Notas iniciais
Oi gente, desculpem a demora, mas, aqui está mais um capitulo! Dessa vez, algo que vocês querem muito talvez aconteça! :p

Escritório do FBI — Nova York.

Bucky acompanhou Sharon e Steve até a sala dela. Sharon indicou duas cadeiras para que eles se sentassem, deu a volta em sua mesa e se sentou.

—Nós achamos uma garota, Barnes, que bate a descrição que você deu ao Steve. — Sharon contou.

Steve havia lhe explicado brevemente o acontecido quando eles estavam a caminho do FBI, mas, ele ainda não acreditava.

Bucky olhou para Sharon.

—Como vocês a encontraram tão rapido? — ele perguntou.

—Na verdade, ela nos encontrou. — Sharon respondeu. Bucky franziu a testa — Quando nós a prendemos, ela estava dentro da sala de controle do Teatro Montauk.

—Você não me contou que a prenderam. — Steve falou.

—Ela era forçada a trabalhar para a HYDRA. — Bucky falou indignado.

—Ela invadiu uma base militar protegida por alguns dos meus melhores agentes. — retrucou Sharon — De qualquer maneira, vou interrogá-la agora e achei que vocês iam querer assistir.

—Claro, obrigado, amor. — Steve agradeceu. Ele e Sharon trocaram um olhar que fez Bucky olhar para os próprios pés, descofortavel.

—Venham comigo.

Eles saíram da sala e subiram dois andares, até a sala de interrogatório. Steve e Bucky entravam na sala de observação e Sharon entrou na sala onde ela estava.

Bucky se aproximou do vidro para olhá-la. Era ela. Ele exalou alto quando a olhou. Os cabelos estavam maiores do que ele se lembrava e ela parecia mais saudável do que em suas memórias, mas, ela tinha uma expressão ansiosa no rosto.

—É ela. — ele repetiu alto dessa vez.

Sharon se sentou de frente para ela com alguns papéis na mão. A expressão dela não se suavizou.

—Bom, Freya, meu nome é agente Carter, estou com sua ficha comigo. — Sharon começou e leu a ficha — Freya Margareth Hatkins, 22 anos, vista pela ultima vez em 2008, em Sheffield na Inglaterra.

Sharon parou de ler e olhou para Freya. Bucky reparou em como ela mascarou sua ansiedade com uma expressão de indiferença.

—O que você estava fazendo naquele teatro? — Sharon perguntou.

Freya deu de ombros e não respondeu.

—Foi por ordem da HYDRA?

Freya soltou uma risada debochada pelo nariz.

—Você acha que a HYDRA me mandou? — retrucou ela, falando pela primeira vez desde que tinha sido presa.

Bucky se lembrava da voz dela, do sotaque.

—Não mandou? — replicou Sharon — Você hackeou os celulares de três dos meus agentes para entrar no lugar onde costumava trabalhar. Se a HYDRA não te mandou, o que você estava fazendo lá?

Freya ficou em silencio. Sharon ia começar a falar de novo, mas, ela a interrompeu:

—Aquele não era o lugar em que eu trabalhava, era o lugar em que eu fiquei presa. E por que eu deveria contar alguma coisa a você? Você pode muito bem fazer parte da HYDRA, pelo que eu sei.

—Eu não faço parte da HYDRA. — Sharon respondeu com uma voz mais calma — Você está segura aqui, a HYDRA acabou.

Freya ergueu uma sobrancelha para ela, cética.

—É, continue dizendo isso a si mesma e talvez consiga dormir a noite.

Bucky viu Steve ficar tenso com aquelas palavras.

—O que você quer dizer com isso, Freya? — perguntou Sharon se inclinando para a hacker. Freya desviou o olhar.

—Eu venho tentando fugir da HYDRA por quase um ano agora. — ela contou, a voz baixa — Só que eles sempre acabam em encontrando. Então, se eles estivessem mesmo acabado não estariam atras de mim.

—Você sabia sobre isso? — Steve lhe perguntou.

—Não. — Bucky respondeu — A HYDRA nunca me procurou depois que fugi e acho que não seriam idiotas de fazer isso agora.

Steve ia responder quando a porta se abriu e Tony entrou, acompanhado de Natasha.

