Notas iniciais
E chegamos ao final! Vou fazer todos aqueles agradecimentos no ultimo box então se preparem! Ah, e escutem "Home" da Gabrielle Aplin quando estiverem lendo! ;)

Freya caminhou para foda do complexo no ar frio de outono e se sentou entre as arvores da floresta que cercava o local. Havia se passado um mês desde que Zola fora destruído e quase dois meses desde que havia começado a morar na torre.

Mas, as coisas estavam diferentes agora.

Para começar, ela tinha poderes. Super poderes! Era incrível e assustador ao mesmo tempo e extremamente difícil para ela se ajustar as mudanças que aquilo causava. Agora, ela tinha dado uma pausa em seu treinamento com Natasha — que já estava totalmente recuperada — para treinar com Wanda e Visão uma maneira de controlar o que conseguia fazer.

Seus poderes, Visão havia explicado, estavam diretamente ligados ao seu emocional o que explicava como ela quase sufocou todos na Rússia, mas, que só piorava as coisas. Agora, todas as vezes que ela se sentia frustrada ou com raiva, alguma coisa sempre acontecia. Ou ela estourava algum encanamento de água, ou causava pequenos tremores no comodo em que estava, ou ateava fogo em alguma coisa ou causava uma ventania.

Ela sentia as vezes que andava sob gelo fino, podendo causar algum acidente a qualquer momento. Wanda havia lhe garantido que era apenas porque ela não estava familiarizada com os próprios poderes, mas, que conseguiria controlá-los com o tempo.

Os dois haviam lhe garantido que com o tempo e com maior domínio de suas habilidades , ela se tornaria extremamente poderosa.

Freya só não sabia se era realmente isso que ela queria, ser extremamente poderosa. As vezes, ela sentia vontade de ter uma vida normal, mas, agora depois de tudo que passou, ela duvidada que isso fosse possível.

Freya se deitou no chão, as palmas das mãos tocando a terra, sentindo a energia que ela transmitia. Das coisas que ela conseguia fazer, controlar a terra era seu poder favorito. Sempre que podia, ela ficava ali deitada, fazendo as folhas secas de outono se mexerem, trazendo-as de volta a vida ou fazendo uma ou outra flor brotar do chão.

Ela fechou os olhos, deixando os pensamentos voarem, os sons da floresta lhe trazendo calma.

Pensou na mãe. Ela havia sido levada para uma prisão de segurança máxima no interior do Texas, mas, Freya nunca quis visitá-la e ela também nunca pediu para ver a filha. Pelo que Sharon lhe contou, o nome verdadeiro da mãe era Irene Aigner, Hatkins era um sobrenome falso, e ela era procurada por diversos crimes desde roubo e assassinato á terrorismo. Freya escolheu ignorar o fato de seu nome ser falso, Tony chegou a questionar o que ela faria, se alteraria o sobrenome, mas, ela era Freya Hatkins. Sempre foi. E mesmo depois de tudo, sua mãe não tiraria isso dela.

Freya suspirou, não querendo mais pensar nisso e tocou a terra, se concentrando. Um único girassol começou a brotar perto de seus dedos e ela sorriu, sua mente indo para outra lembrança

Uma semana depois dos acontecimentos na Rússia, Freya estava começando a ficar inquieta. Seu acordo com Tony era o de ajudar a destruir Zola e ela o fez. Agora, com certeza, eles logo a mandariam embora, era questão de tempo. Mas, ela não tinha para onde ir e também não queria ir. Estava na torre a apenas um mês, mas, se sentia em casa. Não queria deixar Wanda, Natasha, Steve, Tony, Bucky nem nenhum deles. Mas, se eles a mandassem embora, ela teria que ir…

Freya saiu do elevador no térreo e se dirigiu a cozinha, estranhando. Eram apenas oito da noite e ela tinha certeza de que todos estavam em casa, então por que todas as luzes da sala e da cozinha estavam apagadas?

No momento em que Freya entrou na cozinha todas as luzes se acenderam e ela piscou. Um coro de vozes gritou:

—SURPRESA!

Freya pulou de susto.

—PUTA QUE PARIU POR QUE VOCÊS FICAM ME ASSUSTANDO TODA HORA, CARALHO? — ela gritou levando a mão ao peito.

