Grissom a puxou para ele, e caminharam até a casa dela abraçados.

_Você está se sentindo bem ?

Ela respondeu com um beijo longo e quente.

_É … você me parece bem !

Ela sorriu e o puxou para o quarto.

Entre estarem despidos e se abraçando em cima da cama foram segundos.

Ele a puxou para cima dele, acariciando as laterais do seu quadril.

_Sara …

Um dedo delicado calou seus lábios, depois se insinuou para dentro de sua boca, sentindo a maciez de sua língua.

Ela distribuiu muitos beijos em todo seu peito, arranhou seu pescoço com as unhas bem feitas e ele gemia cada vez mais alto !

Como era bom estar com ela !Era como se o mundo estivesse lhe avisando que nada seria igual depois dela.

O gosto de sua boca, suas mãos, tudo era tão bom …

Em muitos momentos seus olhos se encontravam e eles diziam a mesma coisa.

Que havia um de sejo explícito, uma vontade de estar, de ser, de ter !

As vezes, ao longo de nossos caminhos, esbarramos com alguém que nos faz acreditar que está cumprido nosso propósito. O propósito do encontro, da junção de corpos e almas, da necessidade gritante de ser completo. De estar completo !

E era assim.

Era assim quando suas mãos se tocavam, suas bocas, era assim quando se fundiam em um só. Apenas um, uma “par singular”.

Depois de muitas carícias, beijos de arrasar, ele a penetrou bem devagar,

A maneira como ela mexia sob ele, o enlouquecia.

E quando a madrugada chegou, eles caíram completamente esgotados.

….......

Ele acordou com o barulho insistente de seu telefone.

Sara levantou a cabeça e ficou tentando descobriu de onde vinha, logo ouviu a voz dele.

_Grissom !

Ela se virou e se ajeitou em seu peito.

_Calma Cath … fale devagar !

Ela viu quando seu rosto empalideceu e ficou apreensiva.

_E como foi isso ?

Sua expressão era muito sério e depois de mais alguns minutos, ele desligou.

_O que foi ?

_Um dos meus meninos … foi sequestrado !

_Meu Deus !

_Qual deles ?

_O Nick !

_O texano ?

_Isso … eu … — ele passou a mão pelo rosto, bastante preocupado. _Tenho que ir … para Las Vegas.

_Claro … precisa de alguma coisa ?

_Não … querida … eu preciso ir …

_Se precisar de alguma coisa, sabe que tenho meus contatos.

_Eu agradeço. Isso parece um pesadelo !

Depois que terminou de se vestir, ele a puxou para seus braços.

_Eu volto … assim que puder !

_Vou esperar notícias.

_Sim … seu número, acho que não tenho !

Ela lhe entregou seu número, e viu quando suas mãos estavam tremendo.

_Grissom … você precisa se acalmar … não vai fazer bem à você !

_Tem razão.

_Preciso pegar um voo, o aeroporto mais próximo fica há uma hora.

_Eu já sei … vou te levar.

_Você não precisa fazer isso !

_Mas eu quero ! Eu vou levar você até sua casa para ajeitar algumas coisas, volto para tomar um banho, e depois podemos ir.

Ele assentiu com a cabeça.

Enquanto tomava um banho rápido ela se pôs a pensar nele, parecia extremamente preocupado.

Sara estava acostumada com essas situações, e seria útil se pudesse acompanhá – lo. Mas não tinha licença legal para agir fora de sua jurisdição, além de estar afastada.

Para que pudesse voltar a ativa havia alguns procedimentos burocráticos e físicos para serem tomados.

Uma avaliação psicológica, que costumava demorar alguns dias, um novo teste de tiros para usar sua arma profissionalmente e alguns outros procedimentos internos.

Tinham vividos momentos deliciosos naquele quarto, ia sentir falta dele.

Impressionante como em tão pouco tempo, ele transformou sua vida completamente.

Ela parou em frente à sua casa e o chamou.

Grissom abriu a porta e pediu que entrasse.

_Falei com o capitão do departamento, eles estão em negociação … mas o andamento não está sendo muito favorável. Tenho café em cima da pia, na cafeteira.

Ela aceitou, enquanto via ele trancar tudo que poderia, desligar algumas tomadas e se virar para ela.

_Podemos ir.

Ele trancou a casa e, já dentro do carro, deu uma das chaves a ela.

_Poderia ficar com isso, por favor , caso necessário ?

_Claro Grissom … é uma boa ideia.

Já na estrada ela tentou conversar com ele para avaliar seu grau de nervosismo.

_O que vocês tem, seu capitão disse ?

_Foi uma cilada, uma cena de crime forjada !

_Aleatória ou era especificamente para ele ?

_Aleatória, as equipes para os casos são formadas em tempo real.

Ele esfregou a testa e ela tocou sua mão sem deixar de prestar atenção na estrada.

_Fique calmo, vocês vão conseguir !

_Ele é um bom garoto, seu pai é juiz e sua mãe, parece que foi parar na emergência.

_Oh … você disse juiz ?

_Stockes !

_Sei quem é … já nos encontramos em algumas convenções. Você sabe … Boston é .. a capital das convenções !

_Las Vegas não fica muito atrás !

O telefone dele tocou novamente.

_Ola Cath … já estou a caminho … sim … me sinto bem … não se preocupe … sim … não estou dirigindo … tenho … em menos de trinta minutos … assim que chegar … ok !

_Grissom você está mesmo bem ?

_Sim … obrigado !

Pouco tempo depois ela estacionava no aeroporto, ficou com ele até que seu voo fosse anunciado, lhe deu um beijo de despedida e esperou o avião ganhar o céu !

Estava pedindo aos céus para que aquela situação não se alongasse demais, em casos assim, o tempo era o pior inimigo !

De volta para casa, ela percebeu que uma sensação bastante estranha a atingiu. Talvez estivesse sentindo falta de todo aquele ambiente hostil, mas que fez parte de sua rotina por muito tempo.

Queria tanto poder ajudar, estar com ele, acompanhar o andamento, e cuidar dele !

Um carinho muito grande tomou conta de seu coração. Ele era apaixonante. Não tinha como ser diferente. E toda aquela preocupação só serviu para lhe mostrar o quanto estava mesmo apaixonada por ele !