—O que vocês estão fazendo aqui? — Bucky perguntou surpreso.

—Eu recebi uma ligação do Secretário de Defesa — contou Tony, cruzando os braços — dizendo que o FBI apreendeu uma integrante da HYDRA tentando invadir Montauk e que vocês estavam aqui. Mas, acho que esqueceram de me avisar, não?

—Ela não é integrante da HYDRA. — Bucky retrucou.

—E como é que você sabe disso, Barnes? — Natasha perguntou.

Bucky sentiu o rosto corar um pouco.

—Porque eu me lembro dela. Ela era prisioneira da HYDRA e não agente deles.

—Ela pode ter se convertido. — contrapôs a Viuvá Negra.

Bucky ia responder quando Tony o interrompeu:

—O que ela estava fazendo no teatro, então?

—É o que estávamos tentando descobrir. — respondeu Steve — Quem sabe se prestarmos atenção no interrogatório.

Os quatro se viraram para o vidro.

—Ela é nova demais. — Tony comentou — O que a HYDRA ia querer com alguém da idade dela?

—Eu não me lembro. — Bucky respondeu, olhando para Freya, que olhava de testa franzida para Sharon — Mas, acho que tem haver com Zola.

—Shh, prestem atenção! — Natasha reclamou.

—... o que te fez fugir deles, Freya? — Sharon ia perguntando na sala de interrogatório.

—Digamos que eu não pretendia passar a vida toda em cativeiro. — retrucou Freya com ironia.

—Você passou quanto tempo em poder deles?

—Desde 2008. Eu tinha 14 anos quando me levaram.

—O que aconteceu?

—Eu estava voltando do internato em que estudava, era começo das férias de verão. Quando cheguei em casa eles estavam lá, junto da minha mãe.

—Quem?

—O “namorado” da minha mãe, que na verdade era um agente da HYDRA, Khaled Kampmann. E o Soldado Invernal.

Bucky sentiu os olhares dos outros três em si, mas, continuou olhando para Freya, temendo o que ela podia dizer a seguir.

—E o que aconteceu quando você chegou em casa?

—Kampmann disse que eu deveria ir com eles e que a HYDRA vinha me acompanhando a anos. Eu disse que não, então eles mataram a minha mãe e me levaram mesmo assim.

—Eu sinto muito, Freya. — Sharon falou.

—É, eu também.

—Você se lembra disso, Bucky? — Steve perguntou, olhando para o amigo.

—Não, — ele respondeu vasculhando suas memórias confusas — mas, deve ser verdade. Nem todas as minhas missões eram para eliminar alguém.

Bucky viu o olhar frio de Tony e desviou os olhos. Sabia no que ele estava pensando e apesar de Tony tê-lo aceitado no time e na torre dos Vingadores, ele nunca o perdoaria de verdade. E com razão.

—Estou pesquisando mais sobre ela, — Natasha falou, mexendo em seu celular — e a garota era uma pequena genia. A primeira da sala. A melhor da escola. Com 13 anos, ela desenvolveu um software que salvava os gabaritos das provas da escola no celular de todos os alunos.

—Gostei dela. — Tony riu.

—É, mais se a garota é um gênio, o que a HYDRA a forçava a fazer? — Steve perguntou.

—Ela trabalhava direto para o Zola. — Bucky contou, a memória voltando a cabeça — Estava sempre na sala de controle com ele.

—Zola? — Steve perguntou preocupado — Isso não pode ser bom.

Bucky concordou com a cabeça e voltou a prestar atenção na sala de interrogatório.

—O que você tinha de fazer para eles, Freya?

—Um pouco de tudo. — Freya respondeu.

—De tudo? Como o que? — Sharon retrucou.

—Programação, estratégia. Esse tipo de coisa.

—O que você tinha de programar?

—Um algorítimo. Um que previsse o futuro da raça humana e que identificasse quem seria um problema para HYDRA.

—Você quer dizer o algorítimo de Zola? — Sharon perguntou. Freya concordou com a cabeça — Mas, o algorítimo de Zola foi destruído junto com ele há dois anos.

—E foi um tempo depois disso que eu fugi. — Freya falou.

