Notas iniciais
Oi gente! Postando um dia mais cedo, espero que curtam o capitulo! *--*

Teatro Montauk — Nova York.

Freya estava parada do outro lado da rua, olhando disfarçadamente para o teatro abandonado que servira como base para a HYDRA.

Na frente do local havia dois homens parados, claramente agentes do FBI. Um pouco mais distante, uma vã estava estacionada e o motorista olhava em volta e conferia a entrada do teatro. E esses eram apenas os agentes do lado de fora. Com certeza havia mais policiais que ela não conseguira visualizar, sem contar as câmeras nas ruas e do lado de dentro da base.

Era uma ideia extremamente idiota estar ali, ainda mais agora que ela sabia que o FBI a procurava. Mas, ela sentia que deveria estar ali, era como se algo a chamasse até la. Como se ela precisasse terminar algo.

A noite de sua fuga era um borrão, ela se lembrava da visita de Kampmann a sua cela — sabia que era noite porque eles sempre iam a noite — e se lembrava de quando ele a toco. O resto da noite é um borrão até o momento em que ela de fato conseguiu sair do lugar em uma confusão de gritos, adrenalina e… Algo mais que ela não conseguia identificar. Freya não se lembrava de como havia conseguido sair, só lembrava que tinha decidido colocar um fim naquilo. E colocou.

Freya retornou pela rua que havia entrado, tomando o cuidado de agir como mais uma daquelas pessoas ocupadas demais com o celular para olhar em volta e deu a volta no quarteirão. Ela entrou em um beco que sabia que a levaria aos fundos do teatro e diminuiu o passo. Havia uma câmera de uma loja na esquina do beco e que gravava o local. Ela pegou seu celular, abriu o app da policia que havia conseguido hackear no caminho e desativo a câmera. Depois entrou no beco.

Freya parou abruptamente e se escondeu atrás de uma lata de lixo quando viu mais dois agentes parados em frente a porta dos fundos do teatro.

Ela ponderou consigo mesma se deveria ir embora, mas, sabia que era apenas o medo falando. Sentiu a adrenalina acelerar seu pulso e calculou o que poderia fazer agora.

Não era bom com luta, só sabia o suficiente para se defender — o que sempre acabava com ela improvisando. A HYDRA nunca a quis por causa disso. Eles a queriam porque era inteligente. Um gênio, segundo Zola, apesar de ela nunca de fato ter se sentindo assim. Então, ela precisava usar o cérebro para sair dessa.

Ela pegou seu celular, abaixada ali entre as latas de lixo, e pensou no que fazer em seguida. Acessou as conexões e viu que o bluetooth dos aparelhos dos agentes estavam ativados. Ela acessou o de um deles primeiro e foi até as mensagens. A ultima mensagem recebida era de alguém chamado “Boss” com o comando para vigiar aquela parte do teatro.

Freya mandou primeiro uma mensagem com o numero desconhecido para “Boss” dizendo que tinha visto uma movimentação estranha perto do metro. Depois ela mandou uma mensagem para os números dos agentes, se passando por “Boss” e ordenando que eles fossem até a estação investigar.

Os dois tiveram uma pequena discussão sobre aquela mensagem, mas, acabaram obedecendo o comando recebido. Freya se encolheu o máximo que pode quando eles passaram pelo lixo e esperou até que saíssem de vista para ir até a porta.

Ela tentou a maçaneta, só por habito, mas, já pensando em como iria arrombar a porta. A porta estava aberta. Mau sinal. Ela teve certeza de que alguém estava lá dentro. Tudo aquilo cheirava muito mau e não era porque ela teve que se esconder atras de uma lata de lixo. Mas, ela teve aquela sensação esquisita de novo, aquela adrenalina impulsiva de quando matou aqueles homens no Brasil.

E entrou.

Estava escurou e ela ligou o flash do celular.

O corredor estava deserto. Ela se lembrava daquela parte, lembrou-se de passar por ali correndo quando fugiu.

Ela continuou andando depressa, sem saber exatamente para onde estava indo, até chegar ao final do corredor. Se fosse pelo lado direito iria para as celas e para as salas de tortura e treinamento. Se fosse para a esquerda, iria para a sala de controle, a enfermaria e o arsenal.

Freya decidiu que não passaria nem fodendo pelas celas de novo, então se virou para a esquerda. Ela foi se aproximando da ultima porta, que ela sabia levar a sala de controle e desligou o flash. Se havia realmente alguém ali, estava muito quieto.

Ela acessou o infravermelho do celular e o encostou na porta fechada. O lugar estava vazio.

Freya abriu a porta e entrou. Havia estado tantos vezes naquela sala nos últimos anos que a conhecia de cor e quase um ano depois, com exceção da poeira e de as telas estarem desligadas, o lugar era o mesmo em que tinha sido forçada a trabalhar.

O coração de Freya batia forte agora, pensando no que faria em seguida. Freya se aproximou dos servidores que ficavam próximo a porta por onde havia entrado. Eles ainda estavam ali, o FBI não havia conseguido retirá-los. Os relatórios diziam que tudo havia sido destruído.

Mas, Freya havia programado aqueles servidores. Conhecia os códigos de cor e salteado. Sabia que havia uma pequena falha neles, uma falha que ela havia criado. E sabia que era possível recuperar os servidores.

Sem pensar, Freya tocou no primeiro dos servidores e o ligou. E foi ai que varias coisas aconteceram ao mesmo tempo.

Primeiro as luzes começaram a piscar e a voz de Zola veio de todos os lugares, rindo. Depois, homens com armas nas mãos entraram gritando para ela, coisas que não conseguiu entender. E então, alguém lhe deu uma rasteira e colocou seus braços para trás. As luzes ainda piscavam e ela só pode distinguir os cabelos loiros de uma mulher de jaqueta preta do FBI, quando esta disse:

—Freya Hatkins, você está presa.

**************

ANTES

Base HYDRA — Rússia — 2010.

Seus gritos ecoaram pela sala.

Ela achou que aquilo havia terminado. Ela cooperava, fazia o que lhe era mandado, mas, mesmo depois de tudo o que fazia, não era suficiente.

Ela sentiu injetarem algo em suas veias e seu corpo queimou, fazendo com que mais gritos saíssem de seus pulmões.

Sua vida havia sido destruída há dois anos atrás e continuava a ser destruída todos os dias. Ela só queria que aquilo acabasse.

Quando lhe injetaram algo de novo, ela tentou escapar, as veias ainda em chamas, mas, foi segurada.

—Já chega. — veio a voz dele de um canto. Ela não conseguia ver seu rosto, mas, sentiu a tensão tomar conta do lugar.

—Como é soldado? — a voz de Kampmann perguntou, fria.

—Eu disse que já chega. — respondeu ele — Você vai matá-la desse jeito.

Ela ouviu o som de um tapa.

—Não se meta onde não é chamado, soldado. — Kampmann rosnou. Ele se virou para um dos homens que segurava os braços dela — Comece de novo.

—Sim, senhor. — o outro respondeu.
Os gritos dela encheram a sala novamente quando algo foi injetado em sua veia.

Notas finais
Espero que tenham gostando do capitulo e não se esqueçam de me dizer o que estão achando! Na sexta vai ter capitulo do Bucky! ♥