bem próximos, e ela tocou sua barba com doçura, antes de oferecer seus lábios a ele, para um beijo profundo e demorado.
_Eu … gosto de sua barba.
_Não costumo deixá – la.
_Por que não ? Fica bem em você !
_Ás vezes incomoda …
Ela sorriu.
Sara se ajeitou em seu peito, como se ele a pegasse no colo, se encolheu e colocou as perna sobre o banco.
Embora fosse um banco um tanto afastado, algumas pessoas passavam e os observavam.
Grissom nunca tinha sido dado à demonstrações de carinho em público, mas ali era diferente. Ele parecia fazer parte daquilo como se jamais tivesse sido de outra maneira.
_Grissom … eu … me sinto bem com você !
Ele suspirou e tocou seus rosto com a mão livre. A outra estava a amparando junto a ele.
_Eu também !
Eles conversaram sobre a cidade, algumas curiosidades que Sara havia descoberto, sobre a alegria dela em saber que Brat tinha jeito, e também sua surpresa dele em aceitar o nome tão estranho que ela havia escolhido.
_Se não há outro jeito ... não posso escolher outro nome a ele. Vai confundir sua cabecinha !
_Você leva jeito com cães.
_Tive alguns quando era criança, até minha adolescência.
“E com crianças … será que ele também levava jeito ?”
_Gris …. — Aquilo foi como se alguma coisa se acendesse nele, ela tinha o chamado assim, na intimidade. _Também leva jeito com mulheres … ! Vamos para minha casa ?
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