Risadas encheram seus ouvidos e ela olhou em volta observando a cena. Todos os Vingadores estavam ali, junto de Scott Lang, um garoto de olhar ansioso que ela ainda não conhecia e um homem alto usando um tapa olho.

Eles estavam em volta da mesa e Bucky segurava um bolo com os dizeres “bem vinda”.

Freya olhou dele para os outros, confusa.

—Hum… O que está acontecendo aqui, gente?

—É uma festa surpresa para você! — Bucky explicou sorrindo.

—Mas, não é meu aniversário…

—A gente sabe disso, mas, temos algo para te falar. — Bucky falou e lançou um olhar ao homem de tapa olho. Os outros tinham olhares ansiosos e animados.

—Freya, meu nome é Nick Fury. — ele disse e os dois apertaram as mãos — Gostaria de falar com você sobre a Iniciativa Vingadores.

—Ei. — alguém falou lhe despertando de seus pensamentos. Era Bucky.

Freya sorriu para ele.

—Ei.

—Sabia que você estaria aqui. Posso…?

—Claro!

Bucky se deitou ao seu lado na grama, o girassol que ela havia criado entre eles.

—Bonito. — ele falou olhando da flor para ela — Fico feliz de ver que você está melhorando…

—É, eu tô tentando. Mas, essa é a única coisa que consigo fazer sem causar nenhum acidente.

Bucky deu um sorriso compreensivo. Freya se concentrou mais uma vez, uma margarida nasceu perto do braço de metal dele.

Ele sorriu, sua mão entrelaçou na dela enquanto eles ficavam ali em silêncio, olhando o céu entre o topo das arvores.

Eles não haviam se beijado novamente desde a Rússia, mas, a relação havia mudado. Bucky e Freya se tornaram mais unidos e estavam sempre perto um do outro, de mãos dadas, abraçados enquanto assistiam TV, rindo juntos e conversando. Freya amava estar perto dele mesmo em silêncio.

O quarto ao lado do dele era agora oficialmente seu e as vezes, quando um dos dois tinha um pesadelo, eles iam para o quarto um do outro. Freya cantaria qualquer coisa para ele ou leria — eles já estavam na metade de Harry Potter e a Pedra Filosofal — ou Bucky contaria histórias sobre Steve e ele nos anos 1940. Ou os dois iriam para a sala e passariam a madrugada assistindo séries. Freya já havia feito Bucky assistir Doctor Who, Game of Thrones e Sherlock e agora os dois assistiam juntos a Orphan Black.

Os outros Vingadores pareciam ter se acostumado com a relação dos dois e as vezes, ela os via trocar risinhos entre si, mas, fingia não ver. Ela também fingia não saber que eles chamavam os dois de Breya. Bucky e ela não eram um casal, mas, ela achava graça no nome.

Freya olhou para Bucky mais uma vez, agora fazendo uma tulipa nascer perto de seu cabelo sem ele perceber. Ela se concentrou mais uma vez, havia tulipas, girassóis e margaridas ao redor da cabeça e dos ombros de Bucky.

Ele riu com um olhar surpreso para ela.

—Você por acaso está tentando me enterrar no meio das flores? — ele perguntou com ar de riso.

Freya riu e mostrou a língua para ele, feliz em ver seus poderes funcionando e também com o ar sereno que ele tinha ali no meio das flores.

Ela se lembrou de uma canção que havia escutado a pouco tempo que dizia que “seu lar é onde seu coração está” e pensou, deitada ali no meio das flores ao lado dele, que mesmo sem saber o que poderia acontecer no futuro, mesmo sem ter certeza de nada, que enquanto ela tivesse Bucky, Freya estaria em casa.

FIM

Notas finais
E é isso gente, o final da história! Quero agradecer mais uma vez a todo mundo que leu, comentou ou simplesmente passou por aqui para dar uma olhadinha. Eu amei escrever essa história e fico muito feliz de ver que gostaram dela! O que acharam do final e da Freya ter poderes e ter se tornado uma Vingadora? O que acham que vai acontecer agora? Me contem se gostariam de ler uma segunda parte porque eu talvez escreva uma e se quiserem eu posto aqui! Obrigado por tudo, gente! ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!