Thousand Eyes.
31 Bucky
Notas iniciais
Base HYDRA — Rússia.
—Undo this storm, undo this storm, undo this storm and wait.
Ele olhou para ela por alguns instantes, sem entender o que diabos elas estava fazendo. Então a pegou pelos ombros, fazendo a se levantar. Seus pés sairam do chão.
—I can’t control whitering wonders, flowers that loose their shape. I lie awake and watch it all, it feels like thousand eyes.
Ele a empurrou contra a parede. Precisava fazer aquilo. Alguém tentou afastá-lo dela, mas, ele empurrou quem quer que fosse para longe se se aproximou mais. Sua mão de metal indo até seu pescoço. Mechas de cabelo ruivo cobrindo seu rosto.
—I’ll be the calm, I will be quiet. Stripped to the bone I’ll wait.
Ele apertou mais seu pescoço e ela engasgou, mas, não parou de cantar e nem revidou. Então ela fez algo que ele não esperava, tocou em seu rosto. Suas mãos eram delicadas, os olhos amedrontados agora com lagrimas.
—No I’ll be a stone. I’ll be the hunter, tower that casts a shade. I lie awake and watch it all, it feels like thousand eyes.
Ele olhou nos olhos dela, sua mão afrouxando o aperto. Ela acariciou seu rosto.
—I lie awake and watch it all, it feels like thousand eyes.
As mãos dela agora seguravam seu rosto. Sua cabeça era uma confusão. Ele conhecia aquele rosto. Aqueles olhos. Aquela voz. Era Freya. Por que diabos estava tentando matar Freya?
—I am the storm. I am the storm. I am the storm. So wait.
Freya parou de cantar e ele sentiu suas mãos se afastarem da garganta dela. Os olhos castanhos fixos nos seus.
—Bucky. — ela sussurrou. Então rompeu a distância entre eles e encostou os lábios nos dele, maneira doce e gentil.
Bucky sentiu sua mente despertar. Sentiu os lábios de Freya nos seus, aquela ação que ele nunca cobraria dela por saber que assim como ele, ela tinha tanta coisa a superar. Mas, ele mesmo nunca admitindo, queria beijá-la desde a primeira vez que a viu, não na cela na HYDRA, mas, quando a viu como ele mesmo. Como Bucky Barnes que havia recuperado sua vida e que queria ajudá-la a recuperar a dela.
Seus lábios se afastaram e Bucky encostou a testa na dela, levou a mão humana até seu rosto, secando as lagrimas que caiam.
—Me perdoe. — ele implorou.
Freya sorriu e olhou nos olhos dele.
—Está tudo bem. — ela disse e não havia mais medo em seu rosto.
Ele abriu a boca para argumentar, mas, Freya levou a mão ao seus lábios para silênciá-lo e o fez virar o rosto para a tela onde antes estava o rosto de Zola. Havia apenas uma mensagem na tela agora.
SISTEMA DELETADO.
—Acabou, Bucky. — Freya disse sorrindo — Acabou. Nós conseguimos. Acabou.
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