Thrasher's Abattoir

3 We Are Sexual Perverts


Notas iniciais
novo cap, espero que gostem

– entrem todos nesta porra logo! – disse.

– tá te acalma. – disse alguns.

– é Débora te acalma. – disse a professora Valquíria.

A professora Valquíria ela é daora. Ela é que é a nossa professora de português. Ela dizia que palavrões são só modos em que as pessoas botão suas raiva. Então tipo ela achava normal, até por que 100% dessa escola xinga.

Entramos no ônibus.

– quando chegarmos ao teatro eu não quero bagunça ok? – Valquíria disse

– ok! – todos disseram.

Que porra.

– vão. Se sentem ali. – Valquíria apontava para os dois últimas poltronas do lado esquerdo.

Thiago sentou na janela. Peguei o meu celular e o fone de ouvido. Eu estava morrendo de sono. Eu tinha passado a noite bebendo. Minha mãe não tava em casa então aproveitei. Eu tava com uma do de cabeça tremenda. Eu nuca mais vou fazer isso.

– tá se sentindo bem Débora? – Karina perguntou.

– to, to. – disse abrindo os olhos.

– e a tua mão? – perguntou ela.

– já tá sarando. – mostrei pra ela minha mão.

– quer? – Karina me mostrou uma barra de chocolate.

– só um pedaço. – disse. Ela tirou e estendeu o braço me entregando.

Comi e depois dormi.

– hey, o pequena. – o Thiago me acordava.

– há? O que é o demônio? – perguntei.

– acorda ae o baixinha, me ajuda a vigiar aquelas porra. – ele disse.

– tá, tá bom.

Saímos do ônibus que já estava vazio. Varias pessoas desorganizadas estavam na porta do teatro Teatro Arthur Azevedo.

– acalmem-se! Fiquem em fila única, por favor! – Valquíria e outros professores tentavam organizar a fila.

Eu e Thiago tentávamos colocar a fila em ordem mais sempre tinha um filho da puta pra desorganizar.

– o porra se tu sair dessa linha eu vou dizer pra Paula te botar de suspensão! – disse.

–tá beleza... – o garoto entrava na fila de novo.

Demorou uns quarenta minutos para todos os alunos entrarem no teatro. A peça era uma peça chamada “Pão com Ovo”. Nos – os alunos que ficaram responsáveis pra ficar olhando e tals – mais os professores foram os últimos a entrar. Então tipo sentamos nas cadeiras atrás dos outros alunos.

– senta na outra. – disse Valquíria.

Na cadeira que eu tava tinha outra que separava eu de Thiago.

– Vai rápido, já vai começar. – disse ela. Thiago se levantou e sentou na cadeira, ao meu lado esquerdo.

Ficou um silencio em todo o teatro. As cortinas se abriram e os atores apareceram. Eu meio que me deitei na cadeira e coloquei meus fones de ouvido. Eu só via os atores e a risadaria em grupo, mais não ouvia as piadas e tals.

Horas se passaram. Quem me via achava que eu tinha morrido e se esqueceram de enterrar, por que eu estava com muito sono cara.

– pega isso pra mim Thiago. – Valquíria apontava para umas sacolas que tava carregando.

Ele se agachou um pouco para pegar as sacolas em quanto eu me levantava. Eu não sei onde pisei mais cai sobre Thiago, que na mesma ora ele levantava a cabeça.

– que nojo! – dissemos juntos.

– o que foi? – perguntou Valquíria.

– nada. – disse. Valquíria deu de ombros e foi andando.

Thiago foi à frente e eu fui atrás dele – por causa das cadeiras, não dava para ir dois, um do lado do outro. Eu limpava a minha boca com a minha farda. Eu estava com vontade de pegar uma faca e cortar minha boca, por que eu estava com muito nojo cara. Serio. Muito nojo.

