Notas iniciais
TW: Violencia, luta, sangue.

Torre dos Vingadores.

—Você não precisa fazer isso, Freya. — Bucky falou.

—Sei disso, — Freya respondeu cruzando os braços — mas, quero fazer. E vai ser uma boa pratica para quando formos a Russia.

—Eu sei, mas, ninguém vai te culpar se você não for. — Bucky retrucou.

—Mas, eu vou. Relaxa, Buck, eu vou ficar bem. Além do mais, Natasha tem me dado alguns aulas de defesa pessoal e eu vou estar com vocês. Vai dar tudo certo. — Freya respondeu em tom tranquilizador.

Os dois estavam no hangar parados na frente do quinjet. Os outros já haviam embarcado e Bucky tentava convencer Freya a nao ir.

Já havia se passado quase duas semanas desde a festa de T’Challa e do inicio da missão e eles finalmente iriam a Islândia, uma das ultimas bases ativas da HYDRA. Steve e Tony haviam decidido junto de Freya que seria uma boa ideia ela ir com eles como uma preparação a viagem a Russia, o que Bucky achava uma péssima ideia.

—Pessoal, nós temos que ir! — chamou Steve de dentro do quinjet.

Freya entrou antes que ele pudesse protestar novamente e Bucky a seguiu.

—Vamos repassar o plano. — Steve falou quando eles entraram. Os outros já estavam em seus lugares e Tony pilotava a aeronave — Nós entramos, derrubamos eles, prendemos quem está no comando e Freya conecta o vírus nos servidores, certo?

—Certo. — os outros responderam.

Eles partiram e Bucky ficou em silêncio, nunca falava muito antes de uma missão, gostava de ficar em seu canto, se concentrando. Viu que os outros conversavam vagamente e que Freya parecia nervosa.

—Não se preocupe, Freya. Deixe tudo com a gente, você só tem que conectar o vírus. — Wanda falou a ela — Vai dar tudo certo.

Freya sorriu para a outra. Bucky havia notado durante as semanas como os outros Vingadores pareciam ter se acostumado a presença dela e como ela havia se aproximado especialmente de Natasha e Wanda.

—Eu fico muito feliz de ver como você melhorou como ela chegou. — Steve comentou em voz baixa sentando-se ao seu lado.

Bucky olhou para ele.

—Como assim?

—Eu sei que você melhorou nesses dois anos, mas, desde que Freya chegou é como se eu visse mais do Bucky de antes. Nunca te vi sorrindo tanto… Cara, ela até te fez dançar! — Steve riu.

—Cala a boca. — Bucky resmungou corando.

—É sério, cara. Seja la o que estiver acontecendo entre vocês dois, é bom. Para os dois.

Bucky olhou para o amigo que sorria para ele. Ele sabia que Freya fazia bem para ele, mas, era estranho falar sobre aquilo. Sobre sentimentos. Fazia setenta anos que não tinha qualquer tipo de relacionamento com ninguém.

Ele assentiu para o amigo.

—Eu sei, cara. Eu sei. — ele respondeu simplesmente.

Tony os chamou para repassar os detalhes que haviam obtido sobre a base sobre onde estava localizada. Depois, eles repassaram o que cada um deveria fazer e o sinal que usariam caso qualquer coisa desse errado. Depois dividiram a equipe: Bucky, Steve e Wanda iriam com Freya até o servidor enquanto os outros ficariam responsáveis pelos demais guardas e por revistar o local.

Eles chegaram a Islândia uma hora depois. Tony pousou o quinjet a alguns metros de distância da base, entre algumas arvores e eles saíram, indo até a base.

A luta começou antes mesmo de eles se aproximarem. Tiros vieram do meio das arvores. Eles se esconderam entre as arvores e Wanda bloqueou as balas enquanto Bucky atirava de volta e Steve lançava seu escudo. Tony, Rhodes e Sam voaram até a direção dos tiros e voltaram alguns minutos depois.

—A barra está limpa. — Tony informou pelo comunicador.

—Freya, fica junto de mim. — Bucky falou e ela foi para perto dele. Eles voltaram a caminhar na direção da base.

Havia guardas esperando por eles e eles lutaram. Bucky havia derrubado três deles quando olhou em volta e viu Freya chutando e batendo em dois guardas ao mesmo tempo. Viu que ela tinha uma faca e acertou um dos homens no braço enquanto chutava o outro e o jogava no chão, num movimento tipico de Natasha. Sorriu, sentindo-se orgulhoso dela.

—Uau. — ele falou quando seus olhos se encontraram.

—Eu falei que a Natasha vem me ensinando algumas coisa.s — Freya respondeu com um risinho apesar de tremer um pouco.

—Eu sei que sou uma ótima professora. — Natasha falou pelo comunicador — Mas, agora, dá para focar?

—Foi mau, Nat! — Freya riu.

Ela correu até Bucky enquanto ele derrubava mais alguns guardas.

—Bucky, Wanda, Freya! — Steve falou — A entrada está livre. Vão indo que já estou chegando!

—Entendido. — Bucky respondeu e os dois se juntaram a Wanda, correndo até a entrada da base.

As enormes portas da base estavam trancadas e havia um teclado numérico em um canto. Bucky colocou as mãos entre as duas portas e começou a empurrar.

—Calma! — Freya exclamou indo até o teclado — Eu consigo abrir!

Bucky e Wanda olharam para ela enquanto Freya tirava o celular do bolso e escaneava o teclado. Depois de alguns segundos ela digitou uma sequencia de números e a porta se abriu.

—Pronto. — ela falou simplesmente. Bucky e Wanda olharam para ela surpresos.

—Bom trabalho, Freya. — Steve elogiou se juntando a eles.

