Thrasher's Abattoir
5 Sweet Talker
Notas iniciais
– Hey! Débora! – chamavam na porta. – Deeeeeeebora!
– já vai! — me calcei.
– deeeeeeeeeeeeeeeebora! – disse de novo.
– já vai o carai! – disse.
Apareci na porta. Thiago, Lucas e William me olharam
– deeeeeeeeeebora! – Thiago disse de novo.
– caralho já escutei! – disse.
– abri aqui o porra! – Thiago olhava para as minhas pernas.
– o que ces querem? – perguntei.
– nos trouxe comida! – disse Lucas.
– vão comer na casa de vocês ora. – disse fechando a porta.
– só macho? num tem graça... – Lucas olhava para as minhas pernas.
Olhei para elas. Eu tava só de calcinha e blusa.
– Ai caralho! – fechei a porta.
– oooooh nos tava gostando! – disse Lucas.
– CARALHO! CALA A BOCA DE VOCÊS AI O PORRA! – Andressa disse do quarto.
Fui correndo e vesti um short. Andressa acordava e enquanto lá na porta Lucas e Thiago ainda me chamavam.
– tá caralho entra! – destranquei o portão.
– até que enfim! – disse Lucas.
Eles entraram. William ainda tava meio lerdo.
– cozinha? – perguntou Thiago.
– ali. – apontei.
Fui para o banheiro escovar os dentes. Os garotos falavam alto enquanto eu arrumava o fuar do meu cabelo.
– isso aqui é meu porra! – Thiago disse quando cheguei na cozinha.
Lucas e Thiago disputavam um pastel. William olhava eles com aquela cara de “criançinhas”.
– e ai? Tá melhor? – perguntei brincando o coque do cabelo dele.
– mais ou menos. – respondeu ele.
– meu deus que barulho... – disse Andressa chegando na cozinha.
– bem feito. – disse Lucas. O pastel tinha partido no meio.
– ótimo, pelo menos eu vou comer. – disse Thiago.
Andressa deu um beijo na testa de William e sento na cadeira do lado dele.
– peguem o que quiser. – disse Lucas comendo o pastel.
– cara as piçoa num pode nem dormir-
– tamanha 3 horas da tarde! – Lucas me imterrompeu.
– ôôôh fila da puta, eu não dormi nada hoje por culpa tua! – disse.
– o que eu fiz? – perguntou ele.
– só falou a noite toda. – disse Thiago.
– é serio, me deu vontade de me levantar daquela maca e bate em Lucas, por que caralho?! – disse William.
–tá eu vou ficar calado. – disse ele. Todos o encaramos. – o que é?
– shhhh, é pra tu ficar calado. – disse Thiago.
Ele abaixou a cabeça e comeu o pastel calado.
– bom garoto! – dei uns tapinhas na cabeça dele. Ele me olhou com raiva. – Tá desculpa.
William e Thiago começaram a rir. Sentei-me na cadeia perto de Lucas.
– já são três horas mesmo? – perguntou Andressa.
– eeeeeeeeeeeeeeeeeeeee... E meia, três e meia – disse olhando pro relógio.
– eu ainda to com sono. – disse ela.
– é pois é vou tomar o meu café. – disse pegando a garrafa e a xícara.
– por que? tem refri ora? – William disse.
– fico com dor de cabeça. – disse.
– ok né? – disse Thiago. – aaaah porra! Vai ter um show aqui perto!
Lucas esperneava na cadeira.
– fica quieto sio. – disse Andressa.
– quando? – perguntou William.
– se num me engano é pra essa a próxima semana. – disse ele.
– a onde? – perguntei tirando um pastel da sacola.
– naquele bar que tem lá pra feira. – disse ele.
– aaaah foda-se! – Lucas disse. – Eu consegui um show pá nois!
– O QUE? – todos dissemos.
– cara como assim? – perguntei. – ces tem banda?
– é... A gente tem. – disse Thiago. – uma, super, mini, micro banda.
– cara Lucas a gente num tem nem musica própria! – William disse.
– cara fica calmo, tem de ficar de repouso. – disse Andressa.
– num tem como ficar calmo com essa peste! – William apontou pra Lucas que se escondeu atrás de mim.
–e nois tem sim! – ele pegou o celular e mostrou alguma coisa pra William.
– quando tu fez isso? – perguntou William passando o celular pra Thiago.
– qualquer hora... eu pego o celular e vou digitando. – disse Lucas.
– caralho tem um monte... – disse Thiago olhando o celular. — por que tu num falou isso o retardado?
– tinha me esquecido. – disse.
Uma hora depois.
– cara, pequeno tu num pode fazer essa porra. – disse Andressa.
– posso sim! – disse William.
– Thiago cadê o meu baixo? – perguntou Lucas.
– no meu quarto! – Thiago disse. – me ajuda aqui Débora.
– tá bom. – empurrei o sofá com ele.
Lucas voltou com o baixo dele.
Eu e Andressa nos sentamos no chão da sala. William, Thiago e Lucas ficaram em suas devidas posições.
– tá. O que a gente faz? – perguntou Thiago.
– já temos as letras... Só falta criar ritmo e pá. – disse William.
– hmmm... vim fazendo isso a pouco tempo. – disse Thiago. Ele começou a fazer um riff muito zika, tipo, muito thrash.
– ok... tu pegou isso de quem? – perguntei.
– porra, obrigado. – disse ele.
– zuera fera, mais tá foda. – disse.
– serio? – perguntou ele.
– tá véi, tá zika. – disse Andressa.
– pra ficar mais zika que tal tóis coloca uns baixo no começo?! – perguntou Lucas todo empolgado. – Tipo Alison hell!
– tu tem alguma ideia? – perguntou William.
– mais ou menos... Marrom, marrom. – disse ele.
– ora, então faz! – disse William.
Ele começou a fazer uma introzinha que ia ficar uma delícia com o riff de Thiago. Um começo melódico com um riff bem thrash.
– cara, estou emocionada. – Andressa fingia enxugar uma lagrima.
– por que? – perguntou Thiago.
– eu e a Débora– ele passou a mão pelo meu pescoço e me puxou para o lado dela. – nois tipo... Tá vendo o começo de uma banda de metau br cara...
– ces são as grupie po. – Lucas piscou pra mim.
– roudie, tá meu bem? – disse Andressa.
– grupie. – ele disse de novo.
– foda-se. – disse eu.
Horas se passaram. Eles conseguiram criar duas musicas completas. A gente ajudou a arrumar a casa deles por que a gente tinha feito uma bagunça. Lucas foi pra casa dele. Ele disse que veria a gente amanha. Coisa que eu não entendi.
Dia seguinte. Intervalo.
– CHEGUEI!
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