Thousand Eyes.
17 Bucky.
Notas iniciais
Torre dos Vingadores.
Quando Freya caiu no sono, Bucky foi se juntar aos outros na sala de reuniões, a pedido de Tony. Os outros já estavam lá.
—Certo, — Tony falou quando Bucky se juntou a eles — devido ao que aconteceu na clinica, Freya vai ficar conosco.
—Por quanto tempo? — Wanda perguntou.
—Ainda não sei. — Tony falou — Mas, não podemos jogar a garota na rua com a HYDRA atras dela. Além do mais, se ela ajudou a criar o algoritmo de Zola, pode nos ajudar a acabar com ele.
—E como é que sabemos que essa garota não é uma agente dupla que está aqui a mando da HYDRA? — Sam perguntou.
—Ela não é. — Bucky retrucou.
—E como você sabe Homem de Lata?- Sam retrucou — Por que sonhou com ela?
—Porque ela era forçada a trabalhar para eles assim como eu. — Bucky respondeu engolindo em seco — E porque ela disse que Zola não foi destruído. Ela contou que o ouviu em Montauk.
—Mas, se a HYDRA está mesmo procurando por ela, é uma boa ideia escondê-la aqui dentro? — Rhodes perguntou.
—Aqui é o lugar mais seguro que ela pode ficar. — Steve respondeu ao lado de Bucky — E como Tony falou, não podemos jogá-la na rua.
—Ta, tudo bem. — Wanda concordou — Mas, onde ela vai ficar?
—Num dos quartos de hospedes. — respondeu Tony — No andar de Barnes. Acho que é melhor deixar vocês um perto do outro já que já se conhecem.
—Por enquanto, Rhodes volte a clinica com o Sam e tentem descobrir como a encontraram. — Steve orientou.
—Certo, Cap. — Rhodes concordou e saiu junto de Sam.
—Barnes, você vai voltar a enfermaria? — Tony lhe perguntou.
—Vou. — Bucky respondeu.
—Quando ela acordar, me chame. E vocês pessoal, tentem fazer o máximo para que ela se sinta bem vinda.
Os demais concordaram e Bucky saiu, voltando a enfermaria.
Freya dormia tranquilamente quando ele entrou. Bucky arrastou uma poltrona para perto de sua cama e afundou nela, olhando para Freya. Ela parecia tranquila, calma. Era a primeira vez que a via daquele jeito — em suas memórias ela sempre tinha uma expressão de medo — e ele se pegou desejando ouvir sua voz cantando.
Não conseguia aceitar o que havia acontecido com ela por todos aqueles anos. Como ele pode não ter visto? Percebido? Ela tinha sido tão brutalmente violada....
Bucky afastou aqueles pensamentos sem tirar os olhos dela. Ela estava ali e enquanto estivesse com os Vingadores, estaria segura. E ele a protegeria dessa vez, não falharia como tinha falhado tantos anos atras.
Ele caiu no sono.
Dessa vez, estava de volta a sala de controle na Sibéria. Kampmann estava lá junto de Freya. Ela controlava algo no computador e ele viu o jeito como Kampmann olhava para ela e tocava em seus ombros. O corpo dela enrijecia com o toque.
—Bucky? — a voz dela chamou distante — Bucky?
Ele acordou sobressaltado.
Freya estava sentada na cama, olhando para ele preocupado.
—Pesadelo? — perguntou.
—Huhum. — Bucky concordou.
—Quer me contar o que foi?
—Não se preocupe. — Bucky dispensou, ela realmente não precisava saber com o que ele andava sonhando — Como você está se sentindo?
—Bem, considerando que levei um tiro. — Freya sorriu — Obrigado a propósito, por ter me salvado. Se você não tivesse voltado, acho que não sei onde estaria uma hora dessas…
—Não foi nada, sinto muito pelo tiro.
—É, fazer o que, né? Pelo menos não foi tão ruim assim.
Bucky concordou com a cabeça.
—É, em alguns dias você já tira os pontos. — ele disse — Ah, Stark quer falar com você! F.R.I.D.A.Y, avisa pro Stark que a Freya já acordou, por favor?