Saímos do teatro e entramos no ônibus. Sentamos no mesmo lugar. A viajem foi estranha, por que toda hora era assim: a gente ficava se olhando pelo quanto do olho, ai quando a gente se olhava virávamos o rosto para o outro lado. O caminho todo foi desse jeito.

O motorista do ônibus deixava os alunos perto da casa deles. No nosso caso o motorista nos – outros também — deixou perto da integração do São Cristóvão. Eu, Andressa e William, conversamos normalmente. Thiago parecia um emo. Quando chega perto dele, parece que tu ficava também assim... Meio gayzado.

– tu não tava ouvindo? – perguntou William.

– eu não. – disse.

– por quê? Foi muito engraçado, tu tinha que ter ouvido. – disse ele.

– eu não, eu tava morrendo de sono. – disse. – e alem do mais eu to...

– tá de...? – perguntou William.

– ressaca e tals... – disse baixo.

– ah então foi por isso que eu tava escutando umas zoadas de vidro quebrando e tals... – disse ele.

– é provavelmente foi eu. – disse.

– pois é tchau. – disse ele.

– tchau ae. – disse.

Entrei em casa. Andressa num veio pra cá por que ela não tinha mais roupa aqui e tals então ela foi para casa dela. Minha mãe tava no quarto dela – a minha mãe pode estar de folga mais tu nem percebe por que ela se tranca naquele quarto – e eu fui direto pro meu. Tomei um banho e voltei para a sala.

Um dia depois do passeio. Sábado, 9hrs00min.

Sentei-me na cadeira e esperei a maquina de lavar parar de rodar. Peguei o meu livro e fiquei lendo. Na casa do William e Thiago eu escutava um barulho mais eu nem liguei.

– bu!

– ai porra o que é isso? – perguntei. William aparecia em cima do muro.

– oi. – ele disse.

– cara como tu subiu ai? – perguntei.

– escada. – disse ele.

– e o que tu faz ai o criatura? – perguntei.

– te atentar. Thiago tá dormindo... o coroa tá trabalhando então... te atentar. – disse.

– cara, que porra de vizinho é esse que eu tenho? – disse. – antigamente os vizinhos que eu tinha nem falavam comigo.

– mais mudou! – ele disse.

– mais uma pergunta. Quando vocês se mudaram pra cá hein? – perguntei.

– hmmm... Umas três ou quatro semanas. – disse ele. – não sei direito.

– não me lembro de ter visto caminhão de mudança. – disse.

– é mais eu me lembro de ti, pessoinha raivosa. – disse ele.

– quando? – perguntei.

– tu tava indo para o colégio e eu tava tirando as caixas do caminhão. – disse ele.

– não me lembro disso. – disse.

– pois é né? – disse ele. – eu to sabendo de tretas com meu irmão viu?

– o que? – perguntei.

– que ontem na hora que ces tavam saindo rolo uns selinho e tals... – ele olhava para o céu como se não estivesse falando.

– vai tomar no meio da sua entrada anal. – disse.

– não sei onde fica. – disse ele.

– não sabe? eu posso mostrar agora. – eu pegava um pedaço de madeira.

– não, não, não! Eu já sei onde fica. – ele disse.

– bom... Agora já pode sair. – disse.

– antes de tudo! – ele disse.

– o que? – perguntei.

– tu sabe cozinhar? – perguntou ele.

– seeei... Por quê? – encarei-o com os olhos quase fechados.

– posso comer na tua casa? – perguntou ele.

– por quê? – perguntei.

– tá só eu e Thiago aqui e a gente não sabe cozinhar direito e tals... – disse ele.

– eer pode, a coroa tá trabalhando então ces pode vir aqui. – disse.

– Thiago pode vir? – perguntou ele. Eu abri minha boca pra falar. – eu sei que não, ele tá meio esquisito. Ele não era assim... Então eu posso passar ai que horas?

– meio dia pode ser? É que eu tenho coisa pra fazer e tals... – disse.

– claro. – ele disse.

A maquina de lavar tinha parado. A gente ficou conversando e tals. William acabou descendo pelo muro ai a gente começou a conversar mais em quanto eu cozinhava.

