Notas iniciais
Esse capítulo foi o que eu mais esperei pra escrever desde que eu comecei a fic. Além de essa ser a música que eu mais gosto do CD, eu tava preparando um final bem dramático pra fic e essa música ficou perfeita. E, ah, é o penultimo capítulo.

Cheguei em casa desnorteado, eu não via mais saída para os meus problemas. Subi para o meu quarto correndo, a minha vontade era pular daquela janela no mesmo minuto. Comecei a correr pela casa procurando algum remédio ou algo assim que me fizesse ficar mais calmo e acabei indo parar no quarto dos meus, então lembrei que o meu pai tinha uma arma ali, em algum lugar. Comecei a procurar pela arma desesperadamente, jogando tudo pro ar. Quando terminei de jogar todas as roupas pra algum canto, lá estava ela. Negra, reluzente... carregada. E parecia estar chamando pelo meu nome. Peguei a arma sem hesitar, corri para o meu quarto e me tranquei em meu banheiro. Era agora. O fim havia chegado, e nada poderia mudar isso. Sentei-me no chão no banheiro com uma garrafa de bebida, uma lâmina, um calmante e uma arma. Eu vi diversos jeitos de acabar com a minha vida ali mesmo, mas estava difícil de escolher qual. Eu teria uma morte rápida e sangrenta com um tiro, ou uma morte lenta e dolorosa com alguns cortes e, depois, alguns doses de vodka e um calmante? Realmente, era difícil escolher. Resolvi começar pelo “menos pior”, peguei a lâmina e fiz um corte fundo suficiente ao ponto do sangue escorrer pelos meus braços e pingar na minha camiseta branca. Doía, é claro. Mas não tanto quanto ver o Gerard com outra pessoa. Continuei a cortar e, passado um tempo, comecei a beber uma dose de vodka entre os cortes. Em pouco tempo, meu braço já estava todo cortado e o sangue escorria por todos os lados, e a bebida havia terminado. Agora só faltava eu escolher o final: arma, ou remédio? Percebi que o barulho da arma chamaria atenção demais, e não era isso que eu queria agora. Peguei o comprimido e o observei, poderia parecer inofensivo, mas também poderia terminar com a minha vida agora. Lembrei-me de todos os momentos que passei com Gerard, todos os beijos, os risos, os “eu te amo”, tudo isso parecia tão longe.

E eu sentia falta dele, muito mesmo. Eu estava com medo de engolir aquele comprimido, não devo negar. Eu ainda tinha esperanças de tudo voltar ao normal. Maldito! Pensar no seu beijo fazia isso tudo tão... difícil. Mas eu não pararia de morrer por dentro, e ele não pararia de mentir, ele queria que eu não parasse de chorar. Bom, será que foi pra sempre que ele sempre me quis? Só pra esquecer a namoradinha que morreu? Aparentemente, sim. Todos me usam o tempo todo! “Oh, vamos usar o Frank. Ele parece não se importar com isso”. É claro que eu me importo! Eu também tenho sentimentos, caso as pessoas não percebam isso. Lágrimas continuavam a cair pelo meu rosto e o sangue continuava a escorrer pelos meus braços. OK, é agora. Engoli o comprimido. Tudo terminaria agora e pronto. Eu não veria mais o Gerard nem suas namoradas, meus pais não estragariam mais a minha vida e eu pararia de fazer as pessoas ficarem infelizes. Todos esses pensamentos foram diminuindo mais a cada minuto, até que... Tudo sumiu. Foi assim que tudo terminou.

Notas finais
SE tiver alguém lendo, só aviso pra tentar não surtar.