Notas iniciais
Olá, pessoas lindas! Antes de postar esse capitulo queria agradecer pelos comentários e pelas visualizações e por tudo porque vocês são lindos! Além disso, como já estamos na reta final da história vou tentar postar um capitulo por dia, então aguardem! *---*

Base HYDRA — Islândia.

Freya assistiu a si mesma matar Kampmann, seus pés pareciam congelados no chão de concreto e quando a tela ficou preta os outros se viraram para ela lentamente.

Então ela tinha matado Kampmann. Pequenos detalhes voltavam a sua mente agora. O canivete. O som da arma perfurando o corpo dele. A sensação de passar-lhe a faca na garganta.

Freya era uma assassina.

Ela olhou de Wanda para Steve, ambos pareciam chocados e seu olhar foi deles para Bucky, se sentindo aterrorizada.

Ele olhou para ela parecendo tentar assimilar o que tinha acabado de assistir.

—Bucky…? — ela falou baixo, sua voz saiu tremula.

Para piorar as coisas, Natasha, Tony e Clint entraram na sala.

—Gente, o que esta acontecendo? Por que ninguém respondeu o comunicador? — Natasha perguntou — O que aconteceu?

Freya ficou em silêncio esperando alguém responder, seu olhar ainda em Bucky.

Foi Steve quem falou com a voz séria:

—Zola está tentando nos desestabilizar, foi isso que aconteceu.

Freya olhou para ele tentando expressar gratidão, mas, não conseguiu interpretar o olhar do Capitão. Seria receio? Desconfiança?

—Você conectou o vírus, Freya? — Tony perguntou e foi como se sua mente tivesse voltado de um transe, lembrando do que estavam fazendo. Ela concordou com a cabeça. — Então vamos voltar para o quinjet. A policia local está aqui, vai levar esse cara para custódia. — Ele indicou Klaus Kampmann.

—Então vamos. — Steve concordou. Freya não se mexeu, olhando para Bucky com medo do que iria acontecer quando eles voltassem a torre. Mas, também com medo do que passava pela cabeça dele. Ela havia matado alguém. Três pessoas, contando os homens no Brasil. Ela não se lembrava de Kampmann e se havia esquecido dele então quantos outros ela tinha matado e esquecido? Quanto sangue havia em suas mãos sem que ela soubesse?

Ela sentiu uma mão em seu ombro e viu que era Wanda. Ela olhava para Freya com um olhar preocupado.

—Vamos.

Freya a seguiu.

Bucky caminhava atras dela, mas, ela não tentou contato dessa vez. Ele provavelmente a odiava. Devia ter nojo dela. Viu o olhar de horror dele quando ela estava toda suja de sangue no vídeo. Freya não o culpava por odiá-la. Ela talvez se odiasse mais naquele momento. Não por ter fugido ou por ter tirado a vida de Kampmann, ele merecia ter morrido. Mas, o jeito que ela havia feito. Aquilo a assustava.

De onde tinha vindo tanta raiva? Como ela havia conseguido tirar uma vida de maneira tão brutal? Era como se duas Freyas lutassem em sua mente: ela, a Freya nerd dos computadores que tentava recuperar a vida depois de oito anos de torturas. E aquela outra Freya, aquela que ela mau conhecia, mas, que tomava conta dela as vezes, impulsiva e cheia de ódio, que arranjava forças Deus sabe de onde e que havia matado Kampmann e mais duas pessoas. A que matava atrás de uma tela de computador como uma desculpa para atualizar um algoritmo.

Ela era um monstro.

Eles entraram no quinjet em silêncio e ela se sentou o mais afastada dos outros que pode. Viu Wanda trocar um olhar com os outros como se estivessem conversando sem palavras.

Freya encostou a cabeça na janela do quinjet, olhando para o céu limpo que parecia zombar dela. O que faria agora? Ela não se lembrava de se sentir tao bem fazendo algo quanto nessas ultimas semanas. Mas, ela não era parte deles. Freya estava ali como um favor em troca de destruir Zola, mas, agora, ela com certeza iria para a cadeia. Era uma criminosa, uma assassina. E se ela surtasse desse jeito com eles? E se tivesse um ataque psicótico desses de novo? Ela não matou um general e dois soldados altamente treinados com apenas uma faca? E se machucasse algum deles?

Freya olhou para os Vingadores, conversando entre si sobre a missão, com exceção de Bucky, Steve e Wanda. Eles eram um time. Ela não era parte deles. Era uma psicótica. Não podia ficar mais junto deles.

Ela começou a se sentir claustrofóbica dentro do quinjet. Queria sentir a terra sobre seus pés. Queria ter algum lugar para poder fugir e se esconder. Onde ninguém a visse.

Quando eles finalmente pousaram, os outros pareceram se demorar dentro do quinjet e Freya aproveitou a deixa para sair o mais rápido que pode.

—Freya! — ela ouviu a voz de Bucky carregada de preocupação chamar. Freya não respondeu, ele provavelmente lhe diria coisas horríveis. Ou iria prendê-la como havia feito com Klaus Kampmann na base. Ou iria expulsá-la.

Bom, ela não ia deixá-lo ter esse trabalho. Iria embora. Antes que fizesse mau a mais alguém.