– tu quer como frita ou cozida? – perguntei.

– frita seria foda. – ele disse. Eu ri da cara dele.

– ah pera ai porra! – disse abrindo a porta de cima da geladeira.

– que foi mina? – perguntou ele.

– tem bisteca porra. – disse.

– pera ai, pera ai, pera ai! – ele disse. Olhei pra ele. – é Friboi?

– aaah William! Vá à merda! – disse.

Ele começou a gargalhar de rir.

– véi isso num tem graça. Ainda pela segunda vez?! – disse.

– é verdade não tem graça não. – disse ele serio. Dei uma gargalhada. – cara qual a graça?

– a situação saca? – disse.

– não. – ele disse. – não eu sei é que eu tava de zuera.

– sua zuera num cola não meu jovi. – disse.

Eu fritei a carne, fiz um arroz temperado e uma salada. William levou para Thiago e depois veio comer aqui em casa. A gente tava virando assim uns puto amigo sio.

– tá bom? – perguntei.

– tá umas trezentas mil vezes melhor que o meu. – ele colocava uma colher na boca.

– nossa, obrigado. – disse rindo.

– Débora... – ele engolia a comida. – não é pra tu contar pra ninguém, ninguém mesmo.

– tá, o que é? – perguntei.

– tu acha que a Andressa... Tá tipo saca... Gostando de mim e tals...? – ele meio que olhava pra baixo quando falava.

– cara... No dia lá que eu bati no teu irmão... – mastiguei a comida. – a gente veio pra cá e tals... ai ela veio falando “dava pra pegar” foi ai que eu machuquei minha mão.

– como assim “dava pra pegar”? – perguntou ele.

– depois que ela disse isso ela falou “o garoto na bateria era bonitinho”. –tomei um gole do suco. – então tipo depois disso ela num me falou mais nada.

– então...

– então tem probabilidades. – completei.

– que bom... – ele levou uma colher à boca e depois engoliu. – já que tu me disse uma coisa eu vou te dizer outra.

– o que? – perguntei.

– não vá mais tomar banho no quintal. – disse ele.

– não vá? Não mais? Como assim? – perguntei.

– tem como te ver por um buraquinho na parede. – disse ele.

– cara, me explica isso direito! – disse.

– bom... eer... o Thiago te via tomando banho, lavando roupa qualquer coisa que tu fizesse no quintal ele via. – disse ele.

– O QUE?! – perguntei.

– pequena te acalma! – William segurava meus braços.

– como calma?! O cara ficava batendo punheta pra mim seu idiota! – disse.

– mais mina pensa pelo lado bom. – disse ele.

– que lado bom tem isso William?! – perguntei.

– se ele batia punheta pra ti significa então que tu é bonita e tals. – disse ele.

– vá se fuder William! – disse.

– Mais convincente ainda! Vai que é um amor platônico de vizinha gostosa e tals? – ele disse. – e pior que é mesmo...

– MASOQ?! Isso que por acaso virou um puteiro?! – perguntei.

– não, não, quem disse isso? – perguntou ele.

– mais é o que eu estou percebendo! – disse.

– mais foi só uma vez que tu tava só com o short e o sutiã. – disse.

– cara isso é vergonhoso. – disse abraçando as minhas pernas.

– mas pois é... – ele mastigava a comida.

– pois é o que seus pervertidos? – perguntei.

– seus? É só Thiago ai. – disse ele.

– é dá mesma linha. – disse.

– tá afim de ir á um festa? – perguntou ele.

– festa? A onde? – perguntei.

– na casa de um primo nosso. – disse ele.

– quando? – perguntou ele.

– próximo sábado, vai ser o aniversario de 18 anos dele e vai ser uma festa muito louca. – disse ele.

Notas finais
gostaram? sim? comentem! plisssssssssssssssss! suas piçoas divas e divosas comentem! tretras viram para essa festa! confira no proximo cap!