—Certo, mas, vou ainda não me falou o que estava fazendo no Teatro Montauk. — Sharon voltou ao começo da conversa.

—Eu só queria ir até la. Foi de onde eu fugi e.... Fiquei sabendo que todos os outros foram mortos. Eu só… Senti que precisava ir até la.

Sharon lhe lançou um olhar avaliador.

—Obrigado por me contar, Freya. Eu já volto.

Sharon se levantou e saiu, indo se juntar a eles na sala de observação.

—O que você acha? — Steve perguntou quando ela entrou.

—Que ela falou e ao mesmo tempo não falou. — ela respondeu — Vou solicitar uma avaliação psiquiátrica. Você falou que se lembrava dela, Barnes. O que se lembra exatamente?

—Que as vezes, eu tinha que levá-la para Zola ou para outros lugares, ela tinha tarefas a cumprir. Mas, nunca me contavam o que era. — Bucky não havia contado a ninguém sobre seu ultimo sonho com Freya e preferia que eles continuassem sem saber o que poderia ter acontecido de verdade.

—Vocês acham que ela tem algum poder? — Sharon perguntou.

—Eu lembro de a torturarem, mas, é da HYDRA que estamos falando. Tudo é possível com eles.

Os outros quatro concordaram.

—Eu vou contatar um dos nossos terapeutas. — Sharon ia dizendo.

—Eu quero falar com ela. — Bucky interrompeu. Seu ultimo sonho voltando a mente.

—Bucky… — Steve começou em um tom de aviso.

Bucky olhou para os outros.

—Por que você quer falar com ela, Barnes? — Sharon perguntou — Não é uma boa ideia.

—A ultima coisa que ela precisa agora é ver o Soldado Invernal. Voce ouviu o que ela contou da mãe. — Tony concordou.

—Ou talvez, ela se abra mais com ele. — Natasha falou, refletindo. Bucky ficou surpreso de vê-la lhe defendendo — Os dois foram usados pela HYDRA.

—Ou ela pode estar querendo exatamente isso. — Sharon retrucou — Que você vá falar com ela. Ainda não confio nessa garota. E se ela souber como provocar você para que se torne o Soldado Invernal? E se for uma armadilha?

—Ela não é da HYDRA! — Bucky retrucou — Duvido que isso seja uma armadilha, você viu como ela está com medo.

—Também não acho que seja uma armadilha. — Steve falou olhando para Freya pensativo — Mas, ela passou todos esses anos sendo torturada pela HYDRA. Você estava lá quando mataram a mãe dela, cara. Acho melhor esperarmos.

Bucky suspirou. Sabia que Steve estava certo, mas, precisava falar com ela. Esclarecer tudo. Entender. Olhar para ela sem estar através de um vidro ou sem ser o Soldado Invernal.

—Por favor. Eu não vou machucá-la ou pressioná-la. Se ela não quiser falar comigo não vou insistir.

Ele olhou de Tony para Natasha e dela para Steve e depois para Sharon.

Sharon suspirou.

—Vou te dar cinco minutos, Barnes. Mas, eu juro que se acontecer alguma coisa, se ela surtar ou você se tornar um assassino de novo, você vai se ver comigo!

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ANTES

Sibéria — 2010.

O frio tomava conta de seu corpo, ele estava fraco, confuso. Os soldados lhe arrastaram até a cadeira. Antes de fritarem seu cérebro mais uma vez, porém, ele viu um reflexo de cabelos ruivos. Ela estava la. Por que havia lhe trazido de tão longe?

Naquela noite, depois de completar sua missa, ele caminhou entre as celas para chegar até a sala de treinamento.

Viu a cela em que ela estava e lembrou-se de sua voz. Chegou mais perto, mas, ao invés de musica, escutou um choro baixo.

Ele puxou a portinhola por onde a comida passava e olhou para dentro. Ela estava lá. Mas, o que acontecia lá dentro fez seu estomago embrulhar.

Notas finais
E ai o que acharam? Estão ansiosos para a Freya e o Bucky conversarem? Espero que tenham gostado do capitulo e logo mais tem mais um! Não se esqueçam de me dizer o que estão achando e obrigado pelos comentários e as visualizações! ♥ ♥