—Você está cheia de surpresas hoje. — Wanda comentou fazendo os outros rirem.

—Podemos entrar, gente. — Steve falou.

—Rhodes e eu vamos cuidar do lado de fora. — Sam informou pelo comunicador enquanto passava voando por eles.

—Onde fica a sala de controle? — Bucky perguntou a Freya.

—No terceiro andar. — ela respondeu conferindo o celular.

—Então vamos lá. Natasha, Tony, Visão e Clint vocês sabem para onde ir. — Steve falou.

—Certo, Cap! — Clint respondeu.

—Já estamos indo! — Natasha emendou.

Eles entraram sem esperar os outros e seguiram apenas alguns passos antes de serem interrompidos por mais guardas.

Bucky, Wanda, Freya e Steve chegaram até as escadas lutando. Wanda usava seus poderes para fazer os guardas lutarem contra si mesmos enquanto ele e Steve os acertavam. Freya lutava da maneira que podia, apesar de não ter tanto jeito quanto eles, ela estava aprendendo e era rápida.

Eles chegaram até o terceiro andar onde parecia haver uma concentração maior de guardas.

—Deixem comigo, gente! — Wanda falou indo até os guardas, erguendo as mãos. Steve correu para ajudá-la.

—Vem! — Bucky falou a Freya — Vamos até a sala de controle.

Ela concordou e o acompanhou. Alguns guardas iam na direção deles e Bucky atirava com seu revolver ou os acertava com o braço de metal.

Eles entraram na sala de controle. Havia apenas um homem ali, estava de costas para eles, digitando algo. Pelas roupas, Bucky assumiu que era o comandante da base.

—Freya, vá até os servidores. Eu cuido dele!

Freya correu até o canto onde os servidores ficavam enquanto Bucky se aproximava do general.

—Olá, soldado. — disse o homem — Você não se lembra de mim, meu nome é Klaus. Mas, você conheceu meu irmão. Sua passarinha também.

Em segundos, Bucky estava em cima do homem e o jogou no chão, pisando em seu peito com o pé esquerdo.

—Quem é o seu irmão? — ele perguntou.

O homem deu um sorriso sangrento.

—Meu nome é Klaus Kampmann. Meu irmão era Khaled Kampmann.

Bucky o chutou ao ouvir o nome.

—Você esta preso. — Bucky falou e tirou um par de algemas do bolso e o algemou — Freya, conseguiu?

—Quase! — a voz dela veio entre o corredor de servidores.

Klaus olhou dele para direção de onde a voz dela veio.

—Você confia nela, não é, na passarinha?

Bucky chutou o homem mais uma vez.

—Fique quieto.

—Você não sabe de tudo sobre ela.

Bucky ergueu o homem do chão, seu rosto ficando próximo do dele.

—Já disse para ficar quieto se não quer que eu quebre a porra dos seus dentes. — Bucky ameaçou.

—Tem algo que Zola quer que você veja. — Klaus falou e o monitor se acendeu. Bucky olhou para a tela.

Eram imagens da câmera de segurança da sala de controle de Montauk. Ele reconheceu Freya sentada em uma cadeira digitando algo. Kampmann estava atras dela.

—Tudo bem ai, Barnes? A Freya está bem? — a voz de Tony veio pelo comunicador, mas, ele não respondeu olhando para a tela. Ouviu passos e Wanda e Steve entraram na sala, ele não se virou para eles.

Assistiu enquanto a Freya do vídeo continuava a trabalhar, parecia estar a sós com Kampmann e o homem começou a tocá-la. A Freya do vídeo ficava tentando se desvincilhar dele, mas, Kampmann a jogou no chão e ficou em cima dela. Ela gritou e tentou chutá-lo, sem sucesso. Kampmann tirou o cinto e a acertou diversas vezes antes de levantá-la e empurrá-la de frente para a parede. Ele viu Freya sangrar e viu Kampmann abaixar as calças, então Freya ficou de frente para ele e Bucky a viu apalpar os bolsos do homem disfarçadamente. Kampmann colocou uma mão sobre sua boca e fez Freya bater a cabeça na parede, mas, Freya parecia ter encontrado algo nos bolsos dele porque quando ele tentou abrir suas pernas, Freya acertou algo em suas costas. Bucky viu que era um canivete.

Kampmann gritou surpreso e Freya se afastou dele, acerto agora a faca em seu peito. Kampmann caiu no chão e Freya o chutou, então pegou o cinto com que ele havia lhe batido e amarrou em seu pescoço. Freya o puxou pelo cinto no pescoço, fazendo-o ficar de joelhos, já sufocando. Freya então ficou atrás dele e acertou o canivete diversas vezes no corpo de Kampmann: no peito, na barriga, no rosto, nos olhos e encostou a faca em sua garganta.

A cena era assustadora e irreal. Freya estava coberta de sangue e os gritos engasgados de Kampmann enchiam a sala, quanto mais ele gritava, mais Freya apertava o cinto.

—Implore. — a Freya do vídeo falou e sua voz carregava tanta frieza que chegava a ser inumana.

Kampmann engasgou.

—Implore. — ela falou de novo — Implore como você me fez implorar.

Ela puxou mais o cinto.

—P-Por f-fav-vor… — Kampmann conseguiu dizer.

Freya encostou o rosto na cabeça dele se sujando ainda mais de sangue.

—Você nunca mais vai me machucar, seu filho da puta.

E Bucky assistiu enquanto Freya erguia a cabeça de Kampmann e passava o canivete em sua garganta, fazendo jorrar sangue para todos os lados.

Notas finais
Vou deixar vocês aqui com esse cliffhanger e no meio da semana tem mais! :p Espero que vocês tenham gostado apesar de os capítulos terem sido mais curtos!