—Sim, sargento Barnes. — a voz do sistema respondeu, ainda era estranho ouvi-la lhe chamando de sargento — O senhor Stark já está a caminho.
—Isso é um sistema de interface de linguagem natural? — Freya perguntou curiosa.
—A gente chama de F.R.I.D.A.Y — Bucky falou simplesmente, não entendia nada de computadores.
—Legal. — Freya comentou animada — E vocês usam como interface do sistema?
—Sim. — quem respondeu foi Tony, entrando na enfermaria — F.R.I.D.A.Y é nosso sistema desde a batalha com Ultron na Sokovia.
—Isso é muito legal, senhor Stark. Quero dizer, Tony. — Freya se corrigiu.
—Você quer que eu te mostre como funciona? — Tony ofereceu.
—Eu vi o Bucky fazendo. — Freya falou — Mas, acho que ela não me obedeceria já que não tenho acesso. — ela deu de ombros.
—Na verdade, ja que você vai ficar conosco te dei o mesmo nível de acesso do homem de lata aqui, senão você não conseguiria andar pela casa.
Bucky viu Freya corar um pouco, parecendo envergonhada com a gentileza dele.
—Obrigado Tony, por me aceitar aqui, não quero incomodar…
—Não é incomodo nenhum. — Tony dispensou — Mas, Bucky contou que você disse que Zola não foi destruído.
Freya se mexeu desconfortável e lançou um olhar a Bucky.
—Isso. O que explica como ele conseguiu ouvi-lo.
—E você consegue acessar aqueles servidores, certo?
—Isso. Posso começar agora mesmo se quiser… — ela fez menção de se levantar.
—Calma, kiddo, você levou um tiro. Descanse, amanhã você da uma olhada neles. — Tony dispensou — Agora, se estiver se sentindo melhor, Barnes pode te levar para seu quarto.
—Ah, claro.
Bucky se levantou. Tony deu um tapinha no ombro de Freya antes de sair e disse:
—A propósito, bem vinda a torre.
—Obrigado. — Freya sorriu e Tony saiu.
Bucky estendeu a mão para Freya e ela a segurou. Ele a ajudou a se levantar e tentou pegá-la no colo de novo, mas, ela fez que não com a cabeça.
—Eu consigo ir dessa vez, Bucky, sério.
—Você quem manda. — Bucky falou com um pequeno sorriso, mas, colocou o braço de metal em volta da cintura dela e ela colocou o braço em volta de seu ombro. Ele viu que ela ja não parecia sentir dor, mas, que mancava por causa dos pontos.
Bucky havia ganho um andar apenas para si na torre porque quando chegou, seus pesadelos e flashbacks eram muito mais frequentes e intenso e não era seguro ficar perto dos outros quando poderia entrar no modo Soldado Invernal a qualquer momento.
Agora, apesar dos pesadelos não terem diminuído, ele já tinha auto controle o suficiente para não se tornar um assassino a sangue frio durante o sono.
Eles saíram do elevador no andar dele e Bucky parou na frente do quarto dela, abriu a porta e acendeu a luz.
—Aqui é o seu quarto. — ele falou e ajudou-a a entrar e se sentar na cama onde havia uma mochila.
—Vocês recuperaram minhas coisas! — Freya exclamou abrindo a mochila.
—Sam e Rhodes voltaram na clinica para investigar e trouxeram. — Bucky contou.
Freya concordou com a cabeça.
—Obrigado.
Os dois ficaram em silencio por alguns momentos. Freya olhou para ele.
—Bom, meu quarto é aqui do lado, se precisar de qualquer coisa é só me chamar ou bater na parede que eu venho correndo.
Freya riu.
—Pode deixar.
Ele olhou para os próprios pés.
—Eu vou deixar você descansar agora. Boa noite, Freya.
—Boa noite Bucky. E obrigado de novo, por tudo.
Bucky sorriu e saiu fechando a porta. Ele foi para seu quarto e tomou um banho rápido antes de se deitar.
Ele já estava quase pegando no sono, mas, poderia jurar ter ouvido aquela melodia que conhecia de seus sonhos, vinda do quarto ao lado.
Fale com o autor