Three Cheers For Sweet Revenge.

13 I Never Told You What I Do for a Living


Notas iniciais
E agora vem a melação toda de útilmo capítulo.

– Ele já acordou?

– Acho que não.

Foram as primeiras coisas que ouvi, mas não consegui abrir os olhos. Aquelas vozes pouco conhecidas por mim continuavam a perguntar as mesmas coisas repetidas vezes. Eu sentia um cheiro forte de desinfetante, o que nem de longe era parecido com o cheiro do meu banheiro. Aliás, eu estava em uma cama, e não tem uma no lugar onde eu caí. Ótimo, nem me matar eu consigo direito. Resolvi ignorar aquela luz forte que atingia os meus olhos e os abri. Meu pai estava lá, e a minha mãe também. E... Gerard também. Ah, que perfeito. Ele veio comemorar a minha morte, com certeza.

– Esperem, acho que ele abriu os... – Começou um homem velho, que me olhava curioso. Possivelmente algum médico. Mas ele não pode continuar a frase, foi interrompido por Gerard que o emburrou, veio correndo até a minha cama e se jogou em cima de mim, chorando.

– Sai, infeliz. – Foram as únicas coisas que eu consegui falar, com uma voz de sono e as lágrimas já se formando nos meus olhos.

– Por que você fez isso? Eu fiquei tão preocupado. Eu te amo, seu idiota. Eu fiquei desesperado, sabia? – Ele não havia me soltado.

– Ah, sério? Pois não foi o que pareceu quando eu te vi com aquela garota. – Uma lágrima escorreu pelo meu rosto, totalmente contra a minha vontade.

– Espera, que garota? Frank, eu não estive com ninguém! Eu te amo e nunca te trairia, eu juro. Para de fazer drama, seu bobo. – Quando finalmente me soltou, eu pude perceber que seus olhos estavam vermelhos e inchados.

– Será que vocês aí atrás podem dar licenças? Eu preciso falar com o Way. – Pedi ao médico e aos meus pais, que não quiseram sair, mas o médico os convenceu. Minha mãe parecia um pouco abatida, mas o meu pai parecia totalmente entediado. – Você não se cansa de mentir pra mim, Gerard? Eu já sei a verdade, não precisa ficar dizendo que não estava com ninguém. Eu te vi com aquela garota de cabelos escuros na frente do prédio, quando eu estava indo pra casa do Bob e...

– Frank, não! Aquela era a Lyn-z, minha prima. Ela veio à Orleans com os amigos pra ver umas coisas sobre uma banda que estão criando, eu tive que levá-los até os lugares que precisavam, se não meus pais me matariam. – Um sorriso doce apareceu timidamente em seus lábios após falar isso.

– Era ela te chamando no telefone aquele dia também? E, afinal, por que não podia falar comigo?

– Era ela sim. E eu não pude falar porque estava conversando com meus pais. Os Iero conseguiram o telefone da minha mãe de algum modo, e queriam saber se você estava comigo quando você sumiu. E, aliás, eu fiquei desesperado quando descobri que eles não te acharam. Por que você faz essas coisas, hein? Quer me matar do coração, bebê? – Me senti a pessoa mais idiota do mundo por ter desconfiado do meu Gee nesse momento.

– Eu... eu... Fiz isso por você. Eu não conseguiria viver sem você, Gerard. Você é tudo pra mim, sabia? – Eu estava sorrindo e chorando ao mesmo tempo, e uma felicidade incomparável tomou conta de mim.

– É sério? Eu te amo! E também não conseguiria viver sem você, foi por isso que te salvei.

– Como assim me salvou? – Perguntei confuso.

– Eu fui até a sua casa pra saber o que tinha acontecido com você, consegui convencer os empregados de lá a me deixarem entrar e fui até o seu quarto, vi a porta do banheiro aberta e achei você. Nesse momento, me desesperei, comecei a gritar e chorar, liguei para os seus pais e nós te trouxemos para o hospital. Graças à sua mãe, é claro. Seu pai disse que eu deveria morrer porque a culpa de tudo isso era minha, mas ela o convenceu que não. Viu o que eu sou capaz de fazer por você, baixinho? – Ele chegou mais perto e me abraçou.

– Eu... não sei o que dizer. É sério, Gerard, eu te amo.

– Agora vem, meu amor, – Ele me deu um selinho – seus pais vão te levar pra casa.

– Não, Gee. Por favor, não. Eu não vou viver mais com eles. É por isso que eu fugi de casa e fui pra uma pousada.

– Você... pode morar comigo. Se quiser, é claro. – Já disse o quanto ele parece fofo quando está sem jeito.

– Ta falando sério? – Um sorriso enorme tomou conta do meu rosto – Mas é claro que eu quero! É tudo que eu mais quero.

Ele sorriu e eu o puxei para um beijo. O beijo que eu tanto esperei, que eu tanto queria.Gerard Way era meu novamente, e eu era dele. E é assim que as coisas deveriam ser.

Fim!!!

Notas finais
Não sei o que vai ser de mim sem isso agora, pois escrever era o que eu mais gostava KKKKK
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!