Notas iniciais
Desculpem a demora, mas, aqui está mais um capitulo novo! :)

Base abandonada — Montreal.

Bucky abriu os olhos. Ainda estavam naquela sala, não sabia quanto tempo havia se passado. Sua cabeça ainda doía.

—Bucky! — Steve exclamou quando ele abriu os olhos.

—Steve… — ele murmurou — Quanto tempo eu…?

—Só alguns minutos. O que aconteceu? Quando eu entrei aqui você estava gritando!

—Você não viu?

—Só vi as luzes piscando, mas, quado você desmaiou elas voltaram ao normal. O que você viu?

—Zola. — Bucky respondeu se sentando.

—Zola?!

—Eu me aproximei dos servidores e o monitor ligou… Zola apareceu… Ele disse que sabia que eu tinha a encontrado.

—Freya?

—Quem mais seria? — Bucky retrucou — Mas, eu não entendo… Como ele sabe?

—Eu não entendo como ele estava aqui! — Steve exclamou — Natasha e eu estávamos lá quando ele explodiu… Nós quase morremos, o lugar foi completamente destruído!

—Você tem certeza?

—Tenho… Só que a Shield apareceu. — Steve olhou para ele.

—Eles podem ter achado uma maneira de recuperá-lo. — Bucky completou — O que nós fazemos agora?

Steve olhou em volta.

—Levamos os servidores. Não são muitos, da para levarmos em uma viagem só.

Bucky concordou e eles começaram a trabalhar.

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—Perai, — falou Rhodes — vocês estão dizendo que o Zola, aquele maluco que transferiu o cérebro para um computador e criou o Soldado Invernal, não foi destruído?

—Pelo menos não completamente. — Steve respondeu.

Era final de tarde e os Vingadores — com exceção de Tony — estavam reunidos na sala de reuniões.

—Você tem certeza que não foi apenas uma memória, Bucky? — Visão lhe perguntou.

—Tenho. Os flashbacks são diferentes. Tem alguma coisa naqueles servidores, assim que cheguei perto ele apareceu… — Bucky explicou.

—E o que ele disse? — Wanda perguntou.

—Que sabia que eu tinha a encontrado. — ele contou.

—Aquela garota que o FBI prendeu ontem a noite? — Sam perguntou de testa franzida.

—Sim, o nome dela é Freya. Ela era forçada a trabalhar para a HYDRA. Eu me lembro dela, ela trabalha para o Zola.

—Ela contou para a Sharon que ajudou a criar o algoritmo de Zola. — Natasha contou aos outros.

—Então ela sabe como destruir ele de vez? — Wanda tornou perguntou.

—Nós não sabemos. — Natasha respondeu, antes que Bucky pudesse falar — Ela não falou muito.

—Mas, ela pode ajudar. — falou Tony entrando na sala

—Como ela está? — Bucky perguntou na mesma hora.

—Ela está bem, Barnes. — Tony respondeu — Mas, de acordo com a psiquiatra ela está sofrendo de TEPT e ansiedade graves, o que é compreensível, considerando tudo que ela passou.

—O que vai acontecer com ela? — Bucky perguntou preocupado.

—Ela aceitou ir para uma clinica de recuperação no interior. — Bucky abriu a boca para protestar, mas, Tony continuou — Ela vai estar protegida lá, Sharon escolheu a dedo os agentes que ficarão de vigia e vamos receber informações de hora em hora.

—Ela concordou em ajudar? — Steve perguntou.

—Concordou, mas, a doutora Sinclair e eu achamos que é melhor dar um tempo antes de qualquer coisa. Para que ela possa a confiar em nós. — Tony explicou.

—Quanto tempo? — Sam perguntou.

—O tempo que for necessário, Wilson. E onde estão os servidores?

—No seu laboratório. — respondeu Steve.

—Certo, eu vou subir e dar uma olhada neles. — Tony ia saindo e Bucky se levantou e o acompanhou.

—O que mais essa psiquiatra disse? — ele perguntou, entrando no elevador junto de Tony.

O outro suspirou.

—Que a atitude dela é normal depois do trauma que viveu. E que não foi uma boa ideia você ter ido falar com ela.

—Por que não? — Bucky perguntou indignado.

—Você está falando sério, Barnes? Por que você quer tanto falar com ela?

—Porque eu me lembro dela, só por isso.

Tony ergueu uma sobrancelha para ele. Bucky não ia contar para ele, entre todas as pessoas, o que andava sonhando.

—Seja o que for que se lembre, faça um favor a ela e a deixa em paz um pouco, entendido?

Bucky não respondeu. Ele bufou e saiu quando o elevador parou no andar do laboratório, se sentindo exasperado.

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ANTES

Sibéria — 2010.

Ele caminhou pelos corredores até a cela dela, como já fizera tantas vezes durantes todos esses anos. Zola a queria mais uma vez.

Chegando mais perto, a porta da cela se abriu pelo lado de dentro. Kampmann saiu arrumando as roupas. Ele apertou os punhos.

—Soldado? — Kampmann chamou — Não sabia que você também gostava de visitar a passarinha.

Em segundos, ele pegou Kampmann pelo pescoço com seu braço de metal e o apertou contra a parede, levantando o homem do chão.

—Deixa ela em paz. — ele falou, a voz cheia de um ódio que ele não percebeu sentir.

Kampmann sorriu apesar do rosto começar a ficar avermelhado.

—Me solte, soldado. Ou não será você sem sofrerá as consequências.

Ele olhou para o homem, a mão ainda apertando-lhe a garganta. Depois de alguns segundos o soltou.

Kampmann colocou as mãos no pescoço e olhou para ele com frieza.

—Você não pode tirá-la de mim, Soldado. Agora, faça o seu trabalho.

Kampmann saiu e ele se virou para a cela. A voz dela veio de lá de dentro, tremida.

I lie awake and watch it all, it feels like thousand eyes.*

E ele não compreendeu o que sentiu. Foi como se algo dormente há muito em sua mente despertasse. Ele se deu conta de que precisava protegê-la.

Notas finais
*Eu fico acordada e assisto tudo, parecem